CORREIO GOURMAND    

Home

|

O CORREIO GOURMAND

|

CUPOM GOURMAND

|

SORTEIO DO MÊS

|

PREMIADOS

|

PROMOÇÕES

PROMOÇÕES

CORREIO GOURMAND

CADERNO DE CULTURA GASTRONÔMICA CADERNO DE NOTÍCIAS DICIONÁRIOS GASTRONÔMICOS CADERNO SAÚDE & SABOR

CADERNO FOODSERVICE

CADERNO DE RECEITAS VÍDEOS GOURMANDS

CADERNO ROTEIROS TURÍSTICOS

 

CADERNO DE CULTURA GASTRONÔMICA

CADERNO DE NOTÍCIAS

DICIONÁRIOS GASTRONÔMICOS

CADERNO SAÚDE & SABOR

CADERNO FOODSERVICE

CADERNO DE RECEITAS

VÍDEOS GOURMANDS

CADERNO ROTEIROS TURÍSTICOS

CORREIO GOURMAND

Mapa do Portal

 

GUIAS GOURMANDS

GUIA ONDE COMER BEM

GUIA ONDE SE HOSPEDAR

GUIA FAZENDO FESTA

GUIA DE ESCOLAS E CURSOS DE GASTRONOMIA

GUIA ONDE COMPRAR PRODUTOS GASTRONÔMICOS

GUIA DO MERCADÃO DE SÃO PAULO

 

   

Alimentando o saber, aprimorando o paladar...

 

Apoio cultural:

APROVADO  

Abará

Acaçá

Afogado

Andu - Feijão

Angu

Arroz à Grega

Aroz de Viúva

Arrumadinho

Bobó de Camarão

Bolo Souza Leão

Buchada de Bode

Canjiquinha 

Quirera de milho- canjiquinha crua

Capão - frango

Caruru - iguaria


Caruru completo

Condimentos

Curau ou canjica nordestina

Farofas de farinha de milho e de mandioca

Feijão Tropeiro

Feijoada

Garapa

Gergelim

Guariroba

Mangarito

Mingau

Mungunzá nordestino ou canjica do sudeste

Ora-pro-nóbis

 

Paçoca de Carne Seca

 

Paçoca doce 

Romeu e Julieta

Tacacá

Tapioca

Beiju

Tucupi

Vatapá

Xixim de Galinha

 
  COZINHA BRASILEIRA



 

 

 

Pequeno Glossário da Cozinha Brasileira


Neste nosso imenso e amado Brasil, o que não falta são delícias para encantar qualquer amante dos prazeres da boa mesa. São muitos ingredientes, receitas, tradições e saberes que fazem da nossa cozinha um patrimônio do qual devemos nos orgulhar e, sobretudo, usufruir e propagar para que jamais perca sua identidade, que é a nossa identidade como povo e nação também.

 

Trazemos, abaixo, informações básicas sobre um pouco da nossa cozinha para auxiliá-lo a saber mais e, consequentemente, saborear melhor tudo isso. Repare que alguns pratos recebem nomes diferentes conforme a região do Brasil o que, muitas vezes, gera uma saborosa confusão. Confira!!

 

 

 
 

 

 

ABARÁ – Bolinho preparado com  a mesma receita do acarajé (massa de feijão fradinho cozido com condimentos e e camarão seco), com a adição de azeite de dendê e leite de coco à massa. Às vezes, também, leva camarão seco moído. O abará é envolvido em folha de bananeira e cozido no vapor ou na água fervente. A folha de bananeira é dobrada, dando forma de pirâmide ao embrulho da massa. As baianas típicas já trazem o abará cozido de casa ou terminam de cozinhar na rua, no vapor. A embalagem na folha de bananeira ajuda a conservar a temperatura e dá sabor especial ao quitute.

 

O abará é menos famoso que o acarajé, mas tem boa vendagem. Além da possui textura mais macia que o acarajé, é especialmente procurado por quem procura evitar as frituras. Para servi-lo, retira-se a folha de bananeira. O abará é partido ao meio e a ele é adicionado o recheio desejado pelo consumidor.

