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Missões Jesuíticas

 

Por volta de 1610, quando as primeiras reduções foram estabelecidas no atual limite entre o Paraguai e o Estado brasileiro do Paraná, os índios das Missões, cujos humores guerreiros haviam sido abrandados pelo cristianismo, viraram presas fáceis dos bandeirantes oriundos de São Paulo que corriam o Sul em busca de riquezas e de mão-de-obra escrava.

 

Para garantir segurança, era preciso ir mais longe. Os jesuítas arregimentaram os índios que sobraram e empreenderam uma longa jornada rumo ao Sul, correndo ao longo do rio Paraguai. Chegando à região que corresponde ao atual Norte da Argentina e Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, guaranis e jesuítas fundaram e fizeram prosperar nada menos que 30 povoamentos, que alcançaram uma população espantosa para a época – em 1736, seriam mais de 102 mil indivíduos. Para comparar: em 1740, a maior cidade brasileira, Ouro Preto, tinha uma população de 50 mil pessoas e a maior cidade da América, o México, tinha 70 mil.

 

As terras ocupadas pelos 30 povos pertenciam à Espanha (apenas sete deles ficavam à esquerda do rio Uruguai, em território que viria a ser brasileiro), mas a perseguição dos bandeirantes não conhecia fronteiras. Em 1641, numa batalha perto do rio Mbororé, os guaranis resistiram com canhões feitos de grandes taquaras amarradas com couro e expulsaram os aventureiros.

 

A Coroa portuguesa mal sabia o que fazer e, na prática, a única ação de gente lusa ali era a dos bandeirantes. Mas a civilização jesuítico-guarani começou a ser desmanchada em 1750, não pelos bandeirantes, mas pelas Coroas. Naquele ano, foi assinado o Tratado de Madri, pelo qual Portugal abria mão da Colônia de Sacramento, pequeno mas importante porto fundado em 1680 na beira do rio da Prata, exatamente em frente a Buenos Aires, e a Espanha, a despeito, cedia a região à margem esquerda do rio Uruguai – exatamente a localização dos sete famosos e malditos Povos que ficam em território hoje gaúcho. Era a primeira reconfiguração legal do já antigo Tratado de Tordesilhas que, ainda no século 15, tinha destinado a Portugal apenas o litoral atlântico.

 

A atitude da Espanha foi criminosa em mais de um aspecto, mas especialmente porque as Missões não eram agrupamentos irregulares e, pelo contrário, recolhiam impostos adequadamente, prestavam subordinação ao rei, forneciam homens para tarefas as mais variadas (guerras, mas também construção de igrejas em outras partes do território hoje argentino etc.). Quer dizer: os guaranis, com os jesuítas, eram súditos leais à Coroa espanhola. Isso sem contar o fato trivial de que eram nativos da América, e portanto viviam aqui desde tempos remotíssimos.

 

Passados para domínio português, os padres e índios tiveram de deixar as Missões. Os índios resistiram ainda depois de os jesuítas terem aceitado a transferência imposta por Madri. Mas foram chacinados, em guerra sistemática e moderna, comandada por Gomes Freire de Andrade, figura que ganhou um enorme elogio literário em O Uraguai, poema épico de Basílio da Gama que perpetuou uma interpretação ufanista, pró-lusitana e anti-jesuítica. Os padres imaginaram erroneamente que a própria Companhia de Jesus, um dos baluartes do colonialismo, permitiria que ultrapassassem os limites dos interesses do colonialismo. Em compensação, as alternativas do colonialismo não deram melhor resultado: produziram, simplesmente, a genocida extinção dos guaranis.

 

 

 

 

os judeus no nordeste do brasil

 

O Nordeste do Brasil foi a "Terra Prometida" para cristãos-novos e judeus ibéricos nos séculos 16 e 17. Empurrados pela Inquisição, forçados à conversão, muitos decidiram atravessar o oceano desconhecido em busca de paz e de liberdade de culto. Tiveram importante papel no início da ocupação portuguesa nas novas terras, criando ou se inserindo em diversas atividades. Em especial, na produção e comércio do açúcar.

 

A ocupação holandesa no Recife trouxe grande número de judeus portugueses de Amsterdã. Com eles, inúmeros cristãos-novos e descendentes que já viviam no Recife retornaram ao judaísmo, formando algumas congregações. Entre elas, a Kahal Zur Israel, Primeira Sinagoga das Américas.

