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Mapa Mundi de Juan de la Cosa, feito em 1500, depois da expedição exploradora de Alonso de Ojeda, que em meados de 1499 (veja imagem ampliada no final da página).

 
     
 
 
 
     

 

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  ESTADO DE SANTA CATARINA

 

 
 

 

Um mapa tão polêmico quanto a figura de seu autor

 

O Mapa Mundi de Juan de la Cosa, é o maior tesouro do Museu Naval de Madri, onde está exposto atualmente. É considerado o primeiro a reproduzir o "Novo Mundo". Tanto quanto acontece com a polêmica figura de seu autor, que até hoje se discute ter sido um espião dos reis espanhóis em terras portuguesas ou o contrário, seu mapa tem sido alvo de inúmeras polêmicas, inclusive aqui no Correio Gourmand.

 

Um leitor catarinense nos escreveu protestando sobre a veracidade da informação que consta na nossa "História de Santa Catarina", questionando o fato de um mapa elaborado em 1500 conter registros que sejam atribuídos à região do atual  Estado catarinense.

 

De fato, isso também intrigou aos nossos pesquisadores que resolveram, então, aprofundar a pesquisa para complementar a informação que abre o texto da História de Santa Catarina extraída do site do próprio governo do Estado:

 

"Cartas geográficas de navegadores de várias nacionalidades, escritas desde o início do século XVI, mencionam pontos que correspondem ao litoral catarinense. O mapa de Juan de la Cosa, piloto da expedição de Alonso de Ojeda assinala "Sant´Ana", uma parte que corresponde ao nosso litoral".

Site governo Santa Catarina

 

O primeiro passo foi descobrir mais sobre o autor da obra, Juan de la Cosa, o que nos levou a um personagem intrigante e rodeado de mistérios. Cartógrafo e navegador, nascido na Espanha, com um vasto curriculum, ele não apenas foi o piloto da expedição de Alonso de Ojeda (da qual, também, participou Américo Vespúcio), que aconteceu em 1499, como esteve em três das expedições de Cristóvão Colombo para o "Novo Mundo", incluindo a do "descobrimento da América, em 1492. Sabe-se que em 1488, quando Bartolomeu Dias regressou da viagem em que descobriu o Cabo da Boa Esperança De la Cosa estava em Lisboa e obteve informações sobre a descoberta, portanto sabia que o "Mar Tenebroso" não despencaria em abismo caso se navegasse para o Sul.

 

Assim, partindo do princípio de que a História "oficial" da época dos Descobrimentos, comprovadamente, reproduz os interesses das duas mais poderosas Cortes do Ocidente de então, Portugal e Espanha, e de que a cada dia novos estudos confirmam que tanto Colombo ao chegar a América em 1492, quanto Cabral ao chegar ao Brasil em 1500, vieram com destino certo, sabendo exatamente o que iriam encontrar, mais os dados obtidos sobre Juan de la Cosa, que complementaram as informações do site do governo catarinense, dando-lhe sentido e sustentabilidade, consideramos viável aceitar como verdadeira a informação.

 

Entretanto, há muita discussão a respeito. O mapa, que ficou desaparecido por séculos, foi encontrado por acaso numa livraria de Londres

 

 

 

 

 

 

Mapa de meados século 16

 

Vista da vila de Nossa Senhora do Desterro.

Desenho feito pelo barão de Krusenstern, em 1803

 

 

 

HISTÓRIA

 

O reconhecimento do litoral


A região costeira do território que constitui hoje o Estado de Santa Catarina foi, desde a época do descobrimento, visitada por navegantes de várias nacionalidades. Afora a discutida versão da presença do francês Binot Palmier de Gonneville, que ali teria estado durante seis meses, em 1504,  (e, na volta para a França, levado com ele o filho de cacique local, que lá estudou e acabou se casando com sua filha), não existe dúvida quanto à viagem dos portugueses Nuno Manuel e Cristóvão de Haro, que por lá passaram, em 1514, e deram o nome de ilha dos Patos à atual ilha de Santa Catarina.


Cartas geográficas de navegadores de várias nacionalidades, escritas desde o início do século 16, mencionam pontos que correspondem ao litoral catarinense. O famoso Mapa Mundi de Juan de la Cosa (feito em 1500), piloto da expedição de Alonso de Ojeda, que em meados de 1499 passou ao largo da costa da América do Sul, em busca do caminho das Índias Ocidentais, assinala "Sant´Ana", na parte do nosso litoral que corresponde à região que viria a ser a Capitania de Santana, de Pero Lopes de Souza. Os portugueses, entretanto, não demonstraram grande interesse pelo território catarinense, e as numerosas bandeiras vindas da Capitania de São Vicente, no século 17, apenas visaram o aprisionamento dos índios da região para escravizá-los.

