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HISTÓRIA DO BRASIL

 

 

Ditadura militAR (1964-1985)


Num período de 21 anos, desde a deposição de Goulart, em 1964, até 1985, sucederam-se no poder cinco governos militares, todos empossados sem eleição popular. Para dar um mínimo de aparência de legalidade, os "candidatos" submetiam-se à aprovação do Congresso, num jogo de resultados prévia e seguramente conhecidos. No entanto, ao tratar de evitar a ruptura completa com os fundamentos constitucionais da democracia representativa, os militares mantiveram a periodicidade dos mandatos e a exigência de um mínimo de legitimidade, por meio das eleições indiretas para a presidência e vice-presidência da república e, posteriormente, para os governos estaduais e principais prefeituras. Mantiveram as casas legislativas e os calendários eleitorais, embora sujeitos a manipulações e restrições, e o alistamento eleitoral, que entre 1960 e meados da década de 1990, registrou um aumento superior a 500%.


Governo Castelo Branco

 

O primeiro presidente do governo militar foi o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, que governou até 1967, num regime de absoluta austeridade. O sistema partidário foi reorganizado em dois partidos: a Aliança Renovadora Nacional (Arena), governista, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de oposição. Nada mais artificial que esse esquema político, na verdade necessário apenas para coonestar o regime militar. O governo exercia-se na prática por meio dos atos institucionais, que foram sendo editados de acordo com as necessidades do momento: o nº 1 suspendeu parcialmente a constituição de 1946 e facultou a cassação de mandatos parlamentares e a suspensão de direitos políticos; o nº 2 renovou esses poderes e extinguiu os partidos políticos do passado; o nº 3, de 5 de fevereiro de 1966, determinou a eleição indireta do presidente e vice-presidente da república. Em janeiro de 1967 o Congresso aprovou uma constituição previamente preparada pelo executivo e não submetida a discussão.


Apesar do apoio militar maciço e de muitas das lideranças civis, Castelo Branco indispôs-se com três governadores que haviam conspirado a favor do golpe militar, na esperança de chegar à presidência, e que se viram frustrados com a prorrogação do seu mandato, de 31 de janeiro de 1966 para 15 de março de 1967. Foram eles o governador do estado da Guanabara, Carlos Lacerda, que teve os direitos políticos cassados, o governador de Minas Gerais, José de Magalhães Pinto, e o governador de São Paulo, Ademar de Barros, que além dos direitos políticos suspensos, teve o mandato cassado.
Outro fator de irritação foi a decisão de realizar, com base na nova lei eleitoral, eleição direta para governador em dez estados, dentre os quais a Guanabara, onde venceu Francisco Negrão de Lima, e Minas Gerais, que elegeu Israel Pinheiro, ambos candidatos de oposição. O presidente Castelo Branco empreendeu também, por meio do seu ministro do Planejamento, Roberto Campos, a renovação do sistema tributário. Algumas conquistas dos trabalhadores oriundas do período Vargas, como a estabilidade do trabalhador, foram alteradas, por serem consideradas paternalistas e antieconômicas.


Governo Costa e Silva

 

O general Artur da Costa e Silva assumiu o governo em 15 de março de 1967, mas teve de deixá-lo em 31 de agosto de 1969, acometido de grave doença. Em seu curto governo, Costa e Silva tratou de consolidar a ordem constitucional, dando cumprimento à carta de 1967, outorgada no momento de sua posse. Seu ministro da Fazenda, Antônio Delfim Neto, executou uma política de dinamização da economia, com concessão de créditos e melhoria geral dos níveis salariais. Em seu governo foi adotado também o plano nacional de comunicações, base da modernização do sistema brasileiro de comunicações. No campo dos transportes, intensificou-se a opção pelas rodovias, embora tenham-se iniciado alguns estudos com vistas ao aproveitamento das vias fluviais. Foram também iniciados os estudos para a construção da ponte Rio-Niterói.


Com Costa e Silva, o Exército passou a controlar mais diretamente o aparelho de estado, que sofrera no governo anterior um processo de modernização burocrática e centralização administrativa. Ante as pressões oposicionistas, o início da resistência armada, a reativação do movimento estudantil e o surgimento de greves (numa mobilização das forças populares que durou todo o ano de 1968), agiu novamente a oposição interna ao regime, o que resultou na crise militar de dezembro daquele ano, quando o Congresso recusou o pedido de licença, feito pelo governo, para processar o deputado Márcio Moreira Alves (MDB-RJ), que, em discurso, concitara o país a não participar das comemorações pela independência, o que foi interpretado como um ataque às forças armadas.


