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Nome científico:
Anethum graveolens
Família: Apiacées
Nome popular: endro
Outros nomes:
aneto, dill, açafrão-aneto, endrão, anega, funcho bastardo,
camomila-européia
Outros idiomas: dill (alemão, inglês, norueguês, sueco);
shibit (árabe); samit (armeno); kopr (checo); shih lo (chinês); sjamar
(egípcio); eneldo, aneto, ezamillo e hinojo hediondo (espanhol); aneto
(esperanto, italiano); aneth odorant e fenouil bâtard (francês); shamir
(hebraico); dille (holandês); kapor (húngaro); koper (polonês); mãrar
(romeno); ukrop (russo); pak chee lao (tailandês); dereotu (turco); sowa,
soya e suva (hindú)
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ENDRO
(Aneto - Dill)
Virgínia Brandão
Especiaria com folhas de
aroma e sabor delicado e fresco e com sementes aromáticas fortes e picantes.
Denominada "erva-de-deus" pelos armênios, o endro, ou aneto, tem origem
asiática e foi introduzido na Europa durante a Antigüidade. É uma das ervas
mais antigas e mais conhecidas do Ocidente.
Utilizado há milhares de
anos, as primeiras alusões desta planta foram feitas por egípcios, que a
empregavam como planta medicinal. Em escavações em sítios arqueológicos
romanos foram encontradas muitas sementes de endro, e os próprios
gladiadores usavam muito desta semente em sua alimentação, pois, para os
romanos, simbolizava a vitalidade e acreditavam que ela podia aumentar
a força física. Era utilizada pelos gregos como erva medicinal, pois possui
poderes digestivos e calmantes.
Também foi usada na Idade Média para enfrentar as bruxarias. Os hebreus
costumavam pagar o dízimo, sua obrigação religiosa, com o endro; os armênios
também usavam com muita freqüência para condimentar seus pratos, sendo
característico de sua culinária.
Características da
Planta
Planta herbácea de caule fino e oco,
pertencente à família Umbeliferae, a mesma da erva-doce (Foeniculum vulgare
Miller) com a qual muito se parece e, muitas vezes, é confundido. Entretanto, a semelhança se limita à
aparência; além de sabores distintos, o endro é um arbusto de porte mais
baixo e de ciclo anual ao contrário da erva-doce que vive mais de dez anos
produzindo bem.
Sua altura varia de 20 cm até a 1 metro, dependendo
da fertilidade do terreno. Suas folhas têm coloração esverdeada e suas flores
são amarelas. Os frutos são pequenos, do tipo denominado diaquênio¹,
com sementes marrons quando maduras.
O endro é encontrado vegetando espontaneamente em várias regiões de clima
temperado como o Sul da Europa, o Norte da África e Ásia. Atualmente o
endro é cultivado em escala comercial em alguns países europeus como
Alemanha e Romênia, e, também, no Paquistão, Índia, Japão e Estados Unidos.
O clima ideal para o cultivo do endro é o do tipo mediterrâneo, entretanto é
considerada uma planta resistente que tolera e prospera até em certos climas
frios desde que o terreno seja voltado para o norte e o solo seja bem
drenado. Prefere os solos argilo - arenosos. O solo deve ser fértil e bem
permeável, pois o endro não tolera umidade excessiva em torno de suas
raízes. Por outro lado, necessita de muita irrigação e se faltar água pode
levar a perda de quase toda a produção. O período de amadurecimento das
sementes também é um momento bastante crítico, pois uma chuva ou vento mais
forte pode derrubar todas as sementes. O terreno deve receber bastante luz.
Sua propagação se dá por sementes podendo ser semeado no local definitivo ou
de preferência em sementeiras, para o obtenção prévia de mudas a serem
transplantadas para o local definitivo. O endro pode ser semeado no outono
ou na primavera.
Época de plantação:
entre fevereiro e março. Caso o objetivo do cultivo seja a produção de
semente, o plantio não pode ir além do final de abril.
Distância de plantação:
em fileiras, a 25 centímetros de distância uma da outras, pressionando as
sementes contra o solo, com uma
tábua.
Germinação: aos 14 ou 21 dias. Tem um crescimento rápido.
A colheita deve ser da mesma forma que outras plantas aromáticas da família
Umbelífera. Colhem-se as umbelas (inflorescências) que começaram a
amadurecer, e leva-se para a secagem. Se passar da hora, ou seja, se esperar
todas as sementes ficarem secas, além de perder aroma pela volatilização dos
óleos, no momento de se cortar o ramo que prende a umbela na planta as
sementes irão se desprender e cair ao chão.
Para plantar em casa
O endro gosta de muito
sol, mas precisa ficar protegido do vento. Seu cultivo é fácil, a partir de
sementes, que devem ser plantadas a 0,5 cm de profundidade. Quando as
mudinhas atingirem uns 5 cm, arranque as que estão muito próximas, deixando
pelo menos 20 cm de espaço entre cada uma. As plantinhas removidas podem ser
plantadas em outro vaso.
É bastante susceptível
ao ataque de pulgões. Para evitar a multiplicação desses insetos, retire e
destrua as partes da erva atacada. Não plante o dill próximo ao funcho
(erva-doce), pois as duas espécies se cruzam, dando origem a plantas sem uso
específico. Deixe-o sempre em lugares iluminados.
Partes Usadas
Flores, folhas e sementes.
