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AZEITE DE DENDÊ

 

 

Nativo da costa ocidental da África, mais especificamente do Golfo da Guiné, o dendê ou dendezeiro (Elaeis guineensis) é, também, encontrado em povoamentos subespontâneos desde o Senegal até Angola.

 

No Brasil, chegou pelas mãos dos portugueses junto com os primeiros escravos, e encontrou condições propícias a sua aclimatação, desenvolvendo-se, principalmente, no litoral baiano, entre Ilhéus e Salvador.

 

Hoje, são encontradas áreas produtoras no Amazonas, Amapá, Bahia e Pará, este o maior produtor de óleo de palma do País, concentrando mais de 80% da área plantada.

 

 

A planta 

 

Palmeira oleaginosa da subfamília das ceroxilíneas, o dendezeiro tem o estipe quase preto e atinge de 15 a 20m de altura. Seu crescimento é lento e as folhas levam até sete anos para chegar ao tamanho máximo, que oscila em torno de cinco metros. As flores masculinas e femininas reúnem-se em inflorescências separadas. A polinização é feita pelo vento.

 

Os frutos, chamados de dendê, são pequenos cocos, de cerca de quatro centímetros de comprimento por 2,5cm de diâmetro, com polpa avermelhada e semente muito dura, que se aglomeram em grandes cachos. O dendê começa a frutificar por volta dos cinco anos e chega pouco antes dos vinte à fase de produção mais intensa. Uma palmeira pode dar até quatro cachos por ano, cada qual com cerca de 500 cocos em média.

 

A planta é, também, conhecida como palma-de-guiné, demdem (Angola), palmeira dendem, coqueiro-de-dendê.

 

 

Os Óleos 

 

Com baixo custo de produção, boa qualidade e ampla utilização, o dendê fornece dois tipos de óleo, ambos com composições químicas e características físicas diferentes: o óleo de palma ou azeite-de-dendê, chamado ainda de azeite-de-cheiro (palm oil, como é conhecido no mercado internacional), e o óleo de amêndoa (óleo de palmiste - palm kernel oil).

 

O azeite-de-dendê, composto de palmitina, oleína, linolina, estearina e ácido palmítico, é de cor avermelhada e sabor adocicado, aroma forte e consistência densa. Ingrediente tradicional da cozinha afro-brasileira, empregado com sabedoria ancestral, de origem sagrada, nascida nos candomblés da África negra, o dendê entra no preparo de pratos baianos como acarajé, vatapá, bobó de camarão, moquecas e caruru, entre outros.

 

Devido à composição peculiar do óleo de palma, com aproximadamente 50% de ácidos graxos saturados (palmítico 44% e esteárico 5%) e 50% de insaturados(oléico 40% e linoléico 10%), ele pode ser fracionado de forma natural em frações de triglicerídeos com diferentes pontos de fusão. A grande variedade de frações obtidas a partir do óleo de palma ampliam sua utilização em diversos alimentos, tais como: margarinas, massas de sorvetes, achocolatados, extrusados, gorduras para frituras, panificação, biscoitos, etc.

 

Tem, também, diversas aplicações industriais fora do ramo alimentício, como matéria-prima para a fabricação de sabões, sabonetes, sabão em pó, detergentes e amaciantes de roupas biodegradáveis, velas, graxas e lubrificantes e como protetor, na indústria siderúrgica, da folha-de-flandres (lata) e de chapas de aço. Pode, ainda, ser utilizado como combustível em motores diesel. 

 

O óleo da amêndoa, ou palmiste, obtido por esmagamento das sementes em prensas, é usado na fabricação de margarina, chocolate e remédios. É esbranquiçado ou levemente amarelo, finíssimo, sem sabor ou meio amargo, com baixa proporção de ácidos graxos. Na Bahia é chamado xoxô e usado para amaciar o cabelo.

 

O rendimento em óleo representa 22% do peso dos cachos para o óleo de polpa e 2% para o óleo de palmiste.

 

 

Os sub-produtos 

 

O palmito é comestível, as folhas servem para trançados e a seiva dá o vinho de palma, muito comum na África ocidental. O resíduo da extração do óleo da amêndoa dá uma torta que serve de alimento ao gado, que tem a propriedade de aumentar a secreção láctea.

 

 

Propriedades Nutricionais

 

É, no entanto, nos efeitos para a saúde do homem que os defensores do dendê encontram seus principais argumentos.

