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LA ZUPPA OU MINESTRA?

 

 

La zuppa ou minestra? - que dilema para um dos perfumes quase diários da minha infância! Explico: na Itália temos a Minestra mas temos a Zuppa - são a mesma coisa hoje em dia, mas, por séculos e séculos, a Minestra foi o prato principal das refeições do povo, o "prato do dia", que se tornava Zuppa quando, nos tempos difíceis, na falta de todos os ingredientes que uma boa Minestra precisava, um único ingrediente, como arroz ou pão, enriquecia o caldo (às vezes, nem isso).

 

Podemos dizer que a Zuppa era a prima pobre da Minestra - apenas um pedaço de pão e um caldo. Mesmo assim, ela foi sobrevivendo até conseguir um lugar de destaque e sofisticação nas tavolas do mundo todo.

 

As Minestras foi sempre prato principal ao longo da História, foi o primeiro alimento que foi possível ser comido sem problemas, com facilidade, já que os alimentos crus eram difícil de mastigar, assim as sopas resolveram a questão.


Hoje, de verduras, ou de grãos, ou de pastas, ou de peixes ou de tantos outros ingredientes, eu diria que Zuppa e Minestra são iguais e, como nas saladas, você vai misturando e, no final, dá tudo certo. A diferença é que as saladas não têm o perfume das sopas. Trago na memória os perfumes que exalavam das panelas fumegantes das cozinhas e fogões enormes da minha infância, cheios de odores naturais - de cebolas e alhos, de basílicos e mentas, louros e peperoncinos, e muitos outros - a espera das sopeiras que, no verão serviam de enfeite, muitas vezes cheias de flores, e, no inverno, apareciam deslumbrantes, fumegantes e cheirosas... Não havia tavola sem sopeira, todos os dias, nos esperando sentar e adivinhar qual seria a "Minestra del Giorno", quase sempre assim chamada na minha região, muito mais que de Zuppa.
 

As sopeiras são um capítulo a parte. Gostávamos delas, havia de todos os tipos, lisas, com flores, brancas, redondas, ovais, grandes, pequenas... Em geral, toda casa tinha várias. tinham passado de enxoval a enxoval. Era perguntar por uma delas e pronto, as crianças ficavam de ouvidos em pé ante as histórias que as sopeiras haviam testemunhado - dias de sopas ricas; dias de sopas pobres, muito pobres, dias de luxo e dias de simplicidade.
 

Todos tinham uma STORIA DA ZUPPA e dos ingredientes, algumas muito felizes como as de Piccione (ou Colombaci). O que é Piccione? São as canjas de pombos, feitas para as mulheres que acabaram de se tornar mammas. A família inteira tomava essa zuppa, ouvindo o choro do bebe, todos muito felizes. Esta zuppa só se tomava em casa, nunca em restaurantes ou hospedarias.

 

Havia, também, a "storia" da terrível Zuppa de Aqua e Patate da segunda grande guerra, do front gelado da Rússia ou da Sibéria, contada por tantos tios e nonnos; ou a do Brodetto, quer dizer, da melhor Zuppa e caldo de peixe do mundo, feita pelos puglieses só com peixes do Mar Adriático, e a de como a antiga Roma desprezou a Minestra nos seus tempos de apogeu para depois torná-la sofisticada na sua decadência.

 

Mas, enfim, são "storias" de enxovais ou de sopeiras? Não, nada disso, são histórias da Itália e de sua gente sofrida.


Não havia criança que não gostasse da minestra ou da.zuppa. Mas e os adultos? Os jovens - eles, sempre eles - torciam o nariz. Já os velhos, adoravam. Mas, como sempre, nem tudo são flores. Tinha a questão do barulho. Que barulho?  O barulho da sopa. As crianças apenas olhavam sorrateiramente entre si. Já outros bufavam e muitos reclamavam. Não adiantava dizer que na China isso era de bom gosto e apreço, ninguém tolerava quando havia esse problema. Mas, bingo! Um dia a tv e o cinema resolveram a questão, mostrando uns velhinhos, em especial um personagem do filme ”I Soliti Ignoti”, um grande sucesso de Mario Monicelli do final dos anos 50.
 

E assim, a historia de Zuppas e Minestras e Sopeiras são muitas, tantas que dariam capítulos e capítulos sem nunca faltar ingredientes assim como nunca faltam para fazer uma bella Zuppa ou Minestra em qualquer casa ou lugar “Del Mondo".
 

Cristina Arce

 


RECEITAS

 

Como escrevi as Zuppas e Minestras são fortes lembranças de raízes e costumes da minha terra, da minha tavola. Mesmo no Brasil tropical, o hábito nunca perdi, sempre, ou quase, tenho uma zuppa ou minestra à espera de um comensal apreciador na geladeira. Nada de envelopinhos ou caldinhos, de verdade mesmo. Faça isso também.


Selecionei algumas receitas que são as minhas favoritas. Simplíssimas e deliciosas, confira:

 

 
 
  Zuppa di Pesce
  Zuppa de Ricotta
  Pastina all Uovo
 

Cristina Arce é uma gourmet de alto estilo, estudiosa do tema e especialista na Itália, sua terra natal, e na gastronomia italiana. Além de escrever em seu site, www.crisarce.com.br, ela escreve na coluna Cozinha Italiana no Correio Gourm@nd.

crisarce@uol.com.br

 

 
 
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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 

 

 

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