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Alimento Sagrado

 

 

De feijão fradinho moído, batido posteriormente com cebola ralada, água e sal e frito em azeite de dendê é feito o principal produto da culinária baiana e um dos mais importantes símbolos da cultura do Estado: o acarajé - bolinho de origem africana, apreciado por baianos e turistas que ficam encantados com o sabor, aroma, cor e a forma descontraída de degustar esta iguaria consumida nas ruas e praias da capital baiana. Frito na hora, o acarajé vem recheado com complementos: vatapá, caruru, salada, pimenta e camarão.

 

O acarajé é, também, um dos elementos místicos da culinária do candomblé, que pode ser explicado por um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas, Oxum e Iansã. O bolinho representa uma das principais oferendas usadas nos rituais para os orixás, especialmente de Iansã. Este fato é de suma importância para a preservação da forma de elaboração e da cultura da comercialização deste produto em tabuleiros, pois mesmo sendo vendido num contexto profano, o acarajé ainda é considerado, pelas baianas, como uma comida sagrada. Por isso, a sua receita, embora não seja secreta, não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelos filhos-de-santo. O acarajé vendido pelas baianas, entretanto, são mais carregados no tempero e mais saborosos, diferentes de quando feitos para o orixá. A forma de preparo é praticamente a mesma, a diferença está no modo de ser servido: ele pode ser cortado ao meio e recheado com vatapá, caruru, camarão refogado, pimenta e salada (feita com: tomate verde e vermelho mais coentro).

 

A história do acarajé se confunde com a história do Brasil. Como o principal atrativo no tabuleiro das baianas, a comercialização do acarajé teve início ainda no período da escravidão. As chamadas escravas de ganho, que trabalhavam nas ruas para as suas senhoras, desempenhavam atividades variadas, dentre elas, a venda de quitutes nos seus tabuleiros. O comércio de rua permitiu às mulheres escravas ir além da prestação de serviços aos seus senhores: elas garantiam, muitas vezes, a sobrevivência dos seus familiares. Foram importantes, também, para a criação das irmandades religiosas e do candomblé. Muitas filhas-de-santo, por exemplo, começaram a vender acarajé para poder cumprir com suas obrigações religiosas, que precisavam ser renovadas periodicamente. A venda do acarajé permanece até hoje como uma atividade econômica relevante para muitas mulheres.

 

O nome “acarajé” deriva do Iorubá, língua de origem africana que por sua facilidade era falada por todos no tempo dos escravos, e a composição se dá através das palavras “acará”, que significa pão, e “ajeum” que é o verbo comer.

 

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O ACARAJÉ E A RELIGIÃO AFRO-BRASILEIRA

 
 
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COZINHA BAIANA
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O ACARAJÉ
ACARAJÉ E A RELIGIÃO AFRO-BRASILEIRA


 
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OFÍCIO DE BAIANA DE ACARAJÉ

O acarajé é um bolinho de origem africana feito de feijão fradinho moído, batido posteriormente com cebola ralada, água e sal e frito em azeite de dendê. A iguaria é vendida em tabuleiros nas ruas de Salvador desde o final da escravidão, e vem recheado com complementos: vatapá, caruru, salada, pimenta e camarão.

 

O Ofício da Baiana de Acarajé

 

Em dezembro de 2004, o Ministério da Cultura reconheceu o Ofício da Baiana de Acarajé como Patrimônio Imaterial Brasileiro, inscrevendo-o no Livro dos Saberes.

 

O registro do Ofício da Baiana de Acarajé reconhece todos saberes e fazeres tradicionais aplicados na produção e comercialização das chamadas comidas de baiana, feitas com dendê, com destaque para o acarajé. Desde sua origem africana, a produção e consumo das comidas das Baianas de Acarajé, ou Baianas de Tabuleiro, constituem práticas culturais reiteradas e atualizadas com a contribuição de outros grupos étnicos-culturais e profundamente enraizadas no cotidiano da população baiana.

 

O saber reconhecido pelo Ministério da Cultura como patrimônio cultural imaterial refere-se ao ofício da baiana em Salvador que teve início com a produção do acarajé, bolo de feijão fradinho frito no azeite de dendê. A técnica de feitura do acarajé representa um modo de fazer enraizado no cotidiano dos seus produtores, seja para uso religioso, alimento sagrado oferecido às divindades nos rituais do candomblé, seja para uso profano, comercializado nas ruas pelas baianas.

 

Saiba mais sobre as baianas e sobre o acarajé assistindo ao vídeo acima

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  Acarajé


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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 

 

 

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