CORREIO GOURMAND    

Home

|

O CORREIO GOURMAND

|

CUPOM GOURMAND

|

SORTEIO DO MÊS

|

PREMIADOS

|

PROMOÇÕES

PROMOÇÕES

CORREIO GOURMAND

CADERNO DE CULTURA GASTRONÔMICA CADERNO DE NOTÍCIAS DICIONÁRIOS GASTRONÔMICOS CADERNO SAÚDE & SABOR

CADERNO FOODSERVICE

CADERNO DE RECEITAS VÍDEOS GOURMANDS

CADERNO ROTEIROS TURÍSTICOS

 

CADERNO DE CULTURA GASTRONÔMICA

CADERNO DE NOTÍCIAS

DICIONÁRIOS GASTRONÔMICOS

CADERNO SAÚDE & SABOR

CADERNO FOODSERVICE

CADERNO DE RECEITAS

VÍDEOS GOURMANDS

CADERNO ROTEIROS TURÍSTICOS

Mapa do Portal

 
GUIAS GOURMANDS

GUIA ONDE COMER BEM

GUIA ONDE SE HOSPEDAR
GUIA FAZENDO FESTA
GUIA DE ESCOLAS E CURSOS DE GASTRONOMIA
GUIA ONDE COMPRAR PRODUTOS GASTRONÔMICOS
GUIA DO MERCADÃO DE SÃO PAULO
 

   

Alimentando o saber, aprimorando o paladar...

 

   

Apoio cultural: 

APROVADO  

 

BARREADO - O PRATO TÍPICO DO PARANÁ

Símbolo de fartura, festa e alegria

Virgínia Brandão
 

 

Mais expressivo prato da culinária paranaense, o Barreado é um cozido de carne de peito de boi preparado, originalmente, sem adição de água, em fogo muito baixo, numa panela de barro cuja tampa deve ser colada ao corpo com uma massa, um pirão de farinha, para evitar que o vapor escape durante o cozimento. Essa operação se chama barrear a panela e, daí, vem o nome do prato.

 

É uma receita simples e ao mesmo tempo exótica, que surgiu entre os caboclos das encostas da Serra do Mar, no litoral do Paraná, ainda no período colonial, e, com o tempo, acabou associado às festas que antecediam a quaresma (o período do nosso atual carnaval). As características da receita tornaram o prato ideal para ocasião - três dias em que as pessoas não faziam outra coisa senão dançar o fandango e comer, e não queriam se preocupar com a cozinha: demandava poucos ingredientes, sendo relativamente barato; era fácil de ser feito e podia ser preparado com antecedência; conservava-se por um bom período de tempo e, mesmo requentado, não perdia o sabor original. Além disso, por tratar-se de uma receita altamente calórica, o Barreado era, também, ideal para dar energia aos foliões. Diz a lenda que os caboclos dançavam dia e noite durante toda a festa sem se deixar abater pelo cansaço. Quando não agüentavam mais, comiam Barreado acompanhado de farinha de mandioca seca e voltavam à farra ainda mais animados. A bebida pouco fazia efeito frente à energia que obtinham quando se alimentavam de Barreado.

 

Também há uma possibilidade de que o barreado fosse a comida dos tropeiros que subiam a serra para comercializar erva-mate, mas o que é mais interessante sobre esse prato é a lenda de que ele não deve ser consumido com água em hipótese nenhuma. A tradição popular diz que beber água na hora de comer o barreado ou até duas horas depois é quase um suicídio. O único acompanhamento admitido é a cachaça.

 

Os primeiros barreados eram feitos dentro de um panelão de barro, vedado hermeticamente, que depois era enterrado e sobre o qual se acendia uma fogueira. O cozimento se dava com o próprio calor, sem que fosse adicionada água alguma. A carne fica tão cozida que se desfia à toa, tomando o aspecto de um pirão.


Durante séculos, o Barreado foi consumido apenas por moradores da região costeira do Paraná. Até hoje, as cidades de Paranaguá, Antonina e Morretes, reivindicam a paternidade do prato. Somente no início dos anos 70 foi que esta delícia da culinária artesanal ganhou status e subiu a serra, passando a fazer parte do cardápio de sofisticados restaurantes de Curitiba. Comer o Barreado é um ritual para personalidades e visitantes ilustres que chegam à capital paranaense nos dias atuais.

 

Não por acaso, o restaurante-escola do Senac-PR, no centro de Curitiba, é uma das principais referências para aqueles que apreciam o bom e legítimo Barreado - o órgão fez o resgate histórico da receita e desenvolveu campanha institucional, tornando a iguaria conhecida em nível nacional. Hoje, o prato pode ser encontrado em restaurantes de todo o País e em muitos no exterior também. Nas festas típicas portuguesas que acontecem no litoral de Santa Catarina, o Barreado, também, é bastante consumido. Há quem afirme que o prato tem propriedades afrodisíacas. Isto pode não ser verdade, mas o fato é que o Barreado produz um efeito estimulante em quem o degusta.

 

Segundo os apreciadores, este é um prato para ser saboreado aos poucos, devagar, sem a menor pressa. Seu sabor é especial e inconfundível. Comer o Barreado uma vez significa apreciá-lo para o resto da vida.

A grande dificuldade para a massificação do Barreado é o seu tempo de preparação e cozimento, um ritual que pode levar de 16 a 24 horas. Muitas receitas foram adaptadas para reduzir este tempo, usando a pressão. O resultado agrada a muita gente mas, os puristas, afirmam que o sabor peculiar do prato fica alterado. É preciso provar para saber.

 

Assim, apresentamos as duas formas de fazer. Caso ache muito complicado o modo tradicional, não perca a oportunidade de experimentar o prato em um bom restaurante, melhor ainda se na própria região de origem (que também é famosa pela cachaça, produzida até hoje em engenhos seculares), ou, claro, no Restaurante-Escola do Senac Curitiba.

 

Bom apetite!!


 

Mapa do Paraná com as cidades de Antonina, Morretes e Paranaguá assinaladas em vermelho

 

 

 

Fontes: Senac-PR

Wikipédia
Avelar Lívio dos Santos

Voltar à página principal de CULTURA GASTRONÔMICA

 
 
 

 

 

 

Clique aqui para ver as imagens ampliadas.

 

    Voltar ao topo  

 

  no Correio Gourm@nd  

 

APOIO:

 

 

 

 

Ovadia Saadia Comunicações

 

 

 

 

|

|

 

Copyright   -  VB Bureau de Projetos e Textos

Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

Voltar ao topo