 

A Kahal Zur Israel (Comunidade Rochedo de Israel, nome que alude aos recifes espalhados pela costa da capital pernambucana) situa-se em Recife Antigo ou bairro do Recife - como é identificada a ilha formada na junção do rio Capibaribe com o oceano -, local onde a cidade nasceu e reduto de rico patrimônio histórico, submetido atualmente a um programa de revitalização.

 

Em dezembro de 2001, o prédio original reconstituído foi aberto ao público, sendo hoje um dos mais importantes sítios turísticos da região. A edificação é a parte visível do que foi uma comunidade que atingiu 50% do total de habitantes de origem européia da época, deixando marcos da sua presença em muitos lugares.

 

 

 
  BRASIL - Terra de paz, alegria e trabalho

 

 

 

 

 

Religião

 

 

Desde o século 19, o Brasil não possui religião oficial. Pode-se afirmar que é um país predominantemente católico, e já foi muitas vezes apresentado como "o maior país católico do mundo". Essa afirmação, entretanto, contém um certo exagero, se for considerada a proliferação de crenças não- católicas, de feição protestante, ou até mesmo não- cristãs, se englobadas as religiões de origem africana. Mais supersticioso que místico, mais inclinado à fantasia mágica do que a uma autêntica espiritualidade, o brasileiro, em sua grande maioria, vive à mercê de ideologias salvacionistas, que ora englobam práticas de feição oriental e fragmentos do conhecimento esotérico, ora mascaram-se em assistencialismo dito cristão. O catolicismo ortodoxo, o islamismo e o budismo têm pouca tradição popular no Brasil.


Esse quadro foi formado ao longo de cinco séculos, com alternâncias que correspondem, grosso modo, a três períodos históricos:

 

(1) Colônia, quando predominava absoluto o catolicismo, com manifestações esporádicas do judaísmo, perseguido pela Inquisição e reduzido à clandestinidade, e do protestantismo, dos calvinistas franceses e holandeses, perseguidos e liquidados pelas armas;

 

(2) Império, em que o catolicismo continuou hegemônico, mas já erodido pela influência das correntes liberais européias, sobretudo pelo positivismo e pela maçonaria, e por influências de outras correntes religiosas, como o espiritismo e o protestantismo;

 

(3) República, quando a tendência é a expansão das religiões de massa, dos sincretismos religiosos afro-brasileiros e dos cultos pentecostais.

 


Catolicismo

 

O descobrimento do Brasil, como toda a conquista do império colonial português, teve um aspecto essencialmente religioso. A colonização orientou-se pelo espírito missionário da nação. Foi sob o signo da Ordem de Cristo que se descobriu o Brasil. Fundada por D. Dinis, em 1319, essa ordem usou os recursos de que dispunha para reunir os mais competentes geógrafos e navegadores e para equipar uma série de expedições, com o propósito tanto de combater os muçulmanos quanto de descobrir novas rotas marítimas e novas terras. À época do descobrimento do Brasil, o rei exercia poderes muito amplos de ordem espiritual, baseados no padroado, isto é, no direito de conferir benefícios eclesiásticos, inerentes à própria Ordem de Cristo. Com o correr do tempo, as funções da coroa e do grão-mestrado da ordem, a ela anexado desde 1551 pelo papa Júlio III na bula Praeclara clarissimi, fundiram-se praticamente. Resultou daí que a expansão da igreja no Brasil foi feita em união com o Estado.


O rei, na qualidade de grão-mestre, recebia os dízimos, tributos puramente eclesiásticos, e que eram uma das maiores fontes de renda da colônia. Além disso, propunha à Santa Sé os bispos e arcebispos e a estes os cônegos e párocos. As igrejas matrizes e as catedrais eram construídas e mantidas pelo estado. Da mesma forma, a expansão da igreja acompanhou sempre a conquista militar da colônia. O povoador exigia a presença da igreja e não concebia a existência sem os socorros espirituais. Daí a construção de inúmeras capelas, ou simples centros de devoção, ter precedido muitas vezes a instalação do núcleo administrativo municipal.


