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Em 1995, recebebdi do reitor da Universidade de Brasília, João Carlos Todorov, o título de Doutor Honoris Causa, ocasião em que seu nome foi dado ao Campus da Universidade que ele criou e tanto amou - a única filha que tive, como dizia ele.

Com o fardão de imortal da Academia Brasileira de Letras, para a qual foi eleito, em 1992, e ocupou a cadeira n° 11.

 

   
 

Povo Brasileiro

 

 

 

PROFESSOR DARCY RIBEIRO

O mestre do amor ao Brasil

 

 

 

"Fracassei em tudo o que tentei na vida.
Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui.
Tentei salvar os índios, não consegui.
Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.
Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei.
Mas os fracassos são minhas vitórias.
Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu"

 

Darcy Ribeiro

 

 

 

 

Darcy Ribeiro nasceu em 26 de outubro de 1922, no município de Montes Claros, Minas Gerais. Perdeu o pai muito cedo e sua mãe era professora primária. Em 1939, foi para Belo Horizonte, para estudar medicina. Lia muito e preferia assistir às aulas dos cursos da Faculdade de Filosofia e da Faculdade de Direito, acabando por ser reprovado duas vezes na Faculdade de Medicina. Em 1943, escreveu seu primeiro romance, Lapa Grande.

Um ano depois, Darcy Ribeiro matriculou-se na Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo, a convite do professor americano Donald Pierson. Em 1946, graduou-se em Sociologia, com especialização em Etnologia, sob a orientação do professor alemão Herbert Baldus. Comunista desde 1940, integrou-se rapidamente num grupo intelectual paulista, do qual faziam parte, entre outros, Caio Prado Júnior, Oswald de Andrade e Jorge Amado.

Em 1947, Darcy foi contratado para trabalhar na Seção de Estudos do Serviço de Proteção aos Índios (SPI). No ano seguinte, casa-se com Bertha Gleiser.

No SPI, fez diversas viagens de pesquisa de campo, dedicando-se a estudar os índios Kadiwéu e os Urubus-Kaapor, além de ter visitado aldeias dos Terena, Kaiwá e Ofaié-Xavante e de ter feito viagem de estudos ao Xingu. Em 1952, foi à Bolívia e ao Peru, detendo-se na observação dos povos Quíchua e Aimará. No mesmo ano, organizou o Museu do Índio, inaugurado oficialmente em abril de 1953.

Junto com o cineasta alemão Heinz Foerthmann, também funcionário do SPI, realizou o filme "Funeral Bororo", documentando o sepultamento de Cadete, cacique daquele povo, em 1953.

Em 1954, Darcy Ribeiro colaborou com Jaime Cortesão na organizao da parte indígena da "Grande Exposição de História do Brasil", montada em um edifício especialmente construído para ela, por Oscar Niemeyer, no conjunto do Ibirapuera, por ocasião das comemorações do IV Centenário de São Paulo. No mesmo ano ele fez sua primeira viagem à Europa, a convite da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Em 1955, com o auxílio do prof. Eduardo Galvão e com patrocínio da Capes, Darcy Ribeiro organizou no Museu do Índio o primeiro Curso de Pós-Graduação em Antropologia Cultural realizado no Brasil, que veio a formar muitos pesquisadores destacados. Também assumiu a cadeira de Etnografia Brasileira e Língua Tupi da Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, integrou uma equipe organizada pela Unesco para estudar as relações inter-raciais no Brasil e, devido a uma crise no SPI, acabou sendo demitido da instituição, em 1957.

No mesmo ano, foi contratado por Anísio Teixeira para dirigir a Divisão de Estudos Sociais do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais (CBPE), do Ministério da Educação e Cultura. Ele levou para lá o Curso de Pós-Graduação que organizara no Museu do Índio, ampliando-o na área de Sociologia.

Em 1959, Darcy assumiu o cargo de vice-diretor do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, como principal colaborador do prof. Anísio Teixeira. No mesmo ano foi eleito presidente da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e também planejou e dirigiu, no CBPE, um ambicioso Programa de Pesquisas Socioantropológicas.

