CORREIO GOURMAND    

Home

|

O CORREIO GOURMAND

|

CUPOM GOURMAND

|

SORTEIO DO MÊS

|

PREMIADOS

|

PROMOÇÕES

PROMOÇÕES

CORREIO GOURMAND

CADERNO DE CULTURA GASTRONÔMICA CADERNO GASTRONOMIA EM NOTÍCIAS DICIONÁRIOS GASTRONÔMICOS CADERNO SAÚDE & SABOR

CADERNO FOODSERVICE

CADERNO DE RECEITAS VÍDEOS GOURMANDS

CADERNO ROTEIROS TURÍSTICOS

 

CADERNO DE CULTURA GASTRONÔMICA

CADERNO DE NOTÍCIAS

DICIONÁRIOS GASTRONÔMICOS

CADERNO SAÚDE & SABOR

CADERNO FOODSERVICE

CADERNO DE RECEITAS

VÍDEOS GOURMANDS

CADERNO ROTEIROS TURÍSTICOS

CORREIO GOURMAND

Mapa do Portal

 
GUIAS GOURMANDS

GUIA ONDE COMER BEM

GUIA ONDE SE HOSPEDAR
GUIA FAZENDO FESTA
GUIA DE ESCOLAS E CURSOS DE GASTRONOMIA
GUIA ONDE COMPRAR PRODUTOS GASTRONÔMICOS
GUIA DO MERCADÃO DE SÃO PAULO
 

   

Apoio cultural: 

APROVADO  

 

CARNAVAL

 

Célio Pezza

 

 

A história do carnaval é ponto de discussão e não se sabe exatamente quando surgiu.


Alguns historiadores contam que no ano 10 mil a.C., homens e mulheres se reuniam uma vez ao ano com os rostos mascarados e pintados, e dançavam por vários dias e noites para espantar os demônios da má colheita. Há seis mil anos, aparece no Egito, como um culto à deusa Ísis e, no século 7 a.C., na Grécia, como uma festa a Dionísio, deus grego das festas e do entusiasmo. Este mesmo deus é chamado de Baco em Roma, onde aparecem os bacanais, sempre celebrados com muita bebida, festas e sexo. Estas festas eram chamadas de “Saturnálias” em homenagem ao deus maior Saturno.


Amantes da folia, pesquisadores e historiadores dizem que a palavra carnaval vem desta época, devido ao “carrum navalis” que eram carros com motivos navais que faziam a abertura destas festas. Talvez os primeiros carros alegóricos da História. Nestas festas havia uma completa inversão e as pessoas representavam papéis e ridicularizavam a nobreza dominante sem o risco de perder suas cabeças. Na mitologia, Momo era o deus da zombaria e tinha sido expulso do Olimpo porque ridicularizava os demais deuses. Nestas festas um escravo era eleito para simbolizar Momo. Ele era o rei do deboche e tinha todo o poder durante as festividades, só que no final da festa ele era morto e sacrificado ao rei Saturno.


Mais tarde, com o início da Era Cristã, começaram a surgir os primeiros sinais da censura a estas festividades, que passaram a ser vistas como demoníacas e correram o risco de acabar. A Igreja tentou cancelar as “Saturnálias”, mas a reação popular foi tamanha que ela sentiu que poderia perder seus fiéis para os antigos deuses. Em vista disto, no ano de 590, o papa Gregório I reconhece e regulamenta a festa. Ela é associada ao início da Quaresma, que antecede a Páscoa. Esta data passa a ser conhecida como “carne levandas”, expressão que seria transformada em “carne levales” e, finalmente, “carnaval”. Alguns traduzem esta expressão como “abuso da carne” e teria um sentido de orgia; outros dão o sentido de “comer bastante carne”, pois após o carnaval começaria a Quaresma, onde por quarenta dias não se podia comer carne.


A Igreja passou a aceitar este curto período de festas e orgias como uma “despedida dos prazeres”, pois assim podia cobrar maior rigor religioso no período pós-folia.Daí para frente o carnaval foi se alastrando pelo mundo e encontramos em Portugal, no século 15, a festa chamada “Entrudo”, que significava a entrada da Quaresma.


Nos séculos 17 e 18 vieram muitos portugueses para o Brasil e trouxeram as brincadeiras do “Entrudo”. A brincadeira era andar pelas ruas e jogar água, bolinhas de cera cheias de perfume, farinha, barro, lixo e urina nas pessoas. No início do século 19 a festa começou a mudar, com novos costumes trazidos pela corte portuguesa e o Brasil passou a copiar os elegantes carnavais da Europa, em particular de Veneza, famosos por seus bailes de máscaras e fantasias.


Nesta época tínhamos os bailes de carnaval da aristocracia nos moldes da Europa e o carnaval de rua na tradição do “Entrudo”, que passou a ser conhecido como o carnaval dos pobres, sendo feio e de mau gosto aos olhos da aristocracia. Com o tempo, este carnaval dos pobres foi se organizando e conquistando a simpatia de toda a sociedade, até de intelectuais e artistas, que passaram a freqüentá-lo nas ruas.