 

ACAÇÁ - Bolinho preparado com massa de milho branco ou amarelo, cozido envolto em folha de bananeira.

 

ACARAJÉ - Massa de feijão fradinho cozido com sal, pimenta, azeite de dendê e camarão seco. Forma uma espécie de bolinho e é frito no azeite de dendê. Serve-se com camarão, pimenta etc.   saiba mais...

 

 

AFOGADO - (Fogado Paraibuna) ensopado de carne com mandioca típico do Vale do Paraíba. Para a carne ficar macia, ela é “afogada” (fica de molho) 24 horas antes com água e sal - daí vem o nome engraçado.   saiba mais...

 

ANDU - Fruto do anduzeiro ou guandeiro. O mesmo que guando, feijão-guando.

 

ANGU - Preparação à base de farinha de milho (angu de milho), de mandioca ou de arroz, cozida com água e sal.

 

ARROZ À GREGA - A receita original é de arroz cozido passado na manteiga com cenoura cozida e pimentão verde picados. Entretanto, ao longo do tempo, diversos outros ingredientes foram sendo incorporados à receita, tais como ervilha, uva passa, vagem, salsinha, entre outros. Hoje, praticamente, cada um tem sua própria receita de arroz à grega.

 

ARROZ DE VIÚVA - Arroz cozido com leite de coco.

 

ARROZ-DE-HAUÇÁ - Arroz, carne seca, cebola, pimentão, tomate, coentro fresco, camarão seco, azeite de dendê e pimenta do reino.

 

ARRUMADINHO - Carne do Sol, charque, feijão-fradinho, farofa e salada.

 

AZEITE-DE-DENDÊ - Óleo extraído da polpa do fruto do dendezeiro, uma palmeira oleaginosa originária da África, muito empregado na cozinha baiana.   saiba mais...

 

AZUL MARINHO - receita típica caiçara, dos litorais paulista e carioca, é uma peixada que leva banana-nanica ainda verde com casca. É cozido em panela de ferro e é esse contato do ferro com o tanino da banana verde que provoca a reação que faz o prato ficar com a cor que lhe dá o nome.

 

BAMBÁ DE COUVE - Típico de Minas Gerais, o pratro consiste num caldo de carne engrossado com fubá, que leva também ovos, linguiça e folhas de couve rasgadas.

 

● BARREADO - Típico do Estado do Paraná, é um cozido de carne de peito de boi preparado, originalmente, sem adição de água, em fogo muito baixo, numa panela de barro cuja tampa deve ser colada ao corpo com uma massa, um pirão de farinha, para evitar que o vapor escape durante o cozimento. Essa operação se chama barrear a panela e, daí, vem o nome do prato   saiba mais...

 

BEIJU - Milenar pão indígena, tão comum nas mesas do Norte e Nordeste brasileiros, é um alimento preparado com goma de mandioca (polvilho doce umedecido), que assado sobre uma chapa quente até ressecar e formar uma placa bem crocante.

 

BOBÓ - Massa que pode ser de feijão mulatinho, inhame, aipim etc., e é cozida e temperada com azeite de dendê, camarão e condimentos. Come-se puro ou com carne ou pescado.

 

BOBÓ DE CAMARÃO - O saboroso resultado de ingrediente caro - o camarão-, unido com a textura suave do purê de mandioca, talvez seja o motivo pelo qual o prato alcançou certa distinção de fama e refinamento. É utilizado em almoços e jantares, muitas vezes como prato principal, servido em panelas aquecidas – os rechauds - e acompanhado somente de arroz branco.

 

O bobó original, proveniente das receitas africanas, era feito com inhame amassado. O inhame é nativo da África. A mandioca, também chamada de mandioca doce, aipim ou macaxeira, é ingrediente nativo do Brasil. O bobó, da forma como servido atualmente, faz a união do dendê, de origem africana, com o aipim, ingrediente proveniente da herança alimentar indígena.

