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Newfoundland - a Terra Nova no Canadá.

 

Ilustração mostra como acontecia o processamento do pescado na Terra Nova, desde o desembarque dos barcos.

 

Ilustração de Frank Leslie (século 19) mostra que o bacalhau era uma atividade que envolvia toda a família.

 

Secagem do bacalhau em um cais de St. John, por volta de 1892.

 

Secaderos de bacalhau na Terra Nova -  Canadá.

 

Autêntico dori português, exposto no National Maritime Museum do Canadá.

 

A proporção dos peixes em relação às crianças dá uma idéia do tamanho dos bacalhaus que já foram encontrados nos mares canadenses.

 

Clique aqui

 e veja algumas imagens ampliadas

 

BACALHAU

O Rei do Atlântico Norte

 

 

A Pesca ao Bacalhau na Terra Nova e Labrador no século 18

 

 

A pesca do bacalhau para salga foi o principal sustentáculo da economia da Terra Nova e Labrador durante todo o século 19. Haviam três tipos de pesca na época: a pesca costeira próxima à ilha, a pesca no Labrador e a pesca longínqua nos Bancos. Dessas, a pesca costeira era tanto a maior como a mais antiga, com raízes numa pesca migratória Inglesa que datava do início do século 16. Contudo, o excesso da exploração do peixe levou ao declínio da pesca da costa. Para manter as exportações, a Província introduziu equipamentos de pesca mais eficientes e expandiu os seus esforços nas pescas ao largo da costa do Labrador e nos Grandes Bancos.
 


A pesca costeira

As guerras Napoleônicas e Anglo-Americanas do início do século 19, ajudaram a tornar a pesca costeira da Terra Nova e Labrador numa pesca residente, em vez da indústria migratória anterior. À medida que as pescas americanas e francesas declinavam, entre 1804 e 1815, o bacalhau da Terra Nova e Labrador tornou-se mais valioso no mercado internacional. Isso fez com que mais pescadores Ingleses e Irlandeses se fixassem permanentemente na ilha, em vez de para lá rumarem para a pesca todos os verões. A maioria desses homens e mulheres estabeleceram povoados ao longo da costa noroeste da Terra Nova e na Península de Avalon, outros migraram para a Costa Francesa da ilha, já que os conflitos, a essa altura, abalavam os esforços de pesca dos franceses na zona.


A pesca costeira era uma indústria sazonal e baseada na família. Os pescadores, normalmente homens, deixavam as suas casas cedo, pela manhã, e remavam ou velejavam até os leitos de pesca nas proximidades em pequenos barcos. A maioria pescava o bacalhau usando linhas de mão, uma linha com um anzol na ponta. Os pescadores usavam lula ou capelim como iscas, largavam o anzol na água e puxavam a linha acima e abaixo para atrair o bacalhau.


Quando os homens regressavam à casa, toda a família era envolvida na cura dos peixes que haviam sido pescados. Mães, esposas, filhas e filhos ajudavam a descabeçar o bacalhau, a retirar espinha e tripas antes de salgá-lo e estendê-lo em plataformas de madeira para secar ao sol. O processo de secagem podia levar semanas e a família tinha de recolher o produto para um abrigo sempre que chovia. As comunidades piscatórias comercializavam o seu bacalhau salgado com mercadores, de modo a pagarem pelo equipamento e provisões anteriormente adquiridas a crédito.


A prosperidade em tempo de guerra dos inícios dos anos 1800 resultou num quase duplicar da população na Terra Nova e Labrador que, em 1815, já era de cerca de 40.500 habitantes. As exportações de peixe da colônia também cresceram em proporção, atingindo perto de 1,2 milhões de quintais (1 quintal = 50,8 kg). Quando as hostilidades cessaram, o preço do bacalhau caiu dramaticamente e os pescadores residentes tiveram de aumentar a quantidade pescada, ou virar-se, também, para a caça à foca, de modo a compensar a queda no faturamento do bacalhau e manter as exportações.