Catequese

 

Tão logo foram instalados os primeiros centros administrativos, as ordens religiosas iniciaram o trabalho de conversão dos gentios. Em 1549, chegaram os primeiros jesuítas à Bahia, com o primeiro governador-geral, para iniciar o trabalho sistemático de catequese. O padre Manuel da Nóbrega, por seu tirocínio político, e o padre José de Anchieta, pela sinceridade de sua convicção, são as principais figuras das missões católicas no Brasil colônia. Vieram depois outras ordens religiosas, que desenvolveram trabalhos igualmente profícuos, como os franciscanos, beneditinos e carmelitas. Naturalmente o trabalho dos catequistas nunca foi pacífico. Ao lado das inúmeras dificuldades naturais, tiveram de defender as populações nativas contra a sanha dos colonos, interessados no trabalho escravo dos índios; e também de lidar com incompreensões e intransigências da cúpula da igreja, desde a fundação do primeiro bispado brasileiro, na Bahia, sede do governo colonial, em 1551. O primeiro bispo do Brasil, D. Pero Fernandes Sardinha, entrou em choque com os missionários, por não concordar com a tolerância à nudez natural dos selvagens, ou a introdução da música e dos instrumentos indígenas nas cerimônias litúrgicas.


A força civilizadora da igreja manifestava-se por três modos: o episcopado, com o clero secular, as ordens religiosas e as corporações leigas - ordens terceiras, irmandades e confrarias. Tais corporações eram organizadas por classes sociais e profissões. Assim, as ordens terceiras, como a do Carmo e a de S. Francisco, eram constituídas pelas elites locais; as irmandades, pelas profissões, como São José dos Carpinteiros, Santo Elói dos Ourives, São Jorge dos Ferreiros. Os negros mantinham irmandades próprias, como a de Nossa Senhora do Rosário, de São Benedito e de Santa Ifigênia. Nessas irmandades, as autoridades religiosas permitiam a prática de formas exóticas de culto, com música e danças típicas e eleições de "reis" e "rainhas". Os pardos tinham também associações próprias, como a de São Gonçalo Garcia ou a do Cordão de São Francisco. Nas matrizes funcionava geralmente a Irmandade do Santíssimo Sacramento. Uma das principais organizações era a da Santa Casa de Misericórdia, que exercia funções de assistência social, mantinha hospitais, asilos para pobres e velhos, cuidava dos expostos e dos presos e assistia os condenados à morte.


Os conventos constituíam os centros de cultura. Além das formações dos próprios religiosos que recebiam graus acadêmicos por direito pontifício, permitiam a freqüência de leigos nos seus cursos. Em alguns bispados abriram-se igualmente seminários que quase sempre acolhiam leigos. No Rio de Janeiro chegou a haver três deles, um dos quais, o de São Joaquim, foi, em 1838, transformado no Colégio Pedro II. As antigas ordens religiosas militares, por essa época, já se encontravam laicizadas e constituíam simples honrarias conferidas pelo poder civil.


Competia ainda às ordens religiosas o pastoreio das aldeias indígenas que até o século 19 circundavam as principais povoaes. Aps a expulsão dos jesuítas e a restrição do poder dos missionários, as aldeias caram em abandono, e os índios foram incorporados ao proletariado rural ou voltaram totalmente à vida selvagem. Durante o século 18, houve grande debate entre as ordens e o estado, a propósito dos direitos dos missionários sobre os índios. Os colonos desejavam pô-los a serviço de suas lavouras, e acusavam os religiosos, especialmente os jesuítas, de explorar os índios em proveito próprio. Por sua vez os bispos defendiam a jurisdição deles sobre as aldeias. Nesse debate, em que o estado não teve linha firme de conduta, distinguiu-se o padre Antônio Vieira, cuja ação pela palavra e pela atitude pessoal junto às autoridades o coloca em posição destacada na história social do Brasil. O terrível golpe sofrido pela igreja com a expulsão dos jesuítas atingiu também o setor educacional. A criação de mestres régios, para cuja sustentação se estabeleceu um imposto especial, o subsídio literário, não compensou o abalo provocado pelo fechamento dos colégios e escolas que eram gratuitas.


