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Festas Juninas

 

 

BUMBA MEU BOI

O São João do Maranhão

 

Localizado na área de transição entre o Nordeste e a Amazônia, o Maranhão é terra de grandes tradições e riquezas culturais. A mais importante e representativa expressão desta cultura acontece durante os festejos juninos, tempo em que, por todo o Estado, em diversos ritmos e estilos, reina majestoso o Bumba-meu-boi, (ou bumba boi, ou, simplesmente, boi) dando ao São João maranhense características muito peculiares que o diferenciam dos do resto do Brasil.

 

O Bumba-meu-boi é uma encenação, um auto ou drama pastoril, em que se misturam danças, músicas, teatro e circo, combinando elementos de comédia, drama, sátira e tragédia. De cunho folclórico, é considerado o mais puro dos espetáculos populares nordestinos, pois embora nele se notem algumas influências européias, sua estrutura, seus assuntos, seus personagens e a música são essencialmente brasileiros.

 

Não se sabe onde nem como nasceu, mas tudo indica que tenha sido no Nordeste, durante o Ciclo do Gado (séculos 17/18), quando o boi tinha grande importância simbólica e econômica. Na época, o animal era criado por colonizadores que faziam uso de mão de obra escrava e travavam uma guerra mortal com os índios. O Bumba-meu-boi, mostra as relações desiguais entre senhores de engenho, escravos e indígenas, numa sutil crítica social.

 

O Bumba-meu-boi maranhense tem diferentes estilos a serem brincados, conhecidos como sotaques. Cada um tem ritmo, roupa, instrumento e coreografia próprios. Os principais são os de matraca (ou da ilha), zabumba, orquestra, baixada e costa de mão (ou Cururupu). Também há grupos mais recentes que não seguem um único sotaque e, no interior do estado, principalmente, outros que seguem estilo próprio, que não se enquadra em nenhuma das categorias.

 

A festa acontece espontaneamente na rua, trazendo toda a beleza e autenticidade de suas danças, folguedos, ritmos, tambores, batuques e brincadeiras, que parecem infinitos. É um verdadeiro símbolo da alma e da formação do povo maranhense, cuja base se assenta nos índios, negros e portugueses. Os brancos trouxeram o enredo da festa; os negros, escravos, acrescentaram o ritmo e os tambores; os índios, antigos habitantes, emprestaram suas danças.

 

Profundamente enraizado no cristianismo e, em especial, no catolicismo popular, o bumba-meu-boi no Maranhão envolve a devoção aos santos juninos São João, São Pedro e São Marçal. Os cultos religiosos afro-brasileiros do Estado também estão presentes, como o Tambor de Mina e o Terecô, caracterizando o sincretismo entre os santos juninos e os orixás, voduns e encantados que requisitam um boi como obrigação espiritual. 

 

O enredo

 

De um modo geral, o auto do Bumba-meu-boi é apresentado como a morte e a ressurreição de um boi especial. As apresentações cômicas são feitas com grande participação do público e são entremeadas por toadas curtas contando a história sobre um boi precioso e querido pelo seu amo e pelos vaqueiros. Pai Francisco, o escravo de confiança do patrão, mata e arranca a língua do boi para satisfazer os desejos de grávida de sua esposa, Mãe Catirina. O crime de Pai Francisco é descoberto e por isso ele é perseguido pelos vaqueiros da fazenda, caboclos guerreiros e os índios. Quando preso, são infligidos terríveis castigos e, para não morrer, Pai Francisco se vê forçado a ressuscitar o animal. É quando o doutor entra em cena para ajudar a trazer à vida o boi precioso, que, ao voltar, urra. Todos, então, cantam e dançam em comemoração.

 

São Luis, capital nacional do Bumba-meu-boi

 

Esta tradição de mais de duzentos anos é uma brincadeira que mistura lendas indígenas, dança e música, além de uma indumentária caprichada e cheia de brilho. Durante a temporada junina, centenas de grupos reinam nos arraiais por toda parte do Maranhão, mas é na capital, São Luis, que a festança toma vulto de verdadeiro espetáculo, figurando entre as mais populares do Brasil.

