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TOMATE
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Tomate
Tomate em Espanhol
la Tomate em Francês
(feminino)
Pomodoro em Italiano
Tomatoe
e Tomato em Inglês
Tomate em Alemão
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Originário da América
andina, o tomate já era cultivado, na
América Central e no México, muito antes da chegada de Cristóvão Colombo.
Dali, foi levado para a Europa.
Os primeiros registros apontam para a sua chegada em Sevilha, na Espanha, no
século 16. O local era um dos principais centros de comercialização, onde se
realizavam atividades comerciais, principalmente com a Itália e Países
Baixos. Em 1554 já se conhecia na Itália uma variedade amarela, chamada
pelos italianos de pomo d’oro (maçã de ouro), que deu origem ao
nome pomodoro. Na mesma época, a França atribuiu ao tomate
virtudes afrodisíacas, chamando-o de pomme d'amour (maçã do amor).
A maioria dos botânicos
atribui a origem do cultivo e consumo (e mesmo a seleção genética) do tomate
como alimento, à civilização inca do antigo Peru, o que deduzem por ainda
persistir naquela região, uma grande variedade de tomates selvagens e
algumas espécies domesticadas (de côr verde) apenas ali conhecidas.
Estes acreditam que o tomate da variedade Lycopersicum cerasiforme, que
parece ser o ancestral da maioria das espécies comerciais atuais, tenha sido
levado do Peru e introduzido pelos povos antigos na América Central, posto
que este foi encontrado amplamente cultivado no México.
Outros estudiosos
acreditam que o tomate seja originário da região do atual México, não apenas
pelo nome pertencer tipicamente à maioria das línguas locais (Náuatles), mas
porque as cerâmicas incas não registraram o uso do tomate nos utensílios
domésticos, como era costume. Os primeiros reagem a esta objeção, pelo fato
de que muitas outras frutas e alimentos dos incas também não foram
representadas nas cerâmicas.
Características
Tomate é o fruto do tomateiro (Lycopersicum esculentum), planta herbácea
anual da família das solanáceas, a mesma da berinjela, do pimentão e do
jiló. Contém vitaminas C, A, B1 e B2, bem como fósforo, cálcio, ferro,
potássio e magnésio.
O tomateiro é uma planta
fanerógama, angiosperma e monocotiledônea. Apesar da crença generalizada de
que seja um legume, é um fruto uma vez que é o produto do desenvolvimento do
ovário e do óvulo da flor, formando o pericarpo e as sementes,
respectivamente, após a fecundação.
A planta
Os frutos, dependendo da
variedade, podem ser vermelhos, rosados ou amarelados. A planta, com pêlos
viscosos, apresenta caule flexível e, devido aos muitos ramos, tende a
prostrar-se: por isso, é geralmente plantada junto de escoras. As folhas têm
recortes profundos e bordas denteadas. As flores, pequenas e amarelas,
agrupam-se em cachos. Os frutos encerram numerosas sementes, por meio das
quais a multiplicação se efetua.
Por suas origens, o tomateiro prefere o clima tropical de altitude, ou o
subtropical fresco e seco, com boa luminosidade. As temperaturas ideais para
seu cultivo situam-se entre 20 e 25o C durante o dia e 11 e 18o C à noite.
As temperaturas acima de 35o C prejudicam a frutificação, enquanto as muito
baixas afetam a germinação e o crescimento da planta.
O tomateiro não suporta
geadas, nem chuvas prolongadas ou excesso de água nas raízes: a água em
demasia favorece a incidência de doenças. O cultivo do tomate é dos que mais
consomem adubos químicos, mas a planta também costuma dar bons resultados
quando adubada apenas com esterco, em terrenos com pH entre 6 e 6,5.
Principais Grupos
Os tomates podem ser
divididos em diversos grupos, de acordo com seu formato e sua finalidade de
uso. Os principais são:
Santa Cruz, tradicional na culinária, utilizado em saladas e molhos.
tem frutos mais arredondados, com peso médio de 70 a 110;
Caqui, utilizado em saladas e lanches, são frutos mais achatados, com
peso médio de 200 a 250g;
Saladete, utilizado em saladas, de formato redondo;
Italiano, utilizado principalmente para molhos, podendo ainda fazer
parte de saladas. Seu formato é oblongo, tipicamente alongado;
Cereja, utilizado como aperitivo, ou ainda em saladas. É um
"mini-tomate", com tamanho pequeno, redondo ou oblongo.
Holandês, s o
nome "tomate holandês" agrupam-se as variedades vendidas em cachos.
Plantadas no Brasil desde 1996, antes eram importadas da Holanda (daí o
nome), além da França, da Espanha e dos Estados Unidos. Os frutos têm de 40
g a 130 g, mas a maioria fica nos 90 g. Além dos vermelhos, mais comuns,
existem amarelos e laranjas. Colhidos maduros, são doces e perfumados. Na
cozinha, podem ser usados como todos os outros tomates - assados ou em
molhos e saladas - e também, pelo fato de ser tão bonito e doce, em saladas
de frutas (sem as sementes) e tortas doces (sem a pele).
Além de diferirem em seu formato, os tomates também podem ter variações em
sua coloração. Apesar de ser bem mais comum encontra-lo na coloração
vermelha, atualmente, novos tipos de tomate podem ser encontrados na cor
rosada, amarela e laranja. Os dois últimos são mais difíceis de serem
encontrados no Brasil.
No Brasil
As variedades comerciais mais
freqüentemente plantadas no Brasil classificam-se em três grupos:
santa-cruz, salada
ou caqui e cereja
São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo e Rio de Janeiro destacam-se entre os
grandes produtores internos das variedades mais tradicionais. A partir da
década de 1970, as lavouras do tomate rasteiro ou industrial, plantado sem
escoras e usado na produção de suco e massa, tomaram grande impulso também
em Goiás e no vale do rio São Francisco.
