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CEIAS DE NATAL AO REDOR DO MUNDO

 

 

O NATAL NA ITÁLIA

 

Cristina Arce

 

 

Na minha infância era a festa mais esperada, a ansiedade era total, mesmo na pobreza do pós-guerra, algo jamais visto na rica América. Contávamos os dias para o início do "Natale" que começava em 08 de dezembro e ia até a "vecchia befana" ou Epifânia ou o Dia de Reis.

 

Nunca mais vi aqueles presépios ou aquela "vigília" ou almoço de Natal. As mulheres, e toda família tinha muitas mulheres, iniciavam os preparativos da "Tavola di Natale" com, no mínimo, uma semana de antecedência - as conservas, doces e licores eram preparados muito antes - "tutto fato in casa".

 

Naquelas cozinhas enormes, brancas e cheirosíssimas - aromas e perfumes raros hoje - peixes e frutos do mar, de todo tipo e variedade, stocafisso (bacalhau) e anguila capitone (enguia), massas recheadas e molhos insuperáveis de "pomodori sechi" ou de creme fresco com o queijo Pecorino original, sopas únicas, pães "caseracio" e mais, muito mais. Assim, aprendi.

 

Imaginem umas quatro "bisnonnas" e umas quatro "nonnas" juntas, cozinhando para o Natal. Nenhum Rosselini ou Fellini conseguiria imaginar, e nem o deslumbrante Visconti teria tanta sofisticação na pobreza como estas mulheres. Eu já tentei clonar aqueles Natais, mas não foi possível, assim como nunca mais vi nem nos lugares mais luxuosos do mundo os perfumes e aromas daquelas festas. Acreditem caros amigos, era assim, foi assim...

 

O Natal continua a maior festa da "Bell´Itália", nenhuma outra reúne tanto a família, os amigos e, até, os inimigos, todos em volta da "tavola" com toalhas vermelhas ou verdes, muitas de antigos enxovais, e exibindo tradições, de região a região, totalmente diferentes. Um patrimônio cultural riquíssimo, talvez único, onde se misturam religião, superstições e uma gastronomia inigualável e milenar.

 

O Natal foi introduzido como festa cristã no século 4 do Império Romano, antes do Natal cristão era a festa do Fogo e do Sol. Na antiga Roma havia os Saturnais em homenagem a Saturno, o deus da agricultura. Era um período de paz (os romanos viviam em guerras ininterruptas) trocavam presentes e principalmente pródigos banquetes pantagruélicos.

 

Atualmente, o Natal italiano, e no mundo cristão, vem de tradições inauguradas no século 19 e é nesta festa onde vemos como o italiano é muito envolvido com antigas tradições religiosas e adepto da "Gula Natalina".

 

A "tavola" natalina italiana, mesmo nos dias atuais, de dietas, lights e dos "politicamente corretos", continua muito rica. As diferenças regionais continuam marcantes, embora com certas "globalizações" como, por exemplo, o Panettone, originalmente milanês e hoje símbolo natalino em toda a Itália e em muitos outros países, assim como o Pandoro, o Torrone e as Frutas Secas.

 

Outros costumes são seguidos a risca - na mesa, peixes de todo tipo, como a Enguia em especial (capitone é a enguia fêmea), Crustáceos, Moluscos e Bacalhau; Tortellini, Ravioli, Tortelli di Zucca (abóbora - antiga tradição no Norte da Itália), Risotti, Cappone (um frango castrado) e Perus recheados; Sopas fantásticas, para a vigília, e doces como Zuppa Inglese (tradicionalíssima na Puglia onde eu nasci -  feita com fatias de pão-de-ló embebido em rum ou licores, intercaladas com creme, frutas cristalizadas e amêndoas, servida gelada), Cassatas de Ricota "veras", Marzipãs, Tortas de Amêndoas e Castanhas, Nozes, Pasta Frolla, etc..etc..etc.. Tudo regado a Licores, Espumantes, Vinhos e Champagnes.

 

Não haveria como citar todas as tradições gastronômicas do Natal italiano. Mas, tenho certeza que hoje, nas "Tavolas di Natale" do mundo todo, a Itália se faz presente, pois é impossível pensar em Natal sem, ao menos, um Panettone nas mesas natalinas.

 

Buon Natale a tutti!!

