CORREIO GOURMAND    

Home

|

O CORREIO GOURMAND

|

CUPOM GOURMAND

|

SORTEIO DO MÊS

|

PREMIADOS

|

PROMOÇÕES

PROMOÇÕES

CORREIO GOURMAND

CADERNO DE CULTURA GASTRONÔMICA CADERNO DE NOTÍCIAS DICIONÁRIOS GASTRONÔMICOS CADERNO SAÚDE & SABOR

CADERNO FOODSERVICE

CADERNO DE RECEITAS VÍDEOS GOURMANDS

CADERNO ROTEIROS TURÍSTICOS

 

CADERNO DE CULTURA GASTRONÔMICA

CADERNO DE NOTÍCIAS

DICIONÁRIOS GASTRONÔMICOS

CADERNO SAÚDE & SABOR

CADERNO FOODSERVICE

CADERNO DE RECEITAS

VÍDEOS GOURMANDS

CADERNO ROTEIROS TURÍSTICOS

DICIONÁRIOS GASTRONÔMICOS

Mapa do Portal

 
GUIAS GOURMANDS

GUIA ONDE COMER BEM

GUIA ONDE SE HOSPEDAR
GUIA FAZENDO FESTA
GUIA DE ESCOLAS E CURSOS DE GASTRONOMIA
GUIA ONDE COMPRAR PRODUTOS GASTRONÔMICOS
GUIA DO MERCADÃO DE SÃO PAULO
 

  DICIONÁRIOS GASTRONÔMICOS  

DICIONÁRIOS GASTRONÔMICOS

Alimentando o saber, aprimorando o paladar...

ALIMENTOS

 

Apoio cultural: 

APROVADO  

   

 

BANANA

A Fruta Perfeita

Virgínia Brandão

 

 

Quarta cultura agrícola mais importante do planeta, depois do arroz, do trigo e do milho, a banana é uma das mais antigas frutas consumidas pelo homem. Também, é a mais popular de todas, presente na dieta alimentar dos povos do mundo inteiro.

 

Vulgarmente, inclusive para efeitos comerciais, o termo "banana" refere-se às frutas de polpa macia e doce que podem ser consumidas cruas. Contudo, existem variedades de polpa mais rija e casca mais firme e verde, geralmente designadas por plátanos, banana-pão ou plantains, que chegam a ter  de 30 a 40cm de comprimento, e são consumidas fritas, cozidas ou assadas, constituindo o alimento base de muitas populações de regiões tropicais, onde, muitas vezes, ocupam o lugar de pão às refeições -  daí o nome.

 

Das centenas de variedades cultivadas nos trópicos, os países produtores só exportam as que podem ser ingeridas em seu estado natural. Além dessas, há bananas de outros tipos, consumidas apenas nas regiões de plantio.

 

Fruta Perfeita

 

Por conta de suas muitas qualidades, é considerada, por muitos, a fruta perfeita:

 

amadurece aos poucos, fora do pé, facilitando a colheita, o transporte e o aproveitamento;

é fácil de mastigar, nem muito dura, nem muito mole;

não dá trabalho para descascar;

é fácil de comer e não suja as mãos com sucos e caldos;

tem um gosto bom, nem doce demais, nem azeda;

não é enjoativa ou indigesta;

altamente nutritiva, bastando umas poucas para matar a fome;

é totalmente aproveitável e sem caroços;

não tem espinhos, nem fiapos e nem bichos;

nasce em todo tipo de solo

pode ser encontrada durante o ano inteiro;

é barata.

 

 

Fruto

 

Fruta tropical, com alto teor de potássio e açúcar, possui casca macia e polpa carnuda,  a banana é o fruto - ou melhor: uma pseudobaga - da bananeira,

 

Ao natural, a banana é consumida fresca, assada, frita ou cozida; processada em casa compõe doces em rodelas, doce para corte, banana-passa (seca) e aguardente. Industrialmente obtêm-se farinha da banana, cremes, passa, néctar, geléia, doce (bananada), rapadura, balas, vinagre, vinho, licor, compotas.
 

De cor verde, quando imatura, indo do amarelo a diversos tons de vermelho e púrpura  quando madura, seu formato é alongado, parecido com o  de um pepino, porém de menor calibre, podendo, contudo, variar muito na sua forma consoante as variedades e cultivares. O mesmo acontece com a polpa que pode ser mole ou dura, doce ou acre.

 

A fruta pesa entre 100 g a 200 g, variando com a cultivar e contém de 60% a 65% de polpa comestível. Depois de cortadas escurecem facilmente devido à oxidação em contato com o ar.

