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O batismo do peru


Peru é nome de país em três línguas diferentes: em português, "peru"; em inglês, "turkey" (turquia); em francês, dinde (de "d’Inde", "da Índia"). O curioso é que a ave, apesar dos nomes, não é originária de nenhum desses países, e sim do México e do sul dos Estados Unidos.

Mas há uma explicação para isso. No século 16, os portugueses chamavam a América espanhola de "Peru", que era, depois do Brasil, graças à fama do Império Inca, a região da América mais conhecida em Portugal. Foi por isso que, ao chegar a Portugal procedente do México, a ave "natalina" passou a ser chamada de "peru".

O "turkey" dos ingleses designava, a princípio, outra ave: a galinha-d’angola. Depois de certo tempo, os súditos da rainha descobriram que a galinha-d’angola não provinha da Turquia e deram-lhe outro nome: "guinea-hen", ou seja, "galinha-da-guiné". Quando o peru chegou à Inglaterra, no século 16, os ingleses viram então uma oportunidade de recuperar o nome "turkey", batizando a ave procedente do Novo Mundo com esse nome.

A história da "dinde" dos franceses é parecida com a de "turkey". É que no início os franceses chamavam de "dinde" a galinha-d’angola. Até que no ano de 1532, quando o peru chegou à França, os franceses resolveram que "dinde" passaria a ser o nome da ave importada da América.

Em tempo: na França, "dinde" é a fêmea do peru, ou seja, é a perua. O macho é "dindon". Mas, diferentemente de nós, os franceses preferem a forma feminina e comem "la dinde de Noël" (a perua de Natal). 

 

Laércio Lutibergue

Jornal do Comércio - PE

 

PERU

A mais festiva das aves

 

 

Peru é o nome comum dado às aves galiformes do gênero Meleagris com variantes selvagens e domesticadas, originária das Américas (México e sul dos Estados Unidos).

 

Incorporado na culinária de todos os povos, sua carne é tida como nobre, mais magra e saborosa que a de frango. Até alguns anos, o peru era considerado somente o prato principal do Natal e do Dia de Ação de Graças. Mas a tendência por uma alimentação saudável e a incessante busca pela "magreza" exigida pela moda, difundiu o consumo do peru, já que sua carne possui muito pouca gordura (a maior parte dela na pele, que deve ser evitada), não tem colesterol e é bastante nutritiva e saborosa.

 

O consumo da ave hoje não mais se restringe ao peru inteiro e à época das festas de final de ano. Ele agora é encontrado em supermercados durante todos os meses, multiplicado em cortes tradicionais e diferenciados, hambúrgueres e embutidos, patês e defumados. Os perus vendidos inteiros hoje representam menos de 30% da produção total da ave.

 

O peru tem as mesmas propriedades nutritivas do frango (e pode ser preparado das mesmas formas que ele). O peito é a parte mais magra. É fonte de proteínas, vitaminas do complexo B (B1, B3, B5, B6 e B12), ácido fólico e minerais como  fósforo, potássio, magnésio, ferro e zinco.

 

A parte mais saboreada é a carne do peito: leve, branca, tenra, com toques adocicados. As melhores escolhas para harmonizar com este prato podem ser um vinho branco encorpado ou um tinto mais leve, com toques adocicados e frutados.

 

 

História

 

Dizem que foi Cristóvão Colombo quem, pela primeira vez na história, fez referência ao peru. Consta que o navegador chegou à América nos idos de 1492, mas pensou ter chegado às Índias e, certo disto, deu o nome de galo da índia a uma ave robusta encontrada em território americano.

 

A história registra também que a ave tinha excelente padrão gastronômico e por isso foi servida em banquete, em 1549, à rainha Catarina de Médicis e, desde então, teve sua fama espalhada pelas cortes européias, passando a ser símbolo de iguaria para grandes ocasiões. Reza, ainda, a história que o sucesso desta ave se deve, em grande parte, aos jesuítas, que começaram a criá-la em larga escala ao redor do mundo.

 

O peru também está associado à história americana, pois os primeiros colonizadores a chegar à América do Norte ali encontraram essa ave em grande quantidade, logo a transformando em rica fonte de proteína de suas refeições. Há registros de que esses colonizadores plantavam milho e, com o advento dessa agricultura em escala, os perus passaram a se multiplicar rapidamente, tornando-se praga nos milharais. A saída encontrada pelos peregrinos foi organizar caçadas ao peru e, assim, surgiram as festas coletivas onde a ave aparecia como assado principal, dos mais apreciados. Essas festas logo se transformaram em ritual de agradecimento a Deus pelas colheitas e assim teria surgido nos Estados Unidos o Thanksgiving Day, ou Dia de Ação de Graças.

 

 

Produção

 

As grandes criações comerciais de peru estão nos Estados Unidos, União Européia e Brasil respectivamente. No Brasil a ave é tradicionalmente apreciada desde a época colonial e mais consumida no Natal, acredita-se que por influência da cultura norte-americana. A criação comercial da ave em larga escala, entretanto, só começou no início da década de 70, por iniciativa do catarinense Atílio Fontana, fundador da Sadia, que dominou o mercado até 2000, quando só então, passou a ter outros concorrentes (Batávia e Doux Frangosul).

 

No Brasil, a criação de peru vem se transformando de maneira expressiva. Em termos de tecnologia, houve uma grande evolução no manejo em geral; o melhoramento genético foi direcionado para as exigências do consumidor e desempenho, obtendo-se uma ave com mais peito e coxa e que fica pronta mais rápido. A produção de carne de peru em 2010 foi de 337 mil toneladas, contra 463 mil toneladas em 2009 (Globo Rural).

 

O consumo per capita brasileiro de carne de peru está ao redor de 1 kg/hab/ano. Até 2003, era de apenas 700 gramas/hab/ano (em 1982, o consumo por habitante no País era de 180 gramas).

 

 

 

 


 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PERU

 

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Inglês - Turkey
Alemão - Puten

 

O Dia de Ação de Graças

 

O costume do "Dia de Ação de Graças" vem dos Estados Unidos. Em 1620, saindo da Inglaterra, singra os mares o "Mayflower", levando a bordo muitas famílias. São peregrinos puritanos que, fugindo da perseguição religiosa, vão buscar a terra da liberdade. Chegando ao continente americano, fundam treze colônias, semente e raiz dos Estados Unidos da América do Norte.

O primeiro ano foi doloroso e difícil para aquelas famílias. O frio e as feras eram fatores adversos. Não desanimaram. Todos tinham fé em Deus e nas suas promessas. Cortaram árvores, fizeram cabanas de madeira, e semearam o solo, confiantes.

 

Os índios, conhecedores do lugar, ensinaram a melhorar a produção. E Deus os abençoou. No outono de 1621, tiveram uma colheita tão abençoada quanto abundante. Emocionados e sinceramente agradecidos, reuniram os melhores frutos, e convidaram os índios, para juntos celebrarem uma grande festa de louvor e gratidão a Deus. Nascia o "Thanksgiving Day", celebrado até hoje nos Estados Unidos, na quarta quinta-feira de novembro, data estabelecida pelo Presidente Franklin D. Roosevelt, em 1939, e aprovada pelo Congresso em 1941.

 

Manda a tradição que o presidente da República seja presenteado com um peru no Dia de Ação de Graças. Quem faz a oferta é a associação americana de criadores e o peru presenteado recebe do presidente um indulto, livrando-se da panela e passando a viver em liberdade em alguma das muitas propriedades oficiais.


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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

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