Seguiu-se a promulgação, em 13 de dezembro de 1968, do ato institucional nº 5, que pôs em recesso o Congresso e todas as assembléias legislativas estaduais e renovou por período indefinido os poderes de exceção do presidente (autorização para governar por decreto e, de novo, para cassar mandatos e suspender direitos políticos). Com o Congresso em recesso, Costa e Silva encomendou ao vice-presidente Pedro Aleixo a elaboração de uma emenda que permitisse reabrir o Congresso e voltar à normalidade.


Entretanto, antes que pudesse assiná-la, o presidente foi vítima de uma trombose cerebral e teve de ser afastado do governo. Imediatamente os ministros militares comunicaram a Pedro Aleixo que não lhe entregariam o governo. Foi então constituída uma junta militar, formada pelos ministros do Exército, general Aurélio de Lira Tavares, da Marinha, Augusto Hamann Rademaker Grünewald, e da Aeronáutica, Márcio de Sousa e Melo. A junta, em seu curto mandato, outorgou a emenda constitucional nº 1, na verdade um outro texto, que acentuou ainda mais o caráter ditatorial do regime: foi eliminada a soberania do júri e decretada a pena de morte em tempos de paz, nos casos de "guerra psicológica adversa, revolucionária ou subversiva". Pela emenda constitucional, o ato institucional nº 5 foi incorporado à constituição. Em 30 de outubro de 1969, a junta militar passou o poder ao general Emílio Garrastazu Médici, então comandante do Terceiro Exército, e que fora selecionado pelo alto comando do Exército e referendado pelo Congresso, especialmente reunido para esse fim.


Governo Médici

 

O governo do general Emílio Garrastazu Médici notabilizou-se por obras de grande porte, como as rodovias Transamazônica, Perimetral Norte e Santarém-Cuiabá, assim como a ponte Rio-Niterói, e concluiu um acordo para a construção da hidrelétrica de Itaipu e os pólos petroquímicos da Bahia e São Paulo. Foram os tempos do chamado "milagre brasileiro", comandado pelo ministro da Fazenda, Antônio Delfim Neto, quando o país alcançou taxas de crescimento superiores a dez por cento, e taxas inflacionárias de pouco mais de 14% ao ano. Somente com o passar dos anos se revelariam os custos do milagre: a inflação reprimida voltou a passos largos e os empréstimos externos, que haviam financiado o crescimento, implicaram taxas de juros elevadíssimas e a quase inadimplência do país.


No campo político, o governo Médici caracterizou-se por um combate cerrado aos movimentos de resistência armada ao regime, que criaram focos de guerrilha e promoveram assaltos a bancos e seqüestros de embaixadores. Entre 1969 e 1971 foram seqüestrados e trocados por presos políticos os embaixadores dos Estados Unidos, Alemanha e Suíça. A resposta do governo foi uma escalada da repressão, com uso da tortura como método usual de interrogatório. Em maio de 1972, o sistema de arbítrio foi reforçado com o estabelecimento de eleições indiretas para governadores e vice-governadores dos estados.


Governo Geisel

 

Com o general Ernesto Geisel, que governou de 1974 a 1979, foram tomadas as primeiras medidas de suavização do regime, entre elas a revogação do ato institucional nº 5. Pela primeira vez, no período militar, a oposição se fez ouvir, ao lançar como "anticandidato" o presidente do MDB, deputado Ulisses Guimarães. Empossado em plena crise mundial do petróleo, Geisel, que fora superintendente da refinaria Presidente Bernardes, membro do Conselho Nacional de Petróleo e presidente da Petrobrás, iniciou imediatamente a exploração da plataforma submarina, que a médio e longo prazo mostrou excelentes resultados. Instituiu também os "contratos de risco", que permitiram a associação com empresas estrangeiras, dotadas de capital e know-how, para explorar petróleo.


O aumento da receita em divisas, com as exportações de café e soja e o sucesso dos manufaturados brasileiros no exterior, aliviaram os problemas econômicos do país no governo Geisel. Contudo, já não era mais possível sustentar a mística de crescimento acelerado. Na frente política, o sucesso do MDB nas eleições de 1974, que elegeu 16 senadores e 160 deputados federais, de um total de 364, e obteve maioria nas assembléias legislativas de cinco estados, entre eles São Paulo e Rio de Janeiro, levou o governo a um certo retrocesso na prometida abertura política. Foi instituído o mandato presidencial de seis anos e a nomeação de um terço do Senado -- os chamados senadores "biônicos" -- pelo mesmo colégio eleitoral encarregado de escolher os governadores. Mas foram revogadas as penas de morte e banimento, eliminada a censura prévia à imprensa e extinta a todo-poderosa Comissão Geral de Investigações (CGI), que podia confiscar bens após processo sumário. O principal formulador das políticas do governo Geisel foi o general Golbery do Couto e Silva, chefe do gabinete civil. Com essa abertura, denominada pelo próprio Geisel de "lenta, segura e gradual", foi possível encaminhar a sucessão.


