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FILHÓS DA BEIRA BAIXA

 

 

 

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FILHÓS DE FORMA

 

Feitos com uma massa mais liquefeita e com

o auxílio de uma forma especial de ferro com vários desenhos diferentes, o doce abaixo também é chamado de filhós.

 

 

 

Dona Alice Milord

 

 

 

Categoria: Sobremesa/Lanche
Tipo de Cozinha: Portuguesa
Rendimento:
12 pessoas

Tempo de Preparo: 180 minutos

+ 4 horas para levedar a massa
Grau de Dificuldade:
Fácil mas trabalhoso

 

 

 

FILHÓS

 

Filhós são um doce bem típico do receituário português, muito difundido por todo o país, principalmente nas regiões do Alentejo, Beira Baixa e Trás-os-montes. Simples e saborosas, cada família tem sua receita da iguaria, que passa de geração para geração. As filhós estão na memória afetiva dos portugueses de todos os cantos do mundo, pois estão associadas a diversas festas, sobretudo ao Natal.

 

O nome filhós é plural de filhó, palavra derivada do latim foliola, que significa pequena folha, imagem que, de fato, corresponde ao que o doce é: uma folha de massa frita, moldada de variadas formas – redondas, retangulares, triangulares ou do jeito que sua imaginação quiser.

 

Primas dos sonhos, das rabanadas e das azevias (pastéizinhos recheados com um purê de batata doce, grão-de-bico ou de feijão branco com amêndoas), os outros famosos fritos portugueses, as filhós são feitas, basicamente, de farinha de trigo e ovos, fritas em óleo vegetal (antigamente só azeite de oliva, mas, hoje, qualquer óleo vegetal) e cobertas com açúcar e canela polvilhados. Há muitas variantes da receita e as principais incluem abóbora e raspas e/ou suco de laranja.

 

O resultado é delicioso, ficando, mais ou menos, entre um pão e um biscoito. Normalmente preparadas nos dias que antecedem a ceia natalina, e em grande quantidade, pois se conservam muito saborosas durante vários dias, além de poderem ser congeladas, mantendo a sua forma e textura originais quando forem consumidas, as filhós são presença obrigatória numa mesa de Natal portuguesa.

 

Filhós de Joelho

 

As Filhós de Joelho, também conhecidas como Filhós da Beira Baixa, por serem típicas desta região de Portugal, devem o seu nome ao modo tradicional se estender a massa do doce usando o joelho como forma, o que resulta num doce redondo, cavado no centro e com os bordos volumosos e fofinhos. Para tanto, em dupla, sentavam as mulheres em bancos frente à lareira, uma com um pano branco sobre o colo que ia moldando cada filhó e a outra que os ia fritando numa panela com azeite fervente acomodado dentro da lareira. Por associação à forma original destes doces, qualquer filhós que fosse preparada com este formato, nas Beiras ou noutras regiões do país, passou a ser designada Filhós de Joelho.

 

A iguaria é, também, conhecida por diversos outros nomes, como filhóses (como plural do singular filhós), cascoréis, coscorões, velhoz, malassadas (nos Açores) ou, ou simplesmente, de fritos. Também, pelo nome de filhós, são conhecidas outras iguarias, tais como sonhos de abóbora, faturas e crepes.

 

Este doce é também muito popular em algumas regiões do nordeste brasileiro, sobretudo no período do Carnaval. Na região seridoense do estado do Rio Grande do Norte, é tradicional o preparo dos filhós no domingo de Carnaval.

 

 

 

Ingredientes

 

30gr de fermento biológico fresco

1 kg de farinha de trigo

10 ovos grandes (12 se forem pequenos)

250ml de azeite de oliva para a massa + um pouco para untar as mãos para abrir a massa

1/2 cálice de aguardente

2 colheres de café de sal

Açúcar cristal, ou refinado, e canela em pó o suficiente para polvilhar

 

 

Modo de Fazer

 