 

São mais de cem batalhões de bumba-meu-boi que saem pelas ruas da cidade, na maior manifestação folclórica do Maranhão. É bem diferente de outras regiões do País, onde o triângulo e a sanfona dominam o compasso das festas.

 

Programação pela cidade toda

 

Durante a temporada, a capital maranhense fica repleta de arraiais, espalhados por diversos bairros. Entre os mais famosos estão: o Arraial da Lagoa, localizado na Lagoa da Jansen, um dos pontos turísticos da cidade; o Arraial do São Luís Shopping, no estacionamento do shopping, e o Arraial do Ceprama, localizado no bairro da Madre Deus, berço das manifestações culturais regionais.

 

Os arraiais são “palco” para as apresentações folclóricas e também reúnem barraquinhas com o melhor da gastronomia local. É possível se deliciar com os pratos típicos, como arroz de cuxá, torta de camarão e caranguejo, mingau de milho, peixe frito, entre outros.

 

Além do bumba-meu-boi, as festas dão espaço, ainda, para outras danças, como o tambor de crioula, lelê, caroço, dança do coco, dança da fita, dança portuguesa, quadrilhas e o cacuriá, com uma coreografia muito sensual, onde quase sempre os casais de dançarinos chamam o público para entrar na roda.

 

Um dos pontos altos da festança é o dia de São Pedro, 29 de junho, quando há o encontro de bois no Largo de São Pedro, em agradecimento às benções alcançadas por intermédio do santo. A festa começa na véspera, na noite do dia 28 e os brincantes amanhecem o dia dançando.

 

Já no dia 30, o grande homenageado é São Marçal e o local da festa é o bairro João Paulo. Os bois com sotaque de matraca, tradicionalmente, se encontram, marcando o final das festividades. Diferente das homenagens à São Pedro, o encontro em homenagem a São Marçal começa pela manhã e tem seu ponto alto à tarde, quando há uma grande concentração de grupos na avenida São Marçal.

 

 

A dança do boi pelo Brasil

 

A festa, a celebração de boi no Brasil, é multicultural. Ao espalhar-se pelo País, o bumba-meu-boi adquire nomes, ritmos, formas de apresentação, indumentárias, personagens, instrumentos, adereços e temas diferentes. Na área amazônica, no norte do Brasil, acontece nos festejos de São João e outros santos de junho. No Nordeste, ocorre no Natal. No centro-sul, é no tempo de Carnaval. Assim, enquanto no Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Piauí é chamado bumba-meu-boi, no Pará e Amazonas é boi-bumbá ou pavulagem; em Pernambuco é boi-calemba ou bumbá; no Ceará é boi-de-reis, boi-surubim e boi-zumbi; na Bahia é boi-janeiro, boi-estrela-do-mar, dromedário e mulinha-de-ouro; em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Cabo Frio e Macaé é bumba ou folguedo-do-boi; no Espírito Santo é boi-de-reis; em São Paulo é boi-de-jacá e dança-do-boi; no Paraná e Santa Catarina, é boi-de-mourão ou boi-de-mamão; no Rio Grande do Sul é bumba, boizinho ou boi-mamão.

 

O Boi-bumbá de Parintins

 

A cidade de Parintins, no Amazonas, Lá, a festa é realizada desde 1965 durante três dias, no último final de semana de junho, e dentro do “Bumbódromo”. Nesse local ocorre a disputa entre os bois Garantido e Caprichoso em apresentações de 3 horas de duração, com a participação de 5.000 pessoas e um público de até 35.000 espectadores. Após os três dias de apresentação, o boi que tiver somado maior número de pontos é declarado vencedor.

 

 

 

Fontes: Enciclopédia Britânica

Governo do Maranhão

IPHAN

Evangelhoquotidiano.org

Nominis

 

 
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MARANHÃO

 

No vídeo acima, produzido pelo Ministério do Turismo, você vai ter uma pequena amostra do que o Maranhão tem a oferecer. Confira!