 

Quando não estão maduras, as bananas são, em geral, de cor verde. Seu sabor é adstringente e intragável: diz-se que quando a banana está verde ela "pega" na boca. Isto acontece porque, antes de sua maturação, as bananas se compõem, basicamente, de amido e água. Tanto é assim que, com a maioria das bananas verdes, pode-se produzir uma farinha extremamente nutritiva, que tem inúmeras aplicações na alimentação, desde o preparo de mingaus até biscoitos. Em seu processo de amadurecimento, a maior parte desse amido contido nas bananas transforma-se em açúcar, glicose e sacarose. E é por isso que, de maneira geral, a banana é uma das frutas mais doces entre todas as frutas.
 

Conforme pode ser verificado na tabela abaixo, a composição da banana sofre algumas modificações no decorrer do amadurecimento:

 

 

Composição química aproximada da banana em 100g de matéria

 

 

Calorias

Glicídeos (g)

Proteínas (g)

Lipídeos (g)

Ca (mg)

P (mg)

Banana

Madura

122 (p/g)

28,70

1,4

0,2

8

35

Banana

Verde

95 (p/g)

22

1,3

0,2

21

26

                                                  

                                               Fonte: Franco, 2002.

 

Características da Planta

 

A bananeira é planta herbácea tropical vivaz, conhecida como Musa - um dos três gêneros da família Musaceae, que inclui as bananas e os plantains. Apesar do seu porte de 2 a 10m de altura, não é uma árvore - é uma "erva gigante".

 

Caracterizam-se por um caule suculento e subterrâneo (rizoma), cujo "falso" tronco - um pseudocaule - é constituído pela superposição das folhas, que nascem enroladas e se abrem paulatinamente Estas folhas são grandes (chegam a medir 60cm de largura e até 3m de comprimento), de coloração verde-clara, brilhantes e, em geral, de forma alongada ou elíptica.

 

Cada pseudocaule dá uma só inflorescência e, por conseguinte, um só cacho, para depois morrer ou ser cortado. Mas a produção de novos cachos fica assegurada pelo desenvolvimento de outros rebentos lançados pelo rizoma. A propagação da bananeira é feita por via vegetativa, com o plantio de partes do rizoma que sejam portadoras de brotos.

 

A inflorescência tem flores masculinas, femininas e por vezes hermafroditas. A banana é um fruto partenocárpico, tal como o abacaxi, pois pode formar-se sem fecundação prévia (não provem de polinização). É, por isso, que não possui sementes. As sementes das bananeiras primitivas, que eram férteis, teriam tido 2 cm. Atualmente, em geral são estéreis e se apresentam como pequenos pontos escuros localizados no eixo central da fruta. A espécie Musa balbisiana, vendida no mercado indonésio contém, excepcionalmente, sementes, e é considerada uma das espécies ancestrais das atuais variedades híbridas geralmente consumidas.


As flores da bananeira são exóticas, pequenas, com um cheiro adocicado que atrai as abelhas e, quando jovens, são envoltas por uma bráctea arroxeada, conhecida como "coração da planta"

 

Seus frutos, que podem ser apanhados quando ainda completamente verdes, nascem em grandes cachos, de aspecto e forma característicos, por uma única e abundante vez.

 

Da planta - pseudocaule e folhas - retira-se fibras para confecção de sacos para cereais, chapéus, rendas, cortinas, tapetes. A localização das tiras na bainha (diferença de espessura) e a forma de manipulá-las é o que determina os diferentes tipos de palha possíveis: lateral, rústica e das camadas interna, intermediária (rendada) e externa. Em regiões pobres as folhas servem para cobrir casas. As cascas frescas do fruto maduro podem ser fornecidas, como alimento a animais bovinos.

 

As espécies do gênero Ensete, incluindo a bananeira-da-abissínia (Ensete ventricosum) são vulgarmente designadas como "falsas bananeiras".

 

Propagação e cultivo

 

Hoje, excetuando-se algumas espécies silvestres, a bananeira só pode se multiplicar por processos vegetativos, ou seja, através de rebentos nascidos de outras plantas ou mudas. Se o seu processo de propagação não for controlado e houver espaço, a bananeira pode dar a impressão de que caminha de um lado para outro, uma vez que seus rebentos vão se distanciando pouco a pouco da matriz.

