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Mapa com as rotas percorridas pelos vikings

 

(A) Noruega, (B) Dinamarca, (C) Suécia, (D) Ilhas Britânicas, (E) França, (F) Itália, (G) Rússia,

(H) Ilhas Shetland, (I) Ilhas Faroe, (J) Islândia, (K) Groenlândia, e Vinland (L).

 

No final do oitavo século d.C.,  vindos do mar distante, de onde hoje chamamos  Noruega (A), Dinamarca (B), e Suécia (C), os Vikings empreenderam uma série de viagens audazes, comerciando, colonizando e também, muitas vezes, pilhando. Durante mais de 250 anos, foram se estabelecendo pela Europa - das Ilhas Britânicas (D) e da França (E) à Itália (F) e Rússia (G). Os vikings noruegueses, em especial, foram os primeiros europeus a descobrirem uma passagem para a América do Norte através do Atlântico. Foram por etapas, assentando bases por onde passavam -  Ilhas de Shetland (h), Ilhas de Faroe (I), Islândia (J), Groenlândia (K), e - por apenas alguns anos - o lugar que chamaram de "Terra das Vinhas" (L).

 

Em branco as rotas dos Vikings Noruegueses, rumo ao oceano Atlântico, ilhas Britânicas e Normandia.
Em laranja as rotas dos Vikings Dinamarqueses, rumo ao sul a Inglaterra, Normandia e Mediterrâneo.
Em vermelho as rotas dos suecos, também conhecidos como Varegues. Eles chegaram a Constantinopla e

fundaram o primeiro Reino da Rússia (com capital em Kiev), além de dominarem a Finlândia.

 

 

 

Drakkars e Knorrs

As temíveis naus vikings

 

No início da Idade Média, noruegueses e dinamarqueses desenvolveram  um tipo de embarcação que só veio a ser superada cerca de seiscentos anos mais tarde pelos portugueses, com a invenção das Caravelas e Naus.


As embarcações vikings eram de dois tipos básicos: as de transporte e comércio; e as de guerra. Ambas tinham em comum o fato de serem longas, estreitas e com quilhas (parte de baixo do navio) que penetravam muito pouco na água, o que permitia navegar com estabilidade tanto no mar profundo, quanto em rios rasos, podendo chegar até a praia para que os guerreiros descessem e atacassem o lugar.

 

A diferença entre elas era que as embarcações destinadas à guerra, as chamadas drakkars, eram menores e mais estreitas que as mercantes e de transporte, chamadas knorrs -  destinadas ao transporte de produtos, algumas vezes levavam até gado, além de transportarem as pessoas comuns que se mudavam para alguma das colônias recém estabelecidas.


Tantos as drakkars quanto as knorrs eram enfeitadas com cabeças de dragões ou serpentes em suas proas e com velas listradas (ou xadrezes) em misturas de verde, vermelho ou azul com branco. Nas drakkars, cada homem ia sentado em cima de um pacote contendo suas armas e armadura, e esse pacote lhe servia de banco. Cada um, também, tinha um remo, e o último homem era o encarregado do leme, que dava direção ao navio. Quando o navio estava para chegar ao local planejado, os homens desfaziam seus pacotes e se preparavam para o ataque. Cada drakkar transportava em média quarenta guerreiros; uma knorr transportava muito mais pessoas ainda. Foi graças as drakkars e as knorrs que os Vikings conseguiram colonizar grande parte das ilhas Britânicas, assaltar a Europa e descobrir a Islândia, a Groenlândia e a América.

 

Os barcos eram tão importantes na cultura nórdica que serviam de urna funerária para os grandes chefes. Graças a esse costume, que ajudou a preservar várias embarcações enterradas no solo fofo da Escandinávia, hoje se conhece bastante bem as técnicas de construção deles.

 

Solfar Sun - Escultura do artista Jon Gunnar Arnason

reproduz estrutura dos antigos navios vikings, as drakars - Reykjavik - Islândia

 

Drakkars original - Museu do Navio Viking, em Bygdö arredores de Oslo
 

 

 

 

A supremacia das embarcações vikings não estava somente na estabilidade na água, mas também na utilização combinada de remos e velas. Os navios geralmente navegavam com o vento através de velas (foram os primeiros navios da História a usarem o vento como principal fonte de movimento), só utilizavam os remos quando não havia vento.

 

 

 

 

 

 

 

Igreja de Madeira de Borgund - Borgund stave church

 

 

 

 

Igreja católica, do final do século 12 (construída entre 1180-81) com arquitetura viking, totalmente construída em madeira de carvalho. Segundo os esotéricos, seus sete telhados representam as sete escadas que ascendem aos céus. Esteve em atividade por mais de 700 anos. O edifício é original, não tendo sofrido nenhuma reforma substancial até hoje. Fica localizado em Borgund, no Vale de Laerdal, Condado de Sogn og Fjordane. Declarada Patrimônio Cultural da Humanidade, é um dos cartões postais da Noruega.

 

 

Tapeçaria de Bayeux

 

 

A Tapeçaria de Bayeux é uma obra bordada em linho entre 1070-1080, sob a encomenda do bispo Odo de Bayeux (1030-1097 d.C.), meio-irmão de Guilherme, o Conquistador. Sua autoria não é definida. Uma lenda atribui seu bordado a Matilde de Flandres e suas aias; há quem afirme que a Tapeçaria foi executada em Canterbury, com base em desenhos de um artista associado à abadia de Santo Agostinho; por fim, é também possível que o bordado tenha sido feito por religiosas da abadia de Barking (Essex), sob a direção da abadessa Elfgiva.

Seja de quem for a autoria, o fato é que a Tapeçaria de Bayeux, com seus 69 metros de comprimento, cerca de 50 cm de largura e 58 cenas, narra a história da conquista normanda da Inglaterra em 1066 (sob o ponto de vista normando), e representa magnificamente muitas cenas da vida cotidiana nobre do final do século 11, além da derrota anglo-saxã das forças de Haroldo II, rei da Inglaterra (1066) na batalha de Hastings.

Abaixo, pode-se observar a primeira cena da Tapeçaria, com um breve comentário sobre os personagens representados e o seu significado - a primeira frase, em negrito, é a tradução do texto em latim bordado no tapete, texto localizado sempre acima das cenas.

 

Cena 1


 

Rei Eduardo. O chefe inglês Haroldo e seus milites para Bosham

O ano é 1064. No Palácio Real de Westminster, o rei Eduardo, o Confessor (1042-1066) em seu trono, no interior do palácio, com a coroa e o cetro em sua mão direita, recebe dois personagens, um deles Haroldo, sobrinho de sua esposa Edith, conde de Wessex e futuro rei (1066) (cena à esquerda). À direita, Haroldo, à frente de seus cinco milites, segurando um falcão e tendo à frente seus cães, se dirige para Bosham, em Sussex, terra de sua família. Nas linhas acima e abaixo da cena principal, há motivos fantásticos: quase sempre são animais, reais e imaginários, que compõem o espaço da narrativa principal.


 

Mapa da Noruega

 

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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.