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CHAMPAGNE

A bebida dos amantes e das festas

 

“Dom Pérignon descobre as bolhas do Champagne”, tela de Armand Guery - 1714

HISTÓRIA


O Champagne é um vinho espumante natural de dupla fermentação, processo responsável pelas suas famosas e sedutoras borbulhas, chamadas de pérlage
(colar de pérolas, em francês). Não se pode dizer que ele tenha sido propriamente inventado.

 

 

Don Pérignon

 

No entanto, Dom Pierre Pérignon (1639 a 1715), monge beneditino e conceituado mestre das caves da Abadia de Saint Pierre de Hautvillers, na região de Champagne, no século 17, pode ser considerado o gênio que presidiu ao seu desenvolvimento, tendo refinado o processo de fabricação, criando o método champanoise.

 

Dom Pérignon era um estudioso dos processos de elaboração de vinhos e já havia percorrido muitos mosteiros famosos por seus vinhos pela França antes de chegar à Hautvillers,  em 1668. Um problema o desafiava: como impedir, ou pelo menos controlar, as fermentações secundárias indesejadas que aconteciam dentro das garrafas de vinhos tintos e brancos, e que as faziam explodir a qualquer variação de temperatura ou vibração na adega. Na Europa, em museus dedicados ao vinho, é possível ver máscaras de metal e tela destinadas a proteger os rostos dos mestres das caves dos cacos de vidro arremessados pela força da explosão das garrafas, de onde se pode concluir que o perigo dessa atividade era considerável.


Valendo-se do desenvolvimento tecnológico de sua época Dom Pérignon conseguiu fazer cessar as explosões nas adegas. Utilizou garrafas de fundo abaulado, vidro  reforçado e com menos imperfeições como variações de espessura e bolhas nas paredes, já que qualquer irregularidade do vidro, por mais minúscula que seja, pode desencadear mais produção de gás carbônico (o mesmo se passa com a sujeira, ainda que microscópica). Seguindo o que vira os monges de Santiago de Compostela fazerem, ele, também, passou a utilizar rolhas de cortiça, mais macias e elásticas, amarradas por gaiolas de arame flexível.

 

Don Pérignon foi imortalizado como nome de um champagne nobre cuja marca pertence à Maison Moët et Chandon.

 

 

La Veuve Clicquot

 

Entretanto, embora se reconheça o importante papel dos frades beneditinos na História do Champagne, assim como em muitos outros vinhos franceses, a elaboração da bebida não pode ser atribuída exclusivamente a Dom Pérignon.

 

Outro personagem, Nicole Barbe Ponsardin (1777/1866), "La Grande Dame de la Champagne", teve, também, um papel decisivo para o desenvolvimento dessa bebida maravilhosa que, a partir das  cortes russas, onde foi adotada como bebida imperial, conquistou o mundo revestida de glamour e sofisticação.

 

Em 1798, com 20 anos de idade, Nicole Ponsardin casou-se com François Clicquot, proprietário de vastos vinhedos na região de Reims e herdeiro da Maison Clicquot-Muiron. Mesmo não sendo costume das mulheres naquela época, ela acompanhava o marido em suas andanças pelos vinhedos e nas viagens de negócio. Sete anos depois, em 1805, ficou viúva (veuve, em francês), herdou uma  considerável fortuna e assumiu a condução da empresa da família. Infatigável, aprofundou seus conhecimentos sobre o cultivo de uvas e produção de vinho, tornando-se a primeira empresária francesa da era moderna e uma das mulheres mais ricas do seu tempo.

 

Sob seu comando, a empresa, que até então dividia suas atividades entre a produção de champanhe, serviços bancários e comercialização de lã, concentrou seu foco inteiramente na produção de champanhe, sob a denominação de Maison "Veuve Clicquot-Ponsardin". Edificou um castelo estilo renascença em Reims, onde viveu com a família, à qual soube incutir o gosto e o saber pela cultura da vinha.

 

Corajosa e dotada de grande visão, quando o mercado inglês se fechou aos vinhos franceses por causa das guerras de Napoleão, a viúva Clicquot arriscou-se a enfrentar o bloqueio naval e, em 1814, enviou um navio carregado com 10 mil garrafas do seu melhor champagne à corte imperial da Rússia, conquistando, assim, um novo e importante mercado e agregando, definitivamente, uma aura de nobreza ao produto.  Quando a concorrência chegou à Russia, findo os conflitos e suspenso o bloqueio, o champagne de Nicole Ponsardin já tinham a primazia desse mercado. Mais tarde, ela levou seus rótulos, também, para a Inglaterra, a Prússia (hoje Alemanha) e os Estados Unidos.

 

 

O processo de Remuage

 

Mas, a importância da viúva Clicquot para a História do champagne vai bem além do seu espetacular desempenho empresarial. Coube a ela o desenvolvimento de um método para livrar a bebida, já então considerada o mais fino dos vinhos, de seu único ponto vulnerável: o acúmulo de impurezas produzidas pelas leveduras no fundo das garrafas durante a segunda fermentação, as borras, que davam um mau aspecto ao produto.

 

Perfeccionista, Nicole Ponsardin dizia que seus vinhos deveriam ter "uma só qualidade, a primeira" e, tanto tentou que acabou por desenvolver o método produtivo que deu ao champagne sua atual configuração cristalina - o remuage: processo em que as garrafas são colocadas de cabeça para baixo em um cavalete (pupitre) e recebem um giro de um quarto de volta a cada período pré-determinado. Esse procedimento faz com que os sedimentos das leveduras se concentrem alojados no gargalo, sobre uma tampa metálica que, dadas as características de sua forma, os recebe adequadamente, permitindo que sejam retirados facilmente (dégorgement). 

 

A viúva Clicquot já era uma lenda em Champagne quando morreu, aos 89 anos, em 1866. Sua técnica de produção elevou o champagne a um outro patamar como produto e é usada até hoje. Graças a lealdade de seus empregados, estimulada por um perspicaz plano de participação nos lucros oferecido a eles, o segredo do seu método de produção foi guardado por quase uma década, tempo suficiente para que ela solidificasse a posição dominante de sua marca no mercado. A empresa que leva seu nome pertence, hoje, ao grupo de produtos de luxo LVMH.

 

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Hotel du Marc - o castelo da viúva Clicquot

 

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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

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