 

Pela sua importância, registra-se a expedição de João Dias Solis em direção ao Prata, em 1515, quando um único ponto da costa mereceu ser assinalado: a baía dos "perdidos", que se refere às águas interiores entre a Ilha de Santa Catarina e o continente fronteiriço (designação dada em virtude do naufrágio de uma embarcação da mesma esquadra).
 

A expedição de Sebastião Caboto, italiano a serviço da Espanha, chega ao litoral catarinense por volta de 1526 e, ao publicar seus mapas referentes àquela expedição, denominava a Ilha de Santa Catarina de "porto dos Patos". Mas o nome de Santa Catarina - dado à ilha - aparece, pela primeira vez, no mapa-mundi de Diego Ribeiro, de 1529.

Há divergências quanto ao responsável pela denominação de Santa Catarina: alguns autores atribuem a Sebastião Caboto, que fizera a denominação em homenagem à esposa Catarina Medrano; outros querem que tenha sido em homenagem a Santa Catarina de Alexandria, festejada pela igreja em 25 de novembro. É, portanto, assunto que merece novas reflexões.

Em 1541, aporta, ao continente fronteiro à ilha, a expedição de D. Alvar Nunes Cabeza de Vaca, comandante que intitula-se "Governador de Santa Catarina", dada a sua nomeação, pelo rei da Espanha, para tomar posse das terras da Coroa.

Entretanto, a Ilha de Santa Catarina não foi o único ponto do litoral mencionado pelos primeiros navegadores que por lá aportaram. Em 1527, no planisfério anônimo de Weimar, apareceu a designação de Rio de São Francisco, correspondente à baía de Babitonga, que banha a península da atual São Francisco do Sul.


Os primeiro povoadores: desterrados, náufragos e sacerdotes

O povoamento do território catarinense está intimamente ligado, nos seus primórdios, aos interesses de navegações portuguesas e espanholas, que tiveram o litoral de Santa Catarina como ponto de apoio para atingir, principalmente, a região do Rio do Prata (sem mencionar as expedições de outras nacionalidades).

Pelo fato de o litoral catarinense servir como ponto de apoio, constatou-se que os primeiros povoadores foram náufragos, como, por exemplo, onze sobreviventes de uma embarcação da expedição de João Dias Solis, os quais foram bem recebidos pelos índios carijós e iniciaram com eles intensa miscigenação. Esses aborígines, que segundo Anchieta, eram "o melhor gentio desta costa" e " manso e propenso às coisas de Deus", viviam de caça e pesca, eram exímios tecelões de redes, esteiras e cestos, e trabalhavam objetos em pedra.

Outros aparecem, como os desertores, elementos que abandonaram a embarcação "San Gabriel" comandada por D. Rodrigo de Acuña, a qual fazia parte de uma expedição espanhola. Da mesma forma, da expedição de Caboto, em 1526, também apareceram desertores.

 

O povoamento vicentista

 

Portugal utilizou-se, largamente, do princípio jurídico do "uti possidetis", o direito do primeiro possuidor, tendo em vista a política de ampliação de seu território e a constância das expedições espanholas no litoral catarinense e sul do Brasil no século 16.

Após a "União Ibérica", isto é, o fim dos laços que uniam Portugal e Espanha (1580-1640), os bandeirantes, cada vez mais, alargaram as fronteiras das terras portuguesas. São as bandeiras vicentistas (provenientes da Capitania de São Vicente), de caça ao índio, que atingem o Brasil meridional.

Desta forma, o litoral catarinense passou a ser percorrido e conhecido, crescendo o interesse pela posse, com conseqüente ocupação.

As fundações vicentistas

São Francisco

O povoamento efetivo do litoral catarinense tem início com a fundação de São Francisco, sob a responsabilidade de Manoel Lourenço de Andrade, que recebeu, de um herdeiro de Pero Lopes de Souza, procuração para estabelecer, mais ao sul, uma povoação que denominou de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco, em 1658, cuja data tem sido alvo de discussão.

Desterro
 

Na marcha da ocupação do Sul, segue-se a fundação da povoa de Nossa Senhora do Desterro pelo bandeirante Francisco Dias Velho, que partiu de São Paulo, em 1672, acompanhado de familiares e índios domesticados, com interesses agropastoris. Com a morte de Dias Velho e a conseqüente retirada de seus filhos, a povoa do Desterro quase desapareceu.

A partir de 1715, com a concessão de sesmarias a portugueses, como Manoel Manso de Avelar, passa-se a sentir a necessidade de povoamento da Ilha, como forma de se defender do assédio constante por parte de navios estrangeiros; isso é demonstrado pelos próprios moradores, através de uma petição ao governo português.

Laguna

A fundação da vila de Santo Antônio dos Anjos de Laguna, como o povoamento do litoral do Rio Grande do Sul, ocorrem em virtude da necessidade de apoio à Colônia do Sacramento e de estabelecer ligação entre a costa e as estâncias do interior.