 

BOLO SOUZA LEÃO - doce cremoso e rico a base de massa de mandioca, que foi servido pela família Souza Leão, dona de vastos engenhos de cana na época do ciclo açucareiro, ao imperador Dom Pedro II e a sua esposa Teresa Cristina, em visita a Pernambuco no ano de 1859. A grande quantidade de gemas remete aos doces conventuais portugueses, enquanto que o sotaque brasileiro fica por conta da mandioca, o que faz do souza leão uma representação perfeita da época colonial. Desde de 2008, o bolo Souza Leão é Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado de Pernambuco.   saiba mais...

 

BREDO - Um tipo de erva às vezes cultivada como alimentícia. Vulgarmente conhecida como “mato”. Também, é chamado de caruru.

 

BRIGADEIRO - é o mais famoso e difundido doce de festa brasileiro, normalmente presente nas mesas de aniversário. É feito com leite condensado, chocolate e manteiga. Atualmente ganhou inúmeras versões, mas os ingredientes básicos continuam os mesmos. É chamado de negrinho no Sul do Brasil.   saiba mais...

 

BUCHADA DE BODE -  ou simplesmente buchada, é um prato típico do Nordeste brasileiro, muito popular e saboroso. Seu preparo envolve o chamado "bucho" do carneiro/bode, ou seja, seus miúdos e tripas. Todas essas vísceras são lavadas, aferventadas, cortadas, temperadas e envoltas com o próprio estômago do animal, ficando como uma bola recheada. Daí a buchada é cozida uma série de condimentos que incluem cheiro verde, cebola, alho, tomate, limão, colorau, folhas de louro, pimentão e sal. Em alguns lugares, os miúdos são substituídos pela carne nobre do bode, agregando valor tanto no aspecto quanto ao sabor da iguaria. Algumas pessoas, também, saboreiam o caldinho que resulta do cozimento, bebendo-o quente ou fazendo pirão.

 

A buchada não é uma receita originalmente nordestina. Na verdade, ela é herança dos portugueses. Com eles, aprendemos a técnica de cozinhar os miúdos dentro do estômago do animal, lá conhecida como Maranhos. O prato nasceu em Beiras de Portugal, que tem de uma longa tradição de receitas com cabrito. No sertão nordestino é costume servir o prato em reuniões, festas e até mesmo em batizados.

 

CAIPIRINHA - o mais popular drink brasileiro, muito conhecido internacionalmente, além do seu sucesso por aqui, conquista os estrangeiros que nos visitam ou que o consomem nos bares e restaurantes brasileiros que cada vez mais se espalham por todo o mundo. É feita com cachaça, limão não descascado, açúcar e gelo.   saiba mais...

 

CANJICA - Papa doce de milho verde e leite de vaca - no Norte/Nordeste. No Sudeste, é uma iguaria feita com grãos de milho (geralmente branco) cozido em caldo açucarado com leite de vaca ou leite-de-coco - a iguaria é chamada de munguzá no Norte/Nordeste.

 

CANJIQUINHA - Papa salgada feita de milho verde e servida com carnes.

 

CAPÃO - Animal castrado. Em geral, cavalo, cordeiro, porco ou frango capado. Também denomina o peixe-galo.

 

CARAGÉ - O mesmo que acarajé.

 

CARURU - Creme de quiabo, preparado com cebola, tomate, pimentão verde, hortelã, salsinha, coentro, alho, castanha de caju torrada, amendoim torrado, camarão seco, azeite de dendê, vinagre e azeite de oliva.

 

Na Bahia, quando se fala em caruru, pode haver três sentidos:

 

1) O caruru ser o prato, propriamente dito, feito com quiabos e dendê.

 

2) Pode ser a refeição inteira, também chamada de “caruru completo”, que inclui o caruru junto com vatapá, xinxim de galinha, arroz branco, farofa de dendê, feijão fradinho refogado com dendê, feijão preto, acarajé, abará, banana-da-terra frita, milho branco, pipoca, inhame, rapadura e rolete de cana.

