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Setembro é o mês da Independência - marco da História em que o Brasil liberou-se de Portugal e virou Nação - ou seja, nasceu o BRASIL. Quanta coisa daquele setembro de 1822 em diante para o novo país... Imaginem o que tem a ver comigo? Minha história também começa em setembro (nasci em setembro, aqui cheguei em setembro, etc.) e, assim, o Brasil e eu temos algo em comum. E, foi andando muito por ele, que descobri a gastronomia incrível dessa terra. Vou contar a vocês como foi quando chegue por aqui:

Minha descoberta de novas "terras" começou pelo RIO. Seria muito difícil com meu parco português descrever nessas linhas o que foi realmente o que senti ante tanta, mas tanta beleza. Não sabia o que fazer, onde olhar ... Que lugar era aquele? Paraíso ? Terra prometida? Ou seria verdade mesmo que Deus era brasileiro? E depois carioca como disse João Paulo II.

O mar infinitamente azul e quente, areais brancas onde os pés afundavam como deveria ser em areias paradisíacas; os morros com seus verdes e florestas contornando aquela faixa tão única, levando a vistas raras e impensáveis lugares. Alguém já viu o Rio do topo da Rocinha? E incrível.

 

Difícil mesmo para alguém que vem de uma belíssima terra como eu, imaginar aquele visual. Foi um encanto único; pensei que depois do Rio não veria uma imagem citadina como aquela. Mas estava enganada. Foi em Salvador que descobri meu ‘engano’. Mas, como é de gastronomia que trata este site, não vou descrever Salvador, nem o impacto causado aos meus olhos. Mas, foi assim, de cidade em cidade, descobrindo sempre mais e mais belezas naturais únicas, que conheci um pais continental. Gostava de Búzios, Vitória ou Ouro Preto e as históricas cidades mineiras - extraordinárias em beleza e arte; ou o incomparável Amazonas, ou as Missões e vizinhas as Cataratas; as dunas de Natal ou as mangueiras de Belém ou as hortênsias de Petrópolis com seu Palácio de Cristal. Fortaleza e seus pescadores, seus jangadeiros; Alcântara e quilômetros de imenso mar azul e uma história enorme e triste (o primeiro pelourinho do Brasil).

 

Conheço tantos e tantos lugares deste gigante Brasil que dariam muito assunto, mas o tema é Gastronomia, então, vamos a ela..

 

Vocês não fazem idéia do meu assombro com a comida brasileira, como aprendi, quanto conheci nessas andanças. Fiquei deslumbrada, apaixonada por tudo, a começar pelas frutas. Imaginem ao ver aquelas mangas, sorvete de manga? o que era aquilo ? Suco de manga? E o abacate? Sorvete de abacate? Milano não conhecia? Paris não conhecia? Sanduíche quente de banana com queijo? E a gente daqui se "deslumbrando" com hambúrgueres gordurosos ou hot dogs duvidosos?

E a cesta de abacaxi naquelas areias nordestinas? Cortado na hora, exibindo um brilho amarelo único; tanto perfume nos pingos daquela fruta que caiam na areia... Meu Deus! eu tinha conhecido um abacaxi branco e muito azedo, considerado "sofisticado"; todos comiam fechando os dentes com tanta aspereza, nunca imaginei ter sido enganada em salões que jamais saberiam a verdade - o verdadeiro abacaxi só era encontrado lá, naquelas praias, e só podia ser apreciado daquela maneira, comido com as mãos. E os cocos? Um capitulo a parte, especial na gastronomia, na baiana em particular.

E as feiras livres, com aquelas fresquíssimas verduras em tanta quantidade? Algumas nunca vistas ou usadas diferentes, como a couve, à mineira, finissimamente cortada; ou a bertalha, de sabor mais singular que o espinafre. E o tão simplesinho chuchu, que não inveja nunca nenhuma abobrinha? Até o quiabo, novo para mim (não é usado na culinária italiana, muito raro). os feijões verdes de corda -  um luxo.

O maracujá e as goiabas, em doces de finíssimo sabor ou suflês inconfundíveis, poderiam freqüentar todos os melhores ***** do mundo, onde ,seriam apreciados pelos mais exigentes gourmands e nunca mais seriam esquecidos. A feijoada, impossível não se encantar (não conheço quem não goste), com seu arroz  branco, a caipirinha, as couves e a laranja - é um prato para a lembrança gustativa.

