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CHAMPAGNE
A bebida dos
amantes e das festas
Festivo, refinado, elegante, espiritual,
encantador, o Champagne é um vinho único, que não se assemelha a nenhum outro.
Matizes de branco, amarelo ou rosa, perfumes de especiarias ou flores,
sabores sutis, delicados e ricos: os Champagnes são múltiplos e constituem
um universo de uma infinita riqueza. Mais do que um vinho, é a festa
dos sentidos.
A denominação Champagne é uma "appellation d'origine
contrôlée" (denominação de origem controlada). Só podem se chamar
champanhe vinhos espumantes produzidos a partir das uvas chardonnay (brancas) e pinot noir e pinot
meunier (escuras) plantadas na área de 26 mil hectares delimitada dentro da região
francesa de Champagne,
respeitando uma série de normas do Instituto Nacional de Certificações de
Origem. Embora o processo de produção seja quase o mesmo ou, em alguns
casos, exatamente igual ao de outros espumantes, é a tradição da região
que determina o que pode receber o selo de "champanhe".
Como se produz Champagne
O Champagne é um vinho espumante
natural de dupla fermentação, processo
responsável pelas suas famosas e sedutoras bolhas. Não se pode dizer que
ele tenha sido propriamente inventado. No entanto, Dom Pérignon, monge
beneditino e mestre das caves da Abadia de Hautvillers, no século XVII,
pode ser considerado como o gênio que presidiu ao seu desenvolvimento,
tendo refinado o processo de fabrico, criando o método champanoise:
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A partir de uma meticulosa mistura que pode
incluir os vinhos feitos com os três tipos de uvas da região, os enólogos
vão buscar a proporção perfeita para o equilíbrio e o sabor do seu
champanhe. Após a primeira fermentação simples, há uma segunda
fermentação nas mesmas garrafas, inclinadas em 90 graus e giradas para
levar os sedimentos até o gargalo, manualmente (remuage). Depois o
sedimento é removido (dégorgement), é adicionado o licor de expedição
(constituído por uma mistura de vinho de Champagne e açúcar em quantidade
variável) e as garrafas fechadas com as características rolhas de Liège. O
emprego de uma trança de arame segurando a tampa de cortiça ao fechar as
garrafas permite que o recipiente suporte a forte pressão do gás produzido
pela segunda fermentação. O Champagne é envelhecido por 1 a 3 anos, antes
de o produto final ir para as prateleiras.
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Como Conservar
Em local fresco e ao abrigo da luz,
pode-se guardar as garrafas de Champagne alguns anos. Mas não é
indispensável pois seu envelhecimento já ocorreu na adega, sob a
maestria de seu elaborador.
Como Refrescar
Os Champagnes são degustados frescos,
nunca gelados. Eles se encontram na temperatura ideal (8/10°) após 20
minutos num balde de gelo ou deitados 20 minutos na geladeira. O
congelador é desaconselhado.
Como abrir
Desfazer a gaiola, pegar a rolha com a
mão, virar a garrafa em torno de si mesma segurando-a pelo fundo, e a
rolha sairá sozinha.
Em que taça servir?
Clique aqui para saber.
Como Servir
Pede uma taça alta e
fina, batizada de flûte. Esse formato mantém por mais tempo a
efervescência da bebida.
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Tipos de Champagne:
De
acordo com o seu teor de açúcar, o Champagne é:
Extra-Brut - até 6 gramas por litro
Brut - menos de 15 gramas por litro
Extra-Dry - entre 12 e 20 gramas por litro
Sec - entre 17 e 35 gramas por litro
Demi-Sec - entre 33 e 50 gramas por litro
Doux - acima de 50 gramas por litro
Estilos
Cada Casa de Champagne
produz uma gama de vinhos diferentes, cada um exibindo um estilo bastante
particular. O vinho mais representativo de um produtor costuma ser o
Champagne Brut Non-Vintage, produzido habitualmente pela mistura de vinhos
de diferentes safras, alguns bastante antigos (vinhos de reserva); a
seguir, o Champagne Vintage, onde se usam uvas de uma única safra,
produzido somente em anos de excepcional qualidade. Estes vinhos têm muito
caráter e costumam evoluir de forma magnífica com o passar dos anos.
Um outro estilo bastante prestigiado é o Rosé, que pode ser Non-Vintage ou
Vintage, produzido tanto por maceração (contato da casca das uvas tintas
com o suco), como pela mistura de vinhos brancos com vinhos tintos, antes
da segunda fermentação na garrafa. Estes champanhes costumam ter muita
estrutura e também têm um ótimo potencial de envelhecimento na adega.
Existem ainda os Champagnes Demi-Sec, que possuem um caráter adocicado,
muito apreciados para acompanhar frutas ácidas e sobremesas.
No entanto, as grandes estrelas de cada uma das grandes Casas de Champagne
são os chamados Special Cuvées, que também podem ser ou não com safra
indicada. Estes champanhes são elaborados com os melhores vinhos da
região, possuindo grande complexidade e distinção, envelhecendo na garrafa
com muita nobreza.
Prestige, de luxe ou cuvée de luxe:
é o topo da categoria, normalmente apresenta no rótulo a data da
safra, quase sempre é embalada de forma mais elegante, oferecendo a
garrafa dentro de uma caixa decorada. Os melhores como Bollinger
Tradition, Don Pérignon, Krug e Roederer Cristal geralmente valem a
extravagância. A primeira champagne a ser produzida assim foi para o Czar da
Rússia, Alexandre II, só voltando a ser produzida em 1945.
Champagne Blanc de Blancs: feita
exclusivamente de uvas brancas tipo Chardonnay. Com delicado aroma a
flores brancas, bolhas leves e finas, tem um sabor vivo e fresco.
Champagne Blanc de Noirs: produzida somente
com uvas tintas, Pinot Noir e Pinot Meunier, juntas ou separadas.
Castas Champanhesas
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Pinot Noir
É uma casta tinta de sumo branco que predomina na Montagne de
Reims e no Aube. Estes vinhos são encorpados, generosos e
opulentos com grande aptidão para o envelhecimento.
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Pinot Meunier
Outra casta tinta,
predominante no Vale do Marne, dá vinhos mais macios, redondos e
frutados. |
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Chardonnay
Grande casta branca que
predomina na "Côtes des Blancs", confere aos vinhos de Champagne
fineza, frescor e elegância. |
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As famílias
dos Champagnes
a
diversidade das sensações
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Champagnes de Corpo sensuais,
potentes, estruturados e intensos, com aromas de carvalho,
especiarias e toques de frutas vermelhas (que acompanham bem o foie-gras,
o presunto de Parma, um Pot au Feu (cozido de carne com legumes), um
osso-buco ou, melhor ainda, uma ave).
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Champagnes de Espírito repletos de
vivacidade, delicadeza e leveza, libertando notas vegetais e de frutas
cítricas (perfeitos no aperitivo, casam-se naturalmente com peixes e
crustáceos. São também excelentes com os sorvetes a base de suco de frutas
ou as sobremesas geladas).
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Champagnes de Coração generosos,
calorosos, fundidos com aromas de brioche, de canela, de mel, que são às
vezes vinhos rosados ou "demi-secs" (harmonizam-se com o cordeiro, as
iguarias doce-salgadas, os gratinados, as tortas quentes, as frutas
vermelhas ou, por que não, na hora do chá).
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Champagnes de Alma maduros,
completos e ricos, com buquê de especiarias preciosas e delicadas.
Incluem-se entre eles, as "cuvées" especiais, as safras raras (podem ser
degustados por eles próprios).
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