Deve-se a Domingos de Britto Peixoto a fundação de Laguna, por volta de 1684, após a pacificação de indígenas ali existentes. É a partir desta povoação que os portugueses se lançam à conquista dos territórios mais ao sul, como é o caso dos Campos de Viamão.

 

A Capitania de Santa Catarina

 

A Capital de Santa Catarina foi criada quando a Coroa Portuguesa através da Provisão Régia de 11 de agosto de 1738, desincorporou os territórios da Ilha de Santa Catarina e o Continente do Rio Grande de São Pedro da jurisdição de São Paulo, passando-os para o Rio de Janeiro.

Desta forma, Santa Catarina ficou subordinada diretamente aos Vice-Reis do Brasil. Eram esses que concentravam em suas mãos a grande autoridade administrativa e judiciária aos quais se subordinavam os capitães-generais. Santa Catarina constituiu-se no posto avançado da soberania portuguesa na América do Sul.

As razões são principalmente de ordem política. Tendo-se em vista a recente fundação da Colônia de Sacramento e a conseqüente necessidade de dar-lhe cobertura estratégico-militar, foi implantado um sistema defensivo para o litoral, onde se incluía a Ilha de Santa Catarina e a barra do Rio Grande.

 

O povoamento açoriano

 

A fundação das povoações "vicentistas" no litoral catarinense não fortaleceu o surto demográfico em toda sua extensão, mas tão somente criou três núcleos isolados, vivendo de sua subsistência como foi o caso de São Francisco, Desterro e Laguna. Posteriormente, ocorreu o quase total abandono da povoa de Nossa Senhora do Desterro, com a morte brutal de seu fundador e a fuga dos seus parentes e acompanhantes.

As ilhas do Arquipélago dos Açores, sofrendo abalos sísmicos terrestres ou submarinos, estimularam a saída de parte de sua população. Aliado a este fator estaria o precário desenvolvimento econômico da região, o desejo de lançar-se ao mar, mas principalmente o excesso populacional que em decorrência, provocava a escassez de alimentos em determinadas ocasiões.

O açoriano, embora desenvolva outras atividades de subsistência, mantém a continuidade da tradição pesqueira. Sua chegada coincide com a implantação e o desenvolvimento das "armações" de baleia. Assim, passa a desempenhar aquela atividade em alto-mar e, por conseqüência, surge a construção naval.

Como resultantes culturais, o elenco de manifestações da cultural popular inclui a tecelagem manual, técnicas de pesca, o folguedo "boi-na-vara", os "pão-por-Deus", danças (geralmente denominadas como fandangos), as festividades do ciclo do Divino Espírito Santo, além do substrato lingüístico.

 

O caminho do Sul

 

A conquista do sul pelos paulistas foi efetuada inicialmente pelo litoral, através da ocupação desde São Vicente até Laguna, no século 17.

Em 1720, Bartolomeu Paes de Abreu, sertanista, sugeriu ao Rei de Portugal, a abertura de um caminho que ligasse São Paulo ao atual Rio Grande do Sul. Referia-se às regiões de campos favoráveis à criação de gado, do qual o índio das missões foi o primeiro vaqueiro.

Na ocasião, muitos habitantes da região de Laguna, por determinação do Governador de São Paulo e atraídos pela criação de gado, dirigiram-se para as terras rio-grandenses, passando assim a povoar os "pampas".

A necessidade de um caminho terrestre que interligasse o extremo sul até São Paulo ou Rio de Janeiro prendia-se ao interesse econômico de abastecer as regiões de mineração com alimento e animal de transporte e também como meio de defesa da Colônia do Sacramento, aquele reduto português na região platina.

A iniciativa da construção de uma via de comunicação pelo interior provocou desagrado aos comerciantes tanto de Laguna como da Ilha de Santa Catarina pelo prejuízo que tal caminho poderia causar-lhes já que a atividade comercial era exercida exclusivamente através dos portos.

A fundação de Lages

Entre os tropeiros que, constantemente, através do "caminho do sul", demandavam aos campos de Viamão, em terras rio-grandenses, encontrava-se Antônio Correa Pinto, encarregado em 1766 de fundar uma povoação no sertão de Curitiba, num local que servia de paragem, chamada Lages. A determinação era de que a futura Vila deveria chamar-se Vila Nova dos Prazeres. Como argumento, dizia que havia a necessidade de proteção dos habitantes da região, mas também previa o desenvolvimento da agricultura e pecuária local e também como elemento estratégico, contra as investidas dos espanhóis.

Logo após a fundação de Lages, a Câmara da Vila de Laguna determinou a abertura de uma estrada ligando-a ao planalto, acompanhando o curso do rio Tubarão. Esta estrada, com melhorias no seus traçado é a que, hoje, se denomina "estrada do rio do Rastro".

