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ÍNDIO Brasileiro HOJE
Hoje, no Brasil, vivem cerca de 460 mil índios, distribuídos entre 225
sociedades indígenas, que perfazem cerca de 0,25% da população
brasileira. Cabe esclarecer que este dado populacional considera
tão-somente aqueles indígenas que vivem em aldeias, havendo estimativas
de que, além destes, há entre 100 e 190 mil vivendo fora das terras
indígenas, inclusive em áreas urbanas. Há também 63 referências de
índios ainda não-contatados, além de existirem grupos que estão
requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão
federal indigenista.
AS TRIBOS SOBREVIVENTES
Confira abaixo em ordem alfabética de tribos algumas
destas nações sobreviventes:
A |
B
| C |
D
| F |
G
| H |
I
| J |
K
| M |
N
| P |
R
| S |
T
| W |
X
| Y |
A
Aimoré Grupo não-tupi, também chamado de
botocudo, vivia do Sul da Bahia ao Norte do Espírito
Santo. Grande corredores e guerreiros temíveis,
foram os responsáveis pelo fracasso das capitanias
de Ilhéus, Porto Seguro e Espírito Santo. Só foram
vencidos no início do século 20. Eram apenas 30 mil.
Apalai
Nomes alternativos: Aparai, Apalay
Classificação lingüística: Carib
População: 450 (1993 SIL)
Local: Pará, principalmente no Rio Paru Leste, com
remanescentes nos rios Jari e Citare. 20 aldeias.
Apinayé
Nomes alternativos: Apinajé, Apinagé
Classificação lingüística: Macro-Gê
População: 800 (1994 SIL)
Local: Tocantins, perto de Tocantinópolis, 6
aldeias.
Apurinã
Nomes alternativos: Ipurinãn, Kangite, Popengare
Classificação lingüística: Arawak
População: 2,000 (1994 SIL)
Local: Amazonas, Acre; espalhados sobre 1600
kilômetros do Rio Purus, de Rio Branco até Manaus.
Arara do Pará
Nomes alternativos: Ajujure
Classificação lingüística: Caribe
População: 110 (1994 SIL)
Local: Pará em 2 aldeias.
Asurini do Tocantins
Nomes alternativos: Assuriní, Akwaya
Classificação lingüística: Tupi, Tupi-Guarani,
Tenetehara (IV)
População: 191 (1995 AMTB)
Local: Trocará on the Tocantins River, Pará.
Asurini do Xingu
Nomes alternativos: Awaté
Classificação lingüística: Tupi, Tupi-Guarani,
Kayabi-Arawete (V)
População: 63 (1994 ALEM)
Local: Pelo menos uma aldeia de tamanho razoável
fica no Rio Piçava cerca do Rio Xingu, perto de
Altamira, Pará.
Atroari
Nomes alternativos: Atruahí, Atroaí, Atrowari,
Atroahy, Ki'nya
Classificação lingüística: Caribe
População: 350 (1995 SIL)
Local: Nos rios Alalau e Camanau na fronteira entre
o estado de Amazonas e o território de Roraima.
Também nos rios Jatapu e Jauaperi.
Avá-Canoeiro
Povo de língua da família Tupi-Guarani que vivia
entre os rios Formoso e Javarés, em Goiás. Em 1973,
um grupo foi contatado. Foram pegos "a laço" por uma
equipe chefiada por Apoena Meireles, e transferidos
para o Parque Indígena do Araguaia (Iha do Bananal)
e colocados ao lado de seus maiores inimigos
históricos, os Javaé . Parte da área indígena
Avá-Canoeiro, identificada em 1994 com 38.000 ha,
nos municípios de Minaçu e Cavalcante em Goiás, está
sendo alagada pela hidrelétrica Serra da Mesa, no
rio Maranhão.
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B
Banawá
Nomes alternativos: Kitiya, Banavá, Banauá, Jafí
Auto-denominação: Kitiya
Classificação lingüística: Arawak
População: 80
Local: Amazonas, rio acima bem distante dos Jamamadi.
A metade mora no Rio Banawá, outros em riachos
pequenos e em locais espalhados. 1 aldeia e 2
colônias de famílias extensas.