 

Como planta tropical, a bananeira exige temperaturas em torno de 25o C e precipitações mensais de 100 a 150mm. Cultiva-se nos mais variados tipos de solo, mas não se adapta aos que são muito compactos e mal drenados. O cultivo intensivo é feito sob desbaste, com a eliminação dos rebentos fracos e a manutenção de outros, que darão continuidade à touceira.

 

No Brasil, pode ser plantada em todo o território durante a estação chuvosa, produzindo o ano todo.  Cresce em áreas com muito sol e não suporta solos encharcados. Cada cacho, que pode pesar até cinqüenta quilos, contém de cinco a 15 pencas.

 

As doenças mais comuns das bananeiras, combatidas em geral com pulverizações, são as causadas pelos fungos fusarium (mal-do-Panamá) e cercospora (mal-de-Sigatoka). Das pragas, a mais temível é a broca, larva de um coleóptero, Cosmopolites sordidus, que perfura os rizomas. A Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, desenvolve pesquisas para controle dessas pragas através do mapeamento do genoma da banana, além de um moderníssimo trabalho melhoramento genético das espécies cultivadas por aqui.
 

Colheita

 

A época varia dos 10 meses aos 14 meses, dependendo da variedade. A cultura sendo bem conduzida e as condições climáticas propícias, a colheita ocorre dos 90 dias aos 110 dias após a emissão da inflorescência.
 

No mercado interno é colhida quando atinge o estádio ¾ normal ou cheia, chamada "de vez". Enquanto a destinada ao mercado externo deve ser colhida no estádio magro, quando as quinas dos frutos apenas começaram a desaparecer.
 

Após a colheita os cachos devem ser despencados com uma espátula de pintor, nº 10, com a lâmina previamente convertida em "U" aberto, em lugar coberto, de preferência em piso forrado com as próprias folhas da bananeira. Deve-se evitar o ferimento dos frutos, pois esse é responsável pela diminuição da qualidade das bananas e em nenhum momento os cachos devem ser amontoados.


Depois do despencamento é conveniente mergulhar as pencas em uma mistura de água com detergente neutro, na proporção de 1.000 litros de água para 2 litros de detergente, com o objetivo de retirar o látex que sai das partes feridas, manchando os frutos e dificultando sua comercialização.

 

Seu período de safra vai de janeiro a julho.  Embora a banana possa ser encontrada o ano todo, durante os meses de maio e junho são comercializadas as melhores safras.

 

 

Curiosidades

 

A semente da banana é o próprio pé. Inclusive ele deve ser plantado de cabeça para baixo. Por isso usamos a expressão "plantar bananeira" quando ficamos de cabeça para baixo.

   

Segundo uma crendice popular, quem enfiar uma faca no tronco da bananeira, em noite de São João, verá a letra inicial do nome do futuro noivo ou noiva escrito na lâmina da faca.

   

Existe outra superstição, segundo a qual, quando a bananeira vai dar o cacho, geme como uma mulher com dores de parto.

   

Para algumas pessoas, a banana era a a fruta proibida do Paraíso

A bananeira é considerada a árvore dos sábios. Por isso seu nome científico é Musa sapientum.

   
   

Receita com BANANA:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Você gostou? Então compartilhe!!  
 

Voltar à página principal de FRUTAS

 

 

 

 
A BANANA
HISTÓRIA
VARIEDADES NO BRASIL
PROPRIEDADES NUTRICIONAIS
USOS CULINÁRIOS
USOS TERAPÊUTICOS

 

 

BANANA

 

Nome científico: Musa X paradisiaca L

 

Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe:
Liliopsida
Ordem:
Zingiberales
Família:
Musaceae
Gênero: Musa

Subgênero (ou seção): Eumusa (falsa bananeira)

Espécies comestíveis:  Musa acuminata Colla e Musa balbisiana Colla

 

 

Outros idiomas:

Francês - Banane

Italiano - Banana

Espanhol - Plátano

Inglês – Banana

Alemão - Banane

Compare as plantains verde e madura no primeiro plano da foto, com as bananas atrás delas.

 

Musa balbisiana, com sementes

 

Bananal

Ensete ventricosum - falsa bananeira

Rebento da bananeira ao brotando ao lado da mãe.

 

 

 

Fontes:

Embrapa

IBRAF é o Instituto Brasileiro de Frutas

Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa - Usp

Toda Fruta

Kokopelli Seed Foundation

 

 



    Voltar ao topo  

 

  no Correio Gourm@nd  

 

APOIO:

 

 

 

 

Ovadia Saadia Comunicações

 

 

 

 

|

|

 

Copyright   -  VB Bureau de Projetos e Textos

Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

Voltar ao topo