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Sobre a Arte da Cerâmica

“A cerâmica é ao mesmo tempo a mais simples e a mais difícil de todas as artes. A mais simples, por ser a mais elementar; a mais difícil, por ser a mais abstrata. Historicamente, encontra-se entre as artes mais primitivas. Os vasos mais antigos que se conhecem eram modelados à mão em barro cru, tal qual era extraído da terra, e secos ao sol e ao vento. Mesmo nesse grau do seu desenvolvimento, antes de possuir escrita, literatura ou mesmo uma religião, o homem possuía esta arte, e os vasos que então produzia ainda são capazes de nos sensibilizar por suas formas expressivas. Quando o homem descobriu o fogo e aprendeu a tornar seus vasos rijos e duradouros, quando inventou a roda e como oleiro pôde acrescentar ritmo e movimento ascensional ao seu conceito de forma, estavam presentes todos os elementos essenciais da mais abstrata de todas as formas de arte. Esta foi evoluindo desde as suas humildes origens até que, no final do século 7 a.C., se tornou a arte representativa da raça mais intelectual e sensitiva que o mundo conheceu. Um vaso grego é o verdadeiro protótipo da harmonia clássica. Depois, para o Oriente, outra grande civilização fez da cerâmica a sua arte mais típica e mais estimada, e levou-a a requintes mais delicados que os próprios Gregos. Um vaso grego é harmonia, mas um vaso chinês, uma vez liberto das influências impostas por outras culturas e outras técnicas, alcança harmonia dinâmica: já não é só uma relação numérica, mas um movimento vivo. Não é um cristal, é uma flor. Os tipos perfeitos de cerâmica, representados nas artes da Grécia e da China, têm os seus equivalentes aproximados noutras regiões: no Peru e no México, na Inglaterra e na Espanha medievais, na Itália do Renascimento, na Alemanha do século 18 – de fato, esta forma de arte é tão fundamental, está tão intimamente ligada às necessidades mais elementares da civilização, que o gênio nacional de um povo tem sempre de achar maneira de nela se exprimir. Julga-se a arte de um país, julgue-se a sutileza da sua sensibilidade pela sua cerâmica: é uma segura pedra de toque. Cerâmica é arte pura; arte liberta de qualquer intenção imitativa. A escultura, com a qual está mais intimamente relacionada, teve desde o início uma intenção imitativa, e nessa medida talvez tenha sido menos livre que a cerâmica como meio de expressar o desejo de forma; a cerâmica é a arte plástica na sua essência mais abstrata.”*

por Hebert Read

O SIGNIFICADO DA ARTE

 

 

 

 

A ANCESTRAL ARTE DA CERÂMICA

 

por Virgínia Brandão 

 

 

 

Cerâmica vem do grego - κεραμικος - "keramikos" que significa "de argila".

 

A cerâmica é o material que acompanha o homem há mais tempo. Quando saiu das cavernas e se tornou um agricultor, ele necessitava não apenas de um abrigo, como de vasilhas para armazenar a água, os alimentos colhidos e as sementes para a próxima safra. Tais vasilhas tinham que ser resistentes ao uso, impermeáveis à umidade e de fácil fabricação. Essas facilidades foram encontradas na argila que, portanto, foi a primeira matéria prima dos utensílios domésticos.

 

A capacidade da argila de ser moldada quando misturada em proporção correta de água, e de endurecer sob a ação do calor, permitiu que, além de matéria prima para vasilhames para uso doméstico e armazenamento de alimentos, vinhos, óleos, perfumes, etc., também fosse utilizada na construção de casas, urnas funerárias e, até, como "papel" para escrita.

 

A arte da cerâmica manifesta-se na cultura de todos os povos. O estudo das técnicas de fabricação e decoração dos objetos de cerâmica é tido como o "alfabeto" de arqueólogos e historiadores, pois fornece base segura para a reconstrução de muitos aspectos da vida de antigas civilizações.

