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ELIANA ROSEBAUM

 

 

Caros Leitores do Correio Gourm@nd,

Sou brasileira, judia, descendente de russos e poloneses. Meu avô materno chegou ao Brasil antes da Primeira Guerra Mundial e foi um dos fundadores da colônia judaica no interior do Rio Grande do Sul. Minha mãe é gaúcha e meu pai carioca. Meu avô paterno veio da Polônia, Varsóvia, de onde, felizmente, conseguiu sair a tempo de não passar por nenhum campo de concentração. Lembro da minha avó materna, Cecília, na cozinha quando eu era pequena fazendo Guefilt Fish¹. Não comi até hoje nenhum que chegasse perto da delicia do da minha avó, além de ser feito com muito carinho. Acredito que era esse o segredo.

 

Na minha casa, quando eu era pequena, ninguém podia sair antes do Shabat. Meu pai exigia a família toda na mesa. Mas por que o Shabat é tão importante para o povo Judeu? O que é o Shabat que tanto escutamos por aí?

Shabat (שבת shabbã), significa "descanso" em Hebraico, é o dia de descanso semanal no Judaísmo. É observado desde o pôr do sol de sexta-feira até ao início da noite de sábado. Em Israel, o sábado é considerado como o principal dia de descanso semanal. O fim-de-semana, então, cai na sexta-feira e no sábado.
 

Até ao primeiro concílio de Nicéia, em 325 d.C., cristãos e judeus mantinham o Shabat como o dia de descanso semanal. Nesse concílio, os líderes (religiosos e políticos - o imperador Constantino presidiu as sessões) decidiram postergar para Domingo o descanso semanal, uma entre outras medidas para separar os cristãos do judeus, até então comunidades irmãs.


Mas a vida foi seguindo, crescemos e ao longo de nossa vida passamos por uma série de etapas decisivas que dão lugar a numerosos ritos: o nascimento - circuncisão (nos meninos) - o Bar/Bat Mitzva - o casamento - a morte ou passagem á imortalidade - funerais. A cada etapa corresponde um tipo de alimento que mais tarde, nos nossos encontros aqui, falarei com detalhes um a um.
 

Fui monitora de movimento juvenil ensinando cultura judaica dos 13 aos 18 anos. Aos 16 estive em Israel como voluntária num programa que se chamava "TAPUZ", era a época da colheita de laranjas. Os jovens iam como voluntários por 2 meses morar em kibutz. Que saudade, apesar que de manhã cedo era um "sufoco" acordar, um inverno rigorosíssimo, mas valeu a pena. Também, fiz um curso de liderança  em Jerusalém com judeus da América do Sul inteira pela aproximação da língua.
 

Na verdade só comecei a lidar com gastronomia em 1991, quando abri uma rotisserie - uma casa de massa e produtos importados. Era um época difícil, importados só nas importadoras e a um preço altíssimo. Passaram-se os anos e, entre vários comércios, finalmente, há cerca de 7 anos, comecei meu buffet de festas em domicilio. No começo, trabalhava só com festas infantis e tinha uma loja no Shopping Market Place como apoio; depois fechei e continuei só com buffet. Hoje, continuo fazendo as festas infantis que fizeram o nome do meu negócio e estou me especializando em buffet adulto, com comida judaica kasher e não judaica.

Apesar de não mexer com gastronomia judaica, ela estava em meu sangue, sempre me rondando. Na faculdade de gastronomia Hotec, perto das festas, todos se interessavam em saber meus costumes. Foi a partir de palestras sobre cultura e culinária judaica, dadas pelo mestre Carlos Ribeiro, que comecei a perceber o quanto eu conhecia sobre cultura e gastronomia judaicas.


Vários convites acabaram por me fazer aprofundar nessa culinária tão rica e na culinária kasher que será muito bem colocada aqui mais adiante, pois nem toda culinária judaica é kasher, só quando se seguir as Leis da Kashrut.

 

Atualmente, escrevo e ensino sobre culinária judaica. Assim, tenho a oportunidade de mostrar que dentro de um mesmo povo, das mesmas crenças e rezas, existem dois tipos de gastronomia, variando de acordo com a região em que moram e o que existe no local. A minha própria casa é o maior exemplo disso: eu sou descendente de russos e poloneses, que são os judeus ocidentais (ashkenazi); meu marido é egípcio, judeu oriental (sefharadi), que também são oriundos da Itália, Espanha e países do Norte da África. Numa mesma casa de judeus, a comida colocada à mesa teve influências dos locais de origem de nossos antepassados.


Espero que eu possa transmitir meu amor pela cultura judaica e sua História Gastronômica a vocês. Tenho certeza que vão se apaixonar também e estarei aqui para ajudá-los nesse longo percurso.
 

SHANA TOVA UMETUKÁ
 

 

 

Eliana Rebeca Rosebaum Didio

erdidio@terra.com.br

 

 

 

ALGUMAS Matérias Publicadas:

 

Carne de Cordeiro
Yom Kipur - O Dia do Perdão

A Imigração Judaica para o Brasil e as cozinhas Ashlenaze e Sepharade

Judaísmo e Natal

 
 

 

 

 

 

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Atualizado em: 04 novembro, 2013.

 
 

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