 

A invasão espanhola de 1777

 

Em meados do século 18, após a anulação do Tratado de Madri, agravaram-se os conflitos entre as duas nações ibéricas, Portugal e Espanha, com a Guerra dos Sete Anos, na qual combateram Inglaterra e Portugal contra França e Espanha.

Os reflexos dessa guerra fizeram-se sentir na América, imediatamente. Tropas espanholas sob o comando de Cevallos, Governador de Bueno Aires, em 1762, invadiram a Colônia de Sacramento e regiões do atual Rio Grande do Sul.

Quando foi assinado o acordo de paz (Tratado de Paris) entra Portugal e Espanha foi devolvida a Colônia do Sacramento mas os espanhóis permaneceram no Rio Grande.

Diante dessa situação, o governo português, na pessoa do Marquês de Pombal, ministro do rei de D. José I, organizou um plano de expulsão dos espanhóis do Rio Grande, tendo como ponto de apoio a Ilha de Santa Catarina.

Com base nisso, inicia-se em 1774, o preparo da Capitania de Santa Catarina para as eventualidades de uma guerra no sul.

Para enfrentar as forças luso-brasileiras a Espanha organizou uma grande expedição cuja esquadra transportava um expressivo contingente (cerca de 9.000 soldados, além de mais de 6.000 elementos da marinha).

O governo português, além das fortificações já existentes na Ilha de Santa Catarina, preocupou-se em completar o sistema de defesa, através de instruções, recursos humanos, material bélico e embarcações. O forte da Ilha constituía uma força composta de 143 canhões.

A ocupação da Ilha de Santa Catarina

Em fevereiro de 1777 a força naval espanhola chega à enseada de Canasvieiras e dali invade com sucesso a ilha, provocando a retirada das autoridades e parte das tropas para o lado do continente.

Diante disso, alguns dias depois, é assinado o termo de capitulação e a entrega da Ilha de Santa Catarina a D. Pedro Cevalles, comandante da expedição.

A capitulação das tropas portuguesas fez-se de forma humilhante, com a fuga de uns e o embarque de outros em direção ao Rio de Janeiro.

O objetivo de dominar a Ilha evidenciou-se com a presença de inúmeros sacerdotes que, acompanhando a expedição, distribuíram-se pelas freguesias da Ilha.

O Tratado de Santo Ildefonso

As negociações de um tratado tiveram início após a morte de D. José I e a ascensão de D, Maria I.


Pelas cláusulas do contrato, assinado ainda em 1777, Portugal recebeu de volta a Ilha de Santa Catarina e ficou com quase todo o atual Estado do Rio Grande do Sul. Com respeito à Ilha o Governo português se comprometia a não utilizá-la como base naval nem por embarcações de guerra ou de comércio estrangeiros.

 

Alemães, italianos e eslavos

 

A Colonização Alemã

A primeira colônia européia em Santa Catarina foi instalada, por iniciativa do governo, em São Pedro de Alcântara, em 1829. Eram 523 colonos católicos vindos de Bremem (Alemanha).

Em 1829, a Sociedade Colonizadora de Hamburgo adquiriu 8 léguas quadradas de terra, correspondentes ao dote da princesa Dona Francisca, que casa com o príncipe, fundando a colônia Dona Francisca. Apesar das dificuldades do clima, do solo e do relevo, a colônia prosperou, expandindo-se pelos vales e planaltos e dando origem, em 1870, à colônia de São Bento do Sul. O núcleo dessa colônia deu origem à cidade de Joinville.
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A colônia de Blumenau (atual Blumenau), no vale do rio Itajaí-Açú, fundada, em 1850, por um particular, Dr. Hermann Blumenau, foi vendida, dez anos após, ao Governo Imperial.

Em 1893, a Sociedade Colonizadora Hanseática fundava o vale do Itajaí do Norte, a colônia de Hamônia (hoje Ibirama).

No vale do Itajaí-Mirim, a partir de 1860, começaram a chegar as primeiras levas de imigrantes, principalmente alemães e italianos, que dinamizaram a colônia de Itajaí, posteriormente denominada Brusque.

Na parte sul da bacia do rio Tijucas, apesar dos insucessos da colônia pioneira de São Pedro de Alcântara, novos intentos colonizadores foram alcançados por alemães, com a criação das colônias de Santa Tereza e Angelina.

A colonização italiana

O elemento de cultura italiana insere-se no contexto populacional catarinense em seis momentos:

1. Fundação da colônia Nova Itália (atual São João Batista) em 1836, no vale do rio Tijucas, com imigrantes da Ilha da Sardenha.