 

Os tipos

 

A cerâmica consiste na fabricação de objetos, tanto utilitários quanto artísticos, modelados em uma pasta composta de argila e de materiais purificadores. Após moldada, a peça passa por uma secagem lenta à sombra para retirar a maior parte da água e é submetida a altas temperaturas que lhe atribuem rigidez e resistência mediante a fusão de certos componentes da massa, fixando os esmaltes das superfícies.

Os objetos de cerâmica podem ser lustrados ou esmaltados e dividem-se em três grupos diferentes de produtos segundo o grau de cozimento e a composição química do material utilizado: terracota, grés e porcelana.
 

Dentro de cada grupo, e de acordo com a variação da temperatura, obtém-se uma série de produtos diferenciáveis em consistência e aparência. À temperatura de 800 a 1.100° C produz-se uma peça em geral avermelhada, porosa, dura ao tato. É a terracota, cerâmica que parece ter substituído a primitiva, simplesmente cozida ao sol. A variação de temperatura entre 1.100 e 1.300° C dá como resultado matéria mais densa e sem porosidade, dura, lisa e elástica., é o grès. De 1.300 a 1.500° C, obtém-se matéria ainda mais dura, e mais lisa, que pouco a pouco se torna vítrea, até se transformar em porcelana, que é sempre translúcida. O grés é, em última análise, uma porcelana não translúcida.

 

A porcelana foi criada na China durante a Dinastia Tang (618-906 d.C.). Muito cobiçada pelos ocidentais, que a importaram em grande quantidade, teve, entretanto, o segredo de sua fabricação cuidadosamente guardado pelos chineses e a técnica só foi descoberta na Europa no início do século 18.

 

 

As Técnicas
 

As cerâmicas podem apresentar uma superfície vítrea, capaz de receber decoração. Obtém-se tal aspecto vítreo pelo emprego de silicatos compostos, que se liquefazem entre 600 e 1.500° C, aderindo fortemente ao material subjacente. A temperatura em que se dá a liquefação não pode ser superior à que foi necessária para o cozimento da peça, sob pena de vir esta a se arruinar. Quanto ao aspecto e à qualidade da camada vítrea, dependerão do gosto e da técnica utilizada: seu colorido resulta do emprego de tal ou qual óxido metálico.


Não raro, a aplicação dessa camada vítrea segue-se a um cozimento apenas provisório. O procedimento mais simples de decoração é aquele em que a peça recebe uma só camada vítrea, sob ou sobre a qual se acrescenta a decoração, pintada ou modelada. Quando a decoração é aplicada sob a camada vítrea, as cores utilizadas endurecerão sob a ação do calor. Quando, pelo contrário, são empregadas sobre a camada, o procedimento comum é o esmalte, que os chineses levaram à perfeição. Quanto à maiólica (ou majólica) lança mão de motivos decorativos aplicados por pincel sobre uma camada vítrea à base de óxido de estanho.


Quando os produtos se resfriam, uma tensão se estabelece entre a cerâmica propriamente dita e a camada vítrea, produzindo-se às vezes rachaduras nessa camada. Tais rachaduras podem ser evitadas, mas se convenientemente realizadas constituem um dos maiores encantos da arte da cerâmica.

 

Cerâmica artística


Com possível exceção do fabrico de tijolos e telhas, geralmente utilizados na construção desde a antiguidade na Mesopotâmia, desde muito cedo a produção cerâmica deu importância fundamental à estética, já que seu produto, mor das vezes, destinava-se ao comércio. Talvez por esta razão a maioria das culturas, desde seus albores, acabou por desenvolver estilos próprios que com o passar do tempo consolidavam tendências e evoluíam no aprimoramento artístico, a ponto de se poder situar o estado cultural de uma civilização através do estudo dos artefatos cerâmicos que produzia. Afora a cerâmica para a construção, a cerâmica meramente industrial só ocorreu na Antiguidade em grandes centros comerciais, iniciando vigorosa etapa com a Revolução industrial. Com a utilização da porcelana, a cerâmica alcançou níveis elevados de sofisticação.

