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LÍNGUA

 


A língua é o meio básico de organização da experiência e do conhecimento humanos. Quando falamos em língua, falamos também da Cultura e da História de um povo. Por meio da língua, podemos conhecer todo um universo cultural, ou seja, o conjunto de respostas que um povo dá às experiências por ele vividas e aos desafios que encontra ao longo do tempo.

Há várias maneiras de se classificar as línguas. Os lingüistas atuais consideram como mais apropriada a classificação do tipo genético. Eles só recorrem a outros tipos de classificação quando não há dados suficientes para realizar a classificação por meio do critério genético.

Na classificação genética, reúnem-se numa mesma classe as línguas que tenham tido origem comum numa outra língua mais antiga, já extinta. Desta forma, as línguas faladas pelos diversos povos da Terra são agrupadas em famílias lingüísticas, e estas famílias são reunidas em troncos lingüísticos, sempre buscando a origem comum numa língua anterior.

A formação da língua dos brasileiros

 

O português é a língua oficial do Brasil, de prosódia muito diferente da língua falada em Portugal e nos países africanos (prosódia - parte da gramática tradicional que se dedica às características da emissão dos sons da fala, como o acento e a entoação). De todas as dialetações do português, nenhuma chegou ao grau de importância e de desenvolvimento da língua falada no Brasil, seja pelo número de falantes que abrange, seja pela importância de sua literatura, seja pela difusão de que goza com a exportação de programas televisivos para outros países de língua portuguesa, notadamente Portugal. A morfologia permanece a mesma; a sintaxe apresenta vários tipos de concordância, regência e colocação que ora são diferentes dos usados pelos portugueses, ora reproduzem os da língua arcaica, que entrou no Brasil com a colonização. Mas a diferenciação em relação à língua-mãe é ainda maior na fonética, na semântica e na extensão do vocabulário, de tal forma que há quem defenda a existência de uma língua brasileira.


Língua geral, sistematizada pelos jesuítas, o tupi foi falado até o século 19 por todas as tribos do litoral brasileiro. Durante muito tempo foi empregado para comunicação entre índios, mestiços, negros e portugueses, no norte do Brasil. O vocabulário do português falado no Brasil conta com muitos termos do tupi-guarani, sobretudo nomes geográficos -- Pernambuco, Sergipe, Niterói, Curitiba, Ubatuba, Cuiabá -- e adjetivos pátrios -- carioca, capixaba, potiguar, tabajara. É grande também a presença do tupi nos nomes de plantas e animais -- jacarandá, abacaxi, samambaia, peroba, pitanga, tamanduá, caititu, gambá, taturana.


O elemento africano trouxe muito mais contribuições ao léxico que à fonética. Os escravos africanos da segunda geração já pouco ou nada conheciam da língua dos pais e os da terceira já se encontravam totalmente assimilados. Além disso, a massa de escravos trazida para o Brasil dividia-se em diversos falares nativos, que não puderam ter persistência devido à brusca interrupção do contato com suas fontes. Some-se a isso que os falares africanos pertenciam a um outro tipo lingüístico, sem nenhuma afinidade com o português. Os principais foram o nagô, ou ioruba, do grupo sudanês, que irradiou-se a partir da Bahia; e o quimbundo, do grupo banto, que prevaleceu em Pernambuco e outros Estados do Nordeste, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. O primeiro deixou contribuições bem visíveis no falar regional baiano; o segundo, falado por uma população muito maior de escravos, teve maior influência na formação do vocabulário. Os termos de procedência africana designam nomes geográficos, como Carangola, Caxambu, Bangu, Cachimbo; alimentos, como acarajé, angu, munguzá, vatapá, cachaça; animais, como caxinguelê, maribondo, camundongo; vegetais, como inhame, diamba, mulungu, dendê; objetos, como carimbo, tanga, miçanga; lugares de habitação, como senzala, mocambo, cafua; e verbos como cochilar, batucar, xingar.