2. Em decorrência do contrato firmado, em 1874, entre o governo imperial brasileiro e Joaquim Caetano Pinto Júnior, foram fundadas, a partir de 1875, Rio dos Cedros, Rodeio, Ascurra e Apoiúna, em torno da colônia Blumenau; Porto Franco (atual Botuverá) e Nova Trento, em torno da colônia Brusque. Em 1877, funda-se a colônia Luís Alves no vale do rio Itajaí-Açú e implantou-se, no vale do rio Tubarão, os núcleos de Azambuja, Pedras Grandes e Treze de Maio: no vale do Urussanga, os núcleos de Urussanga, Acioli de Vasconcelos (atual Cocal) e Criciúma.

3. Fundação da colônia Grão Pará (atuais municípios de Orleans, Grão Pará, São Ludgero e Braço do Norte), por Conde D'Eu e Joaquim Caetano Pinto Júnior.

4. Efetivação do contrato da Companhia Fiorita com o governo brasileiro em 1891; fundação, em 1893, da colônia Nova Veneza (atuais Nova Veneza e Siderópolis), estendendo-se do vale do rio Mãe Luzia até o vale do rio Araranguá.

5. Expansão das antigas colônias do médio vale do Itajaí-Mirim em direção ao interior, no encontro de novas terras no alto vale do Itajaí (Itajaí do Sul e Itajaí do Oeste, assim como as do perímetro do Rio Tubarão).

6. Ocupação - a partir de 1910, com a vinda dos ítalo-brasileiros do Rio Grande do Sul - das áreas marginais dos vales dos rios do Peixe e do Uruguai e, paulatinamente, do Médio e do Extremo Oeste catarinense.

A colonização eslava

A partir de 1871, chegou a Brusque o primeiro grupo de poloneses, que mais tarde se transferiu para o Paraná. Em função do contrato com o governo imperial, já ocorria o ingresso de poloneses na então província de Santa Catarina, em 1882.

A partir de 1889, novas levas de imigrantes poloneses e russos chegavam ao Sul de Santa Catarina - nos vales dos rios Urussanga, Tubarão, Mãe Luzia e Araranguá - e outras levas se localizaram nos vales dos rios Itajaí e Itapocu e em São Bento do Sul e adjacências.

Nessa mesma época, os imigrantes que chegavam ao porto de Paranaguá0 foram encaminhados pelo Governo do Paraná para a vila de Rio Negro e daí para a colônia Lucena (atual Itaiópolis).

Em 1900, vão ingressar nas localidades de Linha Antunes Braga, em São Camilo e Braço do Norte, nas terras da antiga colônia Grão Pará, e nas localidades de Estrada das Areias, Ribeirão das Pedras, Pedras Warnow Alto e Vargem Grande, nas terras do então município de Blumenau.

Após a Primeira Guerra Mundial, tem-se novos ingressos na região do vale do rio do Peixe, Médio-Oeste Catarinense, em rio das Antas e Ipoméia (1926); no vale do rio Uruguai, nos tributários do Uruguai, em Descanso (1934); no vale do Itajaí do Oeste (1937); em Faxinal dos Guedes (1938) e alto vale do Itajaí do Norte (1939) entre alguns outros poucos lugares.

Com a Segunda Guerra Mundial, imigrantes poloneses dirigiram-se, em 1940, através do vale do rio Uruguai para Mondaí e, em 1948, do alto vale do Itajaí para Pouso Redondo.

 

O período republicano

 

A partir de 1870, o império passou a enfrentar dificuldades crescentes, motivadas pelas mudanças de ordem econômica, tais como: a expansão cafeeira, a substituição da mão-de-obra escrava pela assalariada, a expansão das atividades industriais, comerciais e dos transportes; alterações sociais como o crescimento da população urbana, aumento da classe média urbana, maior escolarização etc.

Além disso, a crescente oposição dos que defendiam a república, organizou um novo partido - o republicano. A campanha em defesa do regime republicano correspondia às aspirações políticas dos novos grupos sociais e dos seus interesses econômicos.

Os vários segmentos da sociedade - como os produtores de café, os militares, os funcionários públicos e os profissionais liberais - reagiram contra a monarquia, cujas críticas concentraram-se no Manifesto Republicano divulgado em 1870, um pouco antes da criação do partido republicano. Essas críticas referiam-se, dentre outros motivos: à estagnação da vida política causada pelos partidos existentes (liberal e conservador); à excessiva centralização política e administrativa, que impedia a autonomia das províncias; à manutenção do trabalho escravo.

Participação de Santa Catarina no movimento republicano

O Partido Republicano consolidou-se inicialmente em algumas províncias, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Assim como o restante do país, Santa Catarina não participou do Manifesto de 1870 e da fundação do Partido Republicano, porém, não ficou à margem dos dois grandes temas da época, abolição da escravatura e idéias republicanas, manifestando-se em âmbito regional, com propagandas e movimentos sendo feitos através de clubes e jornais.

