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ARNO

 

A A história da ARNO começa em 1882, com a saga da família Arnstein, originária de Trieste, nessa época, cidade do Império Austro-Húngaro.
 

Carlo Arnstein, Conselheiro do Império Austro-Húngaro, casado com Emília Arnstein e pai de 4 filhos, funda, naquele ano, uma empresa de importação, cujo principal produto comercializado era o café, em sua grande parte originário do Brasil. Em todas as sacas de café que comercializava, o Sr. Arnstein escrevia ARNO, nome que se tornaria sinônimo comercial da família Arnstein e que viria a denominar a Empresa até os dias atuais.

 

Durante a 1ª. Guerra Mundial, o Sr. Arnstein compra, por razões de patriotismo, vários Bônus de Guerra do governo Austro-Húngaro. Ao término da Guerra, devido à desvalorização dos títulos, havia perdido todo o dinheiro investido e, entre seus 4 filhos, o mais velho morrera em combate; um outro havia perdido o braço.

 

Em 1922, o filho mais jovem, Hans, decide efetuar estágios ao redor do mundo: Rio de Janeiro, Santos, São Paulo, Nova York, Londres e Gênova. O novo mapa da Europa ao término da Grande Guerra tornou difícil a situação familiar dos Arnstein. Assim, Hans não hesitou em se naturalizar brasileiro durante sua estada no Brasil entre 1922-23. Depois de Londres, Hans vai a Gênova e finalmente retorna a Trieste para reencontrar seu pai, que mantém a empresa de importação de café.

 

Em 1938, Mussolini começa a se aproximar perigosamente de Hitler. Dois dos irmãos de Hans deixam a Itália e se instalam nos EUA. Hans escolhe São Paulo, onde ele decide abandonar o setor cafeeiro para lançar-se na indústria. Neste mesmo momento, Hans decide mudar de nome e passa a se chamar João.

 

Nesta época o Brasil ainda era pouco industrializado. São Paulo era um pouco mais que o resto do País, mas seus setores principais de atividades ainda eram o tecido e os tijolos. A malha industrial que se formava era constituída em grande parte de pequenas empresas, com muitas dificuldades em se manter. O grosso da economia do País girava em torno do café.
 

Aparentemente, a comunidade judia de Trieste havia escolhido a América Latina para se refugiar, em particular o Brasil. Em São Paulo, os refugiados se ajudam e é nesse clima que João se lança em várias atividades, como a fabricação de esquadrias para janelas, a exportação de madeira e de produtos químicos... sem obter verdadeiro sucesso em nenhuma
delas.


João decide, então, comprar uma fábrica de motores elétricos e, embora não estivesse familiarizado com a atividade, as demais foram dando lugar a ela, que prosperou.

 

Assim, em 1940, formaliza-se a criação da Construções Eletromecânicas Brasileiras LTDA., com capital de CR$600,00 (seiscentos cruzeiros), para a fabricação de motores elétricos.

 

Em 1944 ocorre a fusão da Construções Eletromecânicas Brasileiras LTDA. com a Intermares LTDA., a Brasselva LTDA. e a Siltex LTDA., dando origem às Empresas Reunidas de Indústria e Comércio ARNO S/A.

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Em 1949 observa-se o início da industrialização no Brasil. A fabricação de motores para a indústria é um dos setores de maior importância para impulsionar a economia do País, no qual a ARNO,  tem, desde os primeiros momentos, papel decisivo.


No mesmo ano, já com o nome de ARNO S/A Indústria e Comércio, a empresa começa a produzir eletroportáteis: aspiradores, enceradeiras e liquidificadores. O design era do grupo americano SEARS, ROEBUCK & CO. que passou a distribuir uma parte da produção. A ARNO ficou responsável pela venda da outra parte e passou a atender todo o território nacional.