Relações Igreja-Estado

 

O poder temporal e o poder espiritual nem sempre se relacionaram bem durante a colônia. O padroado conferido ao estado traduziu-se na prática em uma constante ingerência no patrimônio eclesiástico e nas atividades da igreja. Historicamente a doutrina católica portuguesa sempre foi regalista -- isto é, defensora da ingerência do soberano em questões religiosas -- e galicana -- ou seja, inicialmente defensora da interferência dos reis nos negócios eclesiásticos e depois da autonomia dos bispos em face do Sumo Pontífice, posição que sempre provocou conflitos entre a autoridade real e os representantes do papa. Essa situação se manteve no império. A constituição de 1824 estabeleceu que o catolicismo continuaria como religião do estado. Isso significou na prática a perpetuação de certas vantagens da Igreja: manutenção do clero e do culto, dos seminários e das missões, e exclusão dos não-católicos da representação política.


A vida religiosa sofria uma profunda crise em face de tais ingerências. O prestígio do clero decrescia na vida política e cultural. Os conventos se esvaziavam, ordens inteiras extinguiam-se. Em 1854 foi suspenso o noviciado em todas elas. Chegou-se a pensar em extinguir todas as ordens religiosas e secularizar de vez os prelados restantes. Tal estado de coisas explodiu em 1872 na questão religiosa, de sérias repercussões sobre as relações entre o estado e a igreja. Somente em 1890, com a proclamação da república, o governo provisório separou definitivamente a igreja do estado, extinguiu o padroado e proibiu os estados membros de perseguirem ou protegerem qualquer Igreja.


A Igreja na República

 

A separação trouxe um surto de renovação para a igreja, com o renascimento de várias ordens religiosas e o aumento de paróquias e dioceses. Os clérigos demonstraram sua aprovação na pastoral coletiva dos bispos, publicada quatro meses após a proclamação republicana, em que saudavam o fim da dependência à autoridade civil. Com efeito, a subordinação indiscriminada de clérigos e leigos ao mesmo poder temporal, caprichoso e arbitrário, acabava por levar para dentro da igreja a situação de relaxamento, negligência e tráfico de influência que acompanharam a administração colonial e imperial.


Em 1939, reuniu-se o I Concílio Plenário Brasileiro, presidido pelo cardeal D. Sebastião Leme. Em 1952, o episcopado constituiu, em caráter permanente e como expressão do colégio episcopal, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (
cnbb). Outras entidades católicas que exercem atividade no Brasil são a Conferência dos Religiosos do Brasil (crb), que reúne os superiores de ordens religiosas; o Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (CERIS), que funciona em correlação com as duas Conferências; o Apostolado da Oração, devocional; as Congregações Marianas e as Conferências Vicentinas; e a Associação de Educação Católica, órgão dos estabelecimentos católicos de ensino, que compreende também as universidades, a mais antiga das quais é a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.


Problemas da Igreja no quadro atual

 

Após o Concílio Ecumênico Vaticano II generalizou-se o emprego da língua portuguesa na missa, a simplificação da liturgia e a adoção de cantos religiosos adaptados à expressão musical popular brasileira. Se tais medidas resultaram no revigoramento da missa e em maior participação da juventude, trouxeram em contrapartida o reforço de uma tendência brasileira de aversão ao ritualismo e a um sentimento religioso que se possa afirmar profundo e consciente. A "democratização" do culto retirou o sentido mais profundo dos ritos, e enfatizou seus aspectos exteriores, mais "festivos" e "teatrais", e criou um ambiente pouco propício à verdadeira espiritualidade. Ao mesmo tempo, alguns setores da igreja, liderados pelo franciscano Leonardo Boff, passaram a defender a chamada teologia da libertação, que clama por um maior engajamento da igreja na sua opção pelos pobres.

 

 

Judaísmo

 

Perseguidos implacavelmente pela Inquisição desde os primórdios da colonização, os judeus conheceram poucos períodos de liberdade religiosa -- tão-somente os interregnos da dominação holandesa na Bahia e em Pernambuco. Em Recife, durante a segunda invasão holandesa, a cidade chegou a ter seu rabino, Isaac Aboab da Fonseca, o primeiro do Brasil e da América do Sul. Somente com a vinda de D. João vi para o Brasil e a assinatura do tratado de comércio e navegação com a Inglaterra, que estipulava a liberdade de consciência, puderam os judeus e seguidores de outros credos gozar de liberdade religiosa.


