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RABANADA

Delícia obrigatória nas mesas natalinas do Brasil

 

 

A rabanada é uma iguaria de fácil preparo, a base de pão dormido, leite, ovos e açúcar, ingredientes comuns e muito prosaicos. Verdadeira "confort food", usando um conceito bem atual, ela fala às lembranças do paladar e do coração, agradando aos començais mais exigentes e sendo quase uma unanimidade como prato das mesas natalinas brasileiras.

 

Roti telur, khobz bledid, meetha andewala tost, eggly bread, egg dip, grypsy toast, pain perdu, torrija, torreja, fatia dourada, fatia parida ou simplesmente, rabanada - o tradicional doce é famoso no mundo todo. Em cada país ganha um toque característico, apresentando as mais diversas variações. Uma das mais marcantes, vem de Portugal, onde a rabanada ganha um sabor único: o vinho do Porto.

 

Impossível, entretanto, precisar uma origem para um alimento que, basicamente, surgiu como forma de reaproveitamento do pão amanhecido.

 

A mais antiga referência à rabanada está no clássico De Re Coquinaria (Livro VII, XIII-3), renomado livro de receitas do Império Romano, escrito pelo gastrônomo latino Marco Gavio Apicio, que viveu no primeiro século da nossa era: "Corte um sigilineo (pão de aveia) em fatias grossas. Coloque-as de molho no leite e frite em óleo. Espalhe mel em cima e sirva".

 

As rabanadas mais próximas das que conhecemos hoje, entretanto, surgiram, por volta do século 15, como alimento nutritivo, indicado para fortalecer as mulheres em resguardo depois de darem a luz, ajudando-as na produção de leite. Por conta disso, em muitas regiões de Portugal, e mesmo do Brasil, o doce é conhecido como "fatia de mulher parida" e/ou "fatia de parida".

 

Provavelmente, foi essa sua vocação para nutrir que levou as rabanadas às frugais mesas que se seguiam aos jejuns das festas religiosas como Natal, como acontece em Portugal e Brasil, e Semana Santa, como acontece na Espanha. Com certeza, essa "apropriação" gastronômica foi facilitada pelo fato de que, para os cristãos, o pão é um alimento sagrado, que representa o corpo de Cristo e, por isso, não pode ser descartado. Tinha tudo a ver. Bem verdade que, com o correr do tempo, essa frugalidade foi sendo substituída pelas refeições fartas que temos hoje tanto nas comemorações do nascimento e ressurreição de Jesus, mas a rabanada não perdeu seu posto.

 

No Brasil

 

Chegou ao Brasil pelas mãos do colonizador português, mais propriamente os que vieram das regiões do Minho e do Douro Litoral, norte do Rio Mondego, que chamam a iguarida de rabanada. Ao sul do Mondego, a sobremesa é conhecida como fatia dourada ou, ainda, a já mencionada fatia de mulher parida.

 

Com muito sucesso por aqui, tornou-se, ao longo dos séculos, iguaria obrigatória nas mesas natalinas de todo o Brasil, muitas vezes acompanhadas por geléias e preparadas com licores. Mas, muitos brasileiros, sobretudo no Nordeste do pais, deliciam-se com a rabanada o ano todo, no café da manhã.

 

Nos Estados Unidos 

 

Os americanos chamam a rabanada de french toast, provavelmente pela influência francesa na culinária do Estado da Luisiana, onde também a denominam pain perdu, como os franceses. Clássica para o desjejum, compete com a tradicional panqueca. As french toasts variam de região para região e cada família tem sua receita. Ingredientes como suco de laranja ou raspas da casca da fruta, alguns licores e especiarias como canela e noz-moscada são misturados ao ovo batido com leite ou creme de leite, açúcar e essência de baunilha. Restaurantes, cafés e diners preferem o pão branco cortado em fatias grossas. Em casa, predomina o de fôrma. As french toasts podem ser doces ou salgadas, nesse caso temperadas com pimenta-da-jamaica, e também com queijo derretido em cima. Em Nova York, a comunidade judaica faz uma deliciosa rabanada com chalá, o pão festivo, em forma de trança, servido no shabat e feriados religiosos. Shalom aleichem!

 

Receita simples e deliciosa

 

A receita mais clássica da rabanada é composta por fatias grossas de pão, umedecidas, primeiro no leite morno, e depois em ovos batidos. Na sequência, as fatias vão para a frigideira, onde são fritas na manteiga (há quem frite no azeite ou no óleo também), até ficarem douradinhas, o que faz com que a sobremesa fique crocante por fora e macia por dentro. Após este processo, o doce recebe açúcar e canela polvilhados.

 

Para receitas mais elaboradas, vinho do porto, vinhos tinto ou branco, licores, sumo de laranjas ou raspas da casca da fruta, águas de laranjeira ou de rosas, e especiarias como canela, noz-moscada e essência de baunilha podem ser adicionados ao leite (ou creme de leite) para hidratar as fatias. Nesse caso, além de polvilhar as rabanadas com açúcar e canela, pode-se regá-las com calda de açúcar ou mel.

 

Hoje já se encontra a venda pão específico para rabanada, mas outros tpos de pães, tais como brioches e panetones, por exemplo, são cada vez mais utilizados também.

 

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As rabanadas se fazem presentes nos cardápios de diversos países, tais como:

“Pain Perdu” na França

"Torrija", "Toreja" ou "Tostadas", dependendo da região da Espanha (na Catalunha muda para "Torradetes de Santa Teresa")

“Eggy bread”, "Egg dip" ou "Gypsy toast", na Inglaterra;

“French toast”, nos EUA;

"Arme Ritter", na Alemanha;

"Wentelteefje", na Holanda;

"Fotzelschnitten", na Suíça;

"Pofesen", na Áustria;

"Bundás kenyér", na Hungria;

"Meetha andewala toast", na Índia;

"Khobz belbid", no Marrocos;

"Roti telur", na Indonésia  

 

 

 

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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

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