 

As ações da ARNO passam a ser cotadas na Bolsa de Valores. A Empresa, instalada na Av. do Estado, se muda para o bairro da Mooca, centro de São Paulo, na Avenida Arno (ex-Avenida do Café), em uma área de 21.000m², destinada à fabricação de motores elétricos. Nesta época, 2/3 de suas vendas correspondem aos motores elétricos e 1/3 correspondem a peças destinadas às indústrias automobilística e de eletroportáteis. João Arnstein passa a se chamar João Arnstein Arno.

 

João Arnstein Arno, morre em 26 de agosto de 1957, com 57 anos. Felippe Arno, seu filho, então com 27 anos, sucede ao pai na presidência da Empresa. Felippe havia estudado Economia e Marketing na Business Administration School of Harvard e regressara havia dois anos ao Brasil, passando a trabalhar na ARNO. Carlos Sergio Arnstein, seu irmão mais jovem, torna-se Diretor Geral. No momento de sua morte, João Arnstein Arno possuía 90% das ações votantes da ARNO. Os outros 10% eram de imigrantes originários de Trieste.

 

O crescimento da empresa é contínuo. Em 1958, a ARNO passa a fabricar componentes DELCO REMY para a General Motors. Um novo parque industrial é inaugurado na Av. Arno, com 25.600m2. Em 1961,começa a exporta liquidificadores para a Europa. Em 1962, a ARNO adquire um conjunto de edifícios na Rua Cel. Domingos Ferreira, no Ipiranga: 23.600m2. Em 1964, a ARNO se associa à ASEA INDUSTRIAL S/A, empresa sueca atuando na fabricação de equipamentos elétricos. A ASEA fazia parte do grupo dirigido pela família Wallenberg, detentor Electrolux, Astras e SKF. Em 1965, iniciam-se as vendas de liquidificadores para outros países da América Latina.

 

No início da década de 1970, a ARNO reforça sua parceria DELCO REMY e também DELCO ELECTRONICS, passando a produzir todos os componentes elétricos para automóveis (alternadores, starters, ventiladores etc...). Carlos Sergio Arnstein, irmão de Felippe Arnstein Arno e Diretor Geral da ARNO, deixa seu cargo na Empresa, conservando suas ações. Ele tem 38 anos.

 

Em 1975, com a assinatura de um contrato de joint venture com a SKIL, empresa americana de Chicago, fabricante de furadeiras elétricas, a ARNO se torna a primeira empresa
brasileira a fabricar esta ferramenta, assim como outras ferramentas elétricas. Algum tempo mais tarde, a ARNO adquire as ações da SKIL no Brasil.

 

No ano seguinte, acontece a ampliação de seu parque industrial com a aquisição de um
terreno na Rua Julio Galeotti, em Cajamar, com 51.700m2 e aquisição de um edifício industrial na Rua Francisco Pedroso de Toledo, na Vila Liviero, com área de 6.500m2 para a fabricação de equipamentos auto-elétricos.

 

Em 1978, a empresa aumenta seu capital e cede sua divisão de motores elétricos para a ASEA, começando a concentrar sua produção nos eletrodomésticos. No ano seguinte, com uma joint venture com a americana ROTRON INCORPORATION, filial do Grupo EG&G-Boston, um dos principais fornecedores da NASA, a ARNO passa a fabricar coolers (ventiladores para refrigeração de computadores) e outros aparelhos elétricos. No mesmo ano, termina a obra  em Jordanésia, com área de 10.000m2, que se torna Centro de Estoque e de Distribuição. Em menos de dois anos, o mesmo é ampliado ganhando mais 7.500m2 de área. No mesmo período acontece a ampliação da Unidade Industrial da Rua Francisco Pedroso de Toledo que passa a ter 12.700m2.