Há comunidades judaicas espalhadas por todo o Brasil. As maiores localizam-se em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Embora seus membros se mantenham ligados à tradição, nem todos professam a religião. No início do século 20 predominou a imigração de judeus do grupo ashkenazi, que em 1910 fundou no Rio de Janeiro sua primeira sinagoga. Mas o grupo sefardita é ainda mais antigo, existindo desde 1846. Ambos seguem o rito ortodoxo. Em 1966 foi fundada em Petrópolis RJ uma yeshivah destinada à formação de futuros rabinos.

 

 

Protestantismo

 

Durante o Brasil colônia, as tentativas de fixação no Brasil de núcleos protestantes fracassaram. Somente a partir de 1823, quando se intensificou a imigração estrangeira, grupos de alemães organizaram as primeiras comunidades luteranas. A seguir, estimulados pela política de expansão econômica dos Estados Unidos, organizaram-se missões protestantes de diferentes denominações. Os congregacionistas estabeleceram-se em Petrópolis em 1855; os presbiterianos chegaram ao Rio de Janeiro em 1859; os metodistas em 1867; os batistas estabeleceram-se na Bahia em 1882; o culto episcopal, em Porto Alegre, em 1890; o evangélico luterano na mesma data, em Pelotas RS. As competições internas entre esses vários grupos criaram dissensões e iniciativas de novas igrejas.


As chamadas igrejas históricas do protestantismo perderam terreno para o protestantismo popular, que começou a disseminar-se no Brasil a partir de 1910, com a chegada dos missionários pentecostais. O pentecostalismo subdivide-se em numerosos grupos, dos quais os principais são a Igreja Universal do Reino de Deus, a Igreja Pentecostal Deus é Amor, a Congregação Cristã no Brasil, a Assembléia de Deus e o Brasil para Cristo.

 

 

Islamismo

 

O islamismo veio para o Brasil com os negros islamizados -- hauçás, fulas, mandingas -- e funcionou como fator de aglutinação e resistência. Com a abolição, e posteriormente com a dispersão dos líderes negros muçulmanos, o islamismo praticamente desapareceu e limita-se a seus adeptos estrangeiros.

 

 

Espiritismo

 

Fundado na Bahia em 1865, o espiritismo no Brasil tem um caráter mais religioso que experimental, ao contrário do que ocorre em outras partes do mundo. Em 1884 foi criada a Federação Espírita Brasileira, e em 1897 a Livraria da Federação, que desde então teve um impressionante movimento editorial, com milhões de livros publicados. Somente um dos autores publicados, o médium Francisco Cândido Xavier, é autor de mais de uma centena de obras psicografadas. Em 1957 foi autorizada pelo governo brasileiro, e pela primeira vez no mundo, a emissão de um selo postal com a efígie de Alan Kardec, fundador da doutrina espírita.

 

 

Cultos afro-brasileiros

 

Uma geografia e uma história dos cultos africanos no Brasil representa problema extremamente complexo, devido às origens diversificadas e ao sincretismo, primeiro entre os vários grupos de escravos, depois dos deuses africanos com os santos católicos, para fugir à perseguição imposta pelos senhores. E mais modernamente, com o espiritismo. A Congregação Espírita Umbandista do Brasil, fundada em 1950, e a União Nacional dos Cultos Afro-Brasileiros, de 1952, junto com outras instituições nacionais e regionais, coordenam e defendem os interesses dos seus fiéis.

 

Esses cultos da umbanda (nome genérico) sempre exerceram grande atração na sociedade brasileira, seja por seu aspecto exótico, seja pela beleza dos seus ritos. Na Bahia, o culto afro-brasileiro toma o nome de candomblé; no Rio de Janeiro, denomina-se macumba; em outros estados, xangô, pajelança e outras denominações. No entanto, não são idênticos e variam em graus de sincretismo. O candomblé constitui dentre todos o culto mais preocupado em manter sua ortodoxia religiosa e suas raízes africanas, principalmente na Bahia.

 

 

Ortodoxos

 

Os ortodoxos dividem-se entre os filiados à Igreja Católica Apostólica Ortodoxa e os que se mantiveram ligados ao Vaticano. Os ortodoxos russos chegaram ao Brasil em 1871, com o início da imigração russa. Em 1913, os sírio-libaneses construíram em São Paulo o primeiro templo ortodoxo. A Igreja Ortodoxa Grega estabeleceu-se em 1950, em São Paulo. Em 1958 chegaram ao Paraná os russos raskolniks (russos brancos), onde vivem em comunidades agrícolas perto de Ponta Grossa.