 

 

 

Cristina Arce é uma gourmet de alto estilo, estudiosa do tema e especialista na Itália, sua terra natal, e na gastronomia italiana. Além de escrever em seu site, www.crisarce.com.br, ela escreve na coluna Cozinha Italiana no Correio Gourm@nd.

crisarce@uol.com.br

 

 

 

 

 

 

 

algumas RECEITAS para o seu natal A ITALIANA

 

 

Capesante alla Cristina

Capesante alla Panna e Erbe

Tonno ao Burro com Sálvia

Tortelli de Abóbora

Ravioli de Castanha

Ragu de Agnello (Molho de Cordeiro para Massas)

Tagliarini com Bacalhau, Manjericão e Tomates Cerejas

Ravioli di Mozzarella di Bufala, Salsa di Limone e Finocchio

Spaghetti ai Gamberi (Spaghetti com Camarão)

Stoccafisso all'agrodolce  (Bacalhau Agridoce)

Peru com Castanhas

Pato com Juliene de Grapefruit

Pernil de Cordeiro com Risoto de Damasco

Pernil de Porco Assado

Panetone Tradicional

Panettone com Frutas Secas

Chocottone sem Açúcar  

Cassata di Ricotta Pugliese

Sorvete Italiano Caseiro de Creme de Vanilla

Torta de Arroz e Amêndoas

Ricotta com Morangos

 
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O NATAL NA ITÁLIA

 

 

Panettone

 

Virgínia Brandão

 

 

Criação dos italianos de Milão, o Panettone é uma espécie de bolo ou pão doce, tradicionalmente, recheado de frutas cristalizadas e uvas passas, que, há séculos, faz parte da tradição natalina e, hoje, em todo o mundo, é presença obrigatória em todas as festas e ceias de Natal.

 

Muito gostoso, dourado por fora e clarinho por dentro, tem formato que lembra a cúpula de uma igreja e textura e sabor característico. Sua massa é fermentada, feita com farinha de trigo, leite, açúcar e ovos.

Iguaria tradicional do Natal, indispensável em qualquer ceia, o Panettone tem uma origem nobre. No final do ano de 1395, o primeiro duque de Milão, Gian Galeazzo Visconti, resolveu festejar o recebimento das insígnias ducais com a criação de um pão bem diferente, recheado de frutas cristalizadas e uvas passas. Por estar perto da época natalina, o aparecimento do Panettone ficou ligado à idéia de comemoração e felicidade.

 

Com as técnicas de fabricação e conservação, o Panettone popularizou-se no mundo inteiro e faz sucesso. No Brasil, chega cada dia mais cedo às prateleiras, sendo que, em algumas cadeias de supermercados ou padarias, principalmente em São Paulo, maior cidade italiana fora da Itália, é possível encontrar Panettone o ano todo.

 

A receita original, com os mesmos ingredientes há mais de 500 anos, é a mais conhecida e difundida no mundo, inclusive no Brasil, onde imperou praticamente sozinha até a década de 1990, quando os chamados "Panettones Gastronômicos",que incluem versões dos mais variados recheios, formatos e coberturas, até inúmeras receitas de Panettones salgados, começaram a surgir e a instigar o paladar dos amantes dos prazeres da boa mesa. Hoje, tem Panettone para todos os gostos.

 

Fazendo seu próprio Panettone

 

Se você nunca fez um Panettone, saiba que é uma experiência muito prazerosa e um bom exercício para os seus dotes culinários. Tem aquele prazer primário do fazer pão, do levedar, do amassar os ingredientes, moldar, enformar e sentir o aroma espalhar-se pelos ambientes enquanto o forno assa a massa. Tem aquela satisfação incomparável, orgulho mesmo, de ver pronto e pensar -  fui eu que fiz.

 

Se você ficou tentado a fazer seu Panettone, quem sabe, até, transformá-lo em presente de Natal, arrisque-se! Não vai se arrepender. Encare a missão como uma coisa lúdica, coloque a criatividade para funcionar imaginando o Panettone dos seus sonhos - recheios variados, coberturas diferentes, formatos originais, embalagens personalizadas -  tudo como você quiser. Saia atrás dos ingredientes que você gosta, das formas que vai precisar, e mãos à obra. Não economize nos ingredientes pois a regra básica é que bons ingredientes geram bons produtos, excelentes ingredientes, portanto...  Afinal, é o seu Panettone!!

 

Para ajudá-lo, escolhemos receitas muito especiais. Confira na lista de receitas ao lado!!!

 

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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

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