Bororo
Classificação lingüística: Macro-Gê, Bororo
População: 1000+
Local: Mato Grosso central, 7 aldeias
Povo falante de língua do tronco macro-jê. Os Bororo
atuais são os Bororo Orientais, também chamados
Coroados ou Porrudos e autodenominados Boe. Os
Bororo Ocidentais, extintos no fim do século
passado, viviam na margem Leste do rio Paraguai,
onde, no início do século 17, os jesuítas espanhóis
fundaram várias aldeias de missões. Muito amigáveis,
serviam de guia aos brancos, trabalhavam nas
fazendas da região e eram aliados dos bandeirantes.
Desapareceram como povo tanto pelas moléstias
contraídas quanto pelos casamentos com não-índios.
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C
Caeté
Os deglutidores do bispo Sardinha viviam desde a
ilha de Itamaracá até as margens do Rio São
Francisco. Depois de comerem o bispo, foram
considerados "inimigos da civilização". Em 1562, Men
de Sá determinou que fossem "escravizados todos, sem
exceção". Assim se fez. Seriam 75 mil.
Caiapós
Explorando a riqueza existente nos 3,3 milhões de
hectares de sua reserva no Sul do Pará -
especialmente o mogno e o ouro -, os caiapós viraram
os índios mais ricos do Brasil. Movimentam cerca de
U$$15 milhões por ano, derrubando, em média, 20
rvores de mogno por dia e extraindo 6 mil litros
anuais de óleo de castanha. Quem iniciou a expansão
capitalista dos caiapós foi o controvertido cacique
Tutu Pompo (morto em 1994). Para isso, destitui o
lendário Raoni e enfrentou a oposição de outro
caiapó, Paulinho Paiakan. Ganhador do Prêmio Global
500 da ONU, espécie de Oscar ecológico, admirado
pelo príncipe Charles e por Jimmy Carter, Paiakan
foi acusado do estupro de uma jovem estudante
branca, em junho de 1992. A absolvição, em novembro
de 94, não parece tê-lo livrado do peso da suspeita.
Paiakan - mitificado na Europa, criminoso no Brasil
- é uma contradição viva e um símbolo da relação
entre brancos e índios.
Caiuá
Nomes alternativos: Kaiw, Kaajova, Kaiova, Kaiowá
Auto-denominação: Te'yi
Classificação lingüística: Tupi, Tupi-Guarani,
Subgrupo I
População: 27.000
Local: Mato Grosso do Sul.
Canela
Nomes alternativos: Kanela
Classificação lingüística: Macro-Gê,
Gê-Kaingang, Gê, Noroeste, Timbira
População: 1,420 (1995 SIL), inclusive 950
Ramkokamekra, 470 Apanjekra
Local: Maranhão, sudeste do Pará.
Carijó: seu território ia de Cananéia (SP)
até a Lagoa dos Patos (RS). Vistos como "o melhor
gentio da costa", foram receptivos à catequese. Isso
não impediu sua escravização em massa por parte dos
colonos de São Vicente. Em 1554, participaram do
ataque a São Paulo. Eram cerca de 100 mil.
Cinta Larga
Classificação lingüística: Tupi, Monde
População: 1,000 (1995 SIL)
Local: Oeste de Mato Grosso.
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D
Deni
Nomes alternativos: Dani
Classificação lingüística: Arawak
População: 600 (1986 SIL)
Local: Amazonas.
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F
Fulniô
Nomes alternativos: Furniô, Fornió, Carnijó, Iatê,
Yatê
Classificação lingüística: Macro-Gê, Fulnio
População: 2,788 (1995 SIL)
Local: Pernambuco.
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G
Guajajara
Nomes alternativos: Guazazara, Tenetehar, Tenetehára
Classificação lingüística: Tupi, Tupi-Guarani,
Tenetehara (IV)
População: 13.000 - 14.000
Local: Maranhão, 81 aldeias.
Goitacá
Ocupavam a foz do Rio Paraíba. Tidos como os índios
mais selvagens e cruéis do Brasil, encheram os
portugueses de terror. Grandes canibais e intrépidos
pescadores de tubarão. Eram cerca de 12 mil.
Guarani Mbyá
Nomes alternativos: Mbyá, Guaraní
Auto-denominação: Guarani
Classificação lingüística: Tupi, Tupi-Guarani,
Subgrupo I
População: 15.000 no Brasil, no Paraguai e na
Argentina
Local: Sudoeste do Paraná, Sudeste de São Paulo,
Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo,
Minas Gerais. 35 aldeias. Também na Argentina.