Governo Figueiredo

 

O último presidente militar foi o general João Batista Figueiredo, eleito tranqüilamente contra a chapa que, apresentada pelo MDB, tinha como candidato o general Euler Bentes. Na posse, o novo presidente jurou "fazer deste país uma democracia", e realmente continuou o processo de abertura política e redemocratização. Seu primeiro ato foi a anistia política, que permitiu a volta ao país de alguns exilados de peso, como Leonel Brizola, Luís Carlos Prestes e Miguel Arraes. Veio depois a reforma partidária, que encerrou o bipartidarismo vigente. A Arena transformou-se em Partido Democrático Social (PDS) e o MDB, obrigado a mudar de sigla, optou por Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). A sigla do PTB, Partido Trabalhista Brasileiro, foi dada à deputada Ivete Vargas, sob protesto de Brizola, que fundou então o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Tancredo Neves e Magalhães Pinto criaram o Partido Popular (PP). E Luís Inácio Lula da Silva, líder sindical dos metalúrgicos do ABC paulista, fundou o Partido dos Trabalhadores (PT). O principal interlocutor e arquiteto da abertura no governo Figueiredo foi seu ministro da Justiça, Petrônio Portela.


Figueiredo teve de suportar o inconformismo dos extremos: a extrema-direita provocou vários atentados terroristas, o mais grave dos quais ocorreu em 1981, no Riocentro, centro de exposições no Rio de Janeiro, onde se realizava um show comemorativo do dia do Trabalho. No atentado morreu um sargento e saiu ferido um capitão, que, segundo a versão oficial, estavam em missão de informações. O inquérito instaurado, como era previsto, nada apurou, e o general Golbery pediu demissão em sinal de protesto.


A esquerda procurou pressionar o projeto de anistia, a fim de que os militares acusados de tortura e morte continuassem passíveis de processo e punição. Estabeleceu-se, entretanto, um consenso político, aceito pela opinião pública, segundo o qual a anistia deveria abranger a todos indistintamente, de vez que os excessos haviam sido cometidos em ambas as frentes. De setembro a novembro de 1981, Figueiredo teve de submeter-se a uma cirurgia cardíaca nos Estados Unidos, e foi substituído temporariamente pelo vice-presidente Aureliano Chaves, primeiro civil a ocupar a presidência da república desde 1964.


No pleito de novembro de 1982 Franco Montoro, Leonel Brizola e Tancredo Neves, todos de oposição, foram eleitos governadores, respectivamente, de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O governo Figueiredo assimilou a derrota e garantiu a posse dos eleitos. Todavia, sofreu grande desgaste com a denúncia de escândalos financeiros, como os casos Capemi, Coroa-Brastel e Delfin, que representaram grandes prejuízos aos cofres públicos, devido aos financiamentos sem garantias e a omissões de fiscalização. Além disso, o temperamento explosivo do presidente criou vários incidentes, que se somaram para desgastar sua imagem, embora ele conduzisse com energia e coerência o processo de abertura.


Ao encerrar-se o governo Figueiredo, e com ele o período de 21 anos de regime militar, o país encontrava-se em situação econômica e financeira das mais graves. A dívida externa alcançara tetos astronômicos, por força dos juros exorbitantes. Emissões sucessivas destinadas a cobrir os déficits do Tesouro aumentaram assustadoramente a dívida interna. Em março de 1985, a taxa de inflação chegou a 234% anuais. No entanto, há pontos a creditar aos governos militares, como a redinamização da economia, que alcançou altos níveis de crescimento, a modernização do país, principalmente na área dos transportes e comunicações, o incremento das exportações, e a política energética, sobretudo a criação do Proálcool e o aumento dos investimentos na prospecção petrolífera, como resposta à crise mundial de petróleo de 1973. Os resultados negativos foram a excessiva concentração de renda, o aumento vertiginoso da dívida externa, o decréscimo substancial do nível do salário real, o excessivo estatismo, a censura absoluta aos meios de comunicação e a falta de representatividade do governo. A tecnoburocracia, encastelada em Brasília, dirigiu a economia do país sem nenhuma consulta aos setores envolvidos, muitas vezes com resultados desastrosos.