 

Ao longo da década de 1980, a empresa continua a crescer. Em 1982, inicia suas exportações para a Argentina e compra da parte da SKIL CORP. na joint venture criada em 1975. Em 85, iniciam as operações da nova Unidade Industrial de Jordanésia, SP, para fabricação de eletrodomésticos. Em 86, lança uma verdadeira novidade - uma lavadora sem secadora, mais acessível que os modelos existentes no mercado brasileiro. No ano seguinte, Jordanésia ganha um novo edifício industrial com 6.500m2 de área. Em 1989, acontece uma nova ampliação industrial: da unidade de montagem de ventiladores de Jordanésia, assim como o setor de estoque e de distribuição. A área coberta passa a ser de 37.400m2. No mesmo ano, a ARNO compra a parte da ROTRON INC. na joint venture criada em 1979, ARNO ROTRON LTD.

 

Nos anos 90, a ARNO vai, gradativamente, abandonando outros setores (auto-elétrico, automotivo) e se concentrando na produção de eletrodomésticos. Obtém a Certificação ISSO 9001, fundamental para a competitividade da Empresa nos mercados nacional e internacional, e  começa a trazer produtos de fora para completar suas linhas de produtos, como, por exemplo, um ferro de passar da empresa espanhola UFESA.

 

Uma nova ampliação de seu parque industrial acontece em 1996 - a aquisição de um terreno de 8.758m2 e a construção de um edifício para o estoque de materiais e de produtos de grande volume, com 6.130m2.

 

No mesmo ano, com a venda das ações da ASEA para a ELECTROLUX (e como a ARNO havia vendido sua divisão de motores elétricos para a ASEA) a ELECTROLUX se torna acionista minoritária da ARNO. Em seguida, a LELECTROLUX é vendida para a alemã BOSCH. Felippe Arno é nomeado para o Conselho de Administração da BOSH BRASIL, permanecendo até 1997. Felippe tem então 67 anos. Os irmãos decidem, então, vender a parte  principal das atividades de motores e ferramentas elétricas para a Bosh, e a ARNO passa a se dedicar essencialmente aos aparelhos eletrodomésticos.

 

Entre 1996 e 1997, entretanto, o Groupe SEB, grupo francês líder mundial na fabricação de produtos eletroportáteis, adquire o controle da líder brasileira ARNO, começando com 52,38% (1997) e chegando a 97% das ações (1998). Em 2000, uma vez que o Groupe SEB havia adquirido a quase totalidade do Capital da Empresa, a ARNO solicitou à Comissão de Valores Mobiliários o fechamento de seu Capital.

 

A partir de então, houve a centralização da produção em 3 unidades fabris em São Paulo (antes eram 4) e o lançamento de outras ações para racionalizar o trabalho e aumentar a produtividade. Houve, também, o reforço da marca ARNO com o lançamento de novos produtos, como a nova linha de liquidificadores (Faciliq, Faciclick...), espremedor de frutas Facipress, panela a vapor Aquatimer, ventiladores de pedestal e de parede, máquina de lavar semi-automática, churrasqueira Performio, processador, liquidificador Kaleor e tostador ARNO.

 

Além disso, foram destaque neste período:

  • Criação e operacionalização do Programa de Responsabilidade Social ARNO e T-FAL
    “Aprendendo na Prática” – programa de ações em escolas que conscientizam as crianças sobre o desperdício de alimentos e ensinam como melhor aproveitá-los.

  • Inauguração da Casa Gourmet Rio, levando ao Rio de Janeiro a experiência da Casa Gourmet de São Paulo, reafirmando o conceito de serviços diferenciados para o consumidor.
     

Hoje integrada às ações do Groupe SEB, grupo francês líder mundial, atuando em 120 países, a ARNO tornou-se uma empresa globalizada, (e líder brasileira na indústria de produtos eletroportáteis), produzindo para os mercados brasileiro e sul-americano. Seus produtos são o resultado de inovações, obtidas através de pesquisas tecnológicas e de estudos de marketing realizados junto a seu público-alvo.

 

 

 

Fonte: Arno

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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

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