 

 

Budismo e o zen-budismo

 

O budismo e o zen-budismo são ainda numericamente pequenos no Brasil, embora tenham chegado ao final do século 20 com taxas de crescimento apreciáveis. Em 1955 foi criada no Rio de Janeiro a Sociedade Brasileira de Budismo. Em 1992, por ocasião da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, esteve em visita ao Brasil o Dalai Lama.

 

 

 

 

 

 

Brasil - Coração do Mundo

 

Pátria do Evangelho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tupã

Na mitologia tupi-guarani, Tupã era entidade com missão civilizadora entre os homens, mas não representava o papel de divindade suprema que se fixou na época da catequese jesuítica.


Tupã ou Tupana é um mito ameríndio do grupo tupi-guarani que pode ser identificado com a entidade mítica Amã Atupane, criador do mar, ou com a entidade dos trovões, dos raios e das chamas. Pode-se ligá-lo também ao ciclo dos heróis civilizadores, pois era crença que havia ensinado aos índios os primeiros rudimentos da agricultura.


Os depoimentos de André Thévet, Claude d'Abbeville, Fernão Cardim, Ermano de Stradelli e outros atestam a natureza do primitivo mito ameríndio.

 

Segundo Stradelli, "Tupana não passa da mãe do trovão, tida na mesma consideração de todas as outras mães, mas porque mãe de cousas de que o indígena não precisa, que dispensa, é uma mãe que não se honra nem se festeja. Na realidade, quando todas as outras mães têm danças e festas, que lhes são dedicadas, nunca ouvi que houvesse festa dedicada a Tupana. O Tupana (...) é o Deus cristão, e a adaptação é dos antigos missionários (...)." Na mitologia tupi, a entidade criadora não é Tupã, mas Monã, representada como "astro sem fim nem começo, o que criou o céu, a terra, os pássaros e os animais que aí se encontram".


No período da colonização, no contato com a cultura cristã transplantada pelos portugueses, Tupã passou a ser valorizado pelos catequistas como entidade de melhor expressão para representar a idéia de Deus na língua da catequese, uma vez que seria manifestação sensível de algo fora do comum, de incompreensível e de superior. Sob essa influência, a entidade adquiriu para os indígenas o sentido de divindade suprema. Esse problema foi esclarecido pelo etnólogo francês Alfred Métraux em "A religião dos tupinambás" (1928). A ampliação do mito primitivo para o do Deus supremo confirma processo de aculturação, observado quando há encontro entre culturas diversas.


Não há dúvida de que o mito sincrético Tupã-Deus se difundiu bastante entre os índios catequizados, desde a Argentina até as Guianas. No próprio folclore brasileiro do século 19, havia vestígio dessa identificação. Correm várias explicações etimológicas para o vocábulo Tupã e sua variante Tupá. A hipótese mais aceita é a que lhe atribui origem onomatopaica pois, como observou Jean de Léry, o vocábulo não tinha significado religioso entre os tamoios.

 

 

 

Os Jesuítas

 


Jesuíta é nome comumente dado aos membros da Companhia de Jesus, ordem religiosa masculina fundada em 1540 por santo Inácio de Loiola, sacerdote espanhol, como "um esquadrão de cavalaria ligeira" à disposição do papa. A atividade intelectual, pedagógica, missionária e assistencial dos jesuítas se realizou sempre sob o lema Ad Majorem Dei Gloriam ("Para a maior glória de Deus"), abreviada pela sigla A.M.D.G. Pela dedicação a seus objetivos, os jesuítas receberam as mais radicais reprovações e os mais exaltados elogios.


Fundação e expansão

Durante a convalescença de um ferimento recebido em 1521, na defesa de Pamplona, o jovem aristocrata e militar Inácio de Loiola experimentou uma profunda conversão espiritual, inspirada pela leitura de livros sobre as vidas dos santos, o que o levou a dedicar-se ao serviço de Cristo. Retirado em uma gruta, perto do santuário catalão da Virgem de Montserrat, na cidade de Mauresa, ali redigiu e praticou seus Exercícios espirituais.


Mais tarde, enquanto estudava teologia em Paris, atraiu, com os Exercícios espirituais, seis entusiastas companheiros; juntos fizeram votos de pobreza, castidade e obediência e de peregrinar a Jerusalém, formando assim o núcleo da futura ordem. O papa Paulo III aprovou, em 1540, a nova ordem, com o nome de Companhia de Jesus e, no ano seguinte, Loiola foi eleito superior geral.