Em 1899 a pianista Chiquinha Gonzaga inaugura a prática de composições feitas especialmente para o carnaval com a marchinha “Ô abre alas”. Mais tarde, o próprio presidente Getúlio Vargas, preocupado em demonstrar interesse pelos pobres, deu início a uma estruturação melhor do carnaval de rua que hoje é considerado a maior festa popular do Brasil.


Uma das muitas curiosidades é que durante a morte do Barão do Rio Branco no carnaval de 1912, o governo quis cancelar as festas e adiá-la por dois meses em sinal de luto. O resultado é que neste ano tivemos dois carnavais: um em Fevereiro e outro em Abril. Este mesmo barão disse certa vez: “Existem no Brasil, apenas duas coisas realmente organizadas: a desordem e o carnaval.”


Talvez ele tivesse razão, pois quem assiste hoje a um desfile de carnaval no Rio de Janeiro ou qualquer outra grande cidade brasileira, não consegue imaginar como é possível tamanha organização e trabalho bem feito, coisas tão raras em outras áreas do nosso país.


É um espetáculo! É Carnaval!

 

 

 

 

 

 

*Célio Pezza é escritor (www.cpezza.com), mas tem sua formação acadêmica em Química e Administração de Empresas. Nascido em Araraquara, interior de São Paulo, Célio mora atualmente em Veranópolis, no Rio Grande do Sul. Identificado mais com o estilo “suspense”, o autor cria romances que misturam aspectos da realidade com ficção, deixando claro sua predileção pelo esoterismo e pela magia. Também escreve artigos e crônicas sobre temas atuais da sociedade, assim como trata de assuntos polêmicos que recebem pouco ou quase nenhum espaço nas mídias.

 
  Você gostou? então compartilhe!!  
 
 
 

Voltar à página inicial de GRANDES DATAS FESTIVAS

 
 

 

 

 

O CARNAVAL É A FESTA DO RISO

 

Oba! Fevereiro é mês de Carnaval, a Festa do Riso e já estou preparando minha fantasia: Mamãe eu quero / Mamãe eu quero / Mamãe eu quero ir pular / me dá a corneta / me dá a corneta / me dá a corneta pra na avenida ir tocar...

Consta que foi a Igreja Católica, em 1545, quem determinou que o Carnaval deveria ser realizado dias antes da Quaresma. Eu mesmo encontrei umas oito versões sobre a sua origem e significado, mas o que nos interessa é que ele surgiu no Brasil em 1.723 com a migração portuguesa, que nos trouxe as brincadeiras e festejos carnavalescos.

Importante é o que diz João Ferreira Duarte, professor da Universidade de Lisboa: “O elemento que unifica a diversidade de manifestações carnavalescas e lhes confere a dimensão cósmica é o Riso coletivo que se opõe à solenidade repressiva da cultura oficial”.


Assim como o Riso, o Carnaval consagra a confraternização universal, onde os preconceitos de raça, idade e condição sócio-econômica são esquecidos. A essência do Carnaval é a Liberdade e o Riso, capazes de aliviar as situações mais difíceis e amargas, tornando-se assim, uma verdadeira terapia em grupo.


Por isso o Carnaval é considerado a “segunda vida do povo” baseada no princípio do Riso: é a sua vida festiva. Carnaval é a Festa do Riso, que trás para o mesmo nível do povo, quem o censura ou domina, apresentando com a ajuda da máscara ou fantasia, situações invertidas em que o homem vira mulher, o pobre vira rico, o anônimo vire celebridade.

Não podemos nos esquecer que o Riso já foi destaque de algumas Escolas de Samba. Em 2005 a Unidos do Viradouro participou do Carnaval carioca com o samba enredo: “A Viradouro é só Sorriso !” e em 2007 a Mocidade Alegre foi declarada Campeã Paulista com o samba enredo: “Posso ser Inocente, Debochado e Irreverente... Afinal, Sou o Riso dessa Gente!!!”, destacando que o Riso é a própria expressão da Alegria.

O Riso também é tema de diversas marchinhas de Carnaval, como a “Máscara Negra”, composta por Zé Kéti e Pereira Matos em 1967: “Tanto riso, oh / Quanta alegria / Mais de mil palhaços no salão / Arlequim está chorando pelo amor da Colombina / No meio da multidão...”

É isso aí pessoal, são poucas as festas capazes de gerar uma quantidade tão grande de Risos e Sorrisos quanto o Carnaval, pois quando invadimos o asfalto e os salões, uma alegria contagiante paira no ar empolgando a todos que esperaram 365 dias para viver este momento de muita alegria e descontração.

E para finalizar, alertamos: Se for dirigir não beba; faça sexo seguro usando camisinha e se for pular o Carnaval divirta-se com as pessoas e não das pessoas. Legal? Então “Sorria para a Vida / que a Vida é Alegria / é tempo de Sorria / Sorria“ e feche os olhos que eu “vou beijar-te agora / não me leve a mal / Hoje é Carnaval” .

 

Marcelo Pinto

Doutor Risadinha

autor do Livro Sorria, você está sendo curado – Ed. Gente - 2008

www.doutorrisadinha.com

 
 

 

    Voltar ao topo  

 

  no Correio Gourm@nd  

 

APOIO:

 

 

 

 

Ovadia Saadia Comunicações

 

 

 

 

|

|

 

Copyright ©  -  VB Bureau de Projetos e Textos

Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

Voltar ao topo