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H
Hixkaryana
Nomes alternativos: Hixkariana, Hishkaryana,
Parukoto-Charuma, Parucutu, Chawiyana, Kumiyana,
Sokaka, Wabui, Faruaru, Sherewyana, Xerewyana, Xereu,
Hichkaryana
Classificação lingüística: Caribe
População: 804 (censo de Maio, 2001)
Local: Amazonas, Rio Nhamundá acima até os rios
Mapuera e Jatapú.
Hupda
Nomes alternativos: Hupdé, Hupdá Makú, Jupdá Macú,
Mak-Hupdá, Macú De Tucano, Ubd
Classificao lingstica: Maku (Puinave,
Macro-Tucano)
População: 1,208 no Brasil (1995 SIL); 150 na
Colômbia (1991 SIL); 1,350 nos dois países
Local: Rio Auari, noroeste de Amazonas.
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I
Ianomâmi ou Yanomámi Waicá Central
Nomes alternativos: Yanomámi, Waicá, Waiká, Yanoam,
Yanomam, Yanomamé, Surara, Xurima, Parahuri
Classificação lingüística: Yanomam
População: 4.500
Local: Posto Waicá, Rio Uraricuera, Roraima, Posto
Toototobi, Amazonas, Rio Catrimani, Roraima
Povo constituído por diversos grupos cujas línguas
pertencem à mesma família, não classificada em
troncos. Denominada anteriormente Xiriâna, Xirianá e
Waiká, a família Yanomami abrange as línguas
Yanomami, falada na maior extensão territorial,
Yanomám ou Yanomá, Sanumá e Ninam ou Yanam, as
quatro com vários dialetos. Os Yanomami vivem no
oeste de Roraima, no norte do Amazonas e na
Venezuela, num total de 20 mil índios.
Ikpeng
Nomes alternativos: Txikão, Txikân, Chicao, Tunuli,
Tonore
Classificação lingüística: Carib
População: 240
Local: Parque Xingu, Mato Grosso.
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J
Jamamadi
Nomes alternativos: Yamamadí, Kanamanti, Canamanti
Classificação lingüística: Arawak
População: 250
Local: Amazonas, espalhados sobre 512.000 km2.
Jarawara
Nomes alternativos: Jaruára, Yarawara
Classificação lingüística: Arawá
População: 160
Data do início do trabalho da SIL: 1987
Local: Seis aldeias dentro da area indígena
Jamamadi-Jarawara, no município de Lábrea, Amazonas.
A reserva fica perto do rio Purus, acima de Lábrea e
no lado oposto do rio.
Juma
Nomes alternativos: Yumá, Katauixi, Arara, Kagwahiva,
Kagwahibm, Kagwahiv, Kawahip, Kavahiva, Kawaib,
Kagwahiph
Auto-denominação: Kagwahiva
Classificação lingüística: Tupi, Tupi-Guarani,
Kawahib (VI)
População: Havia 300 em 1940
Local: Amazonas, Rio Açuã, tributário do Mucuim
Juruna
Povo indígena cuja língua é a única representante
viva da família Juruna, do tronco Tupi.
Autodenominam-se Yudjá; o nome Juruna significa, em
Tupi-Guarani, “bocas pretas”, porque a tatuagem
características desses índios era uma linha que
descia da raiz dos cabelos e circundava a boca. Na
metade do século 19 tinham uma população estimada em
2.000 índios, que viviam no baixo rio Xingu. Um
grupo migrou mais para o alto do rio, hoje em
território compreendido pelo Parque do Xingu (MT).
Segundo levantamento de médicos da Escola Paulista
de Medicina, que prestam serviços de saúde aos
índios do parque, em 1990 eram 132 pessoas. Alguns
Juruna vivem dispersos na margem direita do médio e
baixo rio Xingu, e há um grupo de 22 índios, segundo
dados da Funai de 1990, que vive na Volta Grande do
rio Xingu, numa pequena área indígena chamada
Paquiçaba, no município de Senador José Porfírio, no
sudeste do Pará. Suas terras serão atingidas pela
construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
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K
Kaapor
Nomes alternativos: Urubu-Kaapor
Auto-denominação: Ka'apor
Classificação lingüística: Tupi, Tupi-Guarani,
Oyampi (VIII)
População: 800
Local: Maranhão, 10 aldeias espalhadas sobre 7168
km2. Há quatro
aldeias grandes, Zê Gurupi, Ximbo Renda, Gurupi-una
e Água Preta.