 

3) Também pode ser o evento em que a refeição é servida para grande quantidade de pessoas, sempre gratuitamente, pois é ofertado aos comensais como pagamento de alguma promessa. As pessoas costumam dizer: “Vai ter um caruru em tal lugar”. E isso acontece em vários locais, das casas pobres às residências abastadas, passando por associações de trabalhadores, empresas e organizações públicas.

 

Caruru, ainda, é o nome de uma erva usada como alimento (bredo).

 

CHURRASCO - Carnes assadas ao calor da brasa, em espeto ou sobre grelha. Preparação bastante comum em diversas regiões do país, em especial, no Sul, o que explica o termo “churrasco gaúcho”.   saiba mais...

 

COALHADA - Leite solidificado, coagulado.

 

CONDIMENTO - Substância que realça o cheiro e o sabor dos alimentos. O mesmo que tempero.

 

CORÁ - O mesmo que curau.

 

CURAU -  Papa de milho verde cozido com leite e açúcar. É, também, chamado de Corá em Minas Gerais, de papa-de-milho e mingau de milho no Rio de Janeiro , e de canjica no Nordeste e Norte do Brasil.

 

CUSCUZ - Originário do norte de África, consiste num preparado de sêmola de cereais, principalmente o trigo. No Brasil, pode ser feito à base de farinha ou polvilho de milho, de arroz ou de mandioca.

 

Preparados com massa de milho, temos dois tipos de cuscuz: o do Nordeste e o do Sudeste. No cuscuz nordestino, a massa de milho é feita com fubá e temperada com sal, cozida no vapor e umedecida com leite de coco, com ou sem açúcar. O prato é servido de manhã, acompanhado com manteiga, ou na ceia da noite, dissolvido em leite, como se fosse um mingau. Em São Paulo e Minas Gerais, o prato se transformou em uma refeição mais substancial, confeccionado com farinha de milho e recheado com camarão, peixe (em geral sardinha) ou frango e molho de tomate. É servido como entrada, acompanhamento e até como prato principal.

 

A base de mandioca, temos o cuscuz de tapioca (a fécula da mandioca), também conhecido como cuscuz branco ou, ainda, pudim de tapioca. Pode ser doce ou salgado. Também se faz cuscuz com a puba da mandioca (massa formada pelas fibras da mandioca fermentada).

 

● FAROFA - Iguaria salgada, servida como guarnição para outros pratos, cujo ingrediente principal é a farinha de mandioca ou a farinha de milho, geralmente passada na gordura e à qual podem ser acrescentado inúmeros outros ingredientes, tais como: miúdos, milho, bacon torrado, lingüiça frita, ovos, salsa, cebola, banana e couve entre outros.

 

FEIJÃO TROPEIRO - Grãos inteiros de feijão, misturados com toucinho e farinha. Era servido durante as viagens de tropas em busca do ouro (Minas Gerais), dando origem ao nome que designa esta preparação.

 

FEIJOADA - Prato mais popular da cozinha brasileira, preparado com feijão preto (as vezes outro) e cozido com carnes salgadas e linguiças. Serve-se com arroz branco, couve refogada, farofa e laranja em pedaços.

 

GARAPA - Possui significados diversos, muitos deles relacionados a bebidas: caldo extraído da cana-de-açúcar é o mais popular, mas ainda pode ser uma bebida de mel ou de açúcar com água, ou de frutas, ou de líquidos fermentados e depois destilados.

 

GERGELIM - Semente alimentícia de uma planta originária do Oriente. Muito utilizada como tempero de saladas e também em pães. GERZELIM - O mesmo que gergelim.

 

GRÃO-DE-BICO - Um tipo de semente alimentícia muito utilizada na cozinha árabe.

 

GUARIROBA - Nome dado a uma espécie de palmeira (coqueiro-amargoso) e ao seu palmito.

 

JAMBÉ - Alimento feito com o fruto do caruru.