A ânsia de dar maior agilidade e eficácia à nova ordem, levou Loiola a suprimir a obrigatoriedade de algumas práticas tradicionais, como a assistência diária ao ofício litúrgico no coro ou determinadas penitências e jejuns. Em troca, deu ênfase à obediência, reforçando o princípio da autoridade e da hierarquia e introduzindo um voto especial de obediência ao papa.


Durante o século 16, a Companhia de Jesus estendeu-se rapidamente por toda a Europa e incentivou a reforma interna da Igreja Católica para contrapor-se à Reforma luterana. Participou ativamente do Concílio de Trento e das disputas teológicas; empenhou-se na pregação religiosa e no ensino -- baseado na chamada Ratio studiorum -- que ia desde a difusão do catecismo entre as crianças e "pessoas rudes", até a criação de seminários, como o Colégio Romano (1551), posterior Universidade Gregoriana; assistia aos humildes, encarcerados e soldados. Desde o começo, a ordem se dedicou a missões entre os infiéis e deu santos à Igreja, como Francisco Xavier, missionário na Índia e Japão e morto ao entrar na China, e Pedro Clavel, que se proclamou escravo dos escravos negros desembarcados em Cartagena, na Colômbia.


A ordem está organizada em províncias, espalhadas por todo o mundo, governadas por um provincial e agrupadas em assistências. O poder supremo dentro da ordem compete à congregação geral, formada pelos provinciais e delegados eleitos, por períodos determinados, por cada congregação provincial. A congregação geral elege um superior que, embora vitalício, pode ser deposto pelo papa, por decisão própria ou por sugestão da congregação geral. As constituições feitas por santo Inácio só podem ser modificadas com a aprovação do papa.


Jesuítas no Brasil

Em 1549 chegaram ao Brasil os primeiros missionários da Companhia de Jesus. O primeiro grupo tinha como superior o padre Manuel da Nóbrega e foi integrado pelos padres João Navarro, Antônio Pires, Leonardo Nunes e os irmãos Vicente Rodrigues e Diogo Jácome. Colaboraram com Tomé de Sousa na fundação da cidade de Salvador e criaram o colégio da Bahia. Em seguida estenderam a assistência religiosa às capitanias de Ilhéus, Porto Seguro, Espírito Santo e São Vicente, para o Sul, e às de Sergipe del Rei, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Em 1553, foi criada a província jesuítica do Brasil. Nesse mesmo ano, chegava ao Brasil, ainda como estudante, o padre José de Anchieta, cognominado o Apóstolo do Brasil.


Até 1605, vieram para o Brasil, em 28 levas ou expedições, 169 religiosos da Companhia de Jesus, entre padres e irmãos. Não se incluem nesse total os quarenta religiosos da expedição de 1570, chefiada pelo padre Inácio de Azevedo, aprisionados em alto- mar pelos homens de Jacques Soria e assassinados ou atirados à água; nem os 12 jesuítas da expedição chefiada pelo padre Pero Dias, que em 1571 morreram nas mãos de Jean Capdeville e seus corsários franceses e ingleses.


Representava grande esforço para a recém-criada Companhia de Jesus o envio para o Brasil desse grande número de estudantes e sacerdotes, entre os quais se incluíam não apenas portugueses e espanhóis, em larga maioria, mas também belgas e italianos. Daí a determinação do padre Manuel da Nóbrega de instalar o noviciado no Brasil, logo no início, aproveitando a vocação para o sacerdócio dos próprios filhos da terra. Em poucos anos os resultados obtidos provariam o acerto de sua decisão.


Em 1605, os jesuítas já estavam estabelecidos em todo o litoral brasileiro, de Natal (1597), no Nordeste, a Embitiba (1605), na atual divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nesse período de expansão, além de contribuírem para a edificação das cidades de Salvador e Rio de Janeiro, fundaram por iniciativa própria a cidade de São Paulo, em Piratininga, no interior da capitania de São Vicente.