Os primeiros encontros de paz dos Kaapor com os
brasileiros ocorreram em 1928 em Canindé no rio
Gurupi. Em 1928 era conhecido como Posto Indígena
Pedro Dantas. Naquela época, o Posto se encontrava
na ilha na frente do local atual de Canindé, do lado
do Pará. Veja as três perspectivas sobre estes
encontros neste website do Kaapor. Com a chegada de
civilização os Kaapor se retiraram para a selva até
que a reserva presente foi demarcada. A população
estava estável com cerca de quinhentas pessoas por
muitos anos. Houve um censo feito pelo chefe do
Posto Canindé em 1968 e a população foi enumerada em
um pouco mais de quinhentas pessoas. Naquela época,
o chefe do posto foi a quase todas as aldeias e fez
um censo. Mais um censo foi feito pelo chefe do
Posto Turiaçu no final dos anos 70. Mais uma vez,
foram enumerados em pouco mais de quinhentas
pessoas. Desde então a distribuição de medicamentos
por vários grupos ajudou a combater a mortalidade
infantil, e também ajudou aos adultos a sobreviverem
epidemias de gripe forte. Atualmente (2002) os
Kaapor estão enumerados em cerca de oitocentas
pessoas.
Uma característica interessante da língua Kaapor foi
o desenvolvimento de uma língua de sinais entre
eles. Existem vários surdos-mudos entre eles que são
capazes de se comunicar com outros que não são
surdos-mudos. O povo desenvolveu uma língua de
sinais entre si (sistema de comunicação
intra-tribal). Um surdo-mudo visitando uma aldeia
distante tem capacidade de se comunicar com um
membro de outra aldeia sem problema. (Um trabalho
sobre a língua de sinais Kaapor será publicado neste
web site no futuro.)
Uma outra característica interessante é sua
elaborada cerimônia de nomeação, com muitos enfeites
de pena. No dia de nomear o(s) filho(s), esperam o
nascimento do sol, e enfrentando o sol nascente o
padrinho escolhido dançará com uma criança em seus
braços, tocando um apito feito do osso do pé do
gavião-real. Diversas crianças podem ser nomeadas
durante esta cerimônia. O padrinho e o pai da
criança têm ornamentos feitos de penas tais como um
capacete feita das penas da cauda do pássaro japu,
uma peça nos lábios decorada com a pena da cauda da
arara como base, brincos, pulseiras, e às vezes
faixas no braço também. Esta cerimônia está
precedida por uma noite de bebedeira onde consomem
quantidades grandes de cerveja feita de beiju (purê
de mandioca tostada em bolinhos redondos) de banana
ou de caju. A língua Kaapor tem 14 consoantes e 6
vogais que são orais e podem ser nasais.
Kadiwéu
Nomes alternativos: Mbaya-Guaikuru, Caduvéo,
Ediu-Adig
Classificação lingüística: Mataco-Guaicuru
População: 2 mil
Local: Mato Grosso do Sul, cerca da Serra da
Bodoquena. 3 aldeias.
Kaiapó
Ou Kayapó, ou Caiapó. Povo de língua da família Jê.
Distribuem-se por 14 grupos, num vasto território
que se estende do SE do Pará ao N do Mato Grosso, na
região do rio Xingu. Os grupos são: Gorotire, Xikrin
do Cateté, Xikrin do Bacajá, A’Ukre, Kararaô,
Kikretum, Metuktire (Txucarramãe), Kokraimoro,
Kubenkrankén e Mekragnoti. Há indicações de pelo
menos três outros grupos ainda sem contato com a
sociedade nacional.
Kaingang
Nomes alternativos: Coroado, Coroados, Caingang,
Bugre
Classificação lingüística: Macro-Gê, Gê-Kaingang,
Kaingang do norte
População: 18,000 (1989 U. Wiesemann SIL)
Local: São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande
do Sul; 21locais.
Kaingang
Ou Caingangue. Povo de língua da família Jê. Também
conhecidos como Coroados, vivem em 26 pequenas áreas
indígenas no interior dos Estados de São Paulo,
Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. São
aproximadamente 7.000 índios.
Kamayurá
Nomes alternativos: Kamaiurá, Camaiura, Kamayirá
Classificação lingüística: Tupi, Tupi-Guarani,
Kamayura (VII)
População: 279 (1995 AMTB)
Local: Parque Xingu, Mato Grosso.
Karajá
Nomes alternativos: Xambioá, Chamboa, Ynã
Classificação lingüística: Macro-Gê, Karaja
População: 1,700 (1995 SIL)
Local: Goiás, Pará, Mato Grosso, Rio Araguaia, Ilha
Bananal, e Tocantins.