Utilização
A parte mais valorizada são as sementes, que produzem um óleo de excelente
qualidade, de odor agradável e característico. Já as folhas, às vezes, são
utilizadas para a extração de óleo, mas este é de qualidade inferior, e não
tão agradável assim. Como condimento a preferência também é pelas sementes,
mas alguns pratos utilizam o aneto fresco como decoração. Para fins
medicinais pode-se utilizar a planta toda.
O princípio ativo mais valorizado são os óleos essenciais, lembrando que
óleo essencial é uma mistura de dezenas de substâncias químicas. Também
encontra-se a presença de substâncias nitrogenadas, resinas, muscilagens e
taninos, que são substâncias comuns em quase todos os vegetais
Uso na culinária
Na cozinha, o endro é apreciado tanto pelas suas sementes como pelas suas
folhas e cada uma delas tem o seu próprio e distinto sabor. As sementes
possuem um odor agradável e forte, fresco e picante. O sabor é quente. As
folhas são anisadas sem o sabor queimado das sementes.
As folhas secas perdem um pouco o aroma.
Devido ao aroma e sabor
delicado de suas folhas, é indicado para comidas pouco temperadas. Pode ser
usado em dietas com exclusão do sal como seu substituto pois é muito rico em
sais minerais.
As folhinhas frescas são
ótimas para condimentar queijos, ricota, molho branco, carnes grelhadas,
peixes como o salmão e o arenque, saladas, ovos, cremes tipo maionese ou
manteiga ou patês, arroz ou massa e sopas, Seu aroma
e sabor são melhor aproveitados, quando esta erva é acrescentada ao final do
cozimento.
As sementes usam-se em
pickles, conservas, vinagres aromáticos, bolos, pães, carnes e legumes
cozidos, principalmente repolho, beterraba e couve-flor. Também faz parte dos ingredientes do molho curry.
Pouco conhecido no
Brasil, o endro é chamado de dill nos países de língua inglesa, e é um
condimento essencial na culinária do Norte da Europa, principalmente na
Noruega e Suécia. Nestes países, o endro está como o orégano para o italiano.
Difícil imaginar um salmão sem ele, tanto as folhas frescas quanto as
sementes secas.
Forma de venda:
Folhas frescas e secas e sementes.
Como escolher e onde
encontrar
Fresco: maços e vasinhos de endro fresco são encontrados em feiras,
mercados e supermercados. Escolha os ramos com as folhas mais viçosas e que
não estejam manchadas nem murchas.
Seco e Sementes: encontrado em supermercados e empórios. Verifique o prazo de validade.
Como Conservar
Fresco - lave suas folhas e seque-as cuidadosamente com toalha de
papel, depois guarde-as na geladeira, por alguns dias em recipiente fechado
ou sacos plásticos próprios para alimentos.
Seco e Sementes - Conserve-o em vidro fechado ( de preferência escuro), em local
protegido da umidade e luminosidade.
Uso Geral
Além de ser apreciado como condimento, o endro também é usado na
perfumaria, para aromatizar sabonetes e, na cosmética, tem a propriedade de
clarear a pele, fortalecer as unhas e perfumar o hálito.
Saches com a flor, colocados em armários ou gavetas, espanta as traças.
Uso Medicinal
Diurético, combate
cólicas e a hiperacidez gástrica. Age, também, contra a insônia. É um dos
principais remédios naturais contra a flatulência. Nas inflamações do olho,
recomendam-se compressas do chá das sementes.
Aplicações
Pode ser usado para as cólicas intestinais dos recém-nascidos nas más
digestões, gases, hiper-acidez, espasmos e soluços. Descrita para aumentar o
leite de parturientes, nas cólicas menstruais, e ainda na limpeza de
feridas, queimaduras, úlceras dérmicas e resfriados.
Contra-indicações/cuidados: contra-indicado o uso interno ou externo de óleo
essencial durante a gravidez, lactância, em crianças e em doenças
neurológicas. Pode dar fotodermatite e, em doses elevadas, é convulsivo.
Receitas Medicinais
Caseiras:
Soluço - Decocção de 5’ de uma colher de café de sementes em 250 ml
de água e tomar com sumo de limão.
Lactação e gases - Decocção de 2 colheres de café de sementes em
250ml e ir tomando uma xícara antes da amamentação.
Resfriado - Ferver durante 5’ ¼ de vinho com 1 colher de café
de sementes de endro com um pau de canela e uma colher de café de eucalipto.
Deixar abafar mais 5’ e tomar.
Inflamações oculares - Fazer compressas mornas com a infusão das
sementes, na proporção de 5-10 gr para um litro de água.
Parasitas do couro cabeludo - usar uma infusão das flores.
Furúnculos - Ferver 10 gr de sementes em azeite e aplicar ainda
quente, para amadurecer e aliviar a dor dos furúnculos.
Uso mágico:
O endro era considerado uma erva com poderes mágicos, que agia
principalmente nas questões amorosas.
Curiosidades:
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O uso do endro já
era mencionado na Bíblia, para pagamento de impostos, pois tinha alto
valor comercial para os romanos.
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Sua maior tradição,
tanto culinária quanto medicinal, é cultivada na Índia.
Aquênio
Fruto provido de semente única, solta no interior do pericarpo, e que não se
abre depois de maduro. Miúdo, seco e indeiscente, característico da família
das compostas, como a dália e a margarida, ocorre sobre a pele dos morangos
e no interior dos figos, sob a forma de pequenos grãos.
Diaquênio
Fruto composto de dois aquênios
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Fontes:
Wikipédia
Enciclopédia Britânica
Herbário
Embrapa
Paisagismo Brasil
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