 

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São Marçal

O quarto santo das festas juninas maranhenses

 

São Marçal, ou Saint-Martial de Limoges, é um personagem da igreja católica com duas biografias muito controversas. A versão mais crível, já que efetivamente existiu um Martial, Bispo de LImoges no século 3 d.C., é que ele tenha sido enviado pelo Papa para Galia, onde fundou a Sede Episcopal de Limoges. Inúmeros milagres são atribuídos a ele que foi canonizado no século 6.

 

A segunda versão diz que São Marçal era um dos 72 discípulos que seguiram Jesus continuamente. Era menino quando o Mestre Nazareno tomou de suas mãos o peixe e os pães com os quais alimentou cinco mil homens no deserto. Por ordem do Messias, foi batizado por São Pedro aos 15 anos de idade. Esteve presente na Última Ceia e o ajudou a lavar os pés dos apóstolos. Depois da ressurreição de Jesus, acompanhou Pedro em sua evangelização. Em um sonho, em que foi visitado por Cristo, Pedro recebeu ordens de encaminhar Marçal para pregar na França, onde realizou inúmeros milagres. Morreu 40 anos depois da crucificação de Cristo, aos 59 anos, como exemplo de fé e perseverança. Atribui-se esta segunda versão aos abades de Limoges, que buscaram, assim , aumentar o prestígio do santo padroeiro da cidade.

 

A festa a São Marçal é celebrada a 30 de junho e, de sete em sete anos, as suas relíquias são solenemente veneradas e levadas em procissão na cidade de Limoges.

 

 

 

 

SÃO LUIS

 

São Luis, capital do Maranhão e principal cidade do Estado, foi fundada por franceses em 1612, mas traz, também, contribuições holandesas, portuguesas, africanas e indígenas. Tudo está lá, em suas mais de 4.000 construções históricas, em sua culinária, artesanato, carnaval e festas folclóricas. Quer mais? São Luís traz também o ritmo da Jamaica, nesta que é a capital nacional do reggae, ritmo caribenho, mas com um jeitinho todo especial de dançar e curtir.

 

Seu Centro e Patrimônio Histórico têm cerca de 2.500 imóveis tombados pelo Estado, mais de 1.000 pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e parte desse sítio foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade em 1997, pela Unesco (Organização das Nações Unidas pela Ciência e Cultura).

 

São famosas as suas igrejas e as casas de frontaria azulejada e sacadas, que ao longo dos séculos, assistem o movimento das ruas de paralelepípedos.

 

Esbanjando história, cultura e com um empolgante calendário festivo em que se destacam o carnaval e as festas juninas, São Luis, também, oferece belezas naturais em suas praias urbanas, que vão desde as mais calmas de águas tépidas até aquelas ideais para surfar e praticar outros esportes aquáticos, e nas muitas trilhas ecológicas.

 

Os comes e bebes

 

Além de muita diversão com o bumba-meu-boi, São Luís também oferece muitos bons momentos à mesa. Em sua saborosa e farta culinária, destacam-se receitas a base de frutos do mar, como peixada, torta, caldeirada, vatapá, caruru, cuxá. Os caranguejos, peixes e camarões são disputados em restaurantes e bares à beira-mar. Mas não é só isso. A típica cozinha maranhense traz, ainda, cuscuz de milho, bolo de macaxeira, macaxeira cozida, queijo coalho, canjica, pamonhas, pé-de-moleque, beiju de tapioca, amendoim, arroz doce e cuscuz de coco. Delicie-se, também, com pratos da cozinha regional nordestina como a carne de sol com pirão de leite e manteiga de garrafa.

 

As frutas regionais, além da bela aparência de suas cores, são deliciosas. Há cajá, caju, manga, mangaba, graviola, pitanga, acerola, sapoti, bacuri, abricó, que são usados no preparo de deliciosos sucos, doces e bebidas regionais.

 

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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

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