Karipuna do Amapá
Nomes alternativos: Karipúna, Karipna do Uaçá,
Patuwa
Classificação lingüística: Crioulo (francês)
População: 672 (1995 SIL)
Local: Amapá, na fronteira da Guiana Francesa.
Karitiana
Nomes alternativos: Caritiana
Classificação lingüística: Tupi, Arikem
População: 150 (1995 SIL)
Local: Rondônia.
Kaxarari
Nomes alternativos: Kaxariri
Classificação lingüística: Pano
População: 220 (1995 AMTB)
Local: Alto Rio Marmelo, tributário do Rio Abuna,
Acre, Rondônia, Amazonas.
Kayabi
Nomes alternativos: Kajabí, Caiabi, Parua, Maquiri
Classificação lingüística: Tupi, Tupi-Guarani,
Kayabi-Arawete (V)
População: 800 (1994 SIL)
Local: Norte de Mato Grosso, Parque Xingu, e sul do
Pará; Rio Teles Pires e Tatui, muitas aldeias.
Kayapó
Nomes alternativos: Xikrin, Txhukahamai
Auto-denominação: Mebêngôkre
Classificação lingüística: Macro-Gê, Gê, Kayapó
População: 5.000
Local: Parque Xingu, Mato Grosso, sul do Pará. 9
aldeias
Antigamente os Kayapó eram considerados uma tribo
muito belicosa e agressiva morando no sul do Pará e
norte de Mato Grosso, vagueando por um território
vasto desde a margem leste do Xingu até o Tapajós. A
parte oriental da tribo foi pacificada por volta de
1940, e a parte ocidental na década de 50, pelos
irmãos Villas Boas. Eles guerreavam com tribos
vizinhas como Karajá, Juruna, Xavante, Tapirapé,
Kreen-Akorore e outras, como também ribeirinhos,
seringueiros e outros no local. Eles matavam,
tocavam fogo nas aldeias e vilarejos, roubavam e
sequestravam. Alguns dos cativos ainda hoje estão
vivos, integrados na sociedade Kayapó, casados com
filhos e netos. Além de guerrear com não-Kayapó,
eles também praticavam guerra interna, com aldeias
diferentes atacando e se matando umas as outras.
Hoje em dia não tem mais guerra interna, nem guerra
contra outras tribos, porém eles insistem em sua
natureza belicosa, pois atacam aqueles que invadem
suas terras.
Alguns aspectos distintivos da cultura Kayapó são os
bodoques que os homens costumavam usar e ainda são
usados por alguns, embora a nova geração não
continue a praticar. Outro aspecto é a pintura
corporal, uma coisa muito bonita, feita com linhas
geométricas e intricadas. Crianças e adultos de
ambos os sexos costumam usar. As primorosas festas
constituem outro aspecto muito interessante. Estas
festas chegam ao clímax, depois de um período de
meses, durante o qual cada ritual se adere
minuciosamente com suas canções, danças e cerimônias
especiais próprias para aquela festa. A língua tem
17 vogais e 16 consoantes, e padrão distinto de
entoação e vogal prolongada para dar ênfase.
Krahô
Classificação lingüística: Macro-Gê População: 1,200
(1988 SIL)
Local: Maranhão, sudeste do Pará, Tocantins, 5
aldeias.
Kuikuro
Nomes alternativos: Kuikuru, Guicurú, Kurkuro,
Cuicutl, Kalapalo, Apalakiri, Apalaquiri
Classificação lingüística: Carib
População: 526, inclusive 277 Kuikuro e 249 Kalapalo
(1995 AMTB)
Local: Parque Xingu, Mato Grosso.
Kurâ-Bakairi
Nomes alternativos: Bakairí, Bacairí, Kura
Classificação lingüística: Caribe
População: 800 - 900
Local: Mato Grosso em 9 ou 10 aldeias.
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M
Mamaindé
Nomes Alternativos: Nambikuára do Norte
Auto-Denominação: Mamaindé
Classificação lingüística: Nambikuára, Nambikuára do
Norte, Mamaindé
População: 170+
Local: Mato Grosso, na divisa de Rondônia.
Maxakali
Nomes alternativos: Caposho, Cumanasho, Macuni,
Monaxo, Monocho
Classificação lingüística: Macro-Gê, Maxakali
População: 728 (1994 SIL)
Local: Minas Gerais, 160 km interior do litoral, 14
aldeias.