 

JACATUPÉ - Um tipo de planta de raiz comestível. Também recebe o nome de jocotupé.

 

JUNÇA - Um tipo de erva comestível e medicinal, tida como erva daninha. Denomina, também, a cachaça.

 

MANAUÊ - Uma espécie de bolo feito de fubá de milho, mel e outros ingredientes. De possível origem africana.

 

MANGARITO - Um tipo de planta da qual se utiliza a raiz para produzir uma espécie ou farinha comestível.

 

MANIÇOBA - Prato que mescla a cozinha indígena e a africana, a maniçoba, também conhecida como feijoada paraense, é preparada com as folhas da maniva/mandioca (Manihot esculenta Crantz) moídas e cozidas, por aproximadamente uma semana (para que se retire da planta o acido cianídrico, que é venenoso), acrescida de carne de porco, carne bovina e outros ingredientes defumados e salgados. É servida acompanhada de arroz branco, farinha de mandioca e pimenta.

 

A maniçoba também constitui prato típico do Recôncavo baiano, sobretudo dos municípios de Cachoeira e Santo Amaro, onde também é servida durante eventos comemorativos locais, como festa de São João da Feira do Porto. É vendida na feira livre, em forma de bolos ou em refeições tipo "prato feito". A maniçoba cachoeirana tem que ter bastante pimenta. saiba mais...

 

MASSAPÊ - Trata-se do pirão escaldado e feito com farinha de mandioca e água fervente, acrescido de pimenta malagueta. Ainda em uso no meio rural.

 

MINGAU - Alimento de consistência pastosa, geralmente preparado com leite e farinha.

 

MOJICA DE PINTADO - Prato típico do Mato Grosso, sobretudo da cidade de Cuiabá, consiste num ensopado de peixe cortado em cubos, com temperos como o limão, alho, cebola, tomate, cheiro-verde, coentro e pimenta e espessado com toletes de mandioca.

 

MOQUECA - Prato típico brasileiro, em geral de peixe ou de mariscos e que consiste num refogado temperado com salsa, coentro, limão, cebola, e, sobretudo, leite de coco, azeite-de-dendê e pimenta.

 

MUNGUNZÁ - Milho cozido em caldo açucarado com leite de vaca ou de coco. Muito apreciado no Nordeste, onde é conhecido, também, como chá de burro, o munguzá é encontrado em outras regiões do País com denominações diferentes: canjica nos Estados do Sudeste e Sul e canjicão em Minas Gerais. Na cultura jege-nago é chamada de ebô uma comida ritual.

 

ORA-PRO-NÓBIS - Um tipo de cactos de folhas suculentas e de frutos amarelos e sem sabor.

 

PÃO DE QUEIJO - Iguaria oriunda da fécula de mandioca, é um salgadinho nascido no Estado de Minas Gerais mas que acabou se tornando um dos ícones da cozinha brasileira e ganhou o mundo. Apesar de ser chamado de "pão", não emprega nenhum fermento, mas sim polvilho azedo (mais indicado) ou doce, ou ambos. Existem várias receitas, sendo mais usual a que leva polvilho azedo, leite, ovos, gordura de porco, sal e queijo minas curado ralado.

 

PAÇOCA -Prato de origem indígena, a paçoca é preparada macerando-se no pilão farinha de mandioca e carne-de-sol ou carne seca (cozida, desfiada e frita na manteiga-de-garrafa e cebola) até se obter uma mistura uniforme, crocante, aromática e cheia de sabor semelhante a uma farofa. É fácil de se preparar, nutritiva e tem boa durabilidade, o que fez da paçoca um alimento obrigatório muito consumido ao longo da nossa História por tropeiros, viajantes e até alguns bandeirantes, que armazenavam a refeição em potes e a levavam para todos os lugares.

Paçoca é, ainda, um doce a base de amendoim e açúcar. 

 

PAMONHA - Uma espécie de bolo feito de milho verde, leite de coco, manteiga, açúcar ou sal, entre outros, e cozido nas folhas do milho ou de bananeira.