No campo da política externa, o Brasil havia adotado, a partir do governo Geisel, uma atitude mais crítica em relação às potências ocidentais. A política do "pragmatismo responsável", posta em vigor pelo chanceler Antônio Francisco Azeredo da Silveira, significou na prática uma revisão do alinhamento automático e uma aproximação com os países do Terceiro Mundo. Em 1975 foram estabelecidas relações diplomáticas com a China, rompidas em 1964, e o Brasil votou na ONU a favor de uma resolução que condenava o sionismo como forma de racismo e discriminação racial, contra o voto das potências ocidentais.


No governo Figueiredo, a política externa foi entregue ao chanceler Ramiro Saraiva Guerreiro, que continuou a defender o princípio da não-intervenção e da autodeterminação dos povos. Durante a guerra das Malvinas, em 1982, o Brasil, que voltara a harmonizar suas relações com a Argentina, abaladas desde o projeto da hidrelétrica de Itaipu, manteve o apoio às pretensões argentinas de soberania sobre as ilhas. O restabelecimento da liberdade de imprensa e dos direitos políticos, a anistia e outras medidas de abertura política melhoraram sensivelmente a imagem externa do país.
Normalização institucional


Transição

 

No final de 1983 iniciou-se o movimento pelas eleições diretas para presidente da república, conhecido como campanha das "diretas já". No decorrer de 1984 a campanha mobilizou milhões de pessoas, em gigantescos comícios e passeatas em todo o Brasil. Mesmo assim, a emenda constitucional nesse sentido, apresentada pelo deputado Dante de Oliveira, do PMDB de Mato Grosso, não foi aprovada por falta de quórum. No dia da votação, o governo decretou o estado de emergência no Distrito Federal e em dez municípios de Goiás, inclusive Goiânia, e impediu a pressão dos manifestantes. Em junho de 1984, o senador José Sarney renunciou à presidência do PDS e formou a Frente Liberal, que apoiou a candidatura de Tancredo Neves à presidência. Em agosto, a Frente Liberal e o PMDB uniram-se e Sarney foi escolhido como candidato a vice-presidente. Avolumaram-se as adesões à Frente, que depois transformou-se em Partido da Frente Liberal (PFL). No final do ano, o Colégio Eleitoral -- composto pelos membros do Congresso Nacional e por representantes das assembléias legislativas estaduais -- elegeu a chapa Tancredo Neves-José Sarney, contra Paulo Maluf.


O presidente eleito empreendeu uma viagem a vários países e ao voltar dedicou-se à organização do seu governo. Entretanto, na véspera da data marcada para sua posse, Tancredo foi internado num hospital de Brasília, para uma cirurgia. Em seu lugar, tomou posse, interinamente, o vice José Sarney. Depois de prolongada agonia, Tancredo veio a falecer em São Paulo, em 21 de abril de 1985, e um sentimento geral de frustração tomou conta do País. Todas as expectativas concentraram-se então em implementar o plano de governo por ele anunciado. Em linhas gerais, o seu plano condenava qualquer atitude revanchista, pregava a união nacional, a normalização institucional em moldes democráticos e a retomada do desenvolvimento.

 

 

 

 

A Guerrilha do Araguaia (1972-1975), um dos períodos mais obscuros da História contemporânea do Brasil, foi o maior movimento armado contra a ditadura militar, promovido pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B), que, à época, estava na ilegalidade.

Um grupo de 98 guerrilheiros - 78 jovens vindos das metrópoles e 20 camponeses recrutados no Araguaia - enfrentou o Exército durante três anos na floresta amazônica, na região entre os Estados do Pará e Tocantins. Desse total, 68 foram mortos, incluindo um "justiçado" pelos próprios colegas. Outros 11 militares morreram em conflitos ou por "fogo amigo".

O Exército deslocou um efetivo de aproximadamente 5 mil homens, na maior mobilização militar no País desde a Segunda Guerra Mundial, em três campanhas. Somente a última campanha obteve sucesso, com a ajuda de mateiros da região e militares infiltrados entre os moradores.

Tudo isso, no entanto, ocorreu sem que a população brasileira soubesse de nada. Os veículos de comunicação estavam sob censura do regime militar e não podiam relatar a guerra que acontecia no meio da selva amazônica.

Com o fim da guerrilha, os militares firmaram um pacto de silêncio e os documentos referentes às ações foram mantidos, desde então, em sigilo, deixando as famílias sem saber em que condições os militantes foram mortos e onde os corpos foram enterrados.

 

 

 

 

DITADURA NUNCA MAIS!!!!

 

 

Ex presidente João Gourlart morre de forma suspeita em sua fazenda no Uruguai, em 06 de dezembro de 1976. Os militares querem impedir que seja enterrado no Brasil, mas a pressão popular faz com que acabem cedendo.