À medida que a população crescente apanhava maior volume de peixe, acontecia uma maior pressão nas reservas locais de bacalhau. O bacalhau tornou-se escasso em áreas onde era pescado há mais tempo, como em Conception Bay, Trinity e Bonavista. Para compensar, alguns pescadores adotaram equipamentos de pesca mais eficientes, incluindo redes de malha e de cerco ao bacalhau, linhas de trol (linhas longas com centenas de anzóis) e armações fixas na água que pescavam continuamente.


Alguns pescadores, também, aumentaram os seus esforços por áreas, transferindo-se dos leitos de pesca dentro das amplas baías da ilha para os cabos e regiões mais externas. Essas pescas requeriam embarcações maiores, normalmente aparelhadas em escunas, que mediam entre 8 e 9 metros e pesavam entre 5 e 20 toneladas. Os barcos maiores e os novos equipamentos, contudo, eram dispendiosos e a maioria dos pescadores não podia adquiri-los. O  uso dos equipamentos, entretanto, gerava um resultado muito melhor, com a apanha de um volume muito maior de peixes em menor tempo do que o tradicional método de linha e anzol, criando maior competição nos leitos de pesca.


Em  meados do século 19, à medida que o uso dos novos equipamentos se espalhava, muitos pescadores costeiros começaram a protestar o seu uso. Alguns argumentavam que os novos equipamentos deixavam muito pouco peixe para os pescadores à linha, que não podiam competir ou pagar por tais equipamentos; outros temiam que as novas tecnologias acabassem por esgotar os estoques de bacalhau da costa. A falta de ação do Governo aumentou o descontentamento dos pescadores à linha e uns poucos, frustrados, começaram a sabotar redes e outros equipamentos. Eventualmente, contudo, os outros pescadores tiveram de começar a adotar os novos equipamentos por necessidade ou começar a trabalhar para os que já os possuíam, reconhecendo que poucos trabalhos existiam na ilha para além da pesca.
 


A pesca no Labrador

Após a depressão de 1815, a cada verão, um número maior de pescadores começou a migrar da Terra Nova para o Labrador para lá irem pescar. A pesca no Labrador atendia a duas necessidades: ao mesmo tempo que permitia que pescadores das baías onde o bacalhau havia acabado continuassem a ganhar a vida com a pescaria, possibilitava o aproveitamento dos navios para a caça à foca fora da estação de pesca do bacalhau. Contudo, apenas pescadores que possuíam escunas tinham capacidade de rumar para o Norte e, esses, tinham que passar semanas, ou mesmo meses, longe de casa. Por conta disso, alguns pescadores traziam as famílias com eles, tanto para companhia como para ajudarem na cura do peixe.


A pesca no Labrador era feita por dois grupos: os estacionários, que haviam estabelecido estações na costa de onde pescavam todos os dias, e grupos flutuantes, que viviam a bordo dos navios e velejavam de Norte a Sul da costa do Labrador, indo mais a Norte do que os estacionários. Os flutuantes armazenavam o seu peixe em sal e traziam-no de volta à Terra Nova no fim de cada estação para lá ser seco, enquanto que os estacionários salgavam e curavam o seu peixe à beira-mar pouco depois de o apanhar. Ambos os métodos apresentavam problemas: o clima úmido do Labrador várias vezes resultava numa cura pobre do peixe, enquanto que os flutuantes arriscavam arruinar a sua apanha durante a longa viagem de regresso.


Em meados de 1860, a pesca do bacalhau na costa Sul do Labrador produzia apenas pequenas quantidades. Para compensar, alguns pescadores voltaram a inovar nos equipamentos, especialmente nas armações do bacalhau, enquanto outros rumavam mais para Norte ainda em busca de novos leitos. A expansão para o Norte com o novo equipamento de pesca, durante algum tempo, resultou em maiores apanhas e permitiu à colônia manter ou aumentar as exportações. Em princípios do século 20, grupos de pescadores vindos de portos da Terra Nova e Nova Inglaterra embarcavam em escunas e rumavam ao Labrador durante março e abril. Pescadores solitários viajavam para Norte no navio-correio, na esperança de serem admitidos em alguma tripulação. Residentes permanentes e grupos flutuantes preparavam os seus equipamentos enquanto esperavam pela chegada do bacalhau. O peixe aparecia nas águas costeiras do Sul do Labrador em finais de junho e, algumas semanas mais tarde, mais ao Norte.