 

PAMONHA DE CARIMÃ -É apreciada pelos nordestinos, tanto quanto a pamonha de milho. A mandioca-mansa descascada é submergida, por vários dias, para obter uma massa chamada de carimã (ou puba), misturada ao leite de coco com parte do bagaço, sal e açúcar. A massa é, então, envolvida em palha de bananeira, tendo as extremidades atadas. Desta forma elas são cozidas em água fervente e servidas quentes.

 

PATO NO TUCUPI - Prato típico da culinária paraense. O pato assado é destrinchado e levado a uma leve fervura num molho de tucupi – líquido extraído da mandioca-brava, junto com jambu – uma erva típica da região amazônica, alfavaca, cheiro verde e pimenta-de-cheiro. Costuma ser acompanhado por arroz branco ou farinha-d'água.

 

PÉ-DE-MOLEQUE - Doce de consistência dura feito com açúcar e amendoim torrado.

 

PIRÃO - Espécie de creme engrossado com farinha de mandioca. Na realidade, mistura-se a farinha de mandioca em diferentes caldos quentes, deixando o pirão com uma textura bem pastosa. Os caldos mais usuais são de peixe cozido, frango cozido, carne bovina cozida e caldo de feijão. Geralmente, é servido com o próprio ingrediente cozido, que deu origem ao caldo.

 

QUIBEBE - Preparação de origem pastosa, feita com verduras, geralmente a abóbora.

 

QUINGOMBÔ - O mesmo que quiabo.

 

RAPADURA - Alimento de consistência dura, elaborado a partir da cana de açúcar. Possui forma de pequenos tijolos.

 

ROMEU E JULIETA - Combinação de goiabada cascão com o queijo de Minas, especialidade do Estado mineiro.

 

SARAPATEL - Comida de origem indiana, introduzida pelos portugueses, consiste em miúdos de porco temperados com limão, cebola, alho, hortelã, salsinha, vinagre, pimenta vermelha e salteados em banha de porco, depois ensopados com o sangue do próprio animal.

 

TACACÁ - Iguaria da região amazônica brasileira, em particular dos Estados do AcreAmazonas,ParáRondônia e Amapá. Consiste em um caldo fino e bem temperado a base de tucupi, geralmente temperado com sal, cebola, alho, coentro do norte, coentro e cebolinha. Este caldo é servido sobre a goma de tapioca, acompanhado de camarão seco e jambu. Serve-se sempre muito quente, em cuias, temperado com pimenta.

 

TAIOBA - Erva de folhas e raiz comestíveis.

 

TAPIOCA - Disquinhos cozidos feitos com goma de mandioca sobre uma chapa quente e cobertos de manteiga ou recheados de variadas formas salgadas e doces, que agradam a tanta gente. Também é com a goma que se faz o beiju, o milenar pão indígena, tão comum nas mesas do Norte e Nordeste brasileiros sobretudo. A forma de fazer é igual à da tapioca, só que fica por mais tempo no fogo, até ressecar e formar uma placa bem crocante. A tapioca recheada também é chama de beiju de tapioca em algum lugares do Brasil.

 

TUCUPI - Típico do Estado do Pará e da região Norte do Brasil, o tucupi é um líquido amarelo, extraído da raiz da mandioca brava. Seu preparo guarda a forma artesanal cultivada pelos índios da região. Deve ser cozido demoradamente antes de ser consumido, pois cru é venenoso. Oferece sabor inconfundível aos pratos com ele preparados, como o tacacá, pato, leitão, peixe, camarão e alguns tipos de caça.

 

TUTU - Grãos triturados de feijão, misturados com toucinho e farinha.

 

VATAPÁ - Espécie de creme ou purê, de consistência pastosa, a meio termo entre mole e duro. Pode ser feito de farinha de trigo, farinha de mandioca ou pão dormido. É temperado com cebola, alho, tomate, coentro, cebolinha e gengibre, além de amendoim e castanha. Os dois últimos torrados e moídos. Leva dendê e leite de coco, é claro. Pode haver um pouco de camarão seco na massa.

