CORREIO GOURMAND    

Home

|

O CORREIO GOURMAND

|

CUPOM GOURMAND

|

SORTEIO DO MÊS

|

PREMIADOS

|

PROMOÇÕES

PROMOÇÕES

  CORREIO GOURMAND

CADERNO DE CULTURA GASTRONÔMICA CADERNO DE NOTÍCIAS DICIONÁRIOS GASTRONÔMICOS CADERNO SAÚDE & SABOR

CADERNO FOODSERVICE

CADERNO DE RECEITAS VÍDEOS GOURMANDS

CADERNO ROTEIROS TURÍSTICOS

 

CADERNO DE CULTURA GASTRONÔMICA

CADERNO DE NOTÍCIAS

DICIONÁRIOS GASTRONÔMICOS

CADERNO SAÚDE & SABOR

CADERNO FOODSERVICE

CADERNO DE RECEITAS

VÍDEOS GOURMANDS

CADERNO ROTEIROS TURÍSTICOS

CORREIO GOURMAND

Mapa do Portal

 
GUIAS GOURMANDS

GUIA ONDE COMER BEM

GUIA ONDE SE HOSPEDAR
GUIA FAZENDO FESTA
GUIA DE ESCOLAS E CURSOS DE GASTRONOMIA
GUIA ONDE COMPRAR PRODUTOS GASTRONÔMICOS
GUIA DO MERCADÃO DE SÃO PAULO
 

   

Alimentando o saber, aprimorando o paladar...

 

Apoio cultural:

APROVADO  

Baiana de Acarajé

Acarajé

Gastronomia

Caranguejo

Xinxim de Galinha

Moqueca de Camarão

Caruru

Gastronomia

Sarapatel

Galinha de Cabidela

Moqueca de Peixe

Farofa de Dendê

Vatapá

Gastronomia
Efó

Bobó de Camarão

Gastronomia
Queijo Coalho

Gastronomia
Quindim

Cocada

Cachaças aromatizadas com frutas

 
 

  COZINHA BRASILEIRA




  COZINHA BAIANA

 

 

 

 

A Bahia é uma festa de cores e sabores. Às receitas milenares de tribos indígenas e à rusticidade improvisada nas senzalas dos escravos africanos, somou-se a fineza e o requinte da cozinha real portuguesa. É satisfação para todos os gostos.

 

Os índios plantavam mandioca e milho, com que fabricavam pirão, beijus e bebidas fermentadas para acompanhar peixes e caça. Os portugueses chegaram trazendo sardinha, bacalhau, os cozidos de carne de boi com legumes e os doces finos. Com a vinda dos negros, a cozinha colonial conheceu a pimenta malagueta, o quiabo e o azeite de dendê que dá gosto às moquecas, mariscadas, acarajé, abará... Da mistura dos hábitos alimentares dessas três etnias nasceu a culinária baiana, que reúne quase 50 tipos de pratos diferentes, que acompanhados da tradicional caipirinha ou da refrescante água de coco, presenteiam os olhos, seduzem o olfato e se desmancham ao paladar. Boa parte dessa diversidade, porém, se deve à cultura africana e, principalmente, à religião do Candomblé. Iguarias famosas como o próprio acarajé, o caruru, mungunzá e bobó de camarão, entre outras, são adaptações da comida sagrada dos orixás.

 

O sertão reserva novas misturas, aguça novos sabores e endossa o tempero da culinária baiana. Carne seca, pirão, mingau, cuscuz, bolos e doces variados de todas as frutas dão o tom da mesa farta do sertanejo.

 

Com fartura de cores, gostos e sabores em todos os cantos do Estado, o apimentado tempero da cozinha típica da Bahia, a diversidade peculiar do Sertão, os doces de todas as frutas e os variados bolos convidam aos prazeres da boa mesa nessa Terra de "todos os santos" e muitos sabores.