 

O azeite de dendê é uma excelente fonte natural de vitamina E, tocofeiros e tocotrienois, que atuam como antioxidantes, sendo que em comparação com outros óleos vegetais é o que  tem o maior teor de vitamina E. É. também, rico em vitamina A, apresentando maior teor desta vitamina que o tomate e a cenoura. Entre outros benefícios à saúde, o óleo de palma permite a redução do colesterol circulante, prevenindo a formação de trombos nos vasos sanguíneos e atuando como potente anticoagulante.

 

Justamente por conta do seu considerável teor de tocoferol (vitamina lipossolúvel da família da vitamina E) e sua estável composição química, o azeite de dendê é a gordura mais adequada para frituras pois essa vitamina atua como protetor natural contra a oxidação do óleo. Mesmo super aquecido, ele mantém um odor agradável, oxida menos que os outros óleos e apresenta uma digestibilidade de 97%..

 

Como a extração e o refino são feitos fisicamente, sem o uso de solventes químicos como no óleo de soja por exemplo*, o produto resultante fica livre de ácidos graxos trans, tornando o óleo de palma uma alternativa saudável às gorduras hidrogenadas. Pesquisas recentes confirmam as implicações indesejáveis dos ácidos graxo trans provenientes da hidrogenação de óleos. (*para produzir gorduras sólidas, a soja requer hidrogenação do óleo de modo artificial, o que acaba resultando num produto semelhante ao de origem animal)

 

 

Produção

 

A palma é uma das oleaginosas mais produtivas, com rendimento entre 4 a 6 t de óleo por hectare correspondendo a 1,5 vezes a produtividade do óleo de coco, a 2 vezes a do óleo de oliva e mais do que 10 vezes a do óleo de soja. É uma cultura permanente com produção contínua ao longo do ano, sem problemas de sazonalidade.

 

Um plantio corretamente conduzido inicia a produção ao final do terceiro ano após o plantio, com uma produção entre 6 a 8 toneladas de cacho por hectare, atingindo o pique máximo de produção no oitavo ano, podendo atingir 25 toneladas de cacho por hectare, produção que permanece nesse nível até o 17º ano, declinando ligeiramente até o final de sua vida útil produtiva, que ocorre por volta dos 25 anos. 

 

A produção mundial anual do óleo de palma é de 45,11 milhões de toneladas e vem crescendo de 8 a 10% ao ano. O maior produtor mundial é a Indonésia, com 20,9 milhões de toneladas/ano, seguido pela Malásia, com 17,5 milhões de toneladas/ano e a Tailândia, com 1,3 milhões de toneladas/ano (dados de 2011).

 

O Brasil, com uma produção ainda inexpressiva, em torno de 200 mil toneladas/ano, importa mais da metade do que consome e ocupa a 11ª posição no ranking de produtores. Grande parte da produção brasileira é feita por empresas de pequeno porte (capacidade de 6 a 12 toneladas de cachos por hora), com exceção da Agropalma, localizada na rodovia que liga Belém a Marabá e fundada na última década, que possui uma capacidade de produção atual de cerca de 100 mil toneladas de óleo por ano.

 

A demanda brasileira é superior a 500.000 toneladas por ano. Dos 60 milhões de hectares adequados para o plantio o Brasil usa cerca de 80 mil (dados do Ministério da Agricultura 2010). Portanto o País tem condições climáticas e disponibilidade de terra para competir no futuro com a Malásia que tem cerca de 3 milhões de ha plantados com palma e não possui mais área para expansão.

 

A cultura da palma é apontada como uma das melhores opções para a exploração agrícola da Amazônia. Por isso, em maio de 2010, o Governo Federal lançou o Programa de Produção Sustentável de Palma de Óleo no Brasil, que possibilitará a multiplicação da cultura de dendê no País. Para que o meio ambiente não seja ameaçado, como acontece na Malásia, por exemplo, o programa exige que as plantações só ocorram em áreas já devastadas.

 

A produção do óleo de palma tem uma grande vantagem sobre os demais óleos vegetais: demanda muito menos espaço físico. Uma tonelada de óleo de soja, por exemplo, exige quase dez vezes mais terras do que uma tonelada de óleo de palma. Além disso, o cultivo da palma promove a recuperação de áreas degradadas, há muito tempo desmatadas ou transformadas em pasto. O plantio da palma também contribui na redução de emissão de gases do efeito estufa – cada hectare quando as árvores estão adultas, sequestra mais de 26 toneladas de carbono. Isso sem contar o poder de geração de emprego e renda, uma vez que tem alta exigência de mão de obra.

