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Beabá de um cardápio francês

 

 

Bearnaise

BoeufBourguignon

Bouillabaisse

Cassoulet

Confit

Coq au Vin

Creme Brulée

Entrecôte

Filet au Poivre

Foie Gras

Hachi Parmentièr

Magret

Ravioli

Steak Tartare

Terrine

 

 

A distância entre os idiomas de brasileiros e franceses sempre vai gerar dúvidas com relação ao significado de alguns pratos. Para ajudar quem gostaria de se aventurar por um menu francês, o chef Alain Uzan, que nasceu em Paris, definiu os pratos mais básicos da culinária de seu país.

Bearnaise (subst. masc., pronuncia-se bearnesse): é um molho à base de ovo, echalote (uma cebola francesa que não existe no Brasil) e manteiga. A dificuldade para derreter a manteiga sem que ela queime enquanto se mistura com a gema de ovo é um dos motivos que fazem desse molho uma das provas de fogo para saber se um cozinheiro domina mesmo as técnicas de cozinha.

Boeuf Bourguignon (subst. masc., pronuncia-se bif borguinhôn): parecido com um picadinho brasileiro, esse prato é comum na região central da França, em especial na Borgonha. Depois da carne cozida em um molho de vinho tinto com cebola, ela é incorporada à cenoura e ao cogumelo Paris. Geralmente é feito com carnes mais duras, como coxão mole ou músculo.

Bouillabaisse: (subst. fem., pronuncia-se builhabésse): originada no sul da França, ela é uma sopa feita com muitos tipos de peixes. De caráter popular, ela surgiu quando os pescadores se reuniam em regiões distantes para trabalhar e, como não tinham o que comer, cozinhavam vários peixes num mesmo caldo. Geralmente, é dos peixes em que o filé não pode ser aproveitad que se faz uma bouillabaisse. 
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Cassoulet (subst. fem., pronuncia-se cassulê): essa é conhecida dos brasileiros. Em uma espécie de caldo feito com feijão branco, é adicionado carne de porco ou pato que, na França, é tão comum quanto o frango. Por isso, a cassoulet é conhecida como a feijoada francesa. É bastante consumida no sul da França.

Confit (subst. masc., pronuncia-se confî): confundido com o magret, ele corresponde à maneira de cozinhar a coxa do pato em sua própria gordura. A expressão confit de canard (= pato) se refere ao confit da coxa e da sobre-coxa do pato. No entanto, o confit pode ser feito do magret (magret confit), das asas ou do pescoço do pato.

Coq au Vin (subst. fem., pronuncia-se cóquovan): é uma carne de galo - e não de frango - cozida no vinho tinto. Muito consumido no sul da França, esse prato foi criado na época de Luís XVI, ou seja, sua receita tem em média 300 anos. 
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Creme Brulée (subst. masc., pronuncia-se créme brulê): é uma das mais tradicionais sobremesas da França e consumida em todas as partes. O creme brulée é um creme fácil de ser preparado, feito da mistura de creme de leite, açúcar e gema de ovo. Em alguns locais, se acrescenta canela ao creme pronto - é algo como um curau brasileiro, feito sem milho. 
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Entrecôte (subst. masc., pronuncia-se entrecôte): é um corte de carne parecido com um contra-filé e com o bife chouriço argentino. Na França, o filé mignon custa uma fortuna (entre R$ 70,00 e R$ 80,00) e, por isso, existem entrecôtes feitos com outras carnes.

Filet au Poivre (subst. masc., pronuncia-se filé ô poavre): é um filé criado pelo lendário chef Juliveau, no café de Paris, no século XIX. É um filé com molho de pimenta verde e do reino preta e pode ser apresentado em duas versões: uma com creme de leite e outra sem o creme. Ele é consumido com batata sauté.

Foie Gras (subst. masc., pronuncia-se fôi grá): um dos ingredientes mais típicos da França é nada mais que fígado de pato mulard ou ganso. Os animais passam por um sofrível processo de engorda para que seus fígados inchem e fiquem bons para consumo. Mas é importante não confudir o foie gras com patê: existe patê de foie, mas o foie gras não é patê.

Hachi Parmentièr (subst. masc., pronuncia-se rachi parmentiér): é uma espécie de lasanha, feita com uma camada de purê de batata, carne moída e temperada e purê novamente. Por cima, é adicionado farinha de rosca e leva-se para dourar no forno. Esse é um prato muito comum em toda a França. 
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Magret (subst. masc, pronuncia-se magrê): muito confundido com o confit, o magret corresponde ao peito do pato mulard. É retirado de uma espécie de pelação diferenciada que somente este tipo de pato possui. Se o animal for de outra espécie, então a receita passa a ser chamada de filé de canard . Usado em diferentes receitas e de diversos modos, o magret é muito comum na França.

Mulard (subst. masc., pronuncia-se mulár): espécie de pato própria para o preparo do foie gras porque ele sofre o processo de engorda mais rapidamente em relação aos outros. Também é desse tipo de pato que se retiram os melhores confits e magrets, para o preparo de outros pratos.

Ravioli (subst. masc., pronuncia-se ravióli): ao contrário do que todos pensam, esse é um prato criado e típico da região de Nice, no sul da França. Consiste em uma massa recheada com sobras de carne, servida com molho de tomates.

Steak Tartare (subst. masc., pronuncia-se esteique tartár): criado em Paris, esse prato é baseado em uma receita russa chamada bitki. Consiste em um filé mignon cru muito bem picado - e não moído, para não perder o sabor - servido com cebola picada, um pouco de alho, alcaparra, páprica e, originalmente, gema de ovo crua. As versões mais modernas levam ovo cozido.

Terrine (subst. fem., pronuncia-se têrrini): entrada feita originalmente com foie gras. É preparada com a gordura do foie que, quando colocado no fogo ou em banho-maria origina essa pasta consistente. É preciso muita habilidade para não deixar o ingrediente sumir ou virar gordura. No Brasil, existem as versões com fígado de galinha ou com toucinho fresco.


 

 

Fonte:

Guia da Semana - Viviane Aguiar

 

 

SAIBA MAIS:

 

Conheça os bons endereços da Cozinha Francesa em São Paulo, clique aqui.

 

Sobre a Alta Gastronomia Francesa e a História dos Restaurantes, clique aqui.

 

Sobre o chef Alain Uzan, clique aqui.

 

 

 

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Atualizado em: 23 junho, 2008 .