Foram fundados o Clube de Camboriú, em 1887, sob a presidência de Manoel Antônio Pereira, o "Clube Republicano Federalista" de Joinville e o "Clube Republicano Esteves Jr.", no Desterro, sob a presidência do farmacêutico Raulino Júlio Adolfo Oto Hom, no mesmo ano, e tendo como vice-presidente Gustavo Richard.

Dentre os jornais que divulgaram as idéias republicanas, surgiu, no Desterro, a "Voz do Povo" que, inclusive, se considerava "órgão do partido Republicano". Em 1886 surge outro, "O Independente", em Tijucas e também "A Folha Livre", que foi o jornal republicano de Joinville. Ainda apareceram "A Evolução" na capital e o "Blumenauer-Zeitung", em Blumenau.

A proclamação e a adesão à República

No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, à frente de um grupo militar apoiado por outros grupos republicanos, proclamou a República no Rio de Janeiro. No mesmo dia, foi organizado o governo provisório, chefiado pelo próprio Marechal.

Logo após o recebimento da notícia da proclamação, os associados do Clube Republicano do Desterro e os oficiais da Guarnição Militar aclamam um triunvirato destinado a assumir o governo catarinense. Essa Junta Governativa foi composta por Raulino Hom, pelo Coronel João Batista do Rego Barros (comandante da guarnição militar) e pelo Dr. Alexandre Marcelino Bayma, médico da referida guarnição.

A substituição do Presidente da Província, Dr. Luís Alves Leite de Oliveira Bello, pelo novo governo, foi feita de forma pacífica, com a adesão dos deputados monarquistas presentes. Ao proclamar-se a República, já existia, em território catarinense, uma Câmara Municipal totalmente republicana: a de São Bento do Sul.

Um a um, os demais municípios catarinenses vão aderir ao novo regime, que fortalece as lideranças regionais e Santa Catarina passará a ser governada por seus filhos, com a condução dos negócios públicos de acordo com os anseios da comunidade catarinense.

O primeiro governo republicano

Para o governo de Santa Catarina, foi escolhido o Tenente Lauro Severiano Müller, que chegou ao Desterro em 1889.

Suas primeiras atitudes foram no sentido de fazer o congraçamento da população catarinense através de visitas aos vários municípios. Após a dissolução das Câmaras Municipais, criou as Intendências Municipais.

O novo governo federal convocou, de imediato, uma Assembléia Constituinte e, em 1890, foram realizadas as eleições. Desta maneira, com a saída de Lauro Müller, o governo do Estado ficou sob a responsabilidade de Gustavo Richard, que era o 2o vice-governador.

Em 24 de fevereiro de 1891, foi promulgada a Constituição Federal que estabeleceu, no Brasil, a República Federativa, correspondente à união dos estados autônomos.


Alterou bastante a organização do Estado, como por exemplo, o Presidente da República seria eleito pelo povo: senadores e deputados também seriam eleitos pelo povo, cujo direito de voto caberia aos cidadãos homens, maiores de 21 anos e alfabetizados; as províncias passariam a ser Estados, com maior autonomia política e administrativa etc.

Em seguida, estabeleceram-se as eleições para a Assembléia Constituinte Estadual. A Constituinte de Santa Catarina foi instalada a 28 de abril de 1891 e, no mês seguinte, elegia para governador o mesmo Lauro Müller e, para primeiro e segundo vices, Raulino Hom e Gustavo Richard, respectivamente. Em junho, os constituintes davam, ao Estado, a sua primeira Constituição.

A partir daí, foi efetiva a participação política de Lauro Müller, galgando os mais altos postos, como: governador do Estado, senador, ministro da viação e obras públicas e ministro das relações exteriores.

 

Os ideais liberais e a Revolução Farroupilha

 

O período regencial caracterizou-se por uma série de agitações de ordem social e política. Ocorrência de revoltas em vários pontos do país, muitas das quais colocaram em perigo a unidade nacional, motivadas pelas dificuldades econômicas e pelo descontentamento político.

A república foi proclamada em 1836, na Câmara Municipal de Piratini e a pretensão de estendê-la a outras províncias fez com que chegasse até
Santa Catarina.

As idéias liberais em Santa Catarina

O desenvolvimento das idéias liberais em Santa Catarina pôde ser visto através das publicações de Jerônimo Francisco Coelho e das atividades da "Sociedade Patriótica". Ao romper a Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul, desenvolveu-se ainda mais o espírito liberal nas terras catarinenses.

A eclosão daquele movimento encontrou na Presidência da Província de Santa Catarina, Feliciano Nunes Pires. Logo, em seguida, foi substituído pelo Presidente José Mariano de Albuquerque Cavalcanti. Ao tomar conhecimento das manifestações surgidas na laguna em favor dos farroupilhas, tentou abafá-las.