 

 

Produção mundial de óleos vegetais X área plantada

 

Palma – 45,11 milhões de toneladas/ano X 12 milhões de hectares

Soja – 35,9 milhões de toneladas/ano X 102 milhões de hectares

Canola – 23,27 milhões de toneladas/ano X 31,7 milhões de hectares

Girassol – 11,64 milhões de toneladas/ano X 30,8 milhões de hectares

 

 

Beneficiamento do dendê

 

O beneficiamento da produção de dendê deve ser iniciado imediatamente após a colheita ou, no máximo, 48 horas depois, e consta das seguintes etapas:

 

1 - esterilização – tem como finalidade inativar as enzimas que provocam acidez, facilitar o desprendimento dos frutos dos cachos e provocar a ruptura das células que contém óleo:

 

2 - debulha - cuja finalidade é separar os frutos do cacho;

 

3 - digestão-quebra a estrutura fibrosa das células da polpa, facilitando a liberação do óleo

 

4- prensagem - a massa saída do digestor é submetida à prensagem a frio, separando óleo e uma mistura de fibras e sementes que, em seguida, passa pelo desfibrador, que por ventilação, separa as fibras das sementes.

 

5 - clarificação e secagem - nesta fase, 76% do óleo bruto prensado é despejado em um clarificador, máquina com capacidade para peneirar e desumidificar o óleo bruto. O óleo clarificado é, a seguir, transportado para os secadores de óleo a vapor e vácuo, capazes de secar cerca de 1,5 t/hora de óleo.

 

6- armazenagem e expedição -  O óleo de palma é bombeado para tanques de armazenagem, onde é mantido a uma temperatura constante de 50 graus centígrados, pronto para expedição em caminhões-tanque dos compradores.

 

As fibras são utilizadas como combustíveis nas caldeiras. As sementes são transportadas para os secadores e, após a secagem, são encaminhadas para os quebradores que separam as cascas e das amêndoas. As amêndoas são, então, trituradas por prensagem e dela se extrai o óleo de palmiste. O resíduo restante representa a torta que contém 14% a 18% de proteína e pode ser utilizada para componente de ração animal.

   Acarajé
   Casquinha de Siri
   Vatapá da Benê
   Vatapá
   Farofa Amarela

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AZEITE DE DENDÊ

 

Outros idiomas:

Francês - Huile de palme

Italiano - Olio di palma

Espanhol - Aceite de Palma

Inglês - Palm oil
Alemão - Palmöl

 

O dendê é hoje, uma das mais importantes atividades agro-industriais das regiões tropicais úmidas, e poderá, no futuro, desempenhar papel ainda mais importante, por ser uma excelente fonte geradora de empregos no meio rural. Ao mesmo tempo, é considerada uma cultura com forte apelo ecológico, por apresentar baixos níveis de agressão ambiental, adaptar-se a solos pobres, protegendo-o contra a lixiviação e erosão e "imitar" a floresta tropical. A dendeicultura tem ainda, a capacidade de ajudar na restauração do balanço hídrico e climatológico, contribuindo de forma expressiva na reciclagem e "seqüestro de carbono" e na liberação de O2, contribuindo assim no combate da elevação excessiva das temperaturas médias do Planeta. Outra característica marcante nesta cultura é a possibilidade do seu aproveitamento com fonte energética alternativa para o biodiesel, pelo seu alto potencial de produção por unidade de área.

 



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PRODUÇÃO ARTESANAL NA ÁFRICA


Cozimento dos frutos (nozes) para facilitar a moagem


Moagem artesanal das nozes


Extração manual do óleo da polpa do dendê


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Produtos obtidos do beneficiamento dos frutos do dendezeiro:

 

Óleo de palma bruto: 20%

Óleo de palmiste: 1,5%

Torta de palmiste: 3,5%

Cachos vazios: 22%

Fibras: 12%

Cascas: 5%

Efluentes líquidos: 50%

 

 

 

 

 

 

 

Fontes: Enciclopédia Britânica

Ceplac

Ministério da Agricultura

Embrapa



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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

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