 

Umas pitadas de História

 

Desde o século 16, chegavam à Bahia levas de escravos de diversas regiões da África. Uma vez vendidas nos pregões que aconteciam na área onde hoje é o Mercado Modelo, as negras eram levadas até a cozinha da casa grande, onde conheciam o açúcar, o sal, alho, limão, arroz, as carnes de boi e galinha, apreciadas pelas senhoras, além do milho e do feijão, já consumido pelos índios. Em contrapartida, apresentavam ao paladar lusitano o gengibre, o inhame e receitas que aproveitavam ingredientes como amendoim e banana.

 

Vivendo na cozinha, elas começaram a adaptar as comidas de Orixá ao gosto dos patrões e a misturar os ingredientes disponíveis. Segundo a pesquisadora Arany Santana, da Casa do Benin, as escravas descobriram que podiam realçar o sabor dos pratos se colocassem dendê em quase tudo, desde as moquecas até a galinha de xinxim, passando pelo caruru dos ibejis, orixs gêmeos - São Cosme e São Damião no sincretismo com a religião Católica. O azeite que sobrava virava farofa pura ou misturada com banana da terra frita. Usando leite de coco elas temperavam ensopados, moquecas e escabeches, o bagaço virava cocada branca, ou preta, quando era misturada com melaço de cana ou rapadura. O caldo que sobrava do cozido português podia ainda ser misturado com a farinha de mandioca dos índios e virar um suculento pirão.

 

Entre as comidas de orixá adaptadas, o amalá, iguaria feita com quiabos inteiros, não agradou ao paladar do colonizador. As escravas então picaram tudo e misturaram com camarão seco, amendoim e castanha, inventando o caruru, um dos pratos mais famosos da culinária baiana. “Juntando arroz moído com carne de charque, elas criaram o arroz de Haussá. O mungunzá, muito apreciado por Oxalá, o pai de todos os Orixás, também agradou as sinhás, assim como os bolinhos de puba, cuscuz e mingaus. O ipetê, comida de Oxum, virou bobó de camarão e o akará de Xangô e Iansã virou o acarajé”, explica Arany Santana.

 

Nem todos os pratos da culinária baiana tiveram origem das misturas que as africanas faziam na cozinha da casa grande. A historiadora de costumes Hildegardes Vianna, no livro "A Bahia já foi assim", revela que quando o gado era abatido, somente a carne nobre era separada para o consumo dos senhores, enquanto a carcaça e as vísceras eram dadas aos escravos. Da criatividade dos habitantes da senzala surgiram a feijoada, o mocotó e o sarapatel, três pratos tão famosos quanto os que levam azeite de dendê.

 

Nos mercados populares de Salvador é possível encontrar barracas onde são vendidos os pratos típicos da senzala. No mercado das Sete Portas existe a tradição desde que ele foi inaugurado, nos anos 40, de comer mocotó sexta-feira à noite. Nos restaurantes do Mercado Modelo é possível encontrar tanto o sarapatel quanto as moquecas e frigideiras. Na feira de São Joaquim e nos mercados de São Miguel e Santa Bárbara, encontram-se barracas onde são vendidos diversos pratos da culinária baiana. Nas praias também são encontrados pratos típicos como os escaldados de caranguejo e ostra. Em áreas da cidade como o Pelourinho e a orla marítima concentram-se os restaurantes de comida típica, com uma grande variedade de pratos à base do azeite de dendê.

 

Mas nem só de moqueca vive o baiano. Quem vem a Salvador também encontra uma infinidade de restaurantes de cozinha internacional como a italiana, japonesa, chinesa, francesa, mexicana e árabe, entre outras. A cidade também possui diversos restaurantes de comidas regionais, com destaque para os de culinária mineira e sertaneja.

 

Bebidas

 

A cachaça é a base dos drinks baianos. Misturada com frutas diversas nas tradicionais caipirinhas – a mais popular é a de limão -, acrescida de leite condensado nas batidas ou mesmo pura com mel e suco de limão, a bebida acompanha almoços e jantares ou, simplesmente, anima as festas e baladas noite adentro.