Embora fosse inicialmente contrário à construção de Brasília, acabou aderindo ao projeto e foi encarregado, pelo presidente Juscelino Kubitschek, do planejamento da Universidade de Brasília. Ele recebeu contribuições de Anísio Teixeira e de Oscar Niemeyer, bem como de muitos cientistas ligados à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A pedido do presidente Jânio Quadros, colaborou com Anísio Teixeira na elaboração de um Plano Nacional de Educação, em 1961, e no mesmo ano assumiu a Reitoria da Universidade de Brasília, empossado pelo presidente João Goulart.

Em 1962, tornou-se ministro da Educação e Cultura, elaborou o documento de sanção presidencial da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e colocou em execução o primeiro Plano Nacional de Educação, além de ter sido eleito presidente do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Em 1963, foi nomeado chefe da Casa Civil do presidente João Goulart, exercendo o cargo até o golpe Militar de 31 de março de 1964. Então exilou-se em Montevidéu, onde foi contratado como professor de Antropologia da Faculdade de Humanidades e Ciências da Universidade da República Oriental do Uruguai.

Em 1968, anulados pelo Supremo Tribunal Federal os diversos processos que lhe haviam sido impostos pela ditadura militar, em face do movimento de redemocratização que tinha lugar no Brasil, Darcy Ribeiro retornou ao país, mas a promulgação do Ato Institucional nº 5 levou-o à prisão preventiva durante nove meses. Em 1969, foi julgado por um tribunal militar e considerado pessoa da mais alta periculosidade. Mas acabou sendo absolvido por falta de provas. Em seguida, sentindo-se pressionado pelo Exército, exilou-se na Venezuela, onde trabalhou como professor da Universidad Central de la República. Viajou por diversos países, participando de seminários e grupos de estudos, fazendo palestras, dando cursos e desenvolvendo atividades afins. Dessa forma, esteve no Peru, na Colômbia, na Argentina, na Argélia e na França.

Em 1971, mudou-se para o Chile, a convite do presidente Salvador Allende, e assumiu o cargo de professor pesquisador do Instituto de Estudos Internacionais da Universidade do Chile, em Santiago.

Em 1972, transferiu-se para o Peru, sendo contratado pela OIT, através do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, para implantar, em Lima, o Centro de Estudos da Participação Popular (Centro). Também continuou viajando para participar de congressos, conferências etc., visitando o México, o Equador e Portugal.

Em 1974, Darcy descobriu ter um câncer pulmonar, foi a Paris para exames e conseguiu voltar ao Brasil, depois de muitas conversações com o governo militar. Depois de um cirurgia, foi considerado curado. Compelido pela ditadura militar a deixar o Brasil novamente, no ano seguinte voltou a Lima e reassumiu a direção do Centro. No mesmo período elaborou um plano para a implantação de uma Universidade do Terceiro Mundo, a pedido do presidente Echeverría, do México, que resultou no Centro de Estudos do Terceiro Mundo.

 

Em 1976, voltou ao Brasil e fixou-se no Rio de Janeiro, viajando com freqüência, para participar de conferências, reuniões científicas e simpósios no Brasil e no exterior.

Já separado da primeira esposa há anos, casou-se com Cláudia Zarvos em 1978, ano em que participou ativamente da campanha contra a falsa emancipação dos índios pretendida pelo governo militar, mobilizando universidades, imprensa e lideranças indígenas.

Anistiado, por lei, em 1979, retomou seu cargo de professor titular do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de ter recebido, na França, o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Paris, no salão nobre da Sorbonne. No mesmo ano, aliou-se a Leonel Brizola para reorganizar o antigo Partido Trabalhista Brasileiro, cujo registro foi negado pelo governo, no ano seguinte, o que os levou à criação do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Ainda em 1980, foi membro do júri do 4º Tribunal Russel, reunido na Holanda, para julgar crimes contra populações indígenas, integrou a Comissão de Educadores, convocada pela Unesco, que se reuniu em Paris para definir as futuras linhas de desenvolvimento da cultura e da educação no mundo, e planejou a estruturação da nova Universidad Nacional de Costa Rica.