Existem ainda contribuições, mais ou menos valiosas, provenientes de outros povos ameríndios, que, se não atingiram a língua em seus vários aspectos, concorreram para o enriquecimento do vocabulário. As principais foram: o caribe -- pela Venezuela, Guiana e Antilhas -- em vocábulos como colibri, piroga, caimã; o taíno, pelo Haiti, com cacique, batata, tubarão, tabaco, furacão, canoa, canibal, savana; o náuatle, pelo México, com jalapa, cacau, chocolate, tomate, asteca, abacate, sapoti, coiote; o mapuche, pelo Chile, com poncho, araucária; e o quíchua, pelo Peru, com alpaca, condor, chácara, charque, mate, guano, guasca, lhama, pampa, puma, quina, vicunha.


A acrescentação neológica e a contribuição dos estrangeirismos também foram fundamentais na formação da língua falada pelos brasileiros. No século 19, a influência predominante foi do francês, principalmente no vestuário e na cozinha. A partir da segunda metade do século 20, a língua inglesa, através da influência americana, trouxe inúmeros vocábulos, ligados principalmente à tecnologia, aplicada aos mais diversos campos: marketing, merchandising, software, hardware, off-set, franchising, spray etc.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As línguas indígenas

Embora o português seja a língua oficial no Brasil, deve haver por volta de outras 200 línguas faladas regularmente por segmentos da população. Um exemplo são os descendentes de imigrantes italianos, japoneses etc., que em determinados contextos falam a língua materna.

Ainda hoje, muitos índios falam unicamente sua língua, desconhecendo o português. Outros tantos falam o português como sua segunda língua. O lingüista brasileiro Aryon Dall'Igna Rodrigues estabeleceu uma classificação das línguas indígenas faladas no Brasil, sendo esta a mais utilizada pela comunidade científica que se dedica aos estudos pertinentes às populações indígenas.

As línguas são agrupadas em famílias, classificadas como pertencentes aos troncos Tupi, Macro-Jê e Aruak. Há Famílias, entretanto, que não puderam ser identificadas como relacionadas a nenhum destes troncos. São elas: Karib, Pano, Maku, Yanoama, Mura, Tukano, Katukina, Txapakura, Nambikwara e Guaikuru.

Além disso, outras línguas não puderam ser classificadas pelos lingüistas dentro de nenhuma família, permanecendo não-classificadas ou isoladas, como a língua falada pelos Tükúna, a língua dos Trumái, a dos Irântxe etc.

Ainda existem as línguas que se subdividem em diferentes dialetos, como, por exemplo, os falados pelos Krikatí, Ramkokamekrá (Canela), Apinayé, Krahó, Gavião (do Pará), Pükobyê e Apaniekrá (Canela), que são, todos, dialetos diferentes da língua Timbira.

Há sociedades indígenas que, por viverem em contato com a sociedade brasileira há muito tempo, acabaram por perder sua língua original e por falar somente o português. De algumas dessas línguas não mais faladas ficaram registros de grupos de vocábulos e informações esparsas, que nem sempre permitem aos lingüistas suficiente conhecimento para classificá-las em alguma família. De algumas outras línguas, não ficaram nem resquícios.

Estima-se que cerca de 1.300 línguas indígenas diferentes eram faladas no Brasil há 500 anos. Hoje são 180, número que exclui aquelas faladas pelos índios isolados, uma vez que eles não estão em contato com a sociedade brasileira e suas línguas ainda não puderam ser estudadas e conhecidas.

Ressalte-se que o fato de duas sociedades indígenas falarem línguas pertencentes a uma mesma família não faz com que seus membros consigam entender-se mutuamente. Um exemplo disso se dá entre o português e o francês: ambas são línguas românicas ou neolatinas, mas os falantes das duas línguas não se entendem, apesar das muitas semelhanças lingüísticas existentes entre ambas.

É importante lembrar que o desaparecimento de tantas línguas representa uma enorme perda para a humanidade, pois cada uma delas expressa todo um universo cultural, uma vasta gama de conhecimentos, uma forma única de se encarar a vida e o mundo.

 


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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

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