Alguns dos residentes permanentes do Labrador participavam na faina do bacalhau (faina do bacalhau é uma outra forma dos portugueses chamarem a pesca do bacalhau) no verão e outono. Os que eram de origem européia ou nativa-européia e viviam na área de Chateau Bay, passavam o inverno em casas isoladas com turfa num vale protegido e subsistiam da caça e armadilhas. Mudavam-se para a costa no verão, onde viviam em modestas casas próximas aos leitos de pesca.


As instalações de pesca denominadas “estações” incluíam uma casa, um barracão para processamento do peixe junto a um pontão e um ancoradouro para um ou mais barcos. Várias estações foram construídas em zonas bastante populosas como, por exemplo, em Battle Harbour. Em regiões mais remotas, pequenas comunidades auto-suficientes salpicavam a paisagem. As estações de peixe eram alojadas na costa rochosa próximo de leitos ricos em peixe e, junto delas, montavam-se as bases da secagem do peixe.


Uma vez apanhado o peixe, ele era limpo e a cabeça tirada. Era depois escalado e a espinha removida para poder ser espalmado. Em seguida, era lavado e salgado. Secar o peixe era um processo gradual: nas estações onde a madeira era escassa ou não havia, o bacalhau salgado era estendido nas rochas para secar ao sol e ao vento. Depois, era amontoado em pilhas e pesado e, de novo, arrumado nas rochas. Desse modo, a umidade contida no peixe era gradualmente reduzida.


Estruturas em madeira (quando disponíveis) eram armadas acima do solo e, sobre elas, o bacalhau escalado e salgado era colocado para secagem. Eram feitas em madeira de abeto, que existia nas proximidades. O processo era semelhante ao da secagem nas rochas, estendendo o peixe pela manhã e recolhendo-o ao anoitecer, até estar seco o suficiente, o que podia levar mais de 20 dias.


Quando o bacalhau estava seco, em grandes comunidades como a de Battle Harbour, era transportado da áreas de secagem para o  cais em carrinhos de mão. Lá, o peixe era inspecionado e apartado de acordo com a qualidade e tamanho e preparado para o transporte até às áreas de pesagem. Mercadores a bordo de navios aguardavam para comprar o peixe e transportá-lo para os mercados.


Pessoas que passavam a temporada em estações de trabalho remotas, transportavam o seu bacalhau seco para as comunidades maiores ou aguardavam que barcos coletores fossem até lá. O peixe era, depois, descarregado na doca de Battle Harbour, onde seria catado, pesado e vendido. Ali, parelhas de homens carregavam o bacalhau pesado e vendido para um navio-vapor que aguardava. Além do bacalhau, navios mercantes transportavam, também, o óleo de fígado de bacalhau para mercados em todo o mundo.


Com o passar das décadas, as pescas no Labrador acabariam por entrar em sério declínio e, nos anos 1920, desapareceu.
 


A pesca nos Bancos

À medida que a pesca costeira no Labrador declinava ao longo do século 19, o Governo da Terra Nova e Labrador encorajou os pescadores a rumarem aos Grandes Bancos, oferecendo-lhes subsídios. Por meados dos anos 1870, os pescadores chegavam aos Grandes Bancos em escunas de madeira, vapores de caça à foca e outras embarcações na ordem de 20 a 250 toneladas. A típica pesca nos Bancos ia de março a outubro, mas os planos de pesca variavam conforme as comunidades. Os pescadores que viviam na costa Nordeste da ilha por exemplo, várias vezes tinham de aguardar até abril para a largada, devido ao gelo na água. As embarcações faziam três ou quatro campanhas aos Bancos em cada estação e lá permaneciam durante semanas antes do regresso para casa.