 

O vatapá não tem origem africana. É uma invenção brasileira. Representante nacional do esplendor da cozinha baiana.   Os africanos desconhecem a palavra vatapá, segundo Câmara Cascudo. “Na culinária, como em outras manifestações culturais africanas no Brasil, está ocorrendo o fenômeno de torna-viagem. Quitutes africanos voltam à África como se dali não tivessem nascido, voltam brasileiros”. Câmara Cascudo viu na África pratos que, aqui chamados de africanos, são conhecidos por lá como brasileiros.  

 

O vatapá acompanha moquecas e o xinxim de galinha. É servido sempre junto com arroz branco e também caruru. Está sempre presente no tabuleiro dos vendedores de acarajé e abará, que utilizam o vatapá como recheio dos bolinhos de feijão. Há algumas variações do vatapá, como no caso em que a ele é adicionado bacalhau desfiado. Nesse caso, serve como prato principal. Nos livros de receitas mais antigos, há registros do vatapá feito com galinha. Essa versão é pouco conhecida hoje em dia.  

 

O jornalista Darwin Brandão, que na década de 40 publicou em Salvador o livro A Cozinha Baiana, inspirado no vatapá, afirmou: “Temos, portanto, aí a comida africana da Bahia, já nacionalizada, resultante da matriz negra com as influências naturais do índio e do português. A mais famosa cozinha do Brasil, a de maior caráter”.

 

VIRADO PAULISTA - Preparação à base de feijão, toucinho, cebola e alho. Originou-se dos alimentos levados por bandeirantes durante as viagens pela região Sudeste.

 

XIXIM DE GALINHA - De origem baiana, é feito de frango temperado com limão, alho e sal, cozido com cebola, tomate, tempero verde e azeite de dendê. É semelhante à moqueca, mas leva também camarão seco, amendoim, castanha de caju. O xinxim também pode ser feito de bofe, víscera bovina de cozimento demorado e consistência borachenta. O xinxim é sempre acompanhado de caruru e vatapá. Dificilmente é encontrado servido como prato único, somente acompanhado de arroz e farofa, como é o caso das moquecas.

  Você gostou? Então compartilhe!!  
 

Voltar à página inicial de Cozinha BRASILEIRA

Fontes: "Alimentação e Cultura" - texto desenvolvido pelo Depto de Nutrição da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (FS/UnB) e a Área Técnica de Alimentação e Nutrição do Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Política de Saúde do Ministério da Saúde (DAB/SPS/MS).

Enciclopédia Britânica

Wikipedia

 Textos do Brasil - Ed. 13 - Sabores do Brasil - Ministério das Relações Exteriores do Brasil 

Timbaúba dos Batistas, Rio Grande do Norte, Brasil


 

 

 

 

 

 

Acarajé   saiba mais...

Baiana de Acarajé

Arroz de Hauçá

Barreado   saiba mais...

Beiju 

Bredo ou Caruru - hortaliça

Brigadeiro     saiba mais...

Caipirinha    saiba mais...

Canjica nordestina ou Curau

Canjica do Sudeste, ou Munguzá

Churrasco    saiba mais...

Coalhada

 Cuscus Nordestino

Cuscuz paulista 

Cuscuz de tapioca

Grão-de-bico

Jacatupé

Junça

Maniçoba   saiba mais...

Mojica de Pintado

Moqueca

Pão de Queijo

Pato no Tucupi

Pirão

Pamonha

Pamonha de Carimã

Pé de Moleque

Quibebe

Rapadura

Sarapatel

Taioba

Tutu de Feijão

Virado a Paulista




Cultura Gastronômica

  Pato no Tucupi Voltar ao topo  


 

  no Correio Gourm@nd  

 

APOIO:

 

 

 

 

Ovadia Saadia Comunicações

 

 

 

 

|

|

 

Copyright ©  -  VB Bureau de Projetos e Textos

Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 

 

 

Voltar ao topo