Em 1981, integrou a diretoria do Instituto Latinoamericano de Estudos Transnacionais (Ilet), sediado no México. No ano seguinte, foi eleito vice-governador do estado do Rio de Janeiro, com o governador Leonel Brizola. Também continuou participando de conferências e reuniões científicas em várias partes do mundo, visitando os Estados Unidos, a Espanha, a Itália e a Alemanha, entre outros países.

No Rio de Janeiro, como secretário de Estado de Cultura e cordenador do Programa Especial de Educação, cargos assumidos em 1983, foi o responsável pela construção do Sambódromo, com 200 salas de aula debaixo de suas arquibancadas, pela construção do Monumento a Zumbi dos Palmares, pela implantação dos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), pela construção da Biblioteca Pública Estadual do Rio de Janeiro e pela implantação das Casas da Criança (creches de horário integral). Darcy Ribeiro também organizou o Centro Infantil de Cultura do Rio, um modelo integrado de animação cultural, aberto a centenas de crianças faveladas, e, com a colaboração de João Filgueiras Lima, implantou a Fábrica de Escolas, que visava a acabar com a necessidade do terceiro turno escolar. Em colaboração com Tatiana Memória, criou um novo modelo de instituição assistencial para crianças, as Casas Comunitárias.

Em 1986, foi candidato a governador do estado do Rio de Janeiro e reintegrou-se ao corpo de Pesquisadores Seniores do CNPq, tendo recebido homenagens da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro e da Assembléia Legislativa do mesmo estado.

Em 1987, assumiu o cargo de secretário de Desenvolvimento Social do Estado de Minas Gerais e elaborou, a convite do governador Orestes Quércia, de São Paulo, o programa cultural do Memorial da América Latina, cuja arquitetura foi assinada por Oscar Niemeyer. Para orientar e contratar a compra de coleções de obras de arte, livros, discos e filmes, que constituiriam o acervo do Memorial, esteve em Cuba, México, Guatemala, Peru, Equador e Argentina.

Por ocasião da comemoração dos 30 anos da Casa das Américas e da Revolução Cubana, foi condecorado por Fidel Castro com a medalha Haydée Santamaria, em 1989. Na mesma época, empenhou-se na campanha eleitoral de Brizola, então candidato à Presidência da República, e foi reincorporado ao corpo docente da Universidade de Brasília. Ainda naquele ano, recebeu os títulos de Professor Emérito do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro e de Presidente Emérito do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas.

No exercício de seu mandato como senador, publicou, em 1991, a revista informativa Carta. Naquele mesmo ano, assumiu a Secretaria Extraordinária de Programas Especiais, no estado do Rio de Janeiro, retomando a implantação do Programa Especial de Educação para preparar 30 mil professores, através de cursos de treinamento intensivo, a fim de desenvolver trabalhos em 500 Centros Integrados de Educação Pública (Cieps) e em 400 Centros Integrados de Assistência à Criança (Ciacs).

Em 1992, assumiu a responsabilidade de criar a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), apresentou ao Senado Federal o novo Projeto de Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras e implantou um Centro de Teleducação na Secretaria Extraordinária de Programas Especiais. O Centro passou a produzir e emitir programação educativa para todas as unidades escolares do Estado do Rio de Janeiro, assim como para outros Estados, com transmissões via satélite. Logo no ano seguinte, tomou posse na Academia, vindo a ocupar a cadeira 11.