Preparando a Massa

  • Numa vasilha pequena e funda, desmanche o fermento biológico fresco num pouco de água morna (entre 35/37ºC, pois mais que isso as leveduras morrem) e deixe-o levedar por cerca de 10 minutos.
  • Numa bacia grande (ou outro utensílio que você use para preparar as massas), coloque a farinha de trigo e junte o sal.
  • Numa panela pequena, aqueça o azeite de oliva até que comece a ameaçar fervura (tem que estar bem quente).
  • Retire a panela do fogo e escalde a farinha com ele, vertendo-o lentamente enquanto vai mexendo toda a farinha com um garfo ou colher grandes, para misturar tudo muito bem.
  • Em seguida, com as mãos, esfarele bem a farinha para que não fiquem grumos.
  • Junte à mistura o fermento levedado, que a esta altura já dobrou de volume, os ovos um a um, a aguardente e siga amassando tudo com as mãos até obter uma massa lisa e macia.
  • Cubra a bacia com a massa com uma toalha e deixe levedar por cerca de três a quatro horas em lugar quente, longe das correntes de ar.
  • Quando a massa dobrar de tamanho, estará pronta para ser usada nos filhoses.

Abrindo e fritando as Filhós

  • Leve ao fogo uma frigideira ou panela grande, com bastante óleo para que as filhós possam flutuar durante a fritura.

  • Coloque um pouquinho de azeite num recipiente pequeno e mantenha-o perto de onde você vai abrir as filhós.

  • Com as mãos untadas nesse azeite, retire pequenas bolas da massa (do tamanho de um ovo mais ou menos) e estique-as nas mãos mesmo, formando um círculo o mais fino possível.

  • Feito o círculo de massa, há quem cuide para que o mesmo não tenha nenhum buraco e os que fazem buracos com a ponta dos dedos no centro da massa. De fato, isso não muda o resultado final, é só uma questão de gosto e/ou costume.

  • Cuide para evitar fazer buracos no meio da massa (é nessa hora que se usava o joelho como molde, o que, é de fato, uma boa solução).

  • Vá esticando as filhós e fritando-as, mergulhando uma a uma no óleo fervente (mas não demasiadamente quente).

  • Utilize os dedos das duas mãos para levar a massa estendida até o óleo quente.

  • Com duas colheres de pau de cabo longo, force as filhós a mergulharem totalmente no óleo por alguns segundos, isso ajuda a ficarem num formato que lembra uma flor. 

  • Utilize os talheres,também, para não permitir que as peças se enrolem, moldando-as o mais retas possível.

  • Deixe que as filhós dourem dos dois lados e escorra-as em papel absorvente.

  • Para finalizar, polvilhe-as ainda quentes com açúcar misturado com canela.

 

Variações para montar as Filhós

 

Outra forma tradicional de montar as filhós é esticar a massa com um rolo numa espessura fina, cortá-la em retângulos dentro dos quais se faz dois cortes paralelos, como você pode ver na imagem ao lado.

 

Uma idéia interessante é cortar suas filhós com formas para biscoito, como as estrelinhas da coluna ao lado.

 

 

Variações para a cobertura

 

Se preferir, ao invés de polvilhar as filhós com açúcar e canela, você poderá regá-las com uma calda de açúcar ou de mel. Para tanto, utilize as seguintes receitas de calda:

 

Calda de Açúcar

Ingredientes

300gr de açúcar

100ml de água

Casca fininha de uma larang

 

Calda de Mel

Ingredientes

300gr de mel

300ml de água

1 pau de canela

1 casquinha de limão

 

Modo de Preparo das duas caldas:

 

Ferva todos os ingredientes até engrossar um pouco a calda (cerca de 5 minutos) e utilize.

 

 

DICAS:
- Se quiser as filhós puras, sem cobertura nenhuma (nem polvilhadas com açúcar e canela ou sem calda, acrescente um pouco de açúcar na receita da massa, na quantidade que for mais compatível com o seu gosto, mais ou menos doce (uma ou duas xícaras de chá por exemplo).
 - Para não deixar queimar o óleo enquanto fritam suas filhós, os portugueses costumam colocar  uma batata inteira ou um pedaço de pão.

 

 

 

TRADIÇÃO AO PÉ DA LAREIRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Saiba mais sobre:
Açúcar
Ovo
Ceia de Natal em Portugal
   
   

 

Para saber onde comprar os ingredientes dessa receita, clique aqui.

 

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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

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