 

História

 

Acredita-se que o homem tenha começado a fazer cerâmica durante o período Neolítico, por volta de 6000 a.C no Oriente e na Europa. Os achados mais antigos provêm de jazidas neolíticas na Anatólia, Palestina, Mesopotâmia e Tessália. Era uma cerâmica muito rudimentar, vasos de talhe grosseiro, feitos à mão. sem elementos decorativos e secos ao sol.

 

Posteriormente, evoluíram para artigos mais elaborados, com bocais e alças, imagens em relevo, ou com pinturas vivas que possivelmente passaram a ser considerados objetos de decoração. Imagens em cerâmica de figuras humanas ou humanóides, representando possivelmente deuses daquele período também são freqüentes. Parte dos artesãos também chegou a usar a argila na construção de casas rudes.

 

Em lugares como na China e no Egito, a cerâmica tem cerca de 5000 anos. Tendo destaque especial o túmulo do imperador Chi-Huand-di e seus soldados de terracota. No Egito, a arte de vidrar é datada em cerca de 3000 anos a.C.. Colares de faianças vidradas aparecem entre as relíquias do 3o. milênio, juntamente com estatuetas e amuletos. O mais velho fragmento de cerâmica vidrada foi feito em policromia, trazendo o nome do rei Mens do Egito.

 

Outras manifestações importantes na História da cerâmica foram os babilônicos e os assírios que utilizavam cerâmica com ladrilhos esmaltados em azul, cinza azulado e creme e ainda relevos decorados (século 6 a.C.), bem como os persas com sua fabricação de objetos em argila cozida em alto brilho, e das cores obtidas misturando óxidos metálicos, método usado ainda nos nossos dias. Com o tempo, a cerâmica foi evoluindo e ganhando os nossos dias, mas não sem contar com os esforços dos gregos, romanos, chineses, ingleses, italianos, franceses, alemães e norte-americanos.

 

Ceramografia


Estudo das técnicas de fabricação e decoração de objetos de barro em seus aspectos evolutivo e comparativo, a ceramografia fornece elementos de grande importância para a reconstrução histórica das sociedades antigas, sobretudo no caso de ausência ou exigüidade de fontes escritas. Seu estudo científico data de inícios do século 20, tendo no arqueólogo Sir William Flinders Petrie (1835-1942) um de seus mais destacados teóricos. Atualmente é objeto de simpósios com o concurso de físicos, arqueólogos, estatísticos, historiadores, antropólogos etc.


Estudo das formas

Mediante a interpretação adequada de cenas pintadas nos vasos, pode-se reconstruir muito da vida social de uma comunidade. Nesse sentido, os testemunhos dos vasos asiáticos e europeus constituem excelentes complementações das fontes escritas, no que concerne a aspectos da vida religiosa, artística, militar, profissional etc.


O estudo das formas de cerâmica contemporâneas entre si permite uma datação relativa das culturas que as produziram. Pode-se estabelecer a chamada cronologia relativa pelo estudo da sucessão das formas e decorações das cerâmicas de um mesmo sítio arqueológico. As transformações ocorridas em um dado padrão ou na feitura de um vaso permitem que se fixe uma seqüência perfeita. A comparação de um tipo dessa seqüência com artefatos da mesma época ou com padrões cerâmicos similares de outras jazidas fornece dados essenciais para sua datação. O estudo clássico dessa técnica continua sendo o de Petrie, que a aplicou no Egito pré-dinástico, datando as várias jazidas pela comparação das formas de cerâmica.

