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DONA LUCINHA NUNES
"Embaixadora da Cozinha Mineira"
 

 

Maria Lúcia Clementino Nunes, a Dona Lucinha, é uma senhora bonita, de olhos doces e mãos de fada. Com seu talento, persistência e determinação, virou marca registrada daquilo que Minas Gerais tem de mais popular em todo o Brasil e que ela tem ajudado a espalhar pelo mundo: a sua cozinha.

 

Ela nasceu em 2I/11/1932, na cidade do Serro, antiga Vila do Príncipe, uma das mais importantes cidades históricas do Barroco Mineiro. Filha de fazendeiros, foi criada na fazenda, aprendendo ali as primeiras letras. No começo da adolescência, para dar continuidade aos seus estudos, vai viver na cidade, com seus avós maternos. Desta passagem resultará uma grande participação nas atividades sociais e culturais da cidade e um significativo aprendizado das artes culinárias, dos costumes e das tradições mineiras que mais tarde tanto a influenciarão.
Aos 21 anos, formada em magistério, Dona Lucinha se casa com o Sr. Marcílio Nunes e volta a viver numa fazenda, tornando-se professora rural, profissão que exerceu por 12 anos consecutivos.


Já tendo se tornado mãe de 05 filhos, muda-se novamente para o Serro e passa a lecionar na Escola Estadual Luiza de Marillac da qual se torna diretora e desenvolve um trabalho competente e inovador que, entre outras coisas, introduziu aulas de culinária no curriculum e transformou o espaço físico externo da escola num "Clube Agrícola" onde foram plantadas hortas, feitos viveiros de mudas. criação de galinhas e produção de ovos, e a criação de uma vaca. Este projeto, além de contribuir na alimentação dos alunos, buscava integrá-los às práticas agropecuárias, atividades econômicas básicas da região. 


Ao lado deste trabalho no qual se aposentou, Dona Lucinha teve outros tantos filhos sendo ao todo onze. Atuava politicamente tendo sido a vereadora mais votada da cidade. Trabalhava incansavelmente para contribuir com a renda doméstica tendo e, ao longo de sua vida, foi a um só tempo: catequista, professora, salgadeira, doceira, feirante, quitandeira, superintendente da praça de esportes, vice presidente da Irmandade do Rosário, diretora escolar e vereadora.


Além de tudo isto, realizava festivais de comida mineira nos fins de semana ou férias escolares. Dentre os festivais de comida típica mineira que realizou, destacam-se:


Jantar de abertura do "Divulga Minas" no Othon Palace Hotel do Rio
Jantar com a ABAV BH para 04 mil pessoas 
Festival no Serrana Palace Hotel 
Festival no Brasilton de Contagem 
Festival no Hilton de São Paulo
Festival no Hilton de Belém
 

No Club do Congresso em Brasília: - Jantar contra o separatismo - Promoções variadas junto a Turminas.


De todas estas experiências resultou um restaurante de comida mineira típica do século XVIII em Belo Horizonte, pensado para criar todo um ambiente que fosse a um tempo típico da arquitetura e da decoração colonial mineira tendo em vista a preocupação que é visceral em Dona Lucinha: "preservar os costumes, as tradições e os sabores mineiros do Ciclo do Ouro e do Diamante".


Diante do sucesso do primeiro, outros restaurantes (mais um em Belo Horizonte e dois em São Paulo) foram sendo abertos e a comida feita com tanto amor foi ganhando fama além das montanhas e Dona Lucinha foi sendo premiada e seu trabalho reconhecido por todo o Brasil e também no exterior. 


Grande divulgadora e defensora das tradições culinárias de sua terra natal, Dona Lucinha nunca admitiu que um alimento enlatado entrasse na cozinha de sua casa ou nas dos 4 restaurantes que levam o seu nome. Neles, qualquer ingrediente tem que ser fresco, saudável, de qualidade, produzido artesanalmente e distante de qualquer química que não seja a alquimia dos sabores. 


Essa postura tradicional e conservadora de Dona Lucinha na cozinha faz o sucesso de seus restaurantes e, paradoxalmente, retrata o grau de modernidade dessa gentil senhora de 69 anos, brilhantes olhos azuis e mãos de fada. Foi justamente esse "jeito de antigamente" que lhe valeu, em 2002, a indicação para receber o Prêmio Slow Food pela Defesa da Biodiversidade, consagrando-a como uma autêntica representante da mais moderna filosofia da cultura alimentar mundial: o Slow Food. 


Em Turin, onde foi assistir a festa da premiação, Dona Lucinha realizou um jantar brasileiro levando aos italianos os sabores mais tradicionais das Minas Gerais.
Em 2001, Dona Lucinha realiza um de seus grandes sonhos, e lança, junto com a filha Márcia Nunes, o livro "História da Arte da Cozinha Mineira", em que registra valiosas informações da cultura oral, das tradições, dos hábitos e costumes gerados nos primeiros tempos dos ciclos do Ouro e do Diamante, além de receitas dos pratos típicos com detalhamento dos ingredientes e sua origem.


Atualmente Dona Lucinha presta assistência aos restaurantes junto com toda a sua família acompanhando de perto o processo desde a produção dos doces, licores, verduras e temperos até a preparação dos alimentos. É freqüentemente convidada a publicar suas receitas, a dar entrevistas e fazer palestras sobre a culinária mineira, inclusive no exterior.
Mineira apaixonada por sua terra, ao longo de toda sua vida, Dona Lucinha defendeu e trabalhou pela preservação da cultura de Minas Gerais e do Brasil. Merece mesmo que todas as honras lhe sejam prestadas.

Virgínia Brandão
 

Restaurante Dona Lucinha
Moema
Av. Chibarás, 399
Fone/Fax: (11) 5051-2050
e-mail: moema@donalucinha.com.br
web: www.donalucinha.com.br  
 

 

 


Conheça algumas receitas de Dona Lucinha:

 

 

 

 

 

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Atualizado em: 15 junho, 2017.