Como se produz o Azeite de Oliva
O uso do azeite é milenar, entretanto
não se sabe com exatidão a sua origem. Ao lado da Videira, a Oliveira
foi uma das primeiras arvores a ser cultivada há mais de 5.000 anos no
Mediterrâneo Oriental e Ásia Menor.
Reconhecido como alimento saudável, o
azeite conquista cada vez mais adeptos. Confira abaixo como esse
alimento tipicamente mediterrâneo é produzido.
Os passos da produção
Passo 1- Colheita dos frutos
A oliveira floresce na primavera, época em que o fruto começa a se
formar para ir amadurecendo, passando da cor verde para a negra, a
partir do verão até o final do outono/princípio do inverno quando é
feita sua colheita.
A coleta da azeitona pode ser feita manualmente (coletando-se uma a
uma), por um sistema denominado vareo (golpeando-se a árvore com varas
grandes e flexíveis para que as azeitonas irem caindo em lonas
previamente colocadas ao pé da oliveira) ou por meios mecânicos
(equipamentos com mãos mecânicas que vibram a árvores e fazer o mesmo
papel do vareo).
Passo 2 - Transporte ao moinho
As azeitonas colhidas são transportadas para o moinho onde se
procede sua moagem. É importante que as azeitonas colhidas estejam livre
de pedras, terra e outras impurezas, pois elas podem causar rupturas na
pele do fruto, propiciando o início do processo de fermentação, o que
diminui a qualidade final do azeite a ser extraído.
Ao chegar no moinho, as azeitonas são armazenadas em pilhas de pequena
altura para evitar aquecimento e a ruptura da pele do fruto. Dessa
forma, busca-se a minimização da fermentação das azeitonas, que diminui
a qualidade da colheita. Por essa razão, para obter um azeite de
qualidade, com baixa acidez, a azeitona deve ser processada até 24 horas
após sua colheita.
Passo 3 - Lavagem
As azeitonas são colocadas em cintas transportadoras que cruzam por
uma cortina de ar que retira as folhas que inevitavelmente acompanham os
frutos. Em seguida, os frutos são selecionados por qualidade e lavados
em água corrente para que sejam submetidos a moagem.
Passo 4 - Moagem
A moagem consiste na trituração dos frutos (sem a retirada prévia
dos caroços) até formar uma massa oleosa, cuja consistência é controlada
adicionando-se água se necessário.
Passo 5 - Extração do azeite (separação das fases sólidas e
líquidas)
A extração é a última etapa de obtenção do azeite de oliva e pode
ser feita de três maneiras diferentes. Mas seja lá qual for a maneira
escolhida a temperatura do processo não pode ultrapassar a temperatura
de 35ºC. Os métodos de extração mais modernos utilizam a centrifugação
enquanto o mais antigo a pressão. Veja a seguir o funcionamento de cada
um dos métodos.
Sistema tradicional por pressão
Esse método é usado por fábricas artesanais, normalmente remanescentes
ao longo dos séculos. A pasta moída é colocada em capachos, que por sua
vez são sobrepostas na prensa e a medida que a pressão for aumentando
libera-se o azeite e a água de vegetação. Com o tempo, por diferença de
densidade, o azeite destaca-se da água e recolhido.
Sistema contínuo por centrifugação
1 - Plantas continuas de 3 fases
A massa oleosa de azeitonas é diluída adicionando 1 litro de água para
cada quilo de massa. Em seguida, a massa é passada em uma centrífuga
horizontal, na qual a parte sólida é separada da mistura oleosa. Ato
continuo, a massa liquida oleosa vai para uma centrífuga vertical na
qual é separado o azeite de oliva da água de vegetação.
2 - Plantas continuas de 2 fases
Processo praticamente igual ao anterior com a diferença de que em lugar
de adicionar água para a centrifugação horizontal, recicla-se a
água de vegetação. Esse sistema vem se difundindo rapidamente pois
apresenta as seguintes vantagens:
1. Alta capacidade de produção, o que diminui o tempo de estocagem da
azeitonas, evitando fermentações melhorando a qualidade do azeite
extraído.
2. Maior presença de polifenois, protetores naturais contra a oxidação,
devido a reciclagem da água de vegetação, além de um menor impacto
ambiental.
Passo 6 - Armazenamento
Após a sua extração, o azeite de oliva obtido é armazenado em
armazéns até sua efetiva comercialização. Os recipientes de
armazenamento devem ter características isolantes e não podem transferir
odores estranhos ao produto. A temperatura adequada de armazenagem é de
15ºC a 18ºC.
Outro aspecto importante é que deve existir pouca luminosidade no
armazém.O material dos recipientes de armazenagem deve ser inerte
(azulejo vitrificado, aço inoxidável, ou poliéster – fibra de vidro, etc).
Ferro e cobre não são recomendados,
pois favorecem a oxidação.