Munduruku
Nomes alternativos: Mundurucu, Weidyenye, Paiquize,
Pari, Caras-Pretas
Classificação lingüística: Tupi
População: 7.000 ou mais
Local: Pará, Amazonas. 22 aldeias
Os Munduruku vivem em 32 aldeias, em três áreas no
Pará e Amazonas. Eles vivem da caça, pesca, coleta e
agricultura. O grau de bilingüismo dos Munduruku não
é muito alto, sendo o dos homens maior do que o das
mulheres e crianças.
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N
Nadëb
Nomes Alternativos: Makú-Nadëb, Makú
Auto-Denominação: Nadëb
Classificação lingüística: Makú, Nadëb
População: 300
Local: 2 aldeias: Rio Uneiuxi e Rio Japurá,
Amazonas.
Nambikuara
Nomes Alternativos: Nambikuara do Sul, Nambikwara,
Nambiquara
Classificação lingüística: Nambikuara, Nambikuara do
Sul, Nambikuara
População: 900
Local: Noroeste de Mato Grosso, espalhados na
rodovia Porto Velho-Cuiabá por cerca de 300 km. 10
aldeias.
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P
Palikur
Classificação lingüística: Aruák, Aruák do Norte,
Palikur
População: 1600 no Brasil e na Guiana Francesa
Local: Nos litorais do Norte às margens dos rios,
Amapá
Parakanã
Nomes alternativos: Parakanân, Parocana
Classificação lingüística: Tupi, Tupi-Guarani,
Tenetehara (IV)
População: 451 (1995 AMTB)
Local: Pará, Parque Xingu, parte inferior do Rio
Xingu.
Paresi
Nomes alternativos: Parecis, Paressí, Haliti
Auto-denominação: Haliti
Classificação lingüística: Arawak
População: 1,200 (1994 SIL)
Local: Mato Grosso, 6,000 km2. 15 a 20 aldeias.
Paumari
Nomes alternativos: Paumarí, Palmari
Auto-denominação: Pamoari
Classificação lingüística: Arawá
População: 700
Local: Amazonas, 4 aldeias.
Pataxó
Povo de língua da família Maxacali, do tronco
Macro-Jê. Abandonou sua língua original e
expressa-se apenas em português. Vive no sul da
Bahia, em Barra Velha, Coroa Vermelha e Monte
Pascoal, em zona economicamente valorizada (cacau e
turismo), nos municípios de Porto Seguro e Santa
Cruz Cabrália e nas áreas indígenas Mata Medonha e
Imbiriba. Em 1990, eram aproximadamente 1.600
índios.
Pirahã
Nomes alternativos: Múra-Pirahã
Classificação lingüística: Mura
População: Cerca de 300
Local: Amazonas, nos rios Maici e Autaces
Potiguar
Senhoreavam a costa desde São Luís até as margens do
Parnaíba, e das margens do Rio Acaraú, no Ceará, até
a cidade de João Pessoa, na Paraíba. Exímios
canoeiros, inimigos dos portugueses, seriam uns 90
mil.
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R
Rikbaktsa
Nomes alternativos: Aripaktsa, Erikbatsa, Erikpatsa,
Canoeiro
Classificação lingüística: Macro-Gê
População: 970
Local: Mato Grosso, confluência dos rios Sangue e
Juruena, Japuira na beira do leste do Juruena entre
os rios Arinos e Sangue, e Posto Escondido na beira
do oeste do Juruena 700 kilómetros ao norte. 9
aldeias e 14 colônias.
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S
Sateré-Mawé
Nomes alternativos: Maue, Mabue, Maragua, Sataré,
Andira, Arapium
Classificação lingüística: Tupi, Mawe-Satere
População: 9,000 (1994 SIL)
Local: Pará, Andirá e outros rios. Talvéz também em
Amazonas. Mais de 14 aldeias
Suruí do Pará
Nomes alternativos: Akewere, Akewara, "Mudjetíre", "Mudjetíre-Suruí",
Suruí
Classificação lingüística: Tupi, Tupi-Guarani,
Tenetehara (IV)
População: 140 (1995 A. Graham SIL)
ocal: Pará, 110 km. de Marabá, no município de São
João do Araguaia
Surui de Rondônia
Nomes alternativos: Suruí
Auto-denominação: Paíter, Paiter
Classificação lingüística: Tupi, Mondé, Suruí
População: 900
Local: Rondônia, na fronteira entre Rondônia e Mato
Grosso
Suyá
Classificação lingüística: Macro-Gê
População: 196, inclusive 31 Tapayuna (1995 AMTB)
Local: Parque Xingu, Mato Grosso, fonte do Rio
Culuen.