Em Lages, encontrou-se outro grande defensor da causa farroupilha, na pessoa do seu pároco, o Padre João Vicente Fernandes. É interessante destacar a intensa pregação liberal praticada pelo clero naquele período.  As tendências liberais propagadas pela província catarinense provocaram a constante substituição dos seus presidentes.

Tendo assumido a presidência, o Coronel José Joaquim Machado de Oliveira realizou uma política de conciliação, pois, não lhe era estranha à adesão dos catarinenses aos ideais farroupilhas. Isto provocou sua substituição em outubro de 1837, pelo português Brigadeiro João Carlos Pardal.

O Brigadeiro Pardal exerceu suas funções com despotismo e muita arbitrariedade, o que provocou ainda o descontentamento dos catarinenses. Quando de sua administração deu-se à tomada de Laguna pelos farroupilhas aumentando o foco liberal no litoral da Santa Catarina. Entre os principais defensores das idéias liberais pode-se destacar, na Capital da Província, João Antônio Rodrigues Pereira, Francisco Duarte Silva, João Francisco de Souza Coutinho, Joaquim Cardoso e João José de Castro.

 

A República Catarinense e Anita Garibaldi

 

Além da receptividade quanto aos ideais liberais, a investida dos farroupilhas à Laguna, levou em consideração o seu valor como centro abastecedor das tropas e por ser um porto de mar à disposição, no momento em que estavam sem saída para o mar, no Rio Grande do Sul. Daí o interesse de incorporá-la à República de Piratini.

A tomada de Laguna foi feita pela ação conjugada das forças farroupilhas, as de mar sob comando de Giuseppe Garibaldi e as de terra tendo à frente Davi Canabarro.

Assim, a 22 de julho de 1839, estava Laguna em poder dos farroupilhas. Deram-lhe o nome de "Cidade Juliana de Laguna" e instalaram o Governo Provisório da "República Catarinense", sob a presidência de Davi Canabarro. Propôs o mesmo, que se organizasse de forma democrática, a nova república e, para tal, ordenou que a Câmara Municipal procedesse à eleição provisória do Presidente da "República Catarinense".

A extensão das forças liberais no litoral catarinense exigiu, por sua vez, que o Governo Central colocasse na Presidência da Província um elemento com larga experiência; tratava-se do Marechal Francisco José de Souza Soares Andréa, militar de relevantes serviços à causa legalista. Imediatamente foi organizada a repressão, ocasionando a derrota farroupilha.

A derrota naval dos farroupilhas ocorreu no final de 1839 e a eles, só restou, como alternativa, marchar por terra em direção ao planalto sob o comando do Coronel Joaquim Teixeira Nunes e de Garibaldi.

É nesse trajeto que muitos deles são aprisionados, entre eles Ana de Jesus Ribeiro (Anita Garibaldi) que consegue fugir e reunir-se a Garibaldi em Lages, para seguirem logo após para o Rio Grande do Sul.

Em março de 1840 desaparece a efêmera república em Santa Catarina. Entretanto, apenas em 1845 finaliza a Revolução Farroupilha quando o Governo Imperial aceita muitas das reivindicações dos gaúchos.

Anita Garibaldi

A catarinense Ana Maria de Jesus Ribeiro tornou-se legendária nas lutas liberais dos dois lados do Oceano Atlântico -- quer nas terras brasileiras, quer nas da península italiana -- e, por isso, foi denominada de "Heroína dos Dois Mundos", com o nome de Anita Garibaldi.

A presença de Garibaldi na Laguna fez com que Anita se envolvesse com a causa farroupilha participando da reação contra as forças imperiais e acompanhando os revolucionários na retirada da Laguna em direção ao planalto.

Em janeiro de 1840, Anita foi feita prisioneira quando os farroupilhas são atacados de surpresa, em local próximo ao rio Marombas. Entretanto, consegue fugir e, embora grávida, vai reunir-se a Garibaldi em Lages e dai seguem para o Rio Grande do Sul. A partir daí, sofreu todos os contratempos que uma revolução possa trazer, sempre acompanhando o seu Garibaldi.

Em 1841 partem para o Uruguai onde lutam em favor da preservação da república uruguaia, com a "Legião Italiana de Montevidéu", onde Anita continua como enfermeira dedicada aos companheiros do marido.

Acompanha Garibaldi, em 1848, quando este retorna à terra natal para prosseguir na luta pela unificação da Itália. Neste mesmo ano Anita veio a falecer em território italiano.

 

A Guerra e a Questão do Contestado

 

A disputa travada entre as províncias do Paraná e Santa Catarina, pela área localizada no planalto meridional entre os rios do Peixe e Peperiguaçu, estendendo-se aos territórios de Curitibanos e Campos Novos era antiga, originada antes mesmo da criação da província do Paraná, em 1853, permanecendo em litígio até o período republicano.