 

Servidos na praia, em bares, casas noturnas e restaurantes, os drinks e coquetéis elaborados com toques regionais e ingredientes curiosos são as principais atrações das barracas armadas em frente a clubes e boates. Algumas levam nomes inusitados, bem ao estilo despojado e criativo do baiano -“Sacanagem”, “pau nas coxas” e muitos outros. Os jovens não dispensam uma boa dose da bebida para abrir a noite.

 


Fontes: Prefeitura de Salvador

Bahiatursa/Governo do Estado da Bahia

Saiba mais sobre:
Acarajé
O Acarajé e a religião afro-brasileira

Azeite de Dendê

  Você gostou? Então compartilhe!!  
 

Voltar ao Índice de COZINHAS DO BRASIL

 

 

   Todos os vídeos

Savoire Faire Gastronômico
OFÍCIO DE BAIANA DE ACARAJÉ

 

O acarajé é um bolinho de origem africana feito de feijão fradinho moído, batido posteriormente com cebola ralada, água e sal e frito em azeite de dendê. A iguaria é vendida em tabuleiros nas ruas de Salvador desde o final da escravidão, e vem recheado com complementos: vatapá, caruru, salada, pimenta e camarão.

 

O Ofício da Baiana de Acarajé

 

Em dezembro de 2004, o Ministério da Cultura reconheceu o Ofício da Baiana de Acarajé como Patrimônio Imaterial Brasileiro, inscrevendo-o no Livro dos Saberes.

 

O registro do Ofício da Baiana de Acarajé reconhece todos saberes e fazeres tradicionais aplicados na produção e comercialização das chamadas comidas de baiana, feitas com dendê, com destaque para o acarajé. Desde sua origem africana, a produção e consumo das comidas das Baianas de Acarajé, ou Baianas de Tabuleiro, constituem práticas culturais reiteradas e atualizadas com a contribuição de outros grupos étnicos-culturais e profundamente enraizadas no cotidiano da população baiana.

 

O saber reconhecido pelo Ministério da Cultura como patrimônio cultural imaterial refere-se ao ofício da baiana em Salvador que teve início com a produção do acarajé, bolo de feijão fradinho frito no azeite de dendê. A técnica de feitura do acarajé representa um modo de fazer enraizado no cotidiano dos seus produtores, seja para uso religioso, alimento sagrado oferecido às divindades nos rituais do candomblé, seja para uso profano, comercializado nas ruas pelas baianas.

 

Saiba mais sobre as baianas e sobre o acarajé assistindo ao vídeo acima

 

CLIQUE AQUI

veja esse vídeo ampliado

 

 

Acarajé - alimento sagrado saiba mais...

 

 

 

 

Abará

 

Abará é um dos pratos da culinária baiana e, como o acarajé, também faz parte da comida ritual do candomblé. Tem a mesma massa que o acarajé, a única diferença é que ele é cozido, enquanto que o acarajé é frito.
O preparo da massa é feito com feijão fradinho, que deve ser quebrado em um moinho em pedaços grandes e colocado de molho na água para soltar a casca, após retirar toda a casca, passar novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescenta-se cebola ralada, um pouco de sal e dendê. Quando comida ritual, coloca-se um pouco de pó de camarão e quando da culinária baiana coloca-se camarões secos previamente escaldados para tirar o sal, que pode ser moído junto com o feijão e colocar alguns inteiros. Essa massa deve ser envolvida em pequenos pedaços de folha de bananeira, semelhante ao processo usado para fazer o acaçá, cozido no vapor em banho-maria e servido na própria folha.

 

 

 

Gastronomia

Baiana e suas cocadas 

Gastronomia

Cocada branca 

 

 

.


    

 
  Batida de Coco
    Acarajé
  Casquinha de Siri
  Vatapá da Benê
  Vatapá
  Farofa Amarela 
  Flan de Coco Queimado

Gastronomia

  Bobó de Camarão Voltar ao topo  


 

  no Correio Gourm@nd  

 

APOIO:

 

 

 

 

Ovadia Saadia Comunicações

 

 

 

 

|

|

 

Copyright ©  -  VB Bureau de Projetos e Textos

Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 

 

 

Voltar ao topo