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T
Tenharim
Nomes alternativos: Tenharem, Tenharin
Auto-denominação: Kagwahiva
Classificao lingüstica: Tupi
População: 465
Local: Amazonas. Os Diahói moram no rio Marmelos, os
Karipuna no Posto Rio Jaci Paraná em Rondônia, os
Morerebi no Rio Preto e Marmelos. 2 aldeias
Terena
Nomes alternativos: Terêna, Tereno, Etelena
Classificação lingüística: Arawak
População: 20.000
Local: Mato Grosso do Sul, em 20 aldeias e 2 cidades
O povo Terena mora principalmente no estado de Mato
Grosso do Sul, ocupando áreas entre Campo Grande, ao
leste, e o Rio Miranda, ao oeste. Residem em mais ou
menos vinte aldeias, havendo as maiores
concentrações nas seguintes áreas:
1. Cachoeirinha/Moreira, na vizinhança de Miranda
2. Taunay-Bananal, entre Miranda e Aquidauana que
fica uma hora de ônibus das duas cidades
3. Limão Verde, na área de Aquidauana
4. Buriti e outras aldeias perto, na vizinhança de
Campo Grande População: aproximadamente 20,000. A
SIL começou a trabalhar entre os terena em 1957.
Naquela época, pensava-se que este grupo já tivesse
sido bastante assimilado na sociedade brasileira. A
sua antiga estrutura política tribal já não
funcionava mais, e a maioria dos seus costumes e
crenças tradicionais não estavam sendo praticados
mais. Em ocasiões especiais como no Dia do Índio, 19
de abril, ainda fazem a Dança da Ema com as suas
sete peças. Na região é conhecida como a dança do
Bate-Pau. Embora os terenas sejam um povo
basicamente agricultor, mudanças significantes têm
ocorrido durante os últimos cinqüenta anos. Com
maior ênfase agora em adquirir uma boa educação
escolar, há maior diversidade hoje em dia na maneira
que ganham a vida.
Tremembé
Grupo não-tupi, que vivia do Sul do Maranhão ao
norte do Ceará, entre os dois territórios
potiguares. Grande nadadores e mergulhadores, foram,
alternadamente, inimigos e aliados dos portugueses.
Eram cerca de 20 mil
Tabajara
Viviam entre a foz do Rio Paraíba e a ilha de
Itamaracá. Aliaram-se aos portugueses. Deviam ser
uns 40 mil
Temiminó
Ocupavam a ilha do Governador, na baía de Guanabara,
e o Sul do Espírito Santo. Inimigos dos tamoios,
aliaram-se aos portugueses. Sob liderança de
Araribóia, foram decisivos na conquista do Rio. Eram
8 mil na ilha e 10 mil no Espírito Santo.
Tamoio
Os verdadeiros senhores da baía de Guanabara,
aliados dos franceses e liderados pelos caciques
Cunhambebe e Aimberê, lutaram até o último homem.
Eram 70 mil.
Tupinambá
Constituíam o povo tupi por excelência. As demais
tribos tupis eram, de certa forma, suas
descendentes, embora o que de fato as unisse fosse a
teia de uma inimizade crônica. Os tupinambás
propriamente ditos ocupavam da margem direita do rio
São Francisco até o Recôncavo Baiano. Seriam mais de
100 mil.
Tupiniquim
Foram os índios vistos por Cabral. Viviam no Sul da
Bahia e em São Paulo, entre Santos e Bertioga. Eram
85 mil.
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W
Wai-wai
Ou Waiwai, Uaiai. Povo de língua da família Karíb.
Vivem na área indígena Nhamundá-Mapuera, na
fronteira do Pará com o Amazonas, e Waiwai, em
Roraima. A população é constituída por uma mistura
de várias tribos atraídas e assimiladas por eles ao
longo dos anos, entre as quais as dos Karafawyana,
dos Kaxuyana e dos Hixkariana. Em 1990, segundo a
Funai, somavam cerca de 1.250 índios.