Após a chegada aos Bancos, as tripulações ancoravam os seus barcos em locais favoráveis e lançavam os dóris à água. Esses pequenos barcos levavam dois ou três pescadores, os quais pescavam o bacalhau usando linhas de mão, rileys e linhas de trol. Os pescadores abandonavam a embarcação-mãe todas as manhãs, remavam até vários leitos de pesca e regressavam ao navio durante o dia para descarregar a apanha. Também, limpavam o peixe, escalavam e salgavam.


Os pescadores que pescavam nos Bancos faziam face a numerosos perigos. Temporais e mau tempo ameaçavam as escunas e outras embarcações dos Bancos, enquanto os tripulantes dos dóris se arriscavam a perder-se nos nevoeiros e temporais. Grandes navios transatlânticos, também, freqüentavam os Bancos e podiam, inadvertidamente, virar ou afundar dóris e escunas em tempo enevoado. As condições de vida e espaço a bordo eram quase sempre mínimas e quaisquer tripulantes feridos ou doentes tinham de esperar até o regresso ao porto para receber atenção médica.


A pesca do largo foi proveitosa durante a década de 1880, atingindo seu pico em 1889, quando 4.401 pescadores da Terra Nova e Labrador pescaram mais de 12 mil toneladas de bacalhau. A indústria entrou em declínio nos 1890 e as descargas continuaram a diminuir. Em 1920, muitas comunidades já haviam parado com a pesca nos Bancos completamente.

 

 

 

Fontes: Jenny Heggins, 2007 – Newfoundland and Labrador Heritage Web Site.

Enciclopédia Britânica

Wikipedia

 

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Canadá
 

 

O nome Canadá provém do iroquês kanata, que significa aldeia ou povoado. Segundo país da Terra em extensão territorial, e um dos que alcançaram mais alto padrão de vida, o Canadá, devido a condições naturais de clima, solo e relevo, é desabitado na maior parte de seu território, do qual só a metade, aproximadamente, teve suas reservas e recursos explorados.


Com área de 9.970.610km2, o Canadá ocupa toda a parte superior da América do Norte, com exceção do Alasca, mas incluindo as ilhas adjacentes. Limita-se ao norte com o oceano Glacial Ártico, a leste com o oceano Atlântico, ao sul com os Estados Unidos (8.895km de fronteira desmilitarizada) e a oeste com o oceano Pacífico e o estado americano do Alasca.
 

Província de Terra Nova e Labrador

 

Terra Nova e Labrador é uma das dez províncias do Canadá e parte das Províncias Marítimas. Originalmente colonizada pelos franceses, fazendo parte da Acádia, na década de 1690, a região foi conquistada pelos ingleses. Terra Nova e Labrador continuou como colônia britânica até 1948. Em 1949, tornou-se a última província a entrar à Confederação do Canadá, quando a população, através de um referendo, entre ser anexada pelos Estados Unidos, continuar como colônia britânica, tornar-se uma nação independente ou ser anexada pelo Canadá, escolheu  a última opção, preferindo tornar-se canadense.

 

Geograficamente, a província consiste na ilha de Terra Nova e o Labrador, localizado no continente. A província está localizada no leste canadense, às margens do Oceano Atlântico. A Terra Nova e Labrador limita-se ao Noroeste com a província de Quebec. A fronteira, definida pelo Conselho privado de Londres em 1927, não é reconhecida pelo Quebec. O território francês de Saint-Pierre-et-Miquelon encontra-se fora da costa do Sul da província.

 

Quando se tornou parte do Canadá, a província foi chamada apenas Terra Nova, mas desde 1964, seu governo autonomeou-se Governo de Terra Nova e Labrador e, em 06 de dezembro de 2001, uma emenda à Constituição canadense mudou o nome da província para Terra Nova e Labrador.

 

 

 

GRANDES BANCOS

Os Grandes Bancos são um grupo de planaltos submersos situados a Sudeste da Terra Nova sobre a plataforma continental norte-americana. Naquelas zonas, as águas têm apenas 25 a 100 m de profundidade. A presença da corrente fria do Labrador e a proximidade da corrente do Golfo levam à existência de boas condições de mistura nas águas, o que coloca em suspensão nutrientes que permitem uma grande produtividade primária na zona. Em resultado, as águas são muito ricas em peixes, produzindo boas pescarias. Atualmente, a zona sofre de sobrepesca, com algumas das espécies com maior interesse econômico, especialmente o bacalhau, em grande declínio, o que levou à aplicação de medidas fortemente restritivas à pesca na região.
 