Na Gastronomia
Apesar de constantemente
associado à Itália e sua cozinha, dado seu largo uso na sua culinária, o
tomate já era consumido nas civilizações incas, maias e asteca, antes de ser
levado ao outro lado do mundo. Pertence a um extenso rol de alimentos da
América pré-colombiana desconhecidos do Velho Mundo antes das grandes
navegações, do qual fazem parte o milho, vários tipos de feijões, batatas,
frutas como abacate e o cacau, afora artigos de uso nativo que se
difundiram, como o chiclete (feito a partir da seiva de sapota ou sapoti) e
o tabaco.
Inicialmente o tomate era tido como venenoso pelos europeus e cultivado
apenas para efeitos ornamentais, supostamente por causa de sua conexão com
as mandrágoras, variedades de Solanáceas usadas em feitiçaria. Somente no
século 19 é que ele passou a ser consumido e cultivado em escala cada vez
maior, inicialmente na Itália, depois na França e na Espanha. A época em que
eles passaram a consumir o tomate não é clara, mas o que se sabe é que o
tomate ganhou popularidade quando os povos do sul da Europa declinaram sobre
esta suspeita. A partir deste momento, o tomate passou a ser um dos
principais ingredientes da culinária mediterrânica.
Se inicialmente havia a
suspeita de serem venenosos, tão logo foram descobertos pela gastronomia,
passaram a ser indispensáveis nas receitas da maioria das
civilizações. Alla bolognesa, à espanhola, à mexicana, à la marselhesa, alla
napolitana, alla parmigiana, à la orientale, à la niçoise, à portuguesa e à
la provençale são apenas algumas das infinitas receitas que adotaram o fruto
como ingrediente, uma lista que não para de se renovar.
A literatura culinária espanhola antiga (1599 - 1611) não registra o uso do
tomate. Na Itália, Antonio Latine escreveu, entre 1692 e 1694, o livro de
cozinha napolitana Lo Scalco alla Moderna, em que uma das suas
receitas recomendava levar ao fogo pedaços de tomate, sem pele ou sementes,
temperando com salsinha, cebola e alho picados, salpicados com sal e
pimenta, acrescidos de azeite e vinagre, para obter um molho de tomate "de
estilo espanhol". Em 1745, o livro do espanhol Juan Altamiras descrevia
duzentas receitas, dentre as quais treze tinham tomate em seus ingredientes.
Já na Inglaterra, a partir de 1750 se tem evidências de seu uso pelas
famílias judias, que já o consumiam, muito embora permanecesse suspeito ao
restante dos cidadãos até o século 19.
COMO COMPRAR
A maior oferta de
tomate, e os menores preços, você encontra no período de julho a outubro. No
mercado são encontrados vários tipos de tomate: Santa Cruz , Caqui, Cereja e
Saladinha. O tomate denominado longa vida tem maior conservação
pós-colheita. No mercado, tem a mesma aparência dos outros, mas quando bem
maduro e vermelho ele se mantém firme por mais tempo. Em alguns mercados
também se encontra tomate Cereja e do grupo Santa Cruz de cor amarela. A
cor, a firmeza e a sanidade são as características mais importantes na hora
da compra. Os frutos devem estar ‘‘de vez’’ (mudando de verde para maduro)
quando se pretende conservá-los em casa por mais tempo. Quando totalmente
vermelhos servem para consumo imediato ou para molho. Evite comprar os
frutos totalmente verdes (eles podem não amadurecer), com furos, com manchas
ou ferimentos. Ao escolher os frutos deve-se evitar apertá-los ou jogá-los
na banca para não estragá-los.
COMO CONSERVAR
Os tomates se conservam
bem fora da geladeira por poucos dias. Tomates vermelhos se estragam
rapidamente por isso, se não forem consumidos logo, devem ser colocados na
geladeira, na parte inferior, dentro de sacos de plástico perfurados.
Tomates ‘‘de vez’’ devem ser mantidos em ambiente natural até o completo
amadurecimento. O tomate cru (inteiro ou picado) não deve ser congelado.
Somente o molho de tomate pode receber este tratamento.
COMO CONSUMIR
O tomate pode ser
consumido em saladas, purês, molhos, doces, geléias ou sucos. Prefira
tomates maduros ou de vez, pois o tomate verde não tem valor nutritivo
adequado.
Os tomates tipo Caqui são mais indicados para salada. Para preparo de molho,
purê e geléia prefira os tomates Santa Cruz ou Saladinha que apresentam
maior rendimento. O tomate Cereja pode ser usado inteiro como aperitivo ou
em saladas.
Quando o tomate é consumido cru, principalmente com casca, é fundamental
higienizá-lo bem antes do consumo. Após lavagem em água corrente os frutos
são deixados de molho em água filtrada com água sanitária (1 colher de sopa
de água sanitária para 1 litro de água por 30 minutos).
Em seguida, devem ser enxaguados com água filtrada. Deixar os tomates de
molho na água com água sanitária ou com vinagre não elimina os resíduos de
pesticidas ou agrotóxicos mas elimina microorganismos que possam estar na
casca e causar doenças.
DICAS
Para facilitar a
retirada da pele ou casca do tomate, espete-o com um garfo e leve-o ao fogo.
Mantenha-o a certa distância para não queimá-lo e vá virando o fruto
lentamente até começar a soltar a casca.
* Se o tomate estiver mole, deixe-o de molho em água fria ou gelada por 15
minutos. Ele ficará mais firme e mais fácil de ser cortado.
Fontes: Enciclopédia
Britânica
Wikipéida
Embrapa
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