Com as bases que lançaram no século 16, os jesuítas conquistaram o mérito de introduzir o ensino, inclusive das artes e ofícios necessários à vida cotidiana, como medicina e arquitetura; de promover o teatro; de preservar as línguas indígenas; e de registrar os fatos importantes da história de seu tempo.
No plano econômico, marcaram presença pela criação de gado e animais domésticos, como ovelhas, porcos, galinhas, patos e cães, tendo esses últimos causado grande fascínio entre os indígenas. Com o gado iniciaram a indústria de laticínios. Introduziram também no País numerosas espécies vegetais européias e asiáticas, e plantaram, em suas residências, uvas, cidras, limões, figos, cacau, legumes, algodão e trigo, ao mesmo tempo em que procuravam iniciar os indígenas em novas técnicas agrícolas. Das frutas faziam conservas. Iniciaram também o cultivo da cana-de-açúcar.


Repressão

Na Europa, no século 17, muitos reis tomaram jesuítas como confessores (Luís XIV da França, Mariana da Áustria -- esposa de Filipe IV de Espanha -- João IV de Portugal, Augusto II da Polônia). Os ataques dirigidos contra eles por pensadores como o francês Blaise Pascal, representante das idéias jansenistas, eram voltados contra o pragmatismo moral e as atividades políticas da companhia. Nas missões, os jesuítas Roberto Nobili e Mateo Ricci iniciaram uma revolucionária adaptação aos costumes dos brâmanes hindus e dos mandarins chineses, o que suscitou grandes controvérsias. No Paraguai, a ordem criou as chamadas reduções, um tipo de organizações política e social que agrupava os indígenas, sob a direção dos padres.


As idéias dos enciclopedistas e os governos europeus do século 18, com seu espírito anticlerical e contrário à intervenção do papado em assuntos políticos, investiram especialmente contra os jesuítas, que foram expulsos de Portugal, França e Espanha, e no Paraguai tiveram que abandonar as reduções dos índios. Por decreto de 3 de setembro de 1759, o marquês de Pombal, poderoso primeiro-ministro de D. José I, expulsou os jesuítas de Portugal e de seus domínios ultramarinos, inclusive o Brasil. No ano seguinte, mais de 600 sacerdotes fecharam seus colégios e abandonaram as aldeias indígenas brasileiras. Os numerosos bens da Companhia de Jesus foram confiscados e incorporados à coroa por cartas régias de 25 de fevereiro e 5 de março de 1761. Na Espanha, Carlos III decretou em 1767 a expulsão dos jesuítas de todo o seu reino.


A pressão das monarquias obrigou o papa Clemente XIV a decretar em 1773 a supressão da Companhia de Jesus, mediante o breve Dominus ac Redemptor. No entanto, os jesuítas continuaram na Prússia até 1780 e se mantiveram na Rússia, onde o decreto papal nunca vigorou. Em 1814, o papa Pio VII restabeleceu a Companhia de Jesus, ante a demanda geral para que prosseguisse seu trabalho de ensino e evangelizao missionária.

 

Posteriormente, os jesuítas chegaram a ser a ordem religiosa masculina mais numerosa. Ao Brasil, os jesuítas voltaram em 1841, quando era geral da Companhia de Jesus o padre holandês João Roothaan. Instalaram-se novas casas, abriram-se noviciados e novos colégios.


A atividade variada dos jesuítas alcança atualmente especial relevância na educação, com instituições de ensino médio e superior, destacando-se entre elas a Universidade Gregoriana, em Roma. Sua ação se estende também ao campo das comunicações, bem como aos movimentos ecumênicos e de âmbito social e trabalhista em geral. Atualmente os jesuítas promovem de maneira especial a vida religiosa, com os Exercícios espirituais de santo Inácio, e a promoção da fé e da justiça.

 

Fonte: Enciclopédia Britânica
 

 

 

 

PADRE JOSÉ DE ANCHIETA

 

 

 

José de Anchieta nasceu em 19 de março de 1534 em San Cristóbal de La Laguna, na ilha de Tenerife, arquipélago das Canárias, colônia da Espanha situada próxima à costa africana. Veio para o Brasil em 1553, na frota que conduzia o segundo Governador Geral daquela colônia na América do Sul, Dom Duarte da Costa (que ficou no cargo de 1553 a 1557). Ele estava na primeira leva de padres jesuítas da Companhia de Jesus que vieram ao Brasil como o objetivo de catequisar os índios. Os nativos chamavam-nos de "avarê".

 

 

 


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