No período que se seguiu, dedicou-se ao Ensino a Distância e à elaboração de vasto material educativo, para capacitação de professores e apoio aos alunos em sala de aula, elaborado dentro de uma orientação construtivista. O vasto material didático produzido foi utilizado em toda a rede pública de ensino do estado do Rio de Janeiro e em outros estados também. A partir de agosto de 1995, passou a ser articulista do jornal Folha de S. Paulo. Naquele mesmo ano, o reitor da Universidade de Brasília, João Carlos Todorov, outorgou-lhe o título de Doutor Honoris Causa, e seu nome foi dado ao Campus da mesma Universidade. Ainda recebeu o Prêmio Interamericano de Educação "Andrés Bello", concedido pela Secretaria  Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Darcy Ribeiro faleceu em Brasília, em 17 de fevereiro de 1997, tendo sido sepultado no mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. Após seu falecimento, a Fundação Darcy Ribeiro (Fundar) tornou-se responsável pelo seu acervo e pela preservação de sua memória.

Ainda em vida, ele recebeu diversos outros prêmios, títulos e condecorações de instituições nacionais e estrangeiras, além dos já citados. Como pesquisador, educador e escritor, deixou vastíssima obra publicada, não só em português, como em várias outras línguas. Escreveu romances, livros relativos a estudos antropológicos, livros referentes à educação, outros sobre estudos diversos e ainda um de literatura infanto-juvenil. Além disso, prefaciou vários outros livros e elaborou dezenas de artigos e textos diversos, bem como projetos, participando, também, de três documentários cinematográficos.

De personalidade controvertida, Darcy Ribeiro foi cientista e educador antes de entrar para o mundo da política e possivelmente estão nessas áreas suas contribuições mais indiscutíveis e relevantes para o Brasil.
 

 

 

O jovem Darcy Ribeiro, com os índios, em uma de suas primeiras viagens de pesquisa

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA DE DARCY RIBEIRO

 

Etnologia: Culturas e línguas indígenas do Brasil (1957); Arte plumária dos índios Kaapo (1957); A política indigenista brasileira (1962); Os índios e a civilização (1970); Uira sai, à procura de Deus (1974); Configurações histórico-culturais dos povos americanos (1975); Suma etnológica brasileira, em colaboração com Berta G. Ribeiro (1986, 3 vols.).

 

Antropologia da civilização: O processo civilizatório - Etapas da evolução sócio-cultural (1978); As Américas e a civilização - Processo de formação e causas do desenvolvimento cultural desigual dos povos americanos (1970); O dilema da América Latina - Estruturas do poder e forças insurgentes (1978); Os brasileiros - 1. Teoria do Brasil (1972); Os índios e a civilização - A integração das populações indígenas no Brasil moderno (1970); The Culture - Historical Configurations of the American Peoples (1970; edição brasileira, (1975); O povo brasileiro - A formação e o sentido do Brasil (1995).

 

Romance: Maíra (1976); O mulo (1981); Utopia selvagem (1982); Migo (1988).

 

Ensaios: Kadiwéu - Ensaios etnológicos sobre o saber, o azar e a beleza (1950); Configurações histórico-culturais dos povos americanos (1975); Sobre o óbvio - Ensaios insólitos (1979); Aos trancos e barrancos - Como o Brasil deu no que deu (1985); América Latina: a pátria grande (1986); Testemunho (1990); A fundação do Brasil - 1500/1700 - em colaboração com Carlos Araújo Moreira Neto (1992); O Brasil como problema (1995); Noções de coisas. Com ilustrações de Ziraldo (1995).

 

Educação: Plano orientador da Universidade de Brasília (1962); A Universidade necessária (1969); Propuestas - Acerca da la Renovación (1970); Université des Sciences Humaines d'Alger (1972); La Universidad peruana (1974); UnB - Invenção e descaminho (1978); Nossa escola é uma calamidade (1984); Universidade do terceiro milênio - Plano orientador da Universidade Estadual do Norte Fluminense (1993). Suas obras foram traduzidas para o inglês, o alemão, o espanhol, o francês, o italiano, o hebraico, o húngaro e o tcheco.

 

 

 

Saiba mais sobre Darcy Ribeiro visitando o site da Fundação que leva seu nome, CLIQUE AQUI.