 

Newfoundland - A Terra Nova


A importância econômica da Terra Nova provém, na atualidade como no passado, da pesca de bacalhau em suas águas, praticada historicamente por franceses, bascos, ingleses, portugueses e espanhóis.


A Terra Nova (Newfoundland) é uma ilha localizada no oceano Atlântico, no nordeste da América do Norte, e que forma, com parte do Labrador, uma província do Canadá. Separa-se do continente pelo golfo de São Lourenço e pelos estreitos de Belle Isle e Cabot. Com superfície de 110.500km2, é a região americana mais próxima da Europa, a 2.630km da Irlanda. De forma triangular, recortada por fiordes nas costas leste e sul, tem 1.630km2 de lagos e rios. St. John's é a principal cidade e capital da ilha.


A primeira tentativa de colonização da ilha foi feita por volta do século 10, por vikings da Groenlândia. Sua redescoberta, no século 15, é atribuída a Jean Cabot, que ali desembarcou em 1497. Dois navegadores portugueses, Gaspar Real e João Álvares Fagundes, tentaram ocupar a ilha, em 1501 e 1520. Com uma carta de doação assinada por D. Manuel o Venturoso, Fagundes tentou colonizar a ilha do cabo Breton, mas foi obrigado a abandonar a área ante a hostilidade de índios e pescadores bretões. A França reconheceu a soberania inglesa em 1713 pelo Tratado de Utrecht, mas conservou o direito à pesca. Na segunda metade do século 18, a ilha obteve certa autonomia, suspensa em 1934. A Terra Nova passou então a ser governada por uma comissão real. Em 1949, mediante plebiscito, foi definitivamente integrada ao Canadá. Em 1960, os Estados Unidos retiraram-se de quase todas as bases cedidas pelo Reino Unido na segunda guerra mundial.


A Terra Nova tem na pesca sua principal fonte de renda, com grande produção de bacalhau, haddock, halibut, linguado, arenque, salmão e lagosta. Destacam-se ainda como atividades econômicas a mineração de espatoflúor, cobre, amianto, calcário e gesso, além da silvicultura, com grande número de serrarias e usinas de papel e polpa.

 

 

Labrador

Habitada por esquimós ao norte e pelos índios algonquinos ao sul, a península do Labrador só foi realmente desbravada por integrantes da Hudson's Bay Company entre 1825 e 1840.


A península do Labrador situa-se no nordeste do Canadá. Banhada a oeste pela baía de Hudson e a leste pelo Atlântico, limita-se ao norte com o estreito de Hudson e ao sul com o rio Eastmain e com o golfo de São Lourenço. A sudeste, avizinha-se da ilha da Terra Nova, da qual está separada pelo estreito de Belle Isle. A noroeste, através da península de Ungava, está separada da Terra de Baffin pelo estreito de Hudson.


Ocupa uma superfície de 1.620.000km2 na porção leste do escudo canadense, planalto rochoso caracterizado por vários lagos que deságuam no Atlântico através dos rios Hamilton e Naskaupi. A floresta boreal que recobre a maior parte da península contém grandes reservas de matéria-prima para a indústria de papel. No inverno, a principal atividade é a caça de animais de peles raras. A região é rica em minério de ferro.


Acredita-se que, no século 11, a península tenha sido visitada por Leif Ericsson. Consta, no entanto, que foi descoberta por Jean Cabot, em 1498, ou por Gaspar Corte Real, em 1501. Seu nome também é motivo de controvérsia. Para alguns, vem da palavra portuguesa "lavrador", com o qual a teria identificado Corte Real. Outros dizem tratar-se de corruptela do nome de um marinheiro, Bradore, que a teria visitado em 1520.

 

 

 

Barris em que eram exportados o bacalhau

 
 

 

Newfoundland

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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

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