 

E o vatapá ? Seu creme de arroz, que prazer fazer pela primeira vez esta receita! Passei muitos anos oferecendo-o a todo estrangeiro que me visitava. Eram muitos, de tantos países e todos os continentes e, após ciceroneá-los pela "cidade maravilhosa", encantava-os com as delicias da gastronomia brasileira da qual nunca tinham ouvido falar. O Vatapá foi meu "carro chefe" por muitos e muitos anos. Mas teve, também, o Efó (camarão com taioba - q alegria descobrir a taioba no Rio. E a Frigideira de Siri Molhe? E muito, muito mais...

Mais tarde, o Amazonas com sua ímpar exuberância de peixes gigantes, o rio com seus botos cor-de-rosa fazendo balet naquelas águas imensas margeadas por cabanas indígenas de chão
batido e impecáveis panelas brilhantíssimas. Churrasco de Tambaqui? Tucunarés,pirarucus, pacus,aruanãs. Onde poderia ter visto tanta fartura ? E as frutas e sucos daquele porto Manaus, onde o incrível teatro de ópera me aguardava para exibir mais uma vez minha surpresa. Surpresa no menos gigante ao conhecer as carnes de sol do Norte e Nordeste desfiadas com jerimum, que uma cearense me ensinou a fazer de maneira esplendida.

E as peixadas de Vitória ou Guarapari, naquelas panelas extraordinárias de barro, lembrando as da minha infância na Itália?. Os churrascos de boi mesmo, nada mais sofisticado do que esta maneira de fazer a carne e nada mais sofisticado que esse prato tão comum. Gourmets ou turistas, franceses ou italianos, espanhóis ou de outras nacionalidades, são unânimes em afirmar que as churrascarias brasileiras são um raro prazer inesquecível.

 

Os "petiscos de padaria”, não torça o nariz, caro leitor, são maravilhosos, no Rio de Janeiro, com notável influencia PORTUGUESA na culinária, lembrança principal no 7 de pátrio setembro. Os risoles cremosos e cheirosos de camarão ou palmito, as coxinhas com requeijão, os bolinhos de bacalhau macios dando água na boca. Tudo "de padaria" após uma praia; cena comum nas ruas da "Cidade Maravilhosa" que durante séculos espalhou o PORTUGAL CULINÁRIO, do qual o BRASIL não poderia nunca mais se tornar independente.

Assim, entre Portugal e África e a "Nova Terra" de novos e incontáveis sabores, raros temperos, frutas exuberantes, variedades nunca conhecidas, de formas e cores esculturais, cafés e açúcares, peixes e crustáceos de doces águas ou de azuis e salgadas espumantes ondas do mar, dos grãos novos e os tubérculos que o mundo jamais esquecerão a sua descobertas nessas milagrosas terras e seus verdadeiros brasileiros, os povos indígenas.

Caros leitores toda cultura se alimenta de gastronomia, não haveria nada sem comer, é a mesma coisa que respirar. Assim, a rica culinária brasileira deve ser cultivada, prestigiada, muito divulgada e nunca esquecida ou trocada. Seus sabores originais e únicos, seus temperos e produtos, suas técnicas e conhecimentos - impossível de citá-los todos nesta pagina, impossível lembrar cada receita, cada tempero, cada novidade culinária que aqui aprendi e conheci num Brasil continente que no dia 7 de setembro de 1822 revolveu ser INDEPENDENTE e assim nasceu uma nova NAÇÃO..

Além de tudo, o milho ,açúcar e as batatas, estes três ingredientes do novo mundo, cultivados em grande escala do Brasil Colônia até hoje, foram fundamentais para o desenvolvimento e melhoria de qualidade da vida humana no mundo, na Europa em particular, ajudando a amenizar a fome real que estes povos sempre tiveram.

 

Cristina Arce


 

Abaixo, confira algumas das minhas receitas brasileiras com sotaque italiano:

 
 
  Salada de Abacate com Frutos do Mar
  Risoto de Carne Seca
  Suflê de Mandioca de Gorgonzola, Pecorino e Parmegiano
Mangas Gratinadas
 

Cristina Arce é uma gourmet de alto estilo, estudiosa do tema e especialista na Itália, sua terra natal, e na gastronomia italiana. Além de escrever em seu site, www.crisarce.com.br, ela escreve na coluna Cozinha Italiana no Correio Gourm@nd.

crisarce@uol.com.br

 

 
 
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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 

 

 

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