Waiãpi
Nomes alternativos: Wayampi, Wayãpi, Oyampi, Oiampi,
Oyampik, Guayapi
Auto-denominação: Waiãpi
Classificação lingüística: Tupi, Tupi-Guarani,
Subgrupo 8, Wayampi
População: 1000+
Local: Várias aldeias nos tributários do rio Amapari
na parte Leste do Amapá e nos rios Oiapoque e Camopi
na Guiana Francesa; há também uns poucos falantes no
rio Paru Leste, na parte Nordeste do Pará, Brasil.
Waurá
Nomes alternativos: Uaura, Aura
Classificação lingüística: Arawak
População: 300
Local: Parque Xingu, Mato Grosso
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X
Xavante
Nomes Alternativos: Xavánte, Shavante, Chavante
Auto-Denominação: A’uw?
Classificação lingüística: Macro-Gê, Gê,
Agrupamento Akwén, Xavante
População: 10.000+
Local: Na parte leste do Mato Grosso, 60 aldeias
Os Xavante são um povo forte e orgulhoso, tendo a
reputação de serem muito agressivos e guerreiros. A
primeira tentativa de pacificar os Xavante ocorreu
no século 19, quando o governador da província de
Goiás arrebanhou muitos Xavantes naquela área e os
instalou num grupo de aldeias oficiais com outros
grupos tribais e não-indígenas. Eles não se
conformaram com a perspectiva de ficarem ali por
muito tempo, e eventualmente fugiram de volta para a
selva. Eles permaneceram relativamente imperturbados
e inatingíveis até à década dos ‘40 e ‘50. Até fins
dos ‘50, todas as facções Xavante, que tinham
migrado para o estado de Mato Grosso, tinham sido
pacificados – o último dos grandes grupos tribais no
Brasil a iniciar contato regular com o mundo de
fora.
A características mais marcante da sociedade Xavante
pode ser a sua feição dualista: a divisão da tribo
inteira em dois clãs – âwaw? e po'reza'õno.
Permite-se o casamento somente entre membros de clãs
opostos. Algumas outras característica distintas da
cultura Xavante incluem os longos e complexos ritos
de iniciação para meninos, culminando na cerimônia
de furar orelha – no qual pequenos paus são
inseridos no lóbulo das orelhas dos iniciados. Estes
paus são usados – e em tamanhos progressivamente
maiores – durante o resto das vidas deles. Os
Xavante são famosos também pelas suas corridas de
troncos de árvore, onde os dois clãs competem numa
espécie de corrida de revezamento, carregando por
alguns quilômetros troncos de buriti que pesam até
80 quilos. As mulheres tecem um tipo de cesta
incrivelmente forte, a qual elas usam para carregar
os nenês recém-nascidos. A ampla alça da cesta passa
pela testa da mulher, enquanto a cesta mesma fica
deitada nas costas dela, livrando assim, as mãos da
mulher para outros trabalhos. Uma aldeia tradicional
é construída com as casas dispostas em forma de
ferradura de cavalo, dando-se o seu lado aberto para
o rio. O domínio da mulher é a casa, cujo abertura
sempre dá para o centro da aldeia. O domínio do
homem é o lugar de reuniões no centro da aldeia,
onde são tomadas todas as decisões importantes no
conselho diário dos homens.
A língua Xavante contém 13 consoantes e 13 vogais –
das quais quatro são nasais. Termos de honra e
carinho são usados com referência a outros, como os
parentes por afinidade e os netos. Muitos destes
relacionamentos chaves são atualmente refletidos na
gramática da língua. Por exemplo, ao falar
diretamente ao genro, um homem usará a forma
gramática indireta (terceira pessoa) em vez das
formas da segunda pessoa.
Xokleng
Nomes alternativos: Aweikoma, Bugre, Botocudos
Classificação lingüística: Macro-Gê, Gê-Kaingang,
Kaingang do norte
População: 250 falantes (1975) de um grupo étnico de
634 (1986 SIL)
Local: Santa Catarina, no tributário do Rio Itajaí.
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Y
Yuhup
Nomes alternativos: Makú-yahup, Yëhup, Yahup, Yahup
Makú, "Maku"
Classificação lingüística: Maku
População: 360 no Brasil (1995 MTB); 600 em total
(1986 SIL)
Local: Amazonas, num tributário do Rio Vaupés.
Talvez também na Colômbia
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Fonte: Eduardo Bueno/Zero Hora/ Brasil 500
anos e Summer Institute of Linguistics (Sil Brasil)
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Caiapós

Kayapó



Guaranis



Kuikuros





Pataxós


Termiminós





Yanomamis
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