
Chef brasileiro classifica-se no
México para o Bocuse d'Or
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O chef Mauro Freitas, do Hotel
InterContinental Rio, voltou do México comemorando a
classificação para o Bocuse D'Or 2009 - a "Copa do Mundo" da
alta gastronomia", na França. Mauro ficou em terceiro lugar
no Concurso Culinario Latinoamericano Azteca, garantindo uma
das três concorridas vagas para o mundial. Único
representante brasileiro na competição, o chef enfrentou 11
concorrentes da América Latina, ficando atrás da bicampeã
Argentina e do Uruguai. Na classificação final o Brasil
ficou com 838 pontos, o Uruguai com 840 pontos e a Argentina
com 850 pontos.
Os pratos com pargo e cordeiro de leite foram os temas desta
edição. Todos os concorrentes tiveram que elaborar 13
pratos, com três guarnições diferentes, para cada um dos
temas, em cinco horas. Em seu terceiro concurso
gastronômico, e primeiro como chef , Mauro fez bonito, porém
um minuto de atraso o distanciou de um primeiro lugar
merecido. O atraso custou a perda de 40 pontos, que fariam
do Brasil campeão com larga vantagem em relação aos outros.
O motivo da penalidade foi a pane no forno que a organização
do concurso forneceu ao participante.
O cearense Mauro Freitas, 32 anos, mora no Rio de Janeiro há
13 anos. Assim que chegou à cidade começou a trabalhar no
Intercontinental Rio como ajudante de cozinha. Desde então,
vem traçando um caminho de sucesso dentro e fora do hotel.
Já fez treinamentos nos hotéis InterContinental da Argentina
e de São Paulo. Hoje, Mauro é subchef do hotel e responsável
pela elaboração dos menus gastronômicos que o restaurante
Alfredo di Roma oferece mensalmente. Mauro foi chef na Vila
Olímpica durante o Pan-Americano e o Para-Pan, realizados em
este ano, no Rio de Janeiro.
Bocuse D'Or
Criado em 1987 por Paul Bocuse, eleito como "Cuisinier du
Siècle" pelo guia Gault et Millau em 1989, o Bocuse d’ Or é
realizado a cada dois anos na França. É um tour pelas
diversas culturas gastronômicas e serve como vitrine de
novos talentos, que demonstram sua perícia e arte, além de
ter acesso a novas tecnologias do setor alimentício. O
candidato deve ser nativo do país que representará e chegar
à final de concursos eliminatórios. A edição deste ano
contou com o chef Marcelo Pinheiro, do InterContinental São
Paulo, que teve a melhor colocação entre os representantes
da América Latina.
Para saber mais sobre o Bocuse d'Or,
clique aqui.