 

VB

 

 

Guerreiros de Xi’an - China

 

 

Sete mil homens e 200 cavalos em terracota, construídos por volta de 219 a.C. Reza a lenda que a morte dos imperadores chineses implicava no enterro de todos os seus servos e concubinas, para que essa legião de fiéis lhe continuasse protegendo mesmo na eternidade. Qin quebrou a tradição e recrutou 700 mil homens para construir esse exército no subsolo de onde seria seu mausoléu. Ao invés dos seres humanos, essas peças é que lhe dariam a proteção necessária após sua morte. Xi'An, a 1.200 quilômetros de Pequim, era a capital da China naquela época. A descoberta das estátuas ocorreu em 1975, transformando os arredores do túmulo de Qin num dos maiores sítios arqueológicos da contemporaneidade. Ainda hoje, a cidade mantém os trabalhos de escavação e preservação desse tesouro, reconhecido como patrimônio da humanidade pela UNESCO em 1987.

 

 

 

 

Fontes: Wikipédia

 Maria Alice Porto Rossi

Museo Chileno de Arte Prcolombino

São Paulo ImagemData

Ana Maria Brambilla

 

 

 

 
Saiba mais sobre:
Panela de Barro
Panelas de Barro Capixabas

 

 
 

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ARGILA

Argila é uma rocha sedimentar, constituída basicamente por silicatos hidratados de alumínio (silício combinado com oxigênio, moléculas de água e alumínio), além de partículas de ácidos metálicos e matéria orgânica. Segundo a natureza desses componentes, a argila apresentará tonalidades diferentes. Assim, enquanto a presença de óxido de ferro imprime à rocha uma coloração avermelhada, as argilas ricas em matéria orgânica apresentam tons acinzentados.

 


 

A formação dos depósitos de argila se deve a processos de sedimentação de produtos de erosão provenientes de diferentes minerais, os quais se acumularam em fendas oceânicas e leitos de rios, sofrendo aglomeração, graças à atração eletrostática existente entre as partículas da rocha.
 

A argila caracteriza-se por sua grande plasticidade quando úmida, que se solidifica sob a ação do calor, o que a torna utilizável na modelagem dos mais variados objetos. Sua composição, que varia de acordo com os locais de onde seja extraída, apresenta certos elementos minerais que, além da cor, determinam a porosidade e dureza da peça, bem como a temperatura a que pode ser submetida sem que sofra deformações.

 

Além de sua aplicação nas indústrias cerâmicas e de construção, a argila é também utilizada com fins medicinais (geoterapia).

 

 

 

TERRACOTA ( Argila vermelha)

Popularmente conhecida como “barro”. De grande plasticidade e em sua composição entram uma ou mais variedades de argilas. Produzidas sem tanta preocupação com seu estado de pureza, quando queimadas no máximo até 1100°C adquirem colorações que vão do creme aos tons avermelhados, o que mostra o maior ou menor grau da porcentagem de óxido de ferro. Formadas por argilas ferruginosas, dá origem a uma cerâmica rígida e durável.

 

 

GRÊS

Nome de origem francesa, aplicado à cerâmica vidrada, às vezes pintada, feita de pasta de quartzo, feldspato, argila e areia, e queimada a uma temperatura normalmente superior aos 1200°C,  Massa altamente refratária. Também conhecida pelo termo inglês stoneware - "barro- pedra".

 

 

PORCELANA
Tipo de cerâmica translúcida, cozida a altas temperaturas. Impermeável, em geral branca, de massa fina, com ou sem vitrificação, preparado pela cozedura de uma argila branca especial, o caulim, com o qual se fazem vasos, serviços de mesa, estatuetas, bibelôs etc.

A porcelana é um produto branco impermeável e translúcido. Ela se distingue de outros produtos cerâmicos, especialmente, da faiança e da louça, pela sua vitrificação, transparência, resistência, completa isenção de porosidade e sonoridade.
 


 

Cerâmica vidrada

O exemplo mais conhecido é o azulejo

 

 

FAIANÇA - Louça de pó de pedra
Variedade de cerâmica vitrificada com banho de estanho. Seu nome deriva de Faenza, localidade italiana onde foi produzida pela primeira vez nos séculos XV e XVI.
A faiança tal como os azulejos são peças em barro cozido, vidradas ou não e posteriormente decoradas com pigmentos cozidos entre os 980º e os 1020º graus.

 

 

 

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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

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