 

 

 

 

 

 

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Nos vídeos abaixo, assista ao próprio Darcy Ribeiro falando sobre o Brasil e o povo brasileiro.

 

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Nos vídeos abaixo, assista ao próprio Darcy Ribeiro falando sobre o Brasil e o povo brasileiro.

 

 

 

Mão, escultura de Niemeyer, símbolo do Memorial da América Latina, que fica em São Paulo. Com o conceito e o projeto cultural desenvolvidos por Darcy Ribeiro, o memorial tem o intuito de promover e divulgar a cultura latino-americana

 

 

Com o amigo de sempre Oscar Niemmeyer

Com Brizola e Niemmeyer diante da maquete da Universidade do Norte Fluminense, que hoje leva o nome de Darcy Ribeiro.

Darcy discursa emocionado no enterro de Glauber Rocha (1983).

Com João Goulart

Darcy entre os índios Kadiweu

 

 

Maquete do Memorial Darcy Ribeiro, que será construído no campus principal da UnB (Universidade de Brasília). Com projeto do arquiteto João Filgueiras Lima, local vai abrigar um acervo de mais de 30 mil livros herdados do antropólogo e fundador da universidade.

 

Apesar de apresentado em maio de 2009, o projeto foi desenvolvido entre 1995 e 1996 com o auxílio do próprio Ribeiro, que morreu em 1997. O memorial possuirá dois andares de biblioteca, espelho d'água, salas de aula, climatizador e iluminação natural, proporcionada por uma grande clarabóia.

 

O formato circular, de acordo com Lelé, é inspirado em uma "maloca de índio" e em um "disco voador", e fazem alusão às duas faces de Darcy, respectivamente: ao antropólogo que conviveu anos em aldeias indígenas e ao realizador, que está sempre à frente na tecnologia.

Além dos espaços de estudo, por desejo do próprio fundador da UnB, o memorial também terá um espaço para descanso e apresentações. O local ficará do lado oposto ao do acesso e será composto de arquibancada, palco para apresentações, sanitários e salas que poderão servir de camarim.

Segundo informações da UnB, o memorial será construído próximo à reitoria e à biblioteca, e vai compor a área de importantes edifícios da universidade, conhecida como Complexo da Praça Maior.

 

 

 

 

 

A OBRA SÍNTESE DE UM HOMEM PRIMO

 

 

"Portanto, não se iluda comigo, leitor. Além de antropólogo sou homem de fé e de partido. Faço política e faço ciência movido por razões éticas e por um profundo patriotismo. Não procure, aqui, análises isentas. Este é um livro que quer ser participante, que inspira a influir sobre as pessoas, que aspira a ajudar o Brasil a encontrar-se a si mesmo.".

 

 

 

 "Os brasileiros se sabem, se sentem e se comportam como uma só gente, pertencente a uma mesma etnia. Essa unidade não significa porém nenhuma uniformidade. O homem se adaptou ao meio ambiente e criou modos de vida diferentes. A urbanização contribuiu para uniformizar os brasileiros, sem eliminar suas diferenças. Fala-se em todo o país uma mesma língua, só diferenciada por sotaques regionais. Mais do que uma simples etnia, o Brasil é um povo nação, assentado num território próprio para nele viver seu destino".

 

Darcy Ribeiro

 

 

 

 

Se você nunca leu nada do professor Darcy Ribeiro, leia "O Povo Brasileiro" e, se ainda não sabe porque somos o que somos, saberá e verá com outros olhos o nosso povo e o nosso País. Caso prefira, você encontra o livro digitalizado para download gratuito CLICANDO AQUI.

 

 

 

 

 

 

Fontes: Funai

Academia Brasileira de Letras

Fundação Darcy Ribeiro

 

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  Universidade de Brasília - a "filha" dileta do professor Darcy Ribeiro, cujo campus, hoje, leva seu nome. Voltar ao topo  
 
 

 

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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.

 
 

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