Em 1855, o governo da província do Paraná desenvolvia tese de que a sua jurisdição se estendia por todo o planalto meridional. Daí em diante, uma luta incessante vai ter lugar no Parlamento do Império, onde os representantes de ambas as províncias propunham soluções, sem chegar a fórmulas conciliatórias.

Depois de vários acontecimentos que protelaram as decisões - como a abertura da "Estrada da Serra" e também a disputa entre Brasil e Argentina pelos "Campos de Palmas" ou "Misiones" - o Estado de Santa Catarina, em 1904, teve ganho de causa, embora o Paraná se recusasse a cumprir a sentença.

Houve novo recurso e, em 1909, nova decisão favorável a Santa Catarina, quando, mais uma vez, o Paraná contesta. Em 1910, o Supremo Tribunal dá ganho de causa a Santa Catarina.

A Guerra do Contestado e as operações militares

A região contestada era povoada por "posseiros" que, sem oportunidade de ascensão social ou econômica, como peões ou agregados das grandes fazendas, tomavam, como alternativa, a procura de paragens para tentar nova vida.

Ao lado desses elementos sem maior cultura - mas fundamentalmente religiosos, subordinados a um cristianismo ortodoxo - vão se congregar outros elementos como os operários da construção da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande, ao longo do vale do rio do Peixe.

Junto a esta população marginalizada, destaca-se a atuação dos chamados "monges", dentre os quais o primeiro identificado chamava-se João Maria de Agostoni, de nacionalidade italiana, que transitou pelas regiões do Rio Negro e Lages, desaparecendo após a Proclamação da República.


Após 1893, consta o aparecimento de um segundo João Maria, entre os rios Iguaçu e Uruguai. Em 1987, surge outro monge, no município de Lages. Em 1912, em Campos Novos, surge o monge José Maria, ex-soldado do Exército, Miguel Lucena de Boaventura, que não aceitava os problemas sociais que atingiam a população sertaneja do planalto.

O agrupamento que começou a se formar em torno do monge, composto principalmente de caboclos saídos de Curitibanos, se instala nos Campos do Irani. Esta área, sob o controle do Paraná, teme os "invasores catarinenses" e mobiliza o seu Regimento de Segurança, pois esta invasão ocorre, justamente, naquele momento de litígio entre os dois Estados.

Em novembro de 1912, o acampamento de Irani é atacado pela força policial paranaense e trava-se sangrento combate, com a perda de muitos homens e de grande quantidade de material bélico do Paraná, o que fez desencadear novos confrontos, além do agravamento das relações entre Paraná e Santa Catarina.

Os caboclos vão formar, pela segunda vez, em dezembro de 1913, uma concentração em Taquaruçu, que se tornou a "Cidade Santa", com grande religiosidade e, na qual, os caboclos tratavam-se como "irmãos". Neste mesmo ano, tropas do Exército e da Força Policial de Santa Catarina atacam Taquaruçu, mas são expulsas, deixando, ali, grande parte do armamento.

Após a morte de outro líder, Praxedes Gomes Damasceno, antigo seguidor do monge José Maria, os caboclos se encontram enfraquecidos. No segundo ataque, Taquaruçu era um reduto com grande predomínio de mulheres e crianças, sendo a povoação arrasada.

Outros povoados, ainda, como Perdizes Grandes, seriam formados e diversos outros combates, principalmente sob a forma de guerrilhas, se travariam até que o conflito na região realmente terminasse.

 

No final do século 19, a descoberta do carvão mineral em suas terras deu forte impulso ao desenvolvimento do sul do Estado, para onde se dirigiram novas levas de imigrantes alemães e também de italianos, que se dedicaram às pequenas lavouras e à fabricação de vinho.


 

Fonte: Governo do Estado de Santa Catarina

Enciclopédia Britânica

 

 

 

 

 

 

 

 

MAPA MUNDI DE JUAN DE LA COSA  - 1500

 

 

 

A zona do mapa em cor verde representa o Novo Mundo, o atual continente americano. No meio, no lugar da América Central encontra-se uma miniatura representando S. Cristóvão, atravessando as águas, apoiado no seu bordão e com Cristo menino aos ombros. O mapa já contém o traçado da linha equatorial e a do trópico de Câncer.

 

Que mensagem queria Juan de La Cosa, proprietário e mestre da nau Santa Maria, cartógrafo de Cristóvão Colombo, transmitir aos vindouros? Atente-se na assinatura críptica de Cristóvão Colombo, XpoFERENS, que significa precisamente “aquele que leva Cristo”. E aquele que leva Cristo aos ombros é Cristóvão. E levou-o até ao Novo Mundo.


 


Clique aqui e veja a imagem bem mais ampliada.

 

 

 

 

 

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Atualizado em: 02 janeiro, 2018.