 

Jango foi sepultado em São Borja, no Rio Grande do Sul. Trinta mil pessoas aproximadamente acompanhavam o cortejo fúnebre ao longo dos dois quilômetros que separavam a Igreja de São Borja do cemitério. O povo perdeu o medo e gritava, a uma só voz: "Liberdade, Liberdade". Ou então: "Anistia, Anistia". Quando o caixão baixou à sepultura, as pessoas ainda repetiam as palavras-de-ordem, acompanhadas sempre do nome dele: "Jango, Jango", como era mais conhecido do povo, ou "Presidente, Presidente".

 

 

Atentado do Riocentro - frustrado ataque à bomba que seria perpetrado no Pavilhão Riocentro, no Rio de Janeiro, na noite de 30 de abril de 1981, quando ali se realizava um show comemorativo do Dia do Trabalhador.

As bombas seriam plantadas pelo sargento Guilherme Pereira do Rosário e pelo então capitão Wilson Dias Machado, hoje coronel, atuando como educador no Colégio Militar de Brasília. Por volta das 21h00, com o evento já em andamento, uma das bombas explodiu dentro do carro onde estavam os dois militares, no estacionamento do Riocentro. O artefato, que seria instalada no edifício, explodiu antes da hora, matando o sargento e ferindo gravemente o capitão Machado.

 

 

 

 

 

 

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Marechal Castelo Branco o primeiro presidente  militar.

 

Na tarde de 28 de março de 1968, policiais militares foram chamados para reprimir um protesto de estudantes perto do aeroporto Santos Dumont. Os manifestantes reagiram com pedradas. No meio da confusão generalizada, o estudante Edson Luiz de Lima Souto, de 16 anos, foi morto com um tiro no peito, disparado por um dos policiais que agiam contra os manifestantes.

 

No dia 4 de abril de 1968, depois de uma missa em memória do estudante morto, foi organizada a chamada passeata dos Cem Mil, liderada por personalidades como Chico Buarque, Tonia Carrero e Clarice Lispector.

 

Deputado Márcio Moreira Alves em seu discurso, de 2 de setembro de 1968, que serviu de pretexto para os militares decretarem o AI 5 e institucionalizassem de vez a ditadura no País.

 


O AI-5 (Ato Institucional número 5) foi o quinto decreto emitido pelo governo militar brasileiro (1964-1985). É considerado o mais duro golpe na democracia e deu poderes quase absolutos à ditadura. Redigido pelo ministro da Justiça Luís Antônio da Gama e Silva, o AI-5 entrou em vigor em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do então presidente Artur da Costa e Silva.

Além de fechar o congresso e cassar o mandato de todos os parlamentares do Brasil, além de suspender as garantias constitucionais de todo um povo, o AI-5 patrocinou o confisco de bens de cidadãos e empresas, enriquecendo muita gente ao bel-prazer da ditadura militar.

 

Rodovia Transamazônica: faraônico projeto dos militares que ficou famoso por ligar o nada a lugar nenhum

 

Jornalista Wladimir Herzog torturado e morto, em outubro de 1975, nos porões do DOI-Codi, em São Paulo.

 

Manuel Fiel Filho, operário torturado e morto, no início de 1976, também por policiais do DOI-Codi paulista.

 

Em 09 agosto de 1976, acidente até hoje suspeito, na Via Dutra, mata o ex presidente JK.

 

Passeata no Rio de Janeiro, em agosto de 1979, pede anistia aos presos e exilados políticos. A lei foi fruto do pacto que iniciou o processo de abertura política

 

João Batista Figueiredo, o último general da ditadura a presidir o país, assina a lei de anistia em 28 de agosto de 1979.

 

Dr. Leonel de Moura Brizola volta do exílio em 06 de setembro de 1979

 

O, hoje, deputado Fernando Gabeira volta do exílio no final de 1979.

 

A partir de 1983, o movimento das Diretas-Já, pelo restabelecimento do voto popular para a eleição do presidente da República, levou milhões de pessoas às ruas das principais capitais brasileiras.

 

O, então, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, Luis Inácio Lula da Silva, discursa num comício pelas Diretas-Já, ao lado de Franco Montoro.

 

A eleição indireta de Tancredo Neves para a Presidência da República, em 15 de janeiro de 1985, marca o fim da ditadura militar. No colégio eleitoral ele derrotou Paulo Maluf, o candidato dos militares,  por 480 votos contra 180.

 

 

 

 

 

 

Fontes: Enciclopédia Britânica

Infoescola

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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

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