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Milho

 

 

Um dos cereais mais cultivados do mundo, o milho - Zea mays L. - é originário da América e espalhou-se por outras regiões logo após o Descobrimento. Cristóvão Colombo e seus marujos, no período de 1451 a 1506 foram os primeiros europeus a conhecerem e relatarem sobre o milho, o qual os indígenas da América Central chamavam mahis, resultando em maiz na língua espanhola. Em Portugal, foi chamado de milho marroquino, porque se acreditava que fosse originário do Marrocos. Na Inglaterra, foi chamado de indian corn (cereal indígena). Só mais tarde, corn veio designar milho. Na Europa a aceitação do milho não foi tão marcante, apesar de ter destaque na Itália, onde fez surgir tradições gastronômicas como a polenta.

 

No Brasil, o milho já fazia parte do dia a dia dos índios antes mesmo da chegada dos colonizadores. Chamavam-no de ubatim e usavam para fazer mingaus ou comiam-no assado, apesar de não se sobrepor à cultura da mandioca. Com a vinda dos portugueses, surgiram novos pratos à base de milho, que foram incorporados aos hábitos alimentares dos brasileiros através da mão da mulher portuguesa. Os portugueses absorveram o uso do milho em preparações como broas, mexudas (caldo com farinha de milho e couves), papas de milho fritas e com leite e açúcar. Já os escravos criaram jeitos diversificados para o uso desse milho, juntando ingredientes que tinham disponibilidade: açúcar mascavo, leite de coco, mandioca. Apenas as técnicas de preparo variavam. Com a fusão das três culturas (indígena,portuguesa e africana), foi–se formando uma culinária própria de São João. As festas religiosas, as fogueiras para assar o milho fizeram surgir preparações como angu, canjica, mungunzá, pamonha, polenta, bolos, pães e cuscuz.

 

Encontramos hoje aproximadamente 150 espécies de milho, com grande diversidade de cor e formato dos grãos. É um cereal fácil de ser plantado e colhido, seja ele milho duro, doce ou de pipoca.

 

Em quase todo o Brasil, o milho encontra condições geográficas favoráveis ao plantio. Certas regiões conseguem até duas colheitas por ano. Em pequenos pedaços de terra, os lavradores plantam sua rocinha de milho, para consumo e venda. Reza a superstição de que a época certa de plantar milho é no dia de São José, 19 de março, teoria de colheita certa. A 

 

 

Alimento de alta qualidade

 

Responsávelpor 21% da nutrição humana em todo o globo, o milho é um alimento muito energético por conter alto teor de carboidratos, o milho traz em sua composição vitaminas A, E e do complexo B, proteínas, gorduras, sais minerais (cálcio, ferro, fósforo e potássio), açúcares, celulose e amido, além se ser rico em fibras e possuir mais calorias que o trigo. Isso significa que o produto pode suprir as necessidades nutricionais da população, além de ser um excelente complemento alimentar e auxiliar na eliminação de toxinas do organismo.

 

Sua composição química é complexa. Cerca de 10% do grão contém substâncias azotadas, 60 e 70% é composto por amido e açúcares e 4 a 8% por matéria gorda. O resto, até os 100% é formado por água, celulose e substâncias minerais. Existem, hoje, 150 espécies de milho, com diversas cores e formatos e mais de 3.500 usos diferentes para os produtos que se extraem do grão. 

 

Além de ser tradicionalmente utilizado na preparação de inúmeras receitas, o milho também é empregado na composição de alimentos industrializados como salgadinhos, café solúvel, modificadores de leite e até na preparação da cerveja. O grão também é usado para fabricação de ração animal, além de matéria prima importante na indústria de transformação de diferentes setores.

 

 

Um pouco de História

 

Considerado sagrado em várias culturas, o milho se transformou na base da alimentação dos antigos habitantes do México e da América Central, ocupando lugar de destaque na mitologia e na História tradicional.

 

Consumido pelos povos americanos desde cerca de 5 mil a C., o cereal foi reverenciado pelos Astecas e Incas e até ocupou lugar de destaque no Popol Vuh, livro sagrado da civilização Maia que relata o nascimento do ser humano a partir do milho.

 

Os índios do Leste da América do Norte, as civilizações asteca, maia e inca e nossos índios guaranis, criaram várias lendas que atribuíam ao milho uma origem divina, transformando o grão em sinônimo de abundância e no principal ingrediente da alimentação dessas populações. 

 

Com a descoberta da América e as grandes navegações do século 16, a cultura do milho se expandiu para outras partes do mundo. Hoje é o cereal mais produzido no mundo, cultivado e consumido em todos os continentes e sua produção só perde para a do trigo e do arroz. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho, atrás dos Estados Unidos e da China, porém, o nível de consumo do grão no país está longe de ser comparado ao do México e de países na região do Caribe.

 

 

Fontes:Enciclopédia Britânica

Abimilho

New York Times

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
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MILHO

Nome científico: Zea mays

 

Outros idiomas:

Francês - Maïs

Italiano - Mais, Granturco dolce

Espanhol - Maíz, Choclo

Inglês - Corn, Sweetcorn

Alemão - Mais

 

Origens do milho

 

(Clique na imagem e veja esta e outas imagens ampliadas)

 

Apesar de sua abundância e importância, a origem biológica do milho é um mistério. O milho não cresce de maneira selvagem (sem ser cultivado), e descobrir seus ancestrais não é uma tarefa óbvia. Recentemente, entretanto, o trabalho de detetive realizado por botânicos, geneticistas e arqueólogos conseguiu identificar um ancestral selvagem do milho, o ponto de partida para sabermos de onde a planta atual se originou, o que também possibilitou determinar quando os povos antigos começaram a cultivar o grão e utilizá-lo em suas dietas.

Já no início do século 20, alguns cientistas descobriram evidências de que o milho seria “parente” de uma espécie de grama mexicana chamada de teosinto. George W. Beadle, enquanto ainda era um simples aluno da Universidade Cornell, no início da década de 1930, descobriu que o milho e o teosinto possuíam cromossomos muito similares e produziu híbridos férteis do milho e do teosinto que pareciam como intermediários entre as duas plantas. Concluiu que as duas plantas eram membros da mesma espécie, sendo o milho a forma domesticada do teosinto. Relatou, até, que conseguia fazer que os grãos do teosinto estourassem como pipoca.

Beadle também realizou outras descobertas fundamentais na genética, pelas quais dividiu o prêmio Nobel em 1958. Mas apesar de sua ilustre reputação a teoria de Beadle ainda gerava dúvidas três décadas depois de ter sido proposta. As diferenças entre as duas plantas pareciam, para muitos cientistas, grandes demais para terem evoluído em apenas alguns milhares de anos de domesticação.

Para comprovar sua tese, Beadle cruzou o milho com o teosinto, depois cruzou os híbridos, e produziu 50 mil plantas que pareciam teosinto e milho a uma frequência que indicava que apenas quatro ou cinco genes controlavam as grandes diferenças entre as duas plantas, e mostraram que o milho e o teosinto eram, sem dúvida, muito próximos.

Mas, para precisar a origem geográfica do milho, o cientista optou por utilizar testes de DNA para comprovações de parentesco. Para rastrear a paternidade do milho, botânicos liderados por John Doebley, da Universidade do Wisconsin, reuniram mais de 60 amostras de teosinto de todo o seu alcance geográfico no Hemisfério Ocidental e compararam seu perfil genético com todas as variedades de milho. Eles descobriram que todos os milhos eram geneticamente mais similares a um tipo de teosinto do vale do rio Balsas, no sul do México, sugerindo que esta região foi o “berço” da evolução do milho. Além disto, ao calcular a distância genética entre o milho moderno e o teosinto de Balsas, eles estimaram que a domesticação do milho ocorreu há cerca de 9 mil anos.

Mais tarde, pesquisadores liderados por Anthony Ranere, da Universidade Temple, e Dolores Piperno, do Museu Nacional de História Natural Smithsonian, escavaram cavernas e abrigos de rocha na região, em busca de ferramentas usadas pelos seus moradores, grãos de amido de milho e outras evidências microscópicas de grãos da planta. No abrigo rochoso Xihuatoxtla, eles descobriram uma série de ferramentas para polir pedras com resíduo de milho. As ferramentas mais antigas foram encontradas em uma camada de depósitos com 8.700 anos de idade. Esta é a evidência mais antiga do uso do milho obtida até hoje.

O processo de domesticação deve ter ocorrido em muitos estágios. O passo mais crucial foi soltar as sementes de teosinto de seus invólucros resistentes. Outro passo foi desenvolver plantas cujas sementes ou grãos permanecessem intactos nas espigas, ao contrário do que acontecia com o teo­­sinto, que soltava as sementes in­­dividualmente. Os primeiros agri­­cultores tiveram que observar en­­tre suas mudas, quais delas possuíam os grãos nutritivos ao menos parcialmente expostos ou cujas espigas eram mais bem formadas, ou que possuíam um maior nú­­mero de grãos por espiga, a fim de cultivar somente as melhores plantas. Estima-se que o processo inicial de domesticação que produziu a forma básica do milho que conhecemos hoje durou de algumas centenas a alguns milhares de anos.  

 

 